DISCLAIMER: Alguns nomes de personagens são emprestados de outros lugares.
There was a time when men were kind
When their voices were soft
And their words inviting.
There was a time when love was blind
And the world was a song
And the song was exciting.
There was a time ... then it all went wrong
Susan Boyle – Dreamed a Dream
Houve um tempo em que os homens eram bons
Suas vozes eram doces
e suas palavras encorajadoras
Houve um tempo em que o amor era cego
E o mundo era uma canção
E essa canção era excitante
Houve um tempo... E então tudo deu errado
.-.
CAPÍTULO 1
Memories ²
POV desconhecido
.-.
17 de março de 1992
A mãe está sentada na varanda da casa, olhando para frente e conversando com a irmã, de 17 anos. Falam sobre como será a vida na vila logo após que a criança nascer, afinal, será o primeiro bebê da região que nasce de um casal de transmorfos.
Riem quando a barriga da segunda mulher ronca desesperadamente, reclamando da falta de comida no estômago. A mãe levanta para buscar algo na cozinha. Apóia-se no braço da cadeira, pois está ficando cada vez mais difícil levantar com a barriga de nove meses de gravidez. A irmã ajuda a grávida a ficar em pé e a acompanha até a cozinha.
Enquanto a gestante procura algo para ambas comerem, sua irmã vai até o banheiro lavar as mãos, pois estava brincando com o gato da vizinha.
De repente a mulher carregando o bebê sente um líquido escorrendo pelas pernas. Grita pela irmã e quando a mesma chega, alcançam uma conclusão: a bolsa estourou.
A "pequena" ajuda a irmã a ir até o quarto e se deitar na cama. Ajeita os travesseiros de uma forma confortável e pede pra que a grávida aguarde um pouco, que irá chamar o seu marido e pedir ajuda às mulheres mais velhas da vila.
A menina corre desesperadamente, até que chega à casa de Aaron. Entra rápido e procura pelo rapaz adulto, de aparência muito mais jovem do que a real idade do mesmo.
O encontra na sala, conversando com mais alguns rapazes da alcatéia¹. Pede que algum deles se transforme para contatar o cunhado, que está transformado em algum lugar nas redondezas.
O mais jovem do grupo corre até a floresta e faz o que a garota pediu.
Nesse meio tempo a menina corre novamente, atravessando a vila até chegar à casa de Celine, a enfermeira no hospital da cidade vizinha.
A mesma está na varanda, tricotando. A avisa da situação e ambas correm em direção à casa da grávida.
Entram em casa e a encontram suando e ofegando, contendo gritos de dor. As contrações começam a ficar cada vez mais constantes, doloridas e curtas.
A mulher gritava, urrava e se contorcia, tentando fazer com que a dor fosse menor. As contrações aconteciam a cada 3 minutos, e nesse intervalo de tempo, a mulher ficava fraca e desidratada.
A enfermeira mandou a menina buscar panos e molhar um deles na água. Também pediu um copo de água, para tentarem dar à grávida quando essa se encontrasse mais calma, entre as contrações.
O pai chegou e entrou correndo dentro de casa, indo direto em direção ao quarto do casal. O homem de aparência adolescente, devido ao fato de não envelhecer, correu em direção à esposa, ficando ao seu lado, segurando sua mãe e beijando sua testa suada.
Sua esposa, de aparência também adolescente, urrava cada vez mais, sentindo cada vez mais dor.
Celine começou a instruir a grávida a respirar e a empurrar, pois já estava com boa dilatação e precisavam tirar o bebê lá de dentro.
A mãe, seguindo o que a parteira disse, começou a empurrar, enquanto o marido a tranqüilizava dizendo que daqui a poucos minutos teriam o fruto de seu amor nos seus braços e fazia carinho na esposa.
Passados alguns minutos, o bebê finalmente saiu. A mãe sentiu um misto de alívio e felicidade ao ouvir o choro da linda menina que a parteira segurava.
A moça entregou a criança à mãe, ainda cheia de sangue, mas a mesma não se importou, pois era a sua menininha, sua filha e, como o marido havia dito, o fruto do amor entre os dois. Ela olhou para o marido que sorria bobo olhando para a filha, com um brilho nos olhos que nunca tinha visto antes.
Ela riu e olhou para o bebê também.
A menina estava toda suja, mas ainda assim era linda. Com os ralos cabelos de uma cor escura, entre o preto e o castanho, os olhos num azul claro e profundo, a pele clara e lisa, e o nariz levemente arrebitado, a menina já encantava a todos.
Um pequeno biquinho estava estampado na sua boca, deixando suas feições ainda mais perfeitas.
Os pais se olharam e deram um curto beijo, para selar o amor existente entre eles, e que agora seria também direcionado ao pequeno ser que eles geraram.
A mãe olhou pra criança mais uma vez, e uma lágrima de alegria rolou na sua face, antes de entregar o bebê ao rapaz, para que esse pudesse sentir o calor da menina em seus braços, para enfim poder se dizer pai.
Ele pegou a criança e a embalou, rindo para a menina.
Sentou-se ao lado da esposa, e juntos, um na presença do outro, se sentiram como a família mais feliz do mundo.
30 de Julho de 1995
Correndo loucamente pelo jardim está a nossa pequena criança. Agora com três anos e quase quatro meses, Paige já está correndo como se fosse correr em maratonas sua vida inteira. A família ainda morava na mesma vila onde a menina nasceu, e não pretendiam deixar de morar lá.
A mãe, ainda com a aparência de uma adolescente, observava a menina correr atrás do pai pelo jardim. Eles riem e brincam como se a vida fosse só diversão, mas enquanto alguns se divertem, ela esta lá, lavando a louça do almoço.
Desviou a atenção por um minuto e quando olhou para fora novamente, encontrou a menina sozinha sentada na grama no meio do jardim. Antes que pudesse sair para ver onde o marido se encontrava, um lobo preto enorme pulou por cima da grade e começou a rodear a menina.
A mãe, irritada, corre em direção ao jardim, mas antes que possa reclamar de algo, a criança já está em pé, tentando puxar o rabo do animal, enquanto o mesmo o balança na frente da menina.
Delicadamente, o bicho empurra a menina, que cai na grama de barriga pra cima, e começa a fazer cócegas com o focinho nela.
A mulher se junta à brincadeira, pulando em cima do marido-lobo e rindo.
Ele deixa de fazer cócegas na menina e sacode as costas de leve, fazendo com que a esposa cai no chão.
Ganindo, dá uma lambida em toda a extensão do rosto da mulher, que reclama e ri ao mesmo tempo. O lobo se afasta e deixa a mulher se levantar.
Ela pega a criança e ambas vão em direção à uma árvore.
Faz sinal para que o marido-lobo as siga.
Ele se aproxima e sua esposa diz pra ele se deitar em baixo da árvore. Entendendo o que a mulher quer, ele se deita, e ela logo se apóia nele, com a criança entre os braços.
A menina se aconchega entre a mãe e o pai e fecha os olhos, preparada pra passar mais uma tarde descansando com a família no jardim.
13 de setembro de 1997
Com o coração apertado, a mãe recebe a visita. Amigas da época em que morava mais ao sul. Amigas da época de escola. Amigas também transmorfas.
Sorri e cumprimenta cada uma das três moças que ali estão, juntamente com o rapaz que as acompanha. Encaminha todos para a sala, pedindo para que se sentem.
Assim que todos estão confortavelmente em seus lugares, a mãe chama a menina, que vem correndo do quarto.
Com os cabelos ainda escuros, pele clara e olhos azuis, a menina sorri e corre para o colo da mãe.
O pai chega logo em seguida, sentando-se ao lado da esposa.
A mãe respira fundo e começa a explicar a situação para a menina, esperando que, mesmo com a pouca idade de cinco anos, sua filha entenda.
Ela explica que algumas pessoas estão chegando à vila, e que essas pessoas são más, por isso a menina vai passar alguns dias na casa dessas três moças e desse rapaz. Mas isso só até que eles tenham ido embora, depois a menina poderá voltar.
Desconfiada, a menina pede no ouvido da mãe se essas pessoas na sala também são transmorfos, e a mãe, dando um riso, afirma que sim.
A menina sorri e pede abertamente que tipo de transmorfos eles são, e gargalhando alto pela esperteza da menina, eles respondem que também são lobos.
A criança fica com os olhos brilhantes ante a perspectiva de conhecer mais do seu tipo, mas logo percebe que terá de se distanciar da família.
Com lágrimas escorrendo pelo rosto, ela pede pros pais quando ela tem que ir, e, chocada com a rapidez, os pais dizem que ela já irá com eles hoje, mas que dentro de poucas semanas, eles irão até a casa deles para buscá-la.
A mãe pede pra menina ir para o quarto, dizendo que logo está indo também, para arrumarem as malas.
Antes de a criança estar fora do raio de alcance, ela ainda ouviu um rapaz pedir a seus pais quantos vampiros estavam vindo.
Sem saber do que falavam, a menina continuou andando até o quarto, e começou a puxar as roupas pra fora do armário.
A mãe entrou no quarto logo em seguida, e ajudou a filha a arrumar suas coisas.
Depois de um longo tempo de espera, ela estava pronta pra ir.
Na hora da despedida, chorou muito mais do que pensava que seu corpinho de cinco anos pudesse agüentar, mas jurou ser forte.
Abraçaram-se e beijou muito seus pais, como se fosse a última vez que fosse vê-los. Despediu-se de todos da vila e entrou no carro dos estranhos.
Ao fim do terceiro dia de viagem, chegaram à outra vila.
26 de abril de 1998
Sete meses haviam se passado, e seus pais não tinham ido buscá-la. Por mais que quisesse negar, sabia que seus pais nunca iriam voltar para ela.
Ela já tinha percebido, nas primeiras semanas, que quando fazia alguma pergunta em relação à seus pais, ninguém respondia, ou davam uma resposta vaga, no melhor estilo de "eu tenho certeza que eles virão querida. Não se preocupe".
Mas ela sabia que isso não era verdade e que seus pais estavam em algum outro lugar, mas não na vila onde ela nascera.
Recusava-se a pensar que eles não a viam buscar porque não a queriam mais. E quando comentou isso com Taylor, a mulher que cuidava dela, a jovem, chocada, quase escalpelou a menina só por pensar tamanha besteira.
Após morar aqui por tanto tempo, Paige já se acostumara a viver de acordo com essa vila, mal lembrando da época que morava na outra.
Era jovem demais para lembrar de tudo, mas algumas lembranças ficaram na sua mente, como o cheiro do almoço que sua mãe fazia, as brincadeiras com o pai no jardim, as tardes em que dormia aconchegada no calor de lobo do corpo paterno.
Mas essas lembranças foram sendo substituídas por outras, parecidas, mas não iguais.
O cheiro da comida que Taylor fazia substituiu o cheiro da comida da mãe dela.
As tardes que brincava com o pai foram substituídas pelas tardes que passava com Alex, que tinha quase a mesma idade que a menina, sendo somente dois anos mais velho, e com Patrick, que tinha 12 anos e era irmão de Alex.
E agora a menina mal lembrava a aparência de lobo dos pais, depois de ver tantas diferentes na nova vila. Pois aqui, diferente de onde passou os primeiros anos de sua vida, quem era transmorfo podia se mudar no meio da rua no caso de alguma emergência.
Rapazes pulavam da varanda de casa e se transformavam no ar, antes de cair no chão e ir pra floresta. E era comum haver "visitas" de pessoas más, que agora Paige sabia se tratar de vampiros.
Algumas semanas após ter chego à sua nova casa, Paige fez muitas perguntas à Taylor, e esta lhe respondeu todas, porque na achava justo a menina ter de viver longe dos pais e não saber o porquê dessa decisão.
E com tantas passagens de vampiros pela região, consequentemente cada vez mais jovens da vila estavam se explodindo em lobos.
17 de Julho de 2004
Enquanto ia em direção à casa, a garota ouviu um tumulto, e pessoas falando alto.
Chegou perto do aglomerado e o que viu não a chocou, pois estava acostumada com as brigas entre Patrick e os outros meninos da vila.
Dessa vez ela até imaginava o motivo da briga: Peter, um rapaz mais novo que Patrick, havia se transformado ontem pela primeira vez, e como Tick, como tinha carinhosamente apelidado o rapaz, era o mais velho, era de se esperar que ele mudasse primeiro.
Alex, irmão de Patrick, acabara de chegar e olhou para Paige, como que pedindo uma explicação. A garota levantou os ombros, num sinal de não saber ao certo a razão pra tudo isso.
Totalmente desatento à atenção que crescia cada vez mais ao seu redor, Patrick, ainda esbravejando, começou a sentir algo estranho passando por suas veias, a suar frio, e seu corpo começou a tremer levemente.
Respirou fundo, e por um curto período de tempo, pensou que a sensação tinha passado, mas seu alívio foi breve, pois um tremor desceu por sua espinha, mais forte do que antes.
Peter, que pareceu ter se dado conta do que estava pra acontecer, pediu para os outros garotos o ajudarem a acalmar Patrick.
Infelizmente não foi o suficiente, pois outro tremor percorreu seu corpo e algumas convulsões se fizeram presentes.
Patrick atirou a cabeça para trás e um grunhido saiu de seus dentes. Tombou pra frente e tremeu mais ainda, violentamente.
Quando estava quase caindo no chão, um som alto de algo se rasgando fez todos se afastarem.
Logo, o menino explodiu num lobo.
O pêlo cinza como cimento saiu do rapaz, fundindo-se numa forma muito maior do que o corpo do menino fosse capaz de agüentar.
Estava forte e curvado, pronto para atacar.
Antes que Peter tivesse tempo de se transformar e uma luta se desencadear ali mesmo, o líder da alcatéia se fez presente e mandou todos irem pras suas casas.
Só ele, Patrick e alguns meninos ficaram ali.
Logo, o próprio líder estava mudado, mandando todos até a floresta e instruindo mentalmente Patrick de como voltar à forma normal, que seria de um menino de 18 anos congelado nessa idade eternamente, ou até que o mesmo resolvesse parar de se transformar.
22 de junho de 2006
Alex e a garota morena de olhos azuis estavam sentados na grande pedra que fica no meio da vila. Conversavam sobre como a vida estava cada vez mais pacata na região.
Os ataques de vampiros eram cada vez menos comuns, mas os rapazes estavam se transformando mais frequentemente, com medo de não poderem mais, depois de tanto tempo parados.
Atitude que deixa ambos os jovens irritados, pois são agora os únicos com que falta que a transformação ocorra.
Ninguém queria admitir em voz alta, mas a vila inteira estava ansiosa ante a oportunidade de ver a única jovem fêmea do grupo explodir num animal.
Ignorando os lobos que zanzavam pelas ruelas, os dois amigos estavam tão entretidos na sua própria conversa, que nem perceberam a leve agitação que tomou conta do lugar.
Os animais começaram a correr freneticamente em direção à floresta, e os que ainda não estavam transformados faziam isso agora.
Quando finalmente percebem o tumulto em que a vila está, os jovens parecem se dar conta do que está acontecendo.
Num átimo, Paige já desceu de cima da pedra e Alex a segue.
Os dois tentam correr até a casa de Taylor antes que os vampiros consigam chegar à vila.
Assim que alcançam a casa e entram nela, o rapaz sente algo de estranho se apoderando dele, como se algo estivesse preso em sua garganta.
Seu corpo está oscilando, não consegue enxergar direito e um tremor brusco sacode sua espinha.
Sua cabeça dói, como se alguém estivesse batendo nela com um martelo. Uma convulsão, seguida de um gemido, o arremete.
Percebendo o que está prestes a ocorrer, o rapaz corre para fora de casa.
Quando está pulando os degraus, um urro sai de sua garganta e o rapaz sente sua pele se arrebentando.
Sua pele levemente bronzeada dá lugar a uma pelagem escura e manchada em marrom, seus olhos, antes castanhos, ficam pretos como breu.
Um uivo sai do fundo de sua garganta, seus pêlos se eriçam, suas pernas pegam impulso, e logo o garoto-lobo está no ar, indo em direção à floresta, para se juntar à sua alcatéia.
29 de março de 2008
(Leiaouvindo Everything Burns – Anastacia feat. Ben Moody)
http: // www . youtube . com / watch?v = DKCcc yZvtIo (ou no perfil)
A garota havia feito 16 anos há quase duas semanas. Haviam feito uma festa pequena na vila, a pedido da menina, que não queria algo muito grandioso.
Só uma pequena comemoração, que envolveu todos que ali moravam, e um grande churrasco coletivo no único salão do local.
Muitas risadas foram soltas no dia, uma comemoração certamente inesquecível, principalmente pra menina, que finalmente dera o primeiro beijo.
O rapaz-lobo Peter havia se declarado, dizendo que já há algum tempo nutria sentimentos pela menina.
Com uma felicidade exuberante, a garota em fim disse ao rapaz que o amava, correspondendo ao beijo amoroso que o mesmo lhe dera.
Juraram fidelidade um ao outro, e prometeram ficar juntos até o fim dos tempos. Nada em que a garota acreditava agora, após ver seu amado se agarrando com qualquer uma na frente dela, como se a morena fosse invisível.
Paige correu para longe do casal assim que os viu. Lágrimas escorriam pelo seu rosto enquanto a menina soluçava freneticamente.
O rapaz-lobo, após se dar conta que a garota o havia flagrado, correu atrás dela, mas ela parecia não o ouvir. Mas ela o ouvia claramente, só o ignorava, pois doía demais aceitar o que havia visto e depois o ver correndo atrás dela, como se ele se importasse com os sentimentos da menina.
Ela correu até não sentir mais seus pés doerem, não sentia mais o chão. Seu primeiro amor havia fracassado, e ela nem sabia o porquê.
Continuava correndo, ignorando os galhos que batiam em seus braços e os ramos que arranhavam suas pernas. Um soluço trancou em sua garganta, e seu corpo tremeu levemente.
Forçou a passagem de som na sua garganta e um grito estrondoso saiu dali. Gritou de dor, de decepção, de mágoa, de tristeza, de angústia. Mais um tremor, junto com uma leve convulsão, percorreu os braços e pernas da garota.
Mesmo assim, nossa menina ainda corria. Lembrando da cena que presenciara, uma faca se instalou em seu peito, e o rasgou em mil pedaços.
Eles juraram amor eterno, e fidelidade. Ele não havia cumprido a promessa. Ele a tinha traído. Ele tinha rejeitado seu amor.
Mais uma vez ela tinha sido enganada por quem ela mais amava. Mais um grito partiu de seus lábios. Mais uma faca adentrou no seu coração. Mais tremores percorreram toda a extensão de seu pequeno corpo.
A menina pulou por cima de um galho deitado, e antes de seus pés tocarem o chão novamente, uma convulsão poderosa tomou conta de seu corpo, suas roupas rasgaram em pedaços minúsculos e a menina explodiu num lobo branco.
De pêlo albino, focinho preto e olhos claros e azuis.
A garota nem percebera a mudança, e continuara correndo. Estava com os olhos embaçados com as lágrimas, só o que via era a mesma imagem: seu amor com outra.
Não ouvia nada, mas mesmo assim corria. Parou abruptamente, quando viu que não estava compreendendo todos os seus pensamentos, como se muitos outros estivessem na sua mente.
Confirmando sua hipótese, ouviu Patrick na sua mente, pedindo pra garota-lobo voltar pra casa e cuidar com qual caminho escolhe. Junto com o pedido, veio também a voz de Alex implorando para que a menina voltasse logo. Respirando fundo, mesmo em sua atual forma, a menina vira e corre de volta pra casa, pros braços de seus 'irmãos' e de sua 'mãe'.
¹ de acordo com a breve pesquisa que eu fiz, alcatéia serve pra qualquer animal selvagem, como tigres, lobos, panteras, leões.
² Memórias (melhor traduzir caso alguém não saiba inglês)
* se alguém for médico, enfermeira ou parteira, e por acaso estiver lendo isso aqui, eu não faço idéia se o que eu escrevi este certo. Eu pedi pra minha avó me explicar mais ou menos como isso é feito, porque ela era enfermeira nos tempos dela. Nunca escrevi tantos sinônimos para grávida.
* Desculpem a falta de diálogo, mas eu fiz assim pra que fosse algo mais impessoal sabe?! Só pra que vocês possam entender o passado da Paige, do Alex e do Patrick. E isso é só no começo. Quando forem os tempos atuais, vai ter bastante conversa e vai ser o POV da personagem.
* A imagem da casa na nova vila está no meu perfil.
* Fotos dos personagens estão no meu perfil também.
NOMES EMPRESTADOS E DE ONDE ELES VÊM:
Taylor: Quando tive que criar estava ouvindo uma música da Taylor Swift. COF COF.
Alex: No momento que o criei, estava lendo a série de livros The Mortal Instruments. Peguei o Alex do personagem Alexander Lightwood, mas ao invés de Alec, o apelidei de Alex. Amo demais esses livros e o inseri aqui.
