Tchéguê! Mais um capítulo, o Pov da Hinata :3 Apreciem ^^
Naruto e companhia não me pertence, mas o Masashi Kishimoto está a abusar desse poder :c
Hinata
Eu sempre gostei dele. Desde que éramos pequenos e eu ficava simplesmente a admirar aquele ser cheio de vida e energia; tudo o que eu não era, uma miúda sem ponta por onde se pegue; sem graça nenhuma.
Sempre que me lembro, com 6 anos quando entrámos para a escola, aquilo foi o delírio… ainda por cima ficámos na mesma turma… Admito que ele era o motivo do meu sorriso. Quando ele falou comigo pela primeira vez… Hum, lembro-me tão bem quando ele esbarrou em mim…
- Aiiiii, desculpa! Oh... olá. Como te chamas?
- Hi-Hinata. – Disse gaguejando.
-Hinata-chan, bonito nome! Não costumas falar muito pois não?
Abanei a cabeça.
-Hey Naruto! Vem brincar aos ninjas.- Vou já. Bem, Hinata-chan, vou indo. Adeus! Ah e eu sou Uzumaki Naruto.
-É, eu sei. – Disse tão baixo que eu própria mal consegui ouvir enquanto o via a afastar-se com Kiba-kun.
O melhor foi que os anos passavam e eu continuava com aquela paixão platónica. Era mesmo isso. Isso e só isso. Platónica, eu quase desesperava e o peito apertava quando passava mais de três dias sem o ver. As coisas pareciam melhorar, até tínhamos o mesmo grupo de amigos. Sinceramente não percebi bem como, mas andava radiante embora, em certas alturas, o notava muito distante.
Radiante até àquela merda de dia. Dramatizando um bocado, o dia do juízo final, em que o que mais desejei durante quinze anos foi a minha ruína. E o pior é que foi aquele filho da mãe quem estragou tudo. E nem se apercebeu.
Estávamos em casa a jogar ao "verdade ou consequência", eu nem gostava muito, mas só para estar com ele, eu fazia tudo mesmo. Bem, tudo estava a ir, muito normalmente, até que Kiba decidiu desafiar o Naruto:
-Ora bem Uzumaki, eu desafio-te a beijar o Sasuke na boca; andar todo nu à volta do quarteirão do prédio e gritar "eu sou uma borboleta!" e a … Beijar a Hinata.
-Ah fácil! – Gritou ele.
-Calma, também tens de a beijar na boca.
-O quê? Não vou fazer isso. – Aqui fiquei desconfiada. Como assim ele não queria beijar-me? Podia não ser a Sakura, mas pelo menos era uma rapariga. Éramos amigos, será que eu era assim tão repugnante?
-Tens de fazer. Escolhe um.
- Não vou beijar o dobe e muito menos andar nu e… E beijar a Hinata…Nem pensar! Ela é uma irmã. Os irmãos não fazem esse tipo de coisas.
-NARUTO!
- Está bem!
– Belheq! Desculpa Hinata-chan.
E a partir desse dia a docinha Hinatinha morreu. Tá, por fora e na maioria das vezes eu era e ainda sou assim, mas a verdade é que o meu pensamento é mais do que impuro e impróprio e disso tenho a certeza. Porra, aquele miúdo destroçou-me. Aquele beijo, ou melhor, pseudo-beijo em que ele encostou os lábios nos meus não soube a nada; não sei se pela raiva ou pelo choque das suas palavras.
A primeira e única vez. Nem a merda do beijo saiu bem.
Mas quem espera sempre alcança! Ahah, como fui ridícula. Quem é que quero enganar? Eu tinha desistido mas há sempre algo que não nos deixa continuar; parece uma doença que nos consome lentamente…
Hoje faço 18 anos. E este dia vai ser o renascer. TOTAL! Definitivamente. Ontem fui ao café, onde eu e os meus amigos costumamos encontrar-nos para passar o tempo e descontrair.
Entrei e analisei o local, podia encontrar alguém conhecido e dar um olá. Vi algumas mesas vazias, o empregado de mesa a reclamar acerca de uns miúdos idiotas e um Sasuke a olhar para mim com uma cara engraçada, da qual tive vontade de rir. Até que tento perceber a sua expressão e parece-me de susto! E instantaneamente olho para a mesa ao lado da dele e vejo um emaranhado de cor-de-rosa e amarelo.
E só rezei para que fosse uma alucinação. Uma linda alucinação em que gelado de cereja e baunilha se divertiam e o mirtilo não fora convidado. E que merda de diversão.
Nesse momento caiu-me tudo. E as minhas suspeitas foram confirmadas quando aquele mesclado se separou e tive a oportunidade de ver aquele sorriso que tanto amara mas que nunca me tinha sido dirigido.
Olhei uma vez mais para Sasuke, não sei bem porquê, talvez estava à espera que ele saltasse da cadeira, viesse ter comigo e dissesse: "Parabéns! Está nos apanhados!" Pura expectativa de que era tudo uma brincadeira; mas não, só reconheci um olhar que já vira tantas vezes: de pena. Olha, grande coisa! Até o Uchiha tinha pena de mim. Mas não me importei; estava tão embriagada de emoções e choque que o que fiz a seguir foi puro instinto, mas não me arrependo.
Eu admito (mentalmente!) e digo as vezes que forem necessárias (mentalmente!) que também sei ser uma grande vaca! Ah, e como sabe bem dizer (mentalmente!) isso! ÉÉh... aquela Sakura sabia que eu o amava, era uma das minhas melhores amigas e não foi capaz de me contar. Eu vi-os mais juntos, mas pensei que ela estivesse a fazer ciúmes ao Sasuke. Eu senti-me traída também por ela.
Não nego o quanto chorei quando estive sozinha mas jurei ali mesmo que não o faria, só por mim, pela minha dignidade, orgulho e respeito aos últimos 3 anos que me fizeram ver as coisas como elas realmente são.
Não ia ser fraca, a rapariga que ouvira o "não" sem ter tentado algo sequer; era ridícula toda aquela situação… Fodasse, ainda por cima com uma das minhas melhores amigas. Ela era apaixonada pelo Uchiha. Hum… e que oportunidade óptima estando ele ali.
Ergui o corpo para manter a postura e avancei até ao balcão, e apenas vi o olhar interrogativo de Sasuke ao qual achei graça, não sabia que ele era capaz de fazer tantas expressões faciais. Pedi uma água com gás porque aquela história toda estava a dar-me uma azia descomunal; paguei e assim que me virei vi o casalinho a observar-me. Educada como sou e sempre fui, dirigi-me a eles com o intuito de os cumprimentar, sem antes suspirar diante da estupidez que ia fazer. "Porra Hinata!, agora que devias fugir é que estas armada em forte. Devias chegar lá e mandar essa água parra cima deles e ver se começavam a arder de demónios que eram!" ...
...
Ok, nos filmes só funcionava com água benta, mas com água com gás também devia dar… Mas o que fiz foi muito melhor; foi jogada de mestre!
-Oi Sakura-chan. Oi Naruto-kun. Sasuke-san. – Disse acenando com a cabeça; nunca iria perder esta mania.
-Oi Hinata-chan! Queres sentar aqui connosco? – Disse Naruto e eu perguntei-me se ele era assim tão estúpido ao ponto de perguntar aquilo; pelos vistos a Sakura achou que sim, uma vez que lhe deu um pontapé.
-Não, não quero atrapalhar nada. Até! – Disse, com um sorriso falso e começando a perder a coragem, até que Sakura falou.
- Hinata? Nós estamos a namorar. – Honestamente? Apeteceu-me dizer "Jura? Ninguém diria pelos amassos em que estavam há 10 minutos." Mas eu sou Hinata Hyuuga e Hinata Hyuuga não diz esse tipo de coisas, portanto apenas respondi:
- Sim eu percebi.
- E estamos felizes. – E quando penso que não pode piorar. CABOOM! É incrível. E pela primeira vez em 18 anos eu dei uma resposta torta, e sem gaguejar!
-Estão? Ou o Naruto está? – Ai que merda! Isto não ia ser bonito. E aquela gaja ainda se riu na minha cara. O que está a meter tanta graça?
-Estamos. Por favor, não te chateies. – E o meu limite chegou; não tenho que me justificar; o que fiz a seguir foi instinto, MESMO! Hahahaha, não sei que tipo de instintos são estes, a minha cabeça não funciona bem.
-Ah, claro. E se estás assim tão feliz com certeza que não te importas que faça isto… - E inclinei-me para ambos ao mesmo tempo que girava o meu corpo para a mesa do lado onde um Sasuke completamente estupefacto tentava perceber o que diabos estava a acontecer. Inclinei-me um pouco mais e uni os meus lábios aos dele num selo. Bem… no início foi só isso, mas pelos vistos ele também não se fez de rogado e pediu por mais. E eu dei acesso total à minha boca, céus!
Vá, não durou séculos; foi bem rápido até e sinceramente, gostei. Dos pouco rapazes que beijei, aquela vez Naruto e outra vez Kiba, essa é outra história engraçada… ah!, este foi o mais intenso, ainda que curto. Sasuke safado hein, faz jus à sua fama.
Depois afastei-me, respirei fundo, ergui-me e virei costas.
-Adeus, até amanhã ou assim. – Foi a última coisa que disse. Quando saí do café apenas uma lágrima escorreu do meu olho. Só quando cheguei a casa é que me apercebi realmente do que tinha acontecido e ao olhar o meu reflexo no espelho, permiti-me libertar. Chorei muito! Muito mesmo; sozinha e desse mesmo modo recuperei.
E foi nesse dia, na véspera dos meus dezoito anos, que Uzumaki Naruto tornou-se um capítulo encerrado da minha vida quando, naquele momento, a cereja e a baunilha se misturaram.
Bem, aqui está mais um! Obrigada à Nat-king! És um anjo :D
Mas mais reviews são bem vindas!
O próximo será o do Sasuke :3 e aí?!
Beijinhos o/
Ja ne
Sássá :D
