Saint Seiya não me pertence e sim a Kurumada além dos respectivos meios... Como sabem é sem fins lucrativos e toda aquela história que estamos cansados de ler.
O anjo dourado
Os habitantes desse mundo.
Ângelo esperava pelo irmão e Sofia, mas seus pensamentos estavam focados em relatos de alguns humanos. Comentavam, os humanos, sobre mortais querendo ser Deus. O tal boato o preocupava por inúmeros motivos e um dos mais importantes era por que só havia três Deuses. Ele o Deus dos Mortos, seu irmão mais novo o Deus dos Mares e Sofia a Deusa da Justiça.
Eram poucos, considerados por muitos como uma "espécie" em extinção, por culpa da própria benevolência deles. Dar aos humanos poder e ainda ensiná-los a manipular essa força, que um Deus já nascia com ela, era tentador demais para um mortal. Muitos humanos morreram e ainda morrer por ganância, não só matando a si próprio como os próprios Deuses.
- Irmão? – Chamou Adônis.
Voltou à realidade, disfarçando a sua preocupação e tentou dialogar normalmente como se nada estivesse o incomodando. Sabia que Sofia o olhava querendo descobrir o que pensava na sua mente, em um breve momento, Ângelo reparou bem nela.
Sofia não havia mudado nada desde a última vez que a viu. Os longos cabelos roxos e lisos estavam livres como ela gostava de usá-lo. Os olhos verdes que transmitia a paz que tentava procurar em uma mortal ou Deusa, o corpo esculpido que nenhuma Deusa poderia ter...
- Ângelo? – Escutou a voz doce dela.
- Hã? – Notou que ela o olhava.
- Eu não acredito.
- Não acredita no que, Sofia?
- Eu falei para Adônis que você esta apaixonado.
- E a sua cara não me engana meu irmão. – Os olhos negros se cruzaram quando o caçula falou. – Diga quem é essa mortal. Porque pelo que sei não existe mais nenhuma Deusa para você esta apaixonado.
- Bem... – Ângelo tentou pensar em algo. – É que...
Adônis não aguentou e riu com gosto da cara do irmão, sim eles são irmãos, porém tão diferentes. Ângelo possuiu a pele clara como a neve que contrastava com os cabelos negros e os olhos da mesma cor. O Deus dos Mortos tinha habilidades misteriosas que nunca ninguém as viu, é carismático e forte, nas batalhas sempre ia à frente.
Já Adônis tinha a pele mais escura do que o mais velho, os cabelos azuis, longos e os olhos negros iguais ao do irmão. O Deus dos Mares é o inverso do irmão, franco nas batalhas e tímido, mas quando ameaçado, liberava um poder que superava a do irmão mais velho.
- Então vai nos contar que é a sortuda. – Falou Adônis.
- Ora Adônis... – Não gostava do olhar do irmão.
- Vai mano.
- Se não se calar Sofia vai ficar sem marido.
- Ângelo! – Fitou o. – Algo o preocupada? – Questionou Sofia.
Suspirou antes de contar o que sabia e os motivos da sua volta. Não que a gravidez de Samantha fosse um fato menos importante, mas se ele estivesse certo a profecia se realizaria muito em breve.
-o0o-
Muriel terminava de se arrumar, tinha que ter tempo de sair e voltar sem sua esposa perceber. Olhou a ressoar tranquila depois de amá-la. Era só naquele momento que tinha paz. Enquanto, saia em silêncio e tentando não ser visto, pensava na esposa. Valentine é uma mulher diferente de todas. No olhar carregava o vermelho sangue que metia medo nos inimigos, os cabelos longos, lisos e violeta, o corpo esbelto que a própria gostava de mostrar em roupas ousadas.
- Se eu não a amasse tanto... – Suspirou chegando ao fundo do palácio. – Talvez...
- Falando sozinho de novo, Muriel? – Ele escutou a voz feminina e se voltou para o local.
Ele olha a pessoa que saia das sombras, tão parecida consigo, senão fosse pelo comprimento do cabelo. Enquanto o cabelo de Muriel é curto o de Uriel é longo até a cintura e na mesma cor vermelha, os olhos verdes se encararam e ele fez um sinal para segui-lo.
Sentaram em baixo de uma árvore e começaram a conversar. Só que ambos não perceberam que um par de olhos vermelhos os observava. A conversa não durou muito, mas quando terminou e os dois se despediram com um abraço, Muriel ia voltar ao quarto, porém percebeu alguém o vigiando.
- Talvez? – A voz feminina o deixou em alerta.
- Val... – Falou Muriel ao reconhecer a voz da esposa.
- Val! – Saiu do esconderijo de onde os observava. – Há quanto tempo vocês se veem? Aragon sabe das conversar as escondidas de vocês dois?
- Val... Eu e... Uriel...
- Não enrola!
- Ele não sabe. – Abaixou o rosto.
- Anda me traindo com ela?
- Não! – Encarou a perplexo com tal pergunta.
- Então o que faziam escondidos?
- Val...
- PARA DE ME CHAMAR DE VAL E ME DIZ LOGO O QUE EU QUERO SABER.
- Acalme-se. – Apontou o indicador para ele. – Eu e Uriel somos irmãos. – Valentine levantou uma sobrancelha incrédula. – É verdade.
- Você falou que é filho único.
- Lembra que comentei com você que eu achava Uriel muito parecida comigo...
- Eu pensava que era uma queda pela mocréia...
- Hei! – O ciúme dela é doentio e ele sabia disso. - Respeite a minha irmã.
- Certo continua.
- Ela fez umas pesquisas e descobriu que somos gêmeos por isso da semelhança.
- E porque se esconder? – A unha vermelha por natureza já começava a emitir uma luz. - Se são irmão e gêmeos, coisa que acho estranho. – Estreitou os olhos. - Porque ficar nas sombras como amantes?
- Porque se descobrirem que um signo tem dois representantes... – Como ia explicar o seu medo? Resolveu tentar. - Acha que deixaram nos dois juntos?
- Isso me cheira a enrolação. – Aproximou-se do marido. – Se eu souber que vocês são mais do que irmãos, pode encomendar o caixão. – Ele a olhou assustado. - E mais uma coisa.
- Diga. – Olhou a.
- Você nunca foi silencioso.
Seguiu-a sorrindo sabia que apesar do ciúme, Valentine prezava a verdade. Se ele dizia que os dois eram irmãos, o que ela fez foi aceitar que eles são mesmo irmão. Apesar de achar Uriel muito parecida com o marido. Valentine compreendia as preocupações do amado.
-o0o-
Uriel voltou ao quarto, porém não usou a porta, mas sim a janela só que não esperava ver o marido a esperando. Aragon estava sentado em uma cadeira de frente ao local de onde a esposa adentrou.
- Esqueceu a chave? – A voz do marido a assustou um pouco.
- Não. – Não queria ter que conversar com ele naquele momento.
- Então?
Aragon nunca foi cego e nem tolo, sabia dos encontros entre Uriel e Muriel, só que tudo tem um limite. Mesmo em missão ou um distante do outro, ele notava que a sua esposa sempre escondia algo e procurava algo. E esse algo o preocupava muito.
- Acho que devemos conversar. – Achou por bem esclarece os fatos ao marido.
- Sente-se. – Ele indicou uma cadeira.
- Acho que você sabe do básico. – Sentou no local indicado pelo marido. – Só não sabe o motivo.
- Quando me casei com você não sabia e ainda não sei da metade de sua vida. – Olharam se. – Creio que é isso que esconde de mim. – A vida de esposa era um mistério para ele.
- Sim.
- Sei também que seria incapaz de me trair, digo não só a mim como seu marido, mas como também aos nossos amigos de armas.
- Claro. – Respirou fundo. – Aragon... – Resolveu revelar o segredo. - Eu descobri que tenho um irmão.
- Boa notícia. – Percebeu o olhar triste dela. – Não é?
- Não. – Fitou as suas mãos. – Ele é um de nós... – Confiava e muito no marido. - Aragon ele é...
- Muriel.
- Como? – Ficou assustada ao ouvir o nome do irmão da boca do marido.
- Anjo. – Levantou-se, andou até ela e se ajoelhou na frente da esposa. – Eu não a espionei. Só notei que você estava diferente e começou a investigar a vida de Muriel. – Uriel o fitou. – E você descobriu que a semelhança entre vocês é por serem irmãos.
- Amor... – Começou a chora. – Nossos pais preferiram se livra de mim a...
- Calma!
- Eles...
Não aguentou e chorou por saber de tudo da sua vida. E que mesmo sabendo que são irmãos nunca poderiam contar esse segredo. Ambos têm o mesmo poder e são regidos pela mesma estrela, mas jamais poderiam dizer que são irmãos e nem que são gêmeos. Caso ocorresse de alguém descobrir sobre tal assunto ambos teriam que se digladiar pelo posto. Nunca teria coragem de ferir um amigo quando menos batalhar com seu irmão.
Com o tempo se acalmou, com os carinhos do marido e observou bem o homem que a acolhia em seus braços. Aragon tem os cabelos louros, curtos, um porte de rei, sábio e quando olhava os olhos azuis claros dele se perdia. Uriel tinha ciência que seu esposo foi treinado por anos para ter domínio mais as palavras do que as armas.
- Eu te amo. – Ela declarou.
- Eu também meu anjo. – Enxugou as últimas lágrimas da esposa. – Já que temos uma novidade e sei que alguém já contou as boas novas a certa mulher de título Escorpião...
- Isso me preocupa.
- Ela?
- Não.
- Quem?
- Os Deuses.
-o0o-
Serafim saiu do banho, entrou no cômodo onde ficam as camas e ficou incomodado com o silêncio. Orion é elétrico e quase sempre não ficava quieto. De duas uma ou ele estava aprontando ou não estava no quarto. Abriu os olhos e o sentiu pela energia que ele estava deitado na cama.
- Deve ser bom ver. – Murmurou Serafim.
Sentou-se onde Orion dormia profundamente e tentou criar uma imagem de acordo com os relatos do outros. O cabelo curto castanho, os olhos vivos da cor avelã, o sorriso cativante que demonstrava para quase todos e o corpo forte de muitos treinos.
- Pelo menos sei que você é mais alto que eu... – Falou baixinho Serafim.
- Vem dormi louro.
Sentiu o amigo o puxa para a cama e voltar a ressoar. Serafim ficou quieto até ter certeza que ele voltou a dormir. Tento por uma, duas, três, quatro e na décima vez desistiu de sair do abraço dele.
- Isso me lembra a nossa infância. – Serafim sorriu.
As recordações voltaram para aquele dia que se conheceram. E como um curioso e possessivo Orion tentou ter Serafim como bichinho de estimação.
Flashback
Serafim como todos os dias ficava sentado em baixo de uma árvore, sua mãe dizia que por ter uma pele clara não deveria ser expor ao sol. Entretanto, sabia que não era bem isso que a mãe queria dizer. E sim por ele não ver tão bem quando as crianças da sua idade. Estava com tanta raiva que não notou um menino mais alto do que ele se aproximando.
- Um anjo! – Serafim se assustou e tentou se afastar quando foi impedido. – Calma louro.
- Solte-me! – Forçou sair da mão forte que o segurava.
- Nossa! – Observava o curioso.
- Solte-me!
- Anjos falam?
O menino não percebeu que estava fazendo muita força no braço de Serafim. A curiosidade e por nunca ter visto uma pessoa tão linda e exótica foram os fatos que o deixou curioso a ponto de não notar a força que exercia na pele clara de Serafim.
- Ai! – Percebeu o que fazia, o mais alto, quando o outro esboçou dor.
- Oh! – Soltou o louro. – Perdão... Seu anjo... Eu não fiz... – Afastou-se um pouco. - Por mal... Eu não... Queria...
Serafim não sabia o que fazer, escutou o chorando e seguiu o som. Abraçou o menino que ao perceber que estava sendo abraçado por um suposto anjo, sorriu.
- Desculpa Senhor anjo. – Abraçou Serafim.
- Eu não sou um anjo. – Estava começando a gostar da presença do garoto. - Chamou-me Serafim. – Escutou o outro suspirar por não ter enfurecido o tal anjo. - E qual é seu nome?
- Você não é um anjo?
- Não.
- Eu sou Orion. – Sorriu ao ver Serafim mostrar um belo sorriso. - Mas você é tão bonito que parece um anjo.
- Mas eu não sou...
- Vou pergunta a minha mãe se você pode ser meu. – Saiu correndo puxando Serafim. – MÃE! POSSO FICAR COM ELE?
Foi uma luta convencer Orion que de Serafim não era um anjo e tentar separá-los. Além de colocar na cabeça de um menino, Orion, que pessoas não eram animais de estimações. A mãe de Serafim o deixou dormir com o novo amigo que não desgrudou dele nem um segundo. Com o tempo se tornaram amigos e um não vive sem o outro.
Fim do flashback
Voltou à realidade ao sentir o amigo aninhando os dois. Sorriu ao se lembrar que um é a mente e o outro a força. Fechou os olhos e dormiu; viajar por dois dias sem escalar os deixaram cansados.
Continua...
NOTA: NÃO! Eu não tenho malícia em nada. Ta. Eu tenho. Mas eu acho que alguns de nós temos amigos especiais. E não vejo Serafim e Orion como um casal e sim como irmãos. Orion por saber da condição dele e Serafim por acha que Orion não tem juízo. Vamos dizer que um completa o outro. Bem sobre Val, ela é a mulher, pense na mulher ciumenta, pense em Valentine, o Escorpião. E se vocês notaram não usei o termo cavaleiro, cosmo ou Atena. O motivo é que por ser um mundo "paralelo" as coisas não necessitam ser a mesma coisa que o outro. No decorrer da fic vocês irão entender.
Agradeço aos que lerão e comentarão. Agradeço aos que leram e não comentarão. Agradeço aos que não lerão e nunca irão comentar. Beijos. Ah! Talvez Seiya demore um pouco a aparecer.
