N/A: Gente, muito obrigada pelas reviews e pelas palavras de incentivo. Obrigada de verdade! Espero que gostem... :)
Disclaimer: Arrow e seus personagens não me pertencem. Infelizmente.. :/
Gente Nova na Cidade
Por mais que Felicity tentasse, toda vez que Oliver chegava perto dela ela se tencionava. Não conseguia olhar em seus olhos. E isso estava acontecendo há duas semanas. Oliver não conseguia entender o que estava acontecendo e sua mente vagava entre as mais absurdas teorias. Ele analisava seus atos nas duas semanas que se passaram e não conseguia entender o por quê de ela sempre se afastar, evitar seu olhar ou seu toque. Ou simplesmente por lhe dar respostas monossilábicas a todas as suas perguntas, tanto no escritório quanto no covil. Ela lhe dava as respostas que ele precisava, mas além disso era como se ela tivesse levantado uma barreira invisível entre eles. E Oliver não gostava disso. Ele trabalhara muito arduamente para conquistar sua confiança e agora parece que voltaram à estaca zero... isso era muito frustrante.
Claro que teve aquele "pequeno" incidente na Rússia envolvendo algumas doses de Vodka e o fato de que ele prometera a Diggle que ele iria "distrair" a sua nova sócia, Isabel Rochev. Ele queria poder dizer que fora apenas porque a sua cabeça não conseguira pensar em uma maneira mais simples de mantê-la calada nos momentos cruciais antes que Felicity e ele tivessem que sair - sem poderem dar nenhuma explicação sobre aonde iriam - e também para tirar da cabeça daquela mulher insuportável a ideia de que ele se aproveitava de Felicity. Ele não gostara do tom que ela usara quando insinuou que Felicity não tinha qualificação nenhuma para a posição de Assistente Executiva, ela na verdade era mais do qualificada. Ela falava que o seu novo cargo era um decesso. Mas ele precisava dela o mais próximo possível e, por isso que eles dois precisavam manter o teatrinho. Mas eles chegaram a um "entendimento" de que não significara nada, de que ele, na verdade, não achava prudente estar com alguém com quem se importasse, já que essa pessoa seria alvo fácil para seus inimigos, caso descobrissem. Eles meio que voltaram ao normal depois de uns dias, mas agora era como se fossem estranhos novamente.
Oliver também reparara que sempre que o telefone dela tocava ela tinha um sobressalto. Poderia não ser nada, mas depois da ilha, Oliver aprendeu a confiar em seus instintos e em seu poder de observação. Portanto, lhe era muito estranho, ao ponto de um dia ele tentar pegar o seu celular escondido para descobrir o que de tão interessante tinha naquele telefone. Mas era inútil. Oliver não sabia a senha. Ele tinha duas opções: uma era esperar ela desbloquear a tela do telefone e distraí-la de alguma forma que ela se afastasse do bendito ou observar quando ela fosse colocar a senha para tentar adivinhar/ter de relance uma ideia da senha e depois distraí-la para longe do bendito. Sem sorte. Ela não largava aquele negócio. Nem ia a lugar nenhum sem ele. O máximo que ela se afastou do celular fora para ir ao banheiro, mas dois segundos depois ela desistiu e voltou a sentar-se em sua cadeira no covil e a continuar trabalhando. Ele duvidava que ela fosse ao banheiro com o telefone, mas, pensando bem, ele não a via mais indo ao banheiro nessas duas semanas. Ela devia fazer isso antes de chegar ao escritório ou ao covil. E isso apenas fazia a luzinha vermelha em sua cabeça piscar com mais rapidez.
Nessas duas semanas tudo estava dando errado. Ele não conseguiu fazer nenhuma apreensão. Não conseguiu interrogar nenhum suspeito. Simplesmente, quando ele chegava não havia mais ninguém lá. O que era estranho. Em um ano, essa era a única época em que ela errava tão grotescamente. Luzinhas vermelhas piscavam novamente.
"Felicity, você tem certeza que era aqui que acontecia a operação de tráfico de pessoas? Tem certeza? Não tem ninguém aqui... e... bom, pode ser que tivesse mesmo uma operação como essas acontecendo, mas quem quer que fosse, já está longe. Limparam o lugar também. Não há nada aqui..." Ele não queria que ela recebesse isso como crítica, mas nas últimas duas semanas parecia que eles estavam sempre um passo atrás. Era como se alguém estivesse brincando com ele e ele não gostava disso nem um pouco.
"Oliver, eles tem que estar aí! Demorei uma semana para descobrir a localização exata! Como assim eles não estão mais aí?" Oliver podia sentir a voz de Felicity um tanto trêmula pelo intercomunicador.
"Calma. Estou voltando para Verdant. Vamos descobrir isso juntos." Seus olhos se prenderam em um recado preso por uma adaga em uma das mesas vazias do local. No recado, lia-se: Olá, Oliver.
Ele reconheceu aquela adaga, pois sua mente lhe transportou quase que imediatamente para um avião que despencara na ilha e foi, por um período o que ele chamara de casa.
Felicity se xingava internamente enquanto conversava com Oliver. Ele vai acabar descobrindo. Ele vai achar que eu estou, de alguma forma, traindo ele. Eu não o culpo, porque eu realmente estou o traindo. Ela estava tentando localizar o estranho visitante - que ela passara a chamar, não tão carinhosamente, de Psicopata - desde o primeiro dia. Mas ele era bom. Ele era MUITO bom. Quando ela achava que tinha conseguido fechar a localização dele, outras três fontes apareciam e ela não sabia que pista seguir, ele a estava despistando. Não havia nada nas câmeras de segurança, tampouco. Tanto nas câmeras de seu prédio quanto das ruas ao redor do prédio. Ela decidiu, portanto, a fazer uma busca mais extensiva, mas sem saber como o rosto do Psicopata era ela não conseguia saber quem, das milhares de pessoas cruzando as ruas no horário aproximado em que ele estivera em seu apartamento, era o cara. A única coisa que lembrava era que ele parecia ter um sotaque inglês, mas nem isso ela podia realmente ter certeza, não com uma lâmina em sua garganta ou com a prova concreta de que ele estivera em sua casa.
No dia seguinte ao dia em que o Psicopata estivera em seu apartamento, ela ligou para os pais. Eles estavam ótimos, cheios de saudade da tagarela da família. Perguntaram porque ela não tinha ido para o Bar Mitzvá do primo Ed, nem no casamento da tia Eliza - que estava se casando pela terceira vez. Felicity explicou que, já que era a terceira vez que a tia Eliza se casava, ela provavelmente a perdoaria, dado o fato de que ela tinha ido nos outros dois primeiros. Quanto ao Bar Mitzvá do primo Ed, ela disse que não lembrava quem primo Ed era. Ela tinha TANTOS primos que às vezes ficava meio difícil de ter todos os rostos e nomes e datas na cabeça com todo o trabalho que ela tinha que colocar em dia. Ela lembrara a mãe de que ela havia sido promovida - essa parte saiu meio difícil, porque Felicity não tinha exatamente sido honesta com a mãe quando ela disse ter sido promovida. A mãe ainda achava que ela estava no Departamento de TI - mas que estaria em casa para o Hanukkah esse ano. E que não, ela não traria um acompanhante. Não, ela ainda estava solteira. Se a mãe reparou que algum porta-retratos sumira de cima do descanso da lareira, ela não comentara.
Mas ele estivera lá. Como ela iria explicar para a mãe dela que eles teriam que sair de casa por alguns dias? Depois de uma semana, Felicity fez a única coisa que achou sensata no momento. Comprou três passagens para a Espanha (seus pais sempre sonharam em conhecer a Espanha) e disse que era um presente, que ela reservara duas semanas num hotel da cidade e que era para eles aproveitarem o fim do ano para adiantar as férias de fim de ano. A mãe não entendera nada, mas aceitou o presente com a ligação mais entusiasmada que ela recebera nos últimos tempos e disse que iria tirar muitas fotos para mostra-la no Hanukkah. Mas agora o prazo estava se apertando. Eles voltariam em uma semana, mas ela ainda não tinha nenhuma pista de onde/quem era o seu visitante indesejado da outra noite.
Ele, de alguma maneira, sabia que ela tinha agido pelas suas costas e que arranjara uma maneira de tirar a família do país, isso ficara bem claro em uma das mensagens que ela recebera no dia seguinte: Que lindo da sua parte fazer a sua família viajar nesse momento de tribulação. Mesmo que eles nem saibam o perigo que estão correndo por a filha deles se meter com gente como o seu chefe. Espero que com isso você não ache que pode contar para o Oliver sobre mim. Um homem com sede de vingança é um homem sem remorso.
No dia que lera isso ela simplesmente queria se encolher numa bola e chorar até que tudo pudesse passar, mas ela sabia que não iria. Que isso não iria acontecer a não ser que ela o impedisse.
Hoje, quando Oliver lhe dissera que não havia mais nada no grande depósito abandonado que ela demorara DIAS para localizar e para ter certeza que, era na verdade, a sede de uma organização de tráfico humano, ela já sabia disso. Ela já sabia porque dois dias antes ele lhe ameaçara mais uma vez e ela lhe entregara as informações.
"Temos gente nova na cidade" disse Oliver colocando a adaga e o recado em cima da mesa de armas. Felicity e Diggle se levantando para ver o que ele pousara na mesa. "E ele sabe quem eu sou."
N/A: Eu fiquei tão empolgada com as reviews que resolvi escrever uma coisinha. Eu sei que não tem muita ação entre Oliver e Felicity, mas achei interessante colocar um pouco mais da visão dos dois e dar a minha versão para o fato do Oliver fazer uma coisa tão idiota como dormir com a Isabel, pelo menos essa é a versão que eu tenho dito a mim mesma nessas últimas semanas. Espero que vocês tenham gostado. Reviews são sempre bem-vindos... ;)
Até a próxima.
