Minna!

Os personagens pertencem ao Masashi Kishimoto, a história é de minha autoria.

Esta fic contém: palavreado chulo, prováveis cenas de sexo e o casal central é Ino e Gaara. Caso você não goste do tema abordado, por favor, não leia.


Find a cure, find a cure for my life.
(Encontre a cura, encontre a cura par aminha vida.)
Oh my god! Oh you think I'm in control.
(Oh meu Deus! Você acha que eu estou no controle.)
Oh my god! Oh you think it's all for fun.
(Oh meu Deus! Você acha que tudo isso é apenas por diversão.)
Put a smile, put a smile on my face
(Coloque um sorriso, um sorriso no meu rosto.)
Put a price, put a price on my soul.
(Coloque um preço na minha alma.)
Build a wall, build a fortress around my heart.
(Construa um muro, contrua uma fortaleza ao redor do meu coração)
Is this fun for you?
(Isso foi apenas diversão para você?)

Ida Maria Ft. Iggy Pop – Oh My God

.x.

Toda vez que eu penso no meu passado, meu coração se contrai no meu peito. Alguns dizem: o que está no passado deve permanecer lá, mas ninguém diz que é difícil apagar as marcas que ficam no seu coração, porque é difícil. Às vezes eu queria dormir e acordar e apenas não pensar nisso, apenas esquecer. Eu queria ser daquelas pessoas que entram em choque de tal forma, que se esquecem dos seus traumas, e nunca mais pensam nisso. Eu queria ser como uma personagem de um filme ocidental que eu vi uma vez: ela achou um clinica que apagavam memórias e esqueceu-se do amor dela. Eu realmente gostaria dessas coisas, porque eu nunca fui boa para dissipar minha própria dor.

Eu me lembro de tudo que aconteceu, com a mesma intensidade. Como se tivesse acontecido ontem, ou estivesse acontecendo agora. Eu talvez nunca pensei que certas coisas aconteceriam comigo. Eu sempre achei que minha vida iria atingir um certo ponto e parar ali: nunca passaria daquilo. Aparentemente, eu estava redondamente enganada. Quando eu era pequena, eu tinha um plano: arranjar um emprego, entrar para o Instituto Konoha, depois eu trabalharia para pagar meu curso. Aprenderia violino com os melhores, assim como meu pai me introduziu neste mundo. Depois entraria numa orquestra e a partir daí poderia ganhar vivendo do meu sonho. Depois, numa dessas viagens pelo mundo, conhecer algum cavalheiro bonito, mais parecido com um príncipe.

E então, eu viveria num castelo, cercada de amor e música.

Para sempre.

No outro dia, quando eu cheguei à empresa, liguei para Kurenai, e ela me disse que não tinha ido trabalhar de novo. Ela havia pegado algum tipo de virose e o médico dera dez dias de folga para ela. Sem contar no sábado e domingo. DEZ DIAS! Eu ficaria naquele tormento todo aquele tempo.

- DEZ DIAS? – Eu gritei, surpresa. É claro que dez dias sem Kurenai no meu pé seria como o paraíso, mas isso significaria o Gaara no meu pé: o que seria pior que o inferno. – Kurenai, com certeza esse médico está equivocado: deve ser apenas uma gripezinha de nada. – Eu dei um sorriso amarelo, como se ela estivesse cara a cara comigo.

- Yamanaka, eu estou de cama, minha cabeça está explodindo. Estou com febre e estou gastando quilos de papel higiênico com o meu nariz. – Sua voz estava mesmo meio estranha e ela parecia muito irritada. – Então, não venha falar que eu não estou gripada PORQUE A MERDA DO MÉDICO DISSE QUE EU ESTOU! – Ela gritou de forma que eu pensei que meus tímpanos iriam estourar. – Agora vá pegar o café do Gaara, porque eu sei que do jeito que você é inútil nem isso você deve ter pegado, lembre-se que ele chega mais cedo hoje. – E desligou o telefone na minha cara, antes de eu falar qualquer coisa.

Eu estava no elevador, praguejei baixinho e parei no quarto andar, para buscar o café para o Gaara. Eu mandaria Yamato me avisar quando ele estivesse chegando, colocaria o café para ele e não olharia para sua cara nos próximos milênios. Eu queria morrer, porque justo de todas os lugares que eu poderia ir, eu tinha que ficar na mesma boate que o meu chefe e ainda dizer coisas para ele que ninguém ousaria a dizer. Tudo que eu disse era a mais pura verdade, ok, mas era uma verdade que ele não precisava saber. Principalmente ele. Eu realmente tinha que ferrar com tudo. Se antes era desconfortável ficar sozinha no mesmo recinto que Gaara, agora seria como um lindo e forte chute no traseiro. Agora ele iria ver a falsidade da minha prontidão para com ele, ele iria ver que o fato de ter cafezinho pronto em sua mesa toda manhã era apenas o fato de que eu não queria perder meu emprego e que o meu sorriso não passaria de mentira para o fato de que ele era um tirano e eu havia falado isso para ele.

Quando Yamato me passou uma mensagem de texto afirmando que ele estava chegando, eu arrumei sua mesa, uma xícara de café quente e forte estava o esperando em sua mesa. Organizei tudo de forma que ele não pudesse reclamar de nada e sentei na minha mesa. Quando ele chegou, não disse nada rumou para sua sala. Eu não olhei para ele, mas senti um incomodo na barriga, como eu sempre sentia quando algo estava errado.

Resolvi que deveria ligar para alguém eu com certeza não saberia lidar com aquela situação sozinha. Eu iria acabar sendo demitida se as coisas ficassem assim. Eu queria ir até a janela e simplesmente me jogar e deixar meu corpo cair e se esborrachar lá no chão. Eu havia sido uma estúpida. Nunca fale mal de alguém para outra pessoa que você não viu o rosto ainda. Esse é o pior erro que alguém pode cometer. Essa era a lição que eu havia acabado de aprender. Se fosse a Kurenai, tudo bem. Porque eu nunca havia sido simpática com ela, nós não nos gostávamos, nunca saímos rolando pelo chão, ou nos xingado, mas era claro que não nos suportávamos e estava tudo bem se eu tivesse falando dela para ela mesma. MAS O GAARA?

- Alô? – Disse a voz sonolenta do outro lado da linha.

- Shika. – Eu disse chorosa. – Eu preciso de ajuda.

- O que foi que aconteceu? – Ele pareceu mais ligado na conversa. – Seu chefe resolveu mostrar que na verdade é um serial killer perigoso e você está falando escondida dentro um armário? – Ele pareceu dar um risinho. – Ino, o que é tão urgente para você me ligar do trabalho?

- Você lembra-se do dia da boate? – Shikamaru falou que sim. – Então. Aconteceu algo terrível naquele dia. E eu descobri só ontem. Eu conheci um estranho enquanto estava passando mal. Eu estava de olhos fechados e não vi o rosto direito. – Eu dizia bem baixinho para ninguém ouvir o que eu estava falando, apenas Shikamaru. – Ele perguntou se eu estava cansada e tudo mais. Eu sabia que a voz e o cheiro não me eram estranhos, mas daí eu disse tudo para o cara. Falei muito mal do meu chefe e depois nem vi quando ele foi embora e tudo mais... Mas o pior está por vir.

- Não vá me dizer que o tal estranho era o seu chefe. – Shikamaru disse rindo. Acho que não esperou que fosse isso mesmo.

- O pior era que era ele. Aquele filho da puta se aproveitou enquanto eu estava bêbada para me sondar. – Eu falei chorosa. – E ele me disse isso ontem, quando me trouxe em casa. E agora eu não sei o que fazer para mudar essa situação, Shika.

Shikamaru ficou em silêncio por alguns minutos, deve ter ficado sem jeito. Não sei dizer. Depois eu ouvi um suspiro longo. Ele com certeza deveria estar pensando em algo. Eu sempre agradecia por ter ele do meu lado. Se eu precisse ligar para Sakura, ela com certeza diria para eu me jogar e agarrar meu chefe e esquecer dos meus problemas.

- Ino, ainda está aí? – Eu falei que sim. – Não há muito para se fazer. Mas se ele tiver um tempo livre... – Já fiquei com medo de Shikamaru falar para eu agarrar o Gaara. – Vá até ele e converse. Diga que você estava bêbada, e fora de si e ainda estava estressada, mas que não importa qual for sua opinião pessoal, isso não atrapalhará o seu desempenho como funcionária.

- Ai, Shika. – Eu me animei um pouco. – Obrigada, eu sabia que deveria ter ligado pra você.

- Sua problemática, sempre arranjando confusões. – Ele deu uma risada. – Agora eu preciso mesmo voltar a dormir. Boa sorte.

Eu desliguei mais confiante. Afinal de contas, eu não estava no meu ambiente de trabalho e Gaara não podia me culpar por achá-lo um filho da puta porque ele realmente agia como um, afinal de contas. Eu sorri e fiquei confiante. Ele ainda não havia me chamado o que significava que o trabalho iria ser menos pesado naquele dia. Com certeza, não havia motivos para eu me preocupar. O dia estava ensolarado e não parecia que seria um mal dia. De forma alguma.

Eu estava dispersa em meus devaneios quando eu ouvi a voz gélida de Gaara me chamar por garota e me mandando ir até a sala dele. Eu realmente gostaria que ele parasse com aquilo porque quando ele me chamava assim, eu me sentia muito pequena. Se um dia eu pudesse, eu iria mesmo pedir, com toda a educação de um palavrão, que ele parasse com aquilo.

- Sim, Gaara. – Eu fui até sua sala. Ele estava sentado em sua cadeira enquanto olhava para alguns documentos. – Mandou me chamar?

- Sim. – Ele falava enquanto continuava a olhar para os documentos. – Eu preciso que faça algo para mim. Vá buscar minha noiva no aeroporto. Estou ocupado, não posso sair e não posso chamar mais ninguém, então serve você mesmo. – Eu senti um sutil tom de desprezo. Minha cara se contraiu de mau gosto, mas eu continuei séria. – Ela chega daqui à meia-hora. Eu espero que você não a deixe esperando.

Para começar, aquele nem era meu trabalho. Eu não era paga pra buscar noivas em aeroportos, e nem pegar cafezinhos. O café até ia, mas buscar a noiva dele? Quer dizer, ele me desprezava e não gostava de mim, isso estava cada vez mais claro. Eu ficava pensando o que eu havia feito para ele, quer dizer, tirando a história da boate. Tudo bem. Eu que dei a mancada, mas ele ficava me torturando com aquele tom de desprezo que ele achava que estava disfarçando, mas eu reconhecia bem. E aquele tom de voz mais frio do que o normal. Tudo bem, tudo bem. Gaara era frio de natureza. Bonito, inteligente... Mas seu temperamento era infernal. Eu nem sabia que ele era noivo. Quer dizer, que mulher que se relaciona com um cara que age do jeito que ele agia?

- Sim, Gaara. Sairei imediatamente. Com licença.– Eu fiz uma reverencia e estava caminhando até a porta. Quando eu o ouvi me chamando de garota mais uma vez.

- Matsuri odeia ficar esperando. Se eu tiver que ouvir alguma reclamação dela, eu vou punir a você. – Gaara falou como se estivesse falando algo trivial, mas me soou como se ele fosse arrancar um dos meus dedos pela minha incompetência.

Apenas assenti e fiz a porra da reverencia de novo. Eu acho que já disse que odiava ele, mas queria ressaltar de novo: EU O ODIAVA COM TODAS AS FORÇAS DO MEU SER. Sério, eu nem agüentava ficar falando muito dele fora do trabalho, porque só de pensar já me deixava irritada. E então peguei minha bolsa e saí em direção ao elevador. Minha vontade era deixar a tal noiva plantada lá para sempre, para que ela o azucrinasse só para ele ver o que era bom, mas daí eu perderia meu emprego. Porque ele falou mais ou menos isso antes de eu sair da sala. Era praticamente um "Se você falhar está fora, adeus".

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Eu peguei um táxi, porque do prédio onde eu trabalhava até o aeroporto demoraria uns vinte minutos apenas e então eu chegaria lá até mais cedo. Buscaria a droga da noiva daquele infeliz e tarefa cumprida. Como se ela não soubesse pegar um táxi e ir encontrar o noivo ela mesma. Eu sempre achei pessoas ricas muito inúteis. Por que todo mundo tem que fazer as coisas por você? Por que não passar no maldito quarto andar você mesmo e buscar a droga do café? Por que não buscar a sua própria noiva ou ela vir sozinha? Ao menos que ele estivesse noivo de uma criança, mas daí ele seria pedófilo e não seria muito legal.

Quando eu peguei a avenida principal, levei um susto ao ver o tamanho do trânsito e daí eu entrei em pânico. Mas logo me acalmei já que esses trânsitos logo terminam. Perguntei ao taxista gentilmente quanto tempo ele demoraria, mais ou menos.

- Bom, senhora, é difícil dizer. – Ele passou a mão pelo queixo. – Eu ouvi dizer que foi um acidente então parou tudo. Eu espero mesmo que a senhora não esteja com pressa, porque ficaremos no mínimo uma hora aqui. – Ele sorriu e olhou para trás.

- Mas não tem um caminho alternativo? – Eu perguntei, aflita.

- Ter, tem. Mas como vou voltar se cresceu uma fila atrás de nós? – O homem me falou como se eu fosse estúpida.

Eu já estava começando a xingar tudo. Paguei o homem e saí do táxi. O que adiantava ficar lá se eu não avançaria em nada? Resolvi que iria andando, mesmo estando de salto. Olhei no relógio e já haviam se passado 10 minutos. Eu comecei a correr. O problema era com certeza o meu sapato de salto alto. Por que os escritórios exigiam esse tipo de roupa? Eu ficaria tão feliz em estar usando uma havaiana naquela hora.

Tirei as minhas sandálias e comecei a correr o mais rápido que eu pude. Agradeci aos céus por no colegial, eu ter sido uma garota bem atlética: nunca fui sedentária. Então se eu fosse o mais rápido que possdia a tal Matsuri iria esperar apenas 5 minutos. E se o Gaara me demitisse por isso, eu poderia processá-lo. Afinal de contas eu não tive culpa da merda do transito, tive?

Eu continuei correndo, cortando os caminhos. Fui quase atropelada por um ônibus e derrubei um cara andando numa bicicleta... Foi tudo sem querer. Mas cheguei ao aeroporto faltando 2 minutos. Fui correndo até o banheiro e arrumei meu cabelo. Apesar de estar morrendo de cansada eu não estava não feia quanto pensei que estivesse. Coloquei o salto e suspirei. Tirei da minha bolsa um papel sulfite com o nome Matsuri escrito em letras grandes. E fui perguntar qual era o portão que a tal mulher iria desembarcar.

- Desculpe senhora, mas o vôo 568 atrasou e chegará daqui a duas horas. – A mulher me disse com um sorriso no rosto.

- Tem certeza? – Eu perguntei. Às vezes, a mulher havia se enganado, afinal de contas, isso pode acontecer, certo? Ela continuou olhando para mim com um sorriso falso no rosto.

- Absoluta. Isso nos foi avisado ontem. – Ela continuou olhando para mim com o mesmo sorriso.

- Senhora, me desculpe. Mas isso não pode estar certo. Meu chefe me disse que o vôo chegaria ao meio-dia. – Eu falei, não entendendo nada. – A senhorita não poderia checar mais uma vez? Afinal de contas, qualquer um pode se enganar. – Eu sorri.

A mulher FINGIU que digitou algo descaradamente, para eu perceber que ela realmente estava fingindo. Eu realmente me senti ultrajada. Depois ela olhou para mim com o mesmo sorriso irritante de antes. Ela não tinha outra expressão facial, apenas aquele sorriso congelado. Eu adoraria ter dado um murro naquela cara de mosca morta dela. Ela sabia que eu estava tão aflita, ela poderia ter tido um pouco de compaixão.

- Foi isso mesmo que eu disse, senhorita: o vôo 568 atrasará em duas horas.

E então eu sai, irritada. Eu corri tanto para nada. Me senti muito idiota. Tudo aquilo por nada. Mas às vezes o Gaara não sabia do atraso então dessa vez eu não podia culpá-lo. Mas se ele não tivesse feito aquela sutil ameaça eu não teria ficado tão desesperada para chegar à merda do aeroporto. Se tivesse sido ele, eu tenho certeza que ele não apreciaria ficar aqui uma hora e meia sem fazer nada. Eu não havia trazido livro ou revistas. Não havia trazido nada, porque estava crente que chegaria aqui até atrasada e a tal noiva ficaria me enchendo o saco. No final, eu que teria que esperar e eu não poderia reclamar para ninguém.

Por uma hora e meia eu fiquei sem fazer nada. Fiquei olhando as pessoas passarem pelo aeroporto. Até pensei que um cara estivesse me paquerando, porque ele não parava de piscar, mas depois descobri que era um tique ou algo assim, porque quando outro homem chegou, ele continuou a piscar e tal. Depois comecei a jogar aqueles joguinhos estúpidos de celular. Eu nunca conseguia jogar aquele jogo da cobrinha e fiquei uma hora tentando bater o recorde que Naruto havia batido e que estava gravado no meu celular.

Quando a mulher anunciou no microfone que o vôo 568 havia pousado, eu agradeci aos céus. Não agüentava mais ficar ali sem fazer nada. Peguei minha pseudo plaquinha e fiquei esperando na frente dos portões. O avião vinha dos Estados Unidos e muitas pessoas estavam ali com plaquinhas também. Muita gente passava, mas nada da tal Matsuri. Eu já estava começando a ficar irritada. Quer dizer, quando mais essa mulher estava pensando em me fazer esperar?

Quando eu já estava começando a pensar que a mulher nem havia vindo no vôo. Uma mulher com um vestido preto até os joelhos e sapatos vermelhos e cabelos castanhos até o queixo veio até mim. Ela estava puxando uma mala e caminhava elegantemente. Sua cara era séria. Ela tinha um jeito que parecia desprezar a tudo e todos. Engraçado, porque suas feições denunciavam meiguice. Mas ela não parecia ser meiga, coisa nenhuma. Alguma coisa em seu olhar, ou em seu jeito de andar me denunciou isso. Ela veio até mim, e eu tive certeza que essa deveria ser a noiva do Gaara. Ela chegou perto de mim e me olhou da cabeça aos pés.

- Você deve ser a mulher que o Gaara falou que enviaria. – Ela disse, séria. Depois entregou sua mala para eu carregar. Nisso eu já olhei pra ela com uma cara feia, ela viu e deve ter notado, mas não pareceu se importar. – Eu falei com ele ontem. E disse que meu vôo se atrasaria, mas eu ficaria brevíssima de ele não mandasse alguém para vir me buscar na hora.

Eu parei. E perguntei para ela gentilmente se ele por acaso sabia do atraso de duas horas e ela disse que ele sabia e ainda perguntou se eu era surda. Eu não acreditei. Ele me fez correr, me matar de tanto correr, minhas pernas iriam doer pelos próximos dois dias e por nada? Quando Matsuri se afastou para passar pela alfândega e comecei a praguejar Gaara alto.

- FILHO DA PUTA, DESGRAÇADO. – Eu queria muito bater em alguma coisa ou em alguém. – VAI PRO INFERNO, ESTÚPIDO FILHO DO CÃO! – Eu respirei fundo e olhei para o lado. Havia um grupo de freiras se benzendo e me olhando como se estivessem vendo um alienígena. Eu fiquei vermelha de vergonha e logo sai de lá de perto.

Eu fiquei com tanta raiva. Como ele podia fazer isso comigo? Eu não acreditei que ele apenas fez isso para se vingar. Caramba, ele não era nem um pouco profissional? Aquele bastardo... Eu deveria estar vermelha de raiva, quando Matsuri chegou e perguntou se estava tudo bem e eu assenti. Ela disse que ainda bem, porque seria um estorvo não ter ninguém para levar ela até Gaara. Eu já estava começando a ficar roxa de raiva. Aqueles dois se mereciam. Um casal de grandes filhos da puta. Eu achei que teria um infarto de tanta raiva.

Quando voltamos, não houve transito nenhum. Ainda bem, porque eu teria me matado (ou matado Matsuri) se tivesse que ficar horas com ela no mesmo carro escutando suas reclamações. E ela reclamava de tudo: do clima, do táxi, do barulho, da roupa, de Gaara... Eu me pergunto o que a fez pensar que eu estava feliz em ouvi-la reclamando até da cor do céu.

Ao chegarmos ao prédio, eu acompanhei-a até o ultimo andar de novo e já eram quase três horas da tarde. Eu falei que iria anunciá-la, mas ela insistiu em surpreendê-lo. A surpresa dela foi pular nele e o abraçar. NEM COM A NOIVA ELE MUDOU AQUELA CARA DE FRIEZA! A minha surpresa para com ele teria sido um pouco mais mortal. Eu ficava imaginando eu matando o Gaara de várias maneiras. E ele me notou com uma cara de ódio pra cima dele, porque ele fez algo que eu nunca pensei que ele faria. Deu um meio sorriso... Foi um pouco maldoso, mas ele ficou extremamente sexy sorrindo daquele jeito.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Eu estava com o coração na mão, no primeiro dia em que teria minha primeira aula de violino. Sempre fora meu sonho estudar naquele lugar e quando eu cheguei no jardim da escola, eu me senti tão bem. Felicidade então era aquilo? Algo que deixa o seu corpo leve, algo que te deixa com leve choro entalado na garganta. Felicidade é algo que eu senti naquele dia, porque eu senti um frio tão gostoso na barriga. Meu coração se acelerou, meu coração se encheu de alegria. Eu agarrei a minha maleta que eu levava meu violino e abracei contra ao peito.

Naquele dia, como todos os outros eu havia tido um dia infernal com o Gaara, mas eu não estava ligando muito. Ele ainda ficou o dia inteiro com a noiva dele lá dentro. Eu até ouvi uns suspiros e uns gemidos vindo da sala dele. Dá pra acreditar? Mas eu apenas dei de ombros e fiz meu trabalho. No final Gaara ficava menos insuportável com Matsuri ali, já que ele tinha que dar atenção a ela também (coisa que eu agradeci aos céus). Da empresa eu fui direto para o curso. Eu fui tão ansiosa.

Cheguei lá e subi até o quinto andar. Lá seria a minha sala. Passei com a carteirinha na catraca que tinha porta. Várias pessoas subiam e desciam as escadas. Pessoal com saxofones, violoncelos, violões, guitarras, bailarinas, pessoas com câmeras, pinceis. Lá tinha de tudo e a arquitetura do lugar era clássica no estilo japonês, pois aquele instituto existia há mais de duzentos anos. É claro que antes apenas ensinava os instrumentos tradicionais, mas se abrangeu de modo que hoje ensina as artes em geral além da arte tradicional.

Era um sonho... Eu fiquei tão chocada em como você se sentia bem naquele lugar. Mesmo alguém que não tivesse talento para nenhuma das artes lá ensinadas. Você andava e ouvia o som de algum piano ou violoncelo. Enquanto eu andava pude ouvir alguém cantando ou um coral inteiro. Mesmo hoje, só de pensar naquele lugar faz meu coração se aquecer como eu nunca mais senti de novo. Uma fábrica de sonhos... Era isso que aquele lugar representava pra mim.

Todas as salas eram acústicas, é claro, assim ninguém atrapalharia ninguém. Entrei na minha, e mais quatro pessoas estavam ali. Não eram aulas com várias pessoas porque isso atrapalharia os demais. O professor começou a introduzir sobre a história do violino, coisas importantes sobre. Nada demais, nada que todo mundo ali já não soubesse, mas que era importante para começar o programa.

Durante toda a aula, tocamos algumas coisas como a Sinfonia Concertante, em Mi Bemol, K. 364 de Mozart. Aquele era um curso para pessoas que já sabiam tocar. Portanto, não houve dificuldades. Eu, particularmente, achei fácil. O curso consistia em ensinar novas técnicas, tocar sinfonias e praticar. Qualquer um pode pensar então por que pagar algo que você pode fazer em casa, mas ali era estar com os melhores com certeza.

Várias pessoas vinham de outros países para aprender no Instituto Konoha. Não era raro lá você ver pessoas de outras nacionalidades. Alguns falavam japonês, outros não sabiam e então falavam inglês, mas era muito divertido. No meu curso mesmo, havia um cara muito bonito que era alemão, mas ele não falava muito. Diziam as más línguas que era porque ele não gostava de japoneses, mas acho que era mentira, afinal de contas, o cara estava no Japão.

Eu estava adorando o curso, mesmo quando havia dias em que o Gaara era pior que o próprio demônio, eu me divertia muito lá. Conheci pessoas de outros cursos. Mas a pessoa que mais me chamou atenção foi um cara que estudava artes. O seu nome era Sai. Ele era um sujeito meio estranho. Era pálido e possuía cabelos negros não muito curtos. Sempre estava sorrindo, embora seu sorriso me lembrasse a garota do aeroporto, porque era falso. Apesar disso, ele era um cara legal. Eu jantava com ele nos intervalos. Eu descobri que ele tinha 21 anos e que trabalhava numa galeria de artes. Morava sozinho no centro de Tóquio e que sua família morava do outro lado do país. Ele disse também que não tinha ninguém lá e que não fizera muitos amigos (lê-se: nenhum).

- E você não tem amigos aqui? – Eu olhei para ele impressionada e ao mesmo tempo com pena. – Por que? Tóquio é tão grande, ta cheia de gente de todos os tipos.

- Eu não gosto muito de pessoas. – E ele olhou para mim e depois voltou a comer. – Então não ter muitos amigos é bem melhor. As pessoas são complicadas demais. – Sai completou.

Ele era bem legal, apesar do jeito meio falso dele. Eu notava que ele era um pouco diferente comigo, porque comigo ele abandonava aquele sorriso, mas era só alguém se aproximar que ele começava. Eu ainda não o tinha visto sorrir espontaneamente. Mas ele era muito bonito, principalmente quando ficava sério. Eu me surpreendi como eu possuía facilidade de conversar com ele.

Descobri, por exemplo, que ele já fora convidado para morar em Paris e estudar lá, mas ele recusou porque me disse que teria que viver numa república e isso seria praticamente um desastre, nas palavras do próprio Sai. No final das contas, nossa amizade transcendeu o curso e passamos a nos falar por telefone e almoçar juntos já que nossos trabalhos ficavam perto. De vez em quando ele ia me buscar e íamos para o Instituto juntos. Ele era um cara bem agradável, na verdade e, devo acrescentar, muito talentoso.

Ele tinha um ateliê numa parte bem localizada do centro e suas pinturas eram lindas. Emocionei-me ao ver uma delas. Era um quadro enorme, na pintura, o céu era cinza e havia vários corvos no céu. Havia uma árvore que não possuía nenhum fruto, flor ou folha. Ela estava seca e ao lado da árvore havia um balanço. Neste balanço uma garota estava sentada de costas, ela estava senda lá apenas, parada. Seu cabelo era longo e negro e seu vestido era branco. As flores ao redor da menina estavam mortas e só. Quando eu vi o quadro, senti um frio na minha espinha. E Sai não quis falar sobre ele, então não insisti.

Eu nunca fui alguém muito tímida. Namorei bastante na minha adolescência. Já havia até dado uns catos no namorado da Hinata, o Neji... claro que antes deles serem namorados. Nunca fui tímida ou algo assim. Eu nem era mais virgem, mas com um tempo, eu havia me tornado alguém que não ligava em ter muitos namoros. Nem que apenas para conseguir sexo. Eu simplesmente achava desnecessário. Eu queria ser arrebatada, ter um amor que durasse a vida toda e além. Era esse tipo de amor que eu queria.

Eu e Sai estávamos no ateliê dele. Depois de algumas semanas que nos conhecíamos, eu passei a sair com ele com freqüência. Descobri que com ele era muito bom falar mal do meu chefe. Ainda mais porque ele dava risadas reais quando eu contava quão carrasco Gaara poderia ser. Sai até falou para eu cuspir no café dele de vez em quando, só para aliviar a tensão. Eu adorava sair com ele.

- E eu achando que o meu chefe que era ruim. – Ele disse entre os risos. – Ino, mas se ele não gostasse de você, ele simplesmente te demitiria, vai por mim.

- E perder a chance de me infernizar? – Eu falei enquanto despejava o sakê no copo. – É claro que não. Aquele ali é um carrasco filho da puta. Ele gosta de pisar no meu orgulho, nem o meu nome ele diz. Me chama de "garota". – Eu revirei os olhos. – "Garota, pegue o meu café", "Garota, o senhor Nabukodoshi já chegou?", "Garota, vá buscar Matsuri no aeroporto, ela chega daqui a meia-hora. Não se atrase." – Eu falei com a voz grossa, imitando Gaara. – Para eu chegar na porra do aeroporto e o avião estar atrasado duas horas. E ele sabia, Sai, ele sabia do atraso. – Eu disse.

Ele sorriu, mas de repente, ficou sério. Nunca soube se Sai tinha conhecimento de que ele ficava terrivelmente lindo quando ficava sério. Ele me olhou com aqueles olhos negros dele e eu senti que algo iria acontecer.

- Ou talvez, ele não queira perder a secretária da secretária mais linda que ele já teve. – E então, como se eu não pudesse prever, Sai me beijou.

Nós estávamos sentados, então ele me puxou de modo que eu acabei sentando no colo dele, virada de frente para ele. Suas mãos foram parar debaixo da minha blusa e eu me senti arrepiada perante o toque de sua pele fria em contato com a minha pele quente. Seu beijo não era vagaroso, como eu pensei que fosse. Era lascivo, quente. De vez em quando ele parava e beijava meu pescoço, minha clavícula e então subia a boca até minha orelha. E eu estremecia cada vez que sentia a respiração quente dele contra o meu ouvido.

O clima estava ficando cada vez mais quente, porque Sai já havia abandonado a camisa dele e eu já havia soltado o meu cabelo. Eu me surpreendi como era gostoso beijá-lo. Ele gostava de dar atenção, gostava de me acariciar enquanto seu beijo era possessivo ou então alternava e me beijava carinhosamente enquanto suas mãos me apalpavam em lugares íntimos. Estávamos ali há muito tempo, sem pressa. Afinal, já fazia um tempo desde que eu havia beijado um cara. De verdade. E eu já estava sentindo falta. Eu beijei seu pescoço de forma carinhosa e comecei a depositar beijos no local. Depois de um tempo o ritmo foi ficando devagar até se transformar em uma coisa sem pressa.

Deixei uma área de seu pescoço vermelha depois de dar um chupão. Arranhei meus dentes pelo seu pescoço até descer para seu ombro, enquanto sentia sua mão dançando pelas minhas costas. Como Sai era branco, era muito fácil marcá-lo. Ele me parou e me olhou e então, segurou na barra da minha blusa e começou a levantá-la devagar, enquanto ele não desgrudava seus olhos negros dos meus. Quando ele terminou de tirar minha blusa, ficou me observando por um tempo, até que recomeçou a beijar o meu pescoço. Eu não sei o que ele fazia e como fazia, mas provocava arrepios no meu corpo todo só com aqueles beijos. Eu soltei um suspiro baixo, mas audível.

Até que fomos surpreendidos com o meu celular tocando. De inicio, ignoramos. Afinal, eu estava tirando a calça de Sai e aquele realmente não era um momento para atender o telefone. Mas ele não parava de tocar. Eu iria ignorar, a pessoa iria acabar desistindo, com certeza.

- Ino, atenda o telefone. – Sai interrompeu o beijo e ficou me olhando. Eu tentei protestar, mas ele foi mais rápido. – E se for alguma emergência? – Ele disse, em tom reprovador. Bom, isso era verdade. Mas quem diabos, se estivesse diante de uma emergência, iria ligar para mim? A contragosto, fui até minha bolsa e vi que era um número desconhecido.

- Alô? – Eu falei com a voz mais mal humorada que eu pude arrumar. Seja lá quem fosse, a pessoa realmente era inconveniente.

- Garota! – Eu gelei, como diabos aquele demônio havia arranjado meu número? – Eu queria saber onde, raios, você guardou os arquivos das empresas Kazuma?

- Gaara? Como conseguiu o meu número? – Eu perguntei.

- Não interessa! – Ele falou, e sua voz estava carregada de raiva. Ele parecia estar bem nervoso. – Onde diabos você guardou os arquivos das empresas Kazuma? Não vá dizer que você os perdeu, Ino. – Ele soltou um suspiro. – Eu preciso deles agora, mas não acho em nenhuma pasta do meu computador, procurei nos arquivos de Kurenai e não achei e muito menos no seu computador.

Sai me olhou e percebeu que eu estava aflita. Eu andava de um lado para o outro. Não acreditava que Gaara havia me interrompido daquele jeito.

- Eu tenho certeza que os salvei e mandei para o seu computador, Gaara. – Eu já estava roendo as minhas unhas. – Antes de sair do meu serviço hoje, eu os salvei e até fiz uma cópia e deixei no meu computador. – Eu tinha certeza que havia feito.

- Pois eles não estão aqui! – Sua voz ficou um pouco alterada, mas logo ele voltou ao normal. – Faça o seguinte, venha para a empresa imediatamente. Vamos caçar o arquivo, se ele não estiver aqui, você vai ficar comigo e vai refazê-lo, está me ouvindo? – Eu nunca havia ouvido Gaara falar tanto de uma só vez. Ele parecia tão furioso. Antes que eu pudesse falar algo, ele havia desligado na minha cara.

- Filho da puta! – Eu gritei de raiva e Sai se levantou.

Saí em disparado procurando minha blusa que Sai havia jogado em algum lugar e procurei também meus sapatos. Fiquei com tanta raiva. Como Gaara tinha direito de fazer isso? Será que eu havia, em alguma vida passada, jogado pedras na Cruz? Não, não. Pedras seria bem pouco. Com certeza eu devia ter atirado na cruz um foguete. Porque Gaara com certeza era o meu castigo. Eu o odiava. Eu estava tão bem com o Sai. Se eu fosse até a empresa e achasse os arquivos, eu iria jogá-lo do trigésimo andar a baixo. Sai estava preocupado.

- O que foi que aconteceu, Ino? – Ele falou enquanto colocava a camisa.

- O desgraçado do meu chefe, isso que aconteceu. – Eu joguei meus cabelos para trás. – Tenho que ir até a empresa. A essa hora da noite. – Eu suspirei, cansada.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoO

A maioria das coisas em nossas vidas acontece de forma inesperada. Alguém disse que não teria graça se não fosse assim. Mas quer saber, eu discordo. Sempre fui uma pessoa que não é muito fã de esperar ou de surpresas. Que gosta de saber como as coisas vão ser. Porque, se as coisas saírem de uma forma ruim, você nunca vai pensar "Se eu soubesse antes o que sei agora, não teria feito isso", e muita gente pensa esse tipo de coisa. Pensa nisso com mais freqüência do que você pode imaginar. Eu não queria que a vida fosse uma caixinha de surpresas.

Eu queria que a vida fosse como um presente que vem na caixa da loja e que você já sabe mais ou menos o que é, porque está escrito "Confeitaria da Senhora X" e então sabemos que é um delicioso bolo ou uma caixa de bombons esperando para serem devorados. Mas então, se é uma caixa branca, sem nada escrito, pode ser algo ruim como uma bomba e então, num passe de mágica, em questão de milésimos...

Tudo vai pelos ares.

Eu realmente estava desanimada. Despedi-me de Sai e peguei um táxi rumo à avenida principal. Não havia transito, afinal de contas, era uma sexta-feira, porém, era meia-noite. As pessoas estavam voltando para casa neste horário. Eu acabei indo, porque fiquei com medo de eu ter feito um erro. Se eu me recusasse a ir, talvez pudesse até perder o emprego julgando pelo humor de Gaara. Eu estava com medo de andar pelas ruas naquela hora. Estava um pouco frio, e eu praguejei baixinho por não ter levado blusa.

Logo cheguei em frente ao Sabaku no Bank que era um prédio bonito, mas que ficava assustador de noite, quando não tinha ninguém. Alguns guardas e algum porteiro deveriam estar lá, com certeza, mas eu quase mudei de idéia quando notei que estava tudo escuro no prédio. Era o cenário perfeito para um filme de terror, com certeza.

Logo adentrei o prédio e subi o elevador. Não havia ninguém no local, mas se alguém de repente entrasse, eu iria desmaiar de susto. Parecia aquele filme, O Grito. Quando eu cheguei no andar da presidência, todas as luzes estavam acesas. Suspirei aliviada e sorri. Como eu era idiota, achar que de repente, a Samara do Chamado ou a Kayako de O Grito iriam aparecer e me matar ou coisa pior. Com certeza eu deveria parar de assistir filmes de terror, porque eu já estava começando a misturar as coisas. Gaara deveria estar na sala dele: aquele sim era um filme de terror e eu deveria é me preocupar com ele.

Por que eu? Quer dizer, ele deveria chamar a Kurenai que era uma mulher inteligentíssima e que deveria gostar daquele trabalho do jeito que ela era dedicada a ele. Eu tinha certeza que havia salvado a merda do arquivo. Por que ele simplesmente não esperava até segunda e Kurenai voltaria e tudo ficaria perfeito? MAS NÃO! Porque para o senhor Sabaku, tudo tem que ser na hora que ele quer. Ele deveria ter sido uma daquelas crianças mimadas que pedem até um unicórnio azul e exigem para que o pai apareça com um na hora. Eu o odiava porque ele me tratava muito mal, e quando a noivinha dele voltou, eu comecei a atender até os pedidos dela. Os dois eram até que parecidos em vários aspectos, mas ela falava demais.

Deixei minha bolsa em cima da minha mesa e bati na porta da sala dele. Ele murmurou para que eu entrasse e lá fui eu. Quando eu adentrei a sala, Gaara me lançou um olhar gelado e eu me senti como se estivesse nua no pólo norte. Eu pedi a quem quer que fosse a pessoa que atendia desejos para que eu não gaguejasse naquele momento: era como estar com alguma fera e se você demonstra medo, ela ataca.

- Estou te esperando há um bom tempo. – Ele falou enquanto analisava uns documentos. Era só ele começar a falar que ele desviava a merda dos olhos dele para qualquer outra coisa que não fosse eu. – Deveria ter chegado antes. – Pois ele iria esperar mais se eu não estivesse no ateliê de Sai e sim na minha casa.

- Eu vim o mais rápido que pude, Gaara. – Eu falei desafiante. Chega de ficar com medo daquele idiota. Eu não tinha porque ficar com medo, eu não tinha asas, e com certeza nunca fui o flash, então ele não podia pedir que eu chegasse em questão de segundos. – E qual é o problema para me chamar tão tarde da noite? – Eu já estava irritada.

- Nada. – Ele falou e cruzou os braços. Eu arregalei os olhos, não estava entendendo bulhufas daquele assunto. – Apenas que você perdeu um arquivo que eu demorei um mês para coletar. – Seus olhos me fitaram e eu gelei. – E amanhã eu precisaria dele para fechar um negócio importantíssimo.

De repente, toda a minha postura de ultrajada se desarmou. Dessa vez eu dera a mancada, certo? Claro, porque eu sempre dava mancada. Da outra vez eu falara para ele que ele era igual ao Hitler e isso é um baita xingamento, porque Hitler não foi uma pessoa exatamente boazinha e ser parecido com ele não quer dizer que você vai para o céu. Eu sabia que se eu tivesse salvado em algum lugar, mesmo que como um arquivo do meu e-mail, Gaara já teria achado, se ele não achou é porque eu simplesmente perdi.

- Gaara. – Eu coloquei a mão na boca, mostrando espanto. – Eu jurava que tinha salvado. Até fiz um cópia. Não sei como perdi. – Eu não sabia onde enfiar a cara. Gostaria de desaparecer naquele momento. COMO DIABOS EU FUI PERDER ALGO TÃO IMPORTANTE? Não se perde algo assim do nada.

- Apenas... esqueça. – Ele falou, de modo que me pareceu meio exausto. Ele pareceu cansado. Massageou as têmporas e por um minuto, pareceu pensar no que fazer a seguir. – Vá na sala de arquivos e pegue tudo relacionado as empresas Kazuma. Vou pegar coisas que eu salvei. Vamos ter que fazer tudo de novo.

E ficamos assim a noite toda. Os dois a base de café. Gaara não fora maldoso comigo nenhuma vez, ele realmente estava concentrado e nós dois queríamos ir embora para casa e desmaiar em nossas camas. O documento que estávamos fazendo era relacionado há maior divida que tinham com o banco: as empresas Kazuma. Era importante para o banco que eles quitassem ou então Gaara iria envolver o governo. Ele trabalhou com os números, eu organizava os papéis e revisava as datas. Achei fascinante o modo como ele trabalhava: era tão concentrado, e inteligente.

De vez em quando ele ia pegar café para nós. Mas só café não adiantava mais, então compramos energéticos na máquina do 25º andar. Eu achava engraçado o fato de que nada do que precisávamos ficava no andar da presidência. Sempre ou eu ou ele precisávamos de algo tínhamos que descer. Quando terminamos o Sol estava nascendo.

Gaara sempre fora sério, e isso não mudou naquela noite, mas ele abandonou o comportamento irritante e apenas focou-se no que tinha que fazer. Ele me chamou pelo nome e me olhou no rosto todas as vezes que quis falar comigo. Algumas vezes eu senti as maçãs do meu rosto queimarem, porque ele nunca havia agido daquele jeito antes, não comigo, pelo menos. Não conversamos muito, mas o silencio entre nós não foi desconfortável como fora de outras vezes. Era até melhor assim.

Eu iria ficar, afinal de contas, ele precisaria de mim na reunião. Kurenai estava de férias e eu quem fazia seu trabalho. Mas estranhei Gaara guardando as próprias coisas, afinal de contas, a gente ainda tinha que fazer a reunião. Não quis perguntar nada, mas ele terminou de guardar tudo em sua maleta e estava rumando para a porta. Ele parou e começou a olhar para mim de uma forma interrogativa. Eu não estava entendendo nada.

- Você não vem? – Ele me olhou sério.

- Pra onde? – Eu perguntei, débil. Eu não estava entendendo nada, na verdade.

- Tomar um café da manhã e depois ir embora. – Ele falou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Como se eu fosse alguma débil mental.

- Mas... – Eu franzi meu cenho. E falei como se fosse algo óbvio e como se Gaara fosse um retardado. – Hoje tem uma reunião importante.

- Não. Quem disse que tinha? – Eu falei para ele que ele próprio havia me dito isso e ele cruzou os braços e pareceu pensar um pouco. – Devo ter me enganado então. – Ele disse com um meio sorriso estampado na cara.

Deus, como eu fiquei nervosa na hora. Eu já estava irritada pelo fato de que ele me tirou num momento super bom com o Sai, mas até aí tudo bem, porque eu havia feito a merda e ele, supostamente, precisaria da porcaria do tal arquivo para o próximo dia. Então eu abandonei minha raiva e confiei nele. Eu poderia ter saído com meus amigos, mas não, eu estava no escritório, trabalhando em plena noite de sexta-feira porque, aparentemente, a coisa era urgente. E agora ele me diz que NÃO HAVIA PORRA NENHUMA DE REUNIÃO. E eu sabia, sabia que ele não poderia ter se enganado, porque ele era inteligente demais para simplesmente se enganar. Eu queria ter me contido, eu gostaria de ter contado até dez. Mas eu não podia, porque ele já havia passado dos limites. Eu acho que poderia ter explodido de raiva.

PORRA!

Eu gostaria de ter raciocinado direito, não teria feito o que fiz.

Caminhei até ele, de modo que nós ficamos muito perto. Ele era mais alto que eu, é claro. Mas eu levantei a cabeça e o olhei bem nos olhos. Mesmo com aquela cara séria dele, eu sabia que ele estava apenas zombando de mim. Deus, como eu não o suportava. Então eu o encarei, já não dava apenas para engolir a minha raiva. Não pensei muito na hora, mas minha mão foi de encontro a sua face e o tapa estalou em seu rosto de modo que ele me olhou assustado, mas logo o susto e a surpresa em seu rosto transformaram-se em raiva. Eu não liguei.

- Vá se foder! – Eu praticamente cuspi cada palavra, mas com muito gosto. Há muito tempo eu desejava fazer aquilo.

Eu peguei minha bolsa e sai em direção ao elevador. Eu pisava duro, minha cabeça doía e havia lágrimas brotando dos meus olhos. Gaara havia me feito chorar de raiva. Eu não sabia como ele havia conseguido a proeza. Porque mesmo parecendo que não, eu sempre fui uma pessoa muito equilibrada. Eu apertei o botão de descer do elevador e fiquei esperando. Várias vezes, meu pé batia contra o chão mostrando impaciência. Aquele maldito elevador não chegava nunca! Quando ele enfim chegou eu entrei e apertei o botão que indicava o térreo e suas portas iam se fechando, mas a mão de Gaara parou bem no meio e as portas se abriam, e então, Gaara adentrou o elevador.

Eu apertei o térreo mais uma vez e eu senti seu olhar queimar sobre mim. Eu não me importei, eu fiz o que tinha que fazer, se bem que naquela hora eu já estava começando a me arrepender do que eu acabara de fazer, já que provavelmente eu perderia meu emprego, injustamente, ou justamente. Eu já não sabia mais dizer quem estava certo naquela história.

Quando o elevador chegou ao vigésimo sexto andar, Gaara apertou o botão para que ele parasse e o elevador simplesmente parou entre o vigésimo sexto e o vigésimo quinto. Eu nem sabia se havia mais pessoas no prédio. Eu queria que alguém viesse me resgatar. Ou resgatá-lo, porque mais um pouco e eu iria matar ele de uma forma bem dolorosa. De repente, Gaara me prensou contra o espelho do elevador. Eu me assustei e ele me olhou de uma forma tão intensa que eu me senti nua ali.

Eu sentia sua respiração quente bater de encontro ao meu rosto. Aquilo me deixou transtornada, até porque, Gaara era um homem muito bonito. Eu não queria demonstrar, mas eu devo ter ficado visivelmente abalada.

- Me solta. – Eu disse, meio hesitante.

- Por que você fez aquilo? – Ele perguntou. Nossos rostos estavam bem próximos.

- Me solta! – Minha voz de exaltou.

- Me diz por que você fez aquilo e eu solto. – Ele não parava de me olhar nos olhos.

- Porque você é um idiota, tirano. – Eu falei com lágrimas nos olhos. – Eu pensei que tinha feito algum dano irreparável na empresa, porque você não teria os arquivos... Mas era apenas um capricho seu. – Eu senti que uma lágrima escorreu pelo meu rosto. – Tudo por quê? Porque eu disse que você era igual ao Hitler? Você ficou magoado ou com raiva por isso? – Eu perguntei entre os dentes enquanto ele não fazia nada além de olhar. – Pois é a mais pura verdade. Eu não mudo uma palavra do que eu disse naquele dia. E quer me demitir? – Gaara não fazia nada e eu nem esperava alguma reação dele. – Vá em frente.

E então ele me soltou, e não disse nada mais. Apertou algo que eu não vi bem e o elevador desceu, tranquilamente e vagarosamente até o térreo. Chegando lá, Gaara foi até o estacionamento e não o esperei.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Eu estava tão cansada. Eu queria encontrar algum banquinho de alguma praça e dormir, sem me importar com nada. Eu sentia meus ossos doloridos, minha cabeça explodia e eu estava nervosa. Mesmo tendo batido em Gaara, mesmo tendo dito tudo pra ele e até mandado ele se foder – coisa que, vamos admitir, eu tive muita coragem para fazer – eu me sentia muito brava ainda. Eu me sentia tão nervosa, porque ali estava tudo junto: o sono, o mau humor, o estresse, a raiva com Gaara e o cansaço.

Quando eu cheguei em casa, minha mãe perguntou se estava tudo bem, não respondi. Fui para o quarto e dormi o dia inteiro. Quando acordei, Shikamaru estava ali, graças a Deus. Nós conversamos horas e eu fiquei feliz de fazê-lo. Contei tudo para ele, porque ele analisaria a situação sem considerar a beleza de Gaara, coisa que minha melhor amiga não seria capaz de fazer. Ele soltou um suspiro e disse que Gaara era problemático demais. Mas disse que ele não me demitiria, porque era inteligente e sabia que ele era quem tinha errado.

- Mas... – Eu falei magoada. – E se ele me demitir? Como eu vou pagar as mensalidades do Instituto? – Eu disse deitando minha cabeça no colo dele, enquanto ele acendia um cigarro.

- Então você vai seguir meu conselho inicial e vai trabalhar na luz vermelha. Acredite, lá ninguém vai querer te demitir, problemática.

Ele disse isso e então eu dei risada e me acalmei.

Naquele final de semana, eu apenas não quis pensar naquilo. Assim como eu não queria pensar agora. Naquele dia, eu fiquei com Shikamaru porque ele sempre dizia algo óbvio e me acalmava. Eu gostava de sentir o cheiro do seu cigarro, gostava de gritar com ele quando ele estava praticamente dormindo enquanto eu falava. E gostava de como ele me protegia. Ele até havia me prometido me levar até o trabalho na segunda-feira.

Eu acreditei, porque ele sempre cumpria uma promessa feita pra mim. E eu adorava o modo como ele me fazia me sentir tão... sem problemas, tão leve. Mesmo hoje, eu gostaria que ele estivesse aqui, apenas para dizer algo assim e fazer com que meus problemas parecessem distantes. Ou não... Ele não precisaria dizer nada, porque ele estaria fumando aquele cigarro adocicado e eu saberia que ele estaria aqui, me dando forças. Eu queria tudo aquilo de volta...

Se ao menos eu pudesse ter tudo o que eu queria.

Ou então, se eu pudesse ter parte disso. Então eu seria alguém melhor, isso é verdade.

Mas hoje eu vejo que meu sonho quando era criança não se realizou.

Vivo cercada de música, mas não há nenhuma castelo.

Não há um príncipe.

E com certeza, não há amor.


Nota da autora: Gente, postagem em tempo recorde. +_+ Eu estou amando escrever essa fic, ela é tão fácil. Ainda mais porque é a Ino e ela me diverte muito, sério. Eu iria fazer algo bem centrada naquela música do primeiro capítulo "Against The Odds", mas acabei mudando de idéia por ver como é engraçado algumas situações, mas não vou tirar esse que de nostalgia que a fic possui.

Eu adorei escrever algumas partes como quando ela estava falando no telefone com o Shikamaru, eu o adorei nessa fic e pretendo fazê-lo aparecer mais. Achei o modo como a Ino presa o amigo lindo demais para ser deixado de lado. Eu acho que acabei exagerando o modo como o Gaara irrita a Ino, mas entendam, ele é alguém vingativo que não é acostumado a ser tratado daquele jeito, então ele fez algumas coisas com ela.

Deus, se o Gaara me prensasse na parede daquele jeito, eu dava alok. UHAUAUHHAUHUAUHA Até a própria Ino confessou que ficou meio pertubadinha. Mas essa relação dela de ódio, e futuramente amor com o Gaara é fundamental para a fic. Gente, que surpresa, hein? O Gaara noivo? Pois é, não vou colocar a Matsuri como vilã, mas ela ainda vai irritar muito a Ino com o jeito dela.

Agora eu queria a opinião de vocês: Sai ou Shikamaru? Eu estou num dilema depois de ter escrito esse capítulo. Eu adorei a Ino com o Sai, mas fiquei meio assim depois de escrever o modo como ela se sentia em relação ao Shikamaru. Eu gostaria muito de escrever ela com alguém antes de ficar com o Gaara, sabe? Enfim, eu tenho que parar de falar e dizer que eu fiquei feliz com a resposta que eu tive em relação a essa fic.

Fiquei tão feliz com os reviews. Obrigada a todo mundo que comentou e que favoritou ou os dois ou um apenas. HUAHUAHUAHUA Obrigada mesmo.

Resposta Aos Reviews

ManolaIngrid: Você sabe que eu fico muito feliz de te ver comentando na minha fic. Eu adoro quando você lê uma fic minha. Você é a maior cobradora de fics do universo. Então. UHAUHAUHAUHAHU O Gaara é lindo, vamos falar, né? Eita homem, não é tão lindo quando o nosso viking, mas eu ficaria mais que feliz se tivesse ele como o meu chefe. Aha/

Ele ainda não o deseja, apenas tem raiva, mas vai começar a gostar dele. Quero colocá-los juntos em mais saias justas. Obrigada. Amo você, cê sabe.

Anônima: Obrigada pelo review, fico feliz de ter gostado.

Saube: Eu deveria ter colocado a fic chamada "O Diabo Veste Armani", mas não o fiz todo o cenário não vai ser apenas no Sabaku no Bank. UHAHUAHUAHUAHUAUHA

Eu realmente fico feliz com o review e espero que continue acompanhando.

R-sassa: Nossa, eu adorei o seu review, querida.

Então, eu realmente quero fazer algo meio nostálgico. Queria unir comédia, drama e romance. Ainda não consegui colocar o romance muito bem, até porque a Ino odiando o Gaara não é exatamente romance. UHAHUAUHAAHUA

Ah, mas o Gaara excita todo mundo. ALOK! Ele é todo bravo e tal e eu gosto de fazer ele assim, mas por baixo daquela camada séria existe um cara que adora brincar com a cara da Ino. UHAHUAUHAUHAHUAUHAHUA A Ino sofre, mas ela dificilmente fica se lamentando, ela xinga, até bate, mas não fica chorando, só de raiva.

Nossa, eu fico feliz de ter ganhado mais uma fã. +_+ Aqui está a continuação, beijos.

Pink Ringo: Pink, querida, fico muito feliz que tenha gostado. Eu já disse antes que não tenho muita experiência com esse casal, mas que estou adorando escrever essa fic.

Realmente é muito O Diabo Veste Prada, mas o Gaara consegue a proeza de ser bem pior. Ele gosta de irritar a Ino, gosta de ver ela brava e se diverte. Claro que não dá pra fazer isso abertamente na fic, mas estou adorando abordar esse Gaara com esse humor negro. UHAHUAUHAUHAUHAUHA E o pior que a Ino nem pode mais fingir que gosta dele, ainda mais depois de ter batido nele e tal.

Né? Eu adorei, porque eu posso fazer o que era a minha idéia inicial: nostalgia, e ainda posso trazer humor a fic. Ainda mais agora que a Matsuri entrou na história. Até eu ri imaginando a cena do aeroporto.

Cê viu? E a Ino teve coragem de repetir, na cara dele que era isso mesmo que ela achava. HUAUHAUHA Eu adoro também como podemos fazê-la de certa forma corajosa. Mas os foras que ela dá são muito cômicos, ela grita no aeroporto, apaga arquivo, xinga o chefe. Não sei como o Gaara ainda não a demitiu, assim como não sei como a Ino ainda não matou ele.

Ai, eu fiquei meio apaixonada pelo Shikamaru nessa fic. Quero fazê-lo aparecer mais, quero colocá-lo no triângulo amoroso ao invés de Sai, não sei o que eu faço. '-' UHAHUAUHAUHHUA Mas ele como amigo dela é tão bonito, ele cuida dela, de verdade.

Que bom que escutou, eu sempre procuro colocar uma música que tenha a ver com o capítulo e sempre aconselho as pessoas a ouvirem enquanto lêem para ficar mais legal e tudo mais. Bom, Pink, você sabe que eu adorei essa sua review e adorei ver que você gostou da minha fic. Espero que continue acompanhando e obrigada pelo review. Beijos.

Gislane: Espero que você continue achando isso da minha fic, querida. Bom, aqui está o segundo capítulo. Agora, quando ao terceiro já não sei, não posso prometer, mas sempre que eu puder e senti inspiração prometo postar. Beijos.

Cho-hime: Espero que goste, querida. Beijos.

Carolina C: Sério? Porque eu não tenho nenhuma experiência com Ino e Gaara, então fiquei muito surpresa de ter conseguido agradar a tanta gente, querida. Fico muito feliz pelo seu revew e de saber que eu consegui passar o sentimento da Ino. +_+

Eu fiquei muito feliz com o seu review, porque você confirmou algo que eu fiquei pesarosa de que não acontecesse: a percepção dos sentimentos dela. Que bom que gostou e aqui está o segundo capítulo Beijos.

Sabaku no Kyara: Sério? Fico feliz de não ter alterado o Gaara e tê-lo deixado do jeito que o povo (as meninas u_u) gosta. HUAUHAUHAUHAUHAUHAUH A Ino é alguém que as pessoas se identificam porque ela não vive só em drama, ela é engraçada, ela é lutadora, corajosa. Que bom que tenha se identificado. +_+

Amiga, vou te contar que todo mundo ama esse ruivo, ele é lindo, não tem como não amar. HUAUHAUHAHUAHUAUHAUHA Obrigada pelo review, querida.

Luciana Fernandes: Eu espero que continue acompanhando e gostando, querida. Beijos e muito obrigada pelo seu review. +_+


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