N/A: Eu-amo-todos-vocês! Obrigada pelos comentários, estou muito feliz, obrigada mesmo
Pequenos Problemas Relativos à Punição
- Mas ela está gravemente ferida! – esbravejou Madame Pomfrey deitando a Weasley em um leito.
E quem se importava com aquela garota chata? Negava-se a acreditar que poderia pegar uma detenção por causa dela.
- Eu sei, por isso a trouxe para cá. – Resmungou entediado.
- O que você disse mesmo que tinha acontecido? – a enfermeira olhou decidida para ele.
Não, outra vez não. Ela estava tendo uma daquelas crises de detetive, esperava que ele errasse algum detalhe ao dar o depoimento da história. E é claro que algumas pessoas ficariam nervosas, ou até assustadas quando a mulher meteu uma vela na cara dele, isso por que no mundo mágico não existem luminárias.
- Eu disse que eu a encontrei assim no pé da escada. – sim, era um grande depoimento.
- Hum... – ela coçou o queixo. – Depois eu lhe farei mais perguntas... Vá chamar a Profa McGonagall.
- Não poderia ser o Snape? – perguntou com sua melhor cara de anjo sem cachinhos.
- Não, e vá logo.
Sua expressão angelical sumiu instantaneamente, estava em uma bela encrenca. Saiu da enfermaria lentamente, a diretora da Grifinória seria impiedosa com ele, com certeza descobririam que havia sido ele quem a derrubara.
Maldição. Snape o protegeria, daria alguma detenção besta, mas não...agora seria o responsável pela perca de muitos pontos, talvez do seu distintivo...hunf.
- Zanzando pelos corredores desacompanhado? – disse uma voz sonhadora.
- Ah, você de novo não! – Resmungou fugindo de Luna.
- Todas têm razão em ficar bem longe de você e dos gnomos! – Gritou pulando.
Ele não sabia o que os gnomos tinham a ver com a situação, e nem queria saber...Só sabia que fugir era a melhor alternativa, antes que ela roubasse o seu distintivo, como havia feito uma vez.
Bateu na porta da sala dos professores, Minerva abriu, ela estava tentando abrir uma caixa de bombons em formato de coração.
- O senhor, o que quer aqui? – ela finalmente comeu um dos bombons.
- A pobreto...aha, Weasley sofreu um acidente.
- Um acidente? – Ela arregalou os olhos e a caixinha de bombons caiu. – Não...
- O que foi? – Perguntou confuso.
- Eu falei para aquela garota que parasse de tentar falar com espíritos e abrir diários suspeitos.! – Ela começou a andar, seguida do garoto.
- Ela só caiu de alguns degraus da escada...
- Só? – Perguntou incrédula. – Não havia sangue nas paredes, nem profecias?
- Ern, não.
- Ah, então tudo bem... – Resmungou desacelerando o passo.
Ele poderia achar tudo daquela mulher, menos que não estava ficando um pouco biruta com o trabalho... Mas o que mais impressionava era que até ela havia ganhado uma caixinha de bombons no dia dos namorados! Céus, ele não merecia agüentar aquilo...
Eles atravessaram a porta da enfermaria, ele notou com horror que a garota já havia acordado.
- Ahhhh! – Gritou ao ver Draco. – Foi ele! Foi ele!
Houve um silêncio no aposento, até que Draco berrou um palavrão e tentou esganar a garota, mas foram prontamente separados pelas mulheres.
- Sr. Malfoy! – Madame Pomfrey falou de maneira dramática. – Depois de tentar matá-la sem sucesso, desejas terminar sua obra agora, em nossa frente!
- Eu não queria matá-la! – e era verdade, ele queria torturá-la e então sim matá-la.
- Foi só a emoção do momento. – Disse Minerva. – Certo, Malfoy?
- É.
- O que aconteceu querida? – Perguntou a professora para Gina.
- Ele, snif, esbarrou em mim e me fez cair muitos degraus! – choramingou. – E depois, quando eu estava quase levantando, ele me pisoteou, e rolou por cima de mim!
- Ei, não fui eu! – Gritou indignado.
- Pelo amor de Merlin, senhor Malfoy! – disse a enfermeira. – Precisamos falar com você lá fora.
Foi arrastado para fora da enfermaria, mas havia uma fila de garotos espancados esperando para serem atendidos, graças a ' vocação" de Luna em "unir" casais. Então foi arrastado novamente, só que desta vez para o banheiro da enfermaria.
O socaram para dentro de uma cabine, e entraram junto, sob o pretexto de que aquilo era uma conversa secreta.
- Bem. – A voz da enfermeira estava abafada por causa do pouco espaço. – Eu tenho uma noticia terrível.
- Diga logo. – Resmungou Minerva aborrecida.
- A Srta. Weasley tem poucos dias de vida.
- O que? – Perguntou incrédulo.
- Isso mesmo, ela não está nada bem, - Olhou feroz para Draco. – E é tudo por sua causa.
- O céus...não podemos deixá-la saber disso! – Falou Minerva fungando. – E o senhor...o senhor...
Um frio percorreu a sua espinha, o seu destino estava nas mãos daquela mulher de chapéu pontudo e pantufas fora de moda.
- O senhor realizará todos os desejos da coitadinha até a morte dela. – Decretou, saindo da cabine.
Malfoy e a enfermeira se entreolharam, ela piscou lindamente, e saiu para cuidar de sua mais nova vitima. Tapou a cara com a mão direita, não, ele não se submeteria aquilo...não seria capaz de servir alguém, quanto mais uma Weasley.
Tomou coragem para sair dali, arrastando os pés em seus maravilhosamente caros sapatos de marca. Olhou a garota ruiva em seu leito, e ela estava feliz, ah, como sentia vontade de dizer que ela morreria, e acabar com aquele sorriso.
- Malfoy! – chamou com um sorriso mais largo ainda
- O que você quer? – Perguntou entediado, se aproximando da cama.
- É verdade o que a profa.McGonagall me disse? – estava quase pulando de felicidade.
- E como é que eu vou saber o que ela disse para você? – Resmungou tentando manter a calma.
- Você sabe muito bem. – Um sorriso mau se desenhou em seu rosto bonito. – Ela disse claramente que eu posso pedir qualquer coisa para você, e terá que realizar.
- Puft, mas é claro que ela não quis dizer isso... – Resmungou incerto. – literalmente...
- Foi literalmente sim. – Disse a professora abrindo a porta da enfermaria e colocando a cabeça para dentro. – Faça tudo que ela quiser, posso garantir que a Srta. Weasley é muito consciente e não vai explorá-lo em seus pedidos...
- Hoho, claro que não. – Ela riu inocentemente. – Como alguém pode ter sequer imaginado que eu o explorarei...
- Hum, certo... – Resmungou Draco ao ver a professora sumir. – Você não pode ser cruel comigo.
- Você me jogou de uma escada, não me socorreu...
- Eu sei, não precisa repetir. – Esbravejou. – Mas pensando bem, eu não vou seguir ordens suas!
- Oh, vai sim!
- A senhorita pelo menos sabe por que me obrigam a fazer isso? – Riu maldosamente.
- Hum...não. – Ela pareceu pensar um pouco, depois olhou novamente para ele.
- Vais morrer em alguns dias. – Explicou com simplicidade.
Podia esperar de tudo daquela maluca, com amigos malucos, menos a reação que ela teve. Estava rindo, gargalhando da cara dele, como se tivesse contado uma piada extraordinária. Por um momento ele cogitou a possibilidade dela ter algum tipo de distúrbio psicológico, mas logo ignorou a hipótese quando notou que se tratava de uma Weasley, eles eram bestas por natureza.
- Será que você ouviu direito? – Gritou começando a ficar irritado. – Eu disse que você vai morrer.
- Ah, Malfoy, você é inacreditável. – disse ela parando de rir por um momento. – Acha que vai me convencer que estou quase morrendo? Eu me sinto muito bem.
- Mas a Madame Pom...
- Se você tinha a esperança de me servir por menos tempo, pode esquecer. – Ela sorriu meigamente. – Você vai pagar todos os seus pecados.
Sim, ele estava sendo claramente ameaçado, e não podia fazer nada contra ela. Aquilo era, decididamente, uma afronta. Estava se segurando para não estrangular a garota e a diretora da Grifinória, estava sim...estava tentando. Tinha que voltar a sua pose austera e arrogante de sempre, estava ficando perturbado e exposto demais, ok...
- Então, pode começar a levando passear pelos jardins. – Disse Madame Pomfrey surgindo com um grande sorriso na cara. – Ela precisa de um pouco de ar.
Céus, o que todos iriam dizer se fosse visto passeando com a Weasley pelos jardins? Fuzilou a enfermeira com o olhar, ah, mas ela devia estar armando alguma coisa contra ele...devia estar de trato com aquela garota ruiva, aparentemente inocente. Era um complô.
- Hem, vamos... – Resmungou a enfermeira o fazendo acordar de suas suposições.
- Eu creio que ela não quer minha companhia, não é? – Perguntou friamente para a garota.
- Engana-se. – respondeu prazerosamente. – Vou contar a todos a novidade, e não vão acreditar se o próprio Malfoy não estiver junto para confirmar.
Deu um suspiro, como Potter conseguia agüentar aquela garota chata? Ela era pior que Pansy, esta pelo menos obedecia...mas pensando bem, não gostava do jeito perseguidor e pouco rebelde de Parkinson. Talvez isso fosse divertido, talvez ela se cansasse se a perturbasse o tempo todo, não aparentava ter uma grande paciência.
Esperou pacientemente fora da enfermaria até que a garota se arrumasse melhor para sair do castelo, já que sua aparência não era das melhores depois daquela queda. Decidiu que fingiria para todos que a estava levando para a floresta, para torturá-la em uma detenção...depois pensou melhor, já que todos maliciariam aquilo.
Sim, nojentas mente sujas, e ele sabia que também tinha uma, mas isso não vinha ao caso...Não, agora estava se lembrando, lembrando de que maldito dia era aquele, de como tudo só podia ser um complô, por que ele não era tão azarado assim...Era dia dos namorados...o que diriam se o vissem com ela?
- Você poderia fazer o favor de tirar este capuz ridículo? – disse a ruiva no auge de sua irritação.
- Não. – Cortou secamente, se escondendo atrás dela, de um grupo de sonserinas.
- Parece que eu estou andando com um dementador pelos jardins! – Retrucou tentando mais uma vez baixar o capuz do loiro.
- Qual é o problema? – resmungou desviando. – Sua reputação ainda está a salvo com o capuz na minha cabeça!
- Não, todos vão achar que estou saindo com um cara terrível!
- Ah, o que é isso? – riu. – Você vive saindo com o desfigurado do Potter e nem se incomoda com isso.
- Harry não é desfigurado. – corou.
- Claro. – Sussurrou sarcástico. – E além do mais, se eu baixar o capuz vão todos saber que eu estou passeando com uma pobretona em pleno dia dos namorados!
- Ah, então este é o seu problema. – sorriu. – Pois saiba que meia Hogwarts quer passear com esta pobretona aqui.
- Gina! – Gritou uma voz conhecida. – Quem é este aí?
Rony vinha descendo as escadas do castelo acompanhado de Hermione, Harry estava tentando fugir dos corações que Luna atirava nele.
- Ern...é ... uma amiga. – respondeu prontamente, depois de ter sido cutucada nas costelas.
- Amiga? – Hermione olhou para cima, tentando ver o rosto dele. – Não sabia que tinhas amigas...tão...altas.
- Hum, por que está com o rosto tapado? – Pediu Harry desconcertado, e cheio de corações na cabeça.
- É que... – Resmungou Draco procurando uma resposta convincente.
- Eu... – Sussurrou Rony olhando feio para ele. – acho que já ouvi esta voz...
- Malfoy é um idiota! – disse Hermione sem aviso.
- Ei! Sua sangue-ruim, como ous... – Retribuiu instintivamente, sua voz baixou gradativamente, vendo que havia sido pego.
- Aham, seu narcisismo te entregou! – Exclamou a garota como um ajudante de detetive.
Ele baixou o capuz, a contra gosto, olhando para os lados para ver se tinha alguém por perto.
- Malfoy é sua amiga? – Perguntou Rony em tom de riso.
- Claro que eu não sou amigo dela! – retrucou, dando ênfase ao "o" de amigo.
- A questão é por que estão passeando no jardim juntos? – Perguntou Harry olhando feio para o sonserino. – Ainda mais em pleno dia dos namorados.
- Nós não estamos passeando juntos.. – Retrucou Draco. – Será que não está obvio que eu a estou atormentando como faço sempre?
- Ah é... – Hermione olhou entediada para ele. – Nós havíamos esquecido por um momento como o senhor é chato e pedante.
- Eu não sou chato e pedante! – Retrucou infantilmente.
- Ei, ei! – Interrompeu Gina antes que Rony continuasse a discussão. – Ele não estava me incomodando...
- Não? – Perguntou Harry incrédulo. – Mas esta é resumidamente a vida dele...
- Se você contar eu vou torturá-la e... – Começou ele fazendo gestos agressivos no ar.
- Todos vão acabar sabendo. – Resmungou Gina ignorando-o. – Hem, Malfoy é o meu escravo particular.
- Escravo? – Repetiu Hermione confusa.
- É, ele me fez sofrer um pequeno acidente, e este é o preço que tem a pagar. – Ela tentou ignorar a cara de "morra" que o loiro lançava para ela. – Ele vai realizar todos os meus desejos.
- Como um gênio! – Berrou Zabini gargalhando estupidamente.
- O que diabos este sujeito está fazendo aqui? – Reclamou Rony.
- É, ninguém te chamou para a conversa Blás. – Xingou Draco aborrecido.
- Acontece que eu acabei de perder a minha namorada pela sua falta de patrulha nos corredores! – Urrou ele fungando.
- O que a minha folga da vigilância tem a ver com a sua namorada? – Resmungou Malfoy.
- Você devia manter loucos afastados das masmorras! – Sibilou ele. – Uma maluca me atacou...ei, é ela!
Ele apontou para a garota ao longe que tentava jogar corações no salgueiro lutador. Gina suspirou cansada, murmurando que havia tentado impedi-la, sem muito sucesso.
- Você não vai lá dar uma detenção para ela? – Pediu Zabini zangado.
- Obviamente não. – Retrucou Draco. – Ela fez um favor a você, livrando-o daquela garota idiota...
- Malfoy, você também não pode falar muito sobre namoradas, já que a sua está te traindo com o Crabbe!
Harry, Rony Hermione e Gina explodiram em risadas, o loiro corou um pouco.
- Parkinson não é a minha namorada! – sacou a varinha. – E agora você vai ganhar uma indicação para detenção por ter me insultado!
Entregou, furioso, um papel contendo algumas palavras, indicando que Zabini merecia uma detenção. O garoto fungou aborrecido e saiu em passos firmes amassando o papel na mão direita.
- Depois deste episódio inusitado... – Hermione deu um sorriso se afastando de Rony, e puxando Gina junto. – Eu quero saber o que você vai fazer este sonserino arrogante realizar...
N/A: Huhaha, as coisas começam a tomar o devido rumo, então! Quero muitas e muitas reviews! Desculpa pela total falta de interação dg, mas virá, e não vai demorar nada.
