Me desculpem pela demora! Quem já me conhece sabe que eu levo muito a sério a palavra "escrever". Eu realmente gosto de fazer tudo no papel antes de pasar pro pc, e o meu pc resolveu sumir com esse cap, do nada. Eu tive que digitar um pedação todo de novo. Mas agora, aqui está ele, um pouco menor do que o primeiro, mas eu prometo me esforçar para aumentar os próximos!
Agradecimento às reviews: Rain .3, Bruna, Pequena Perola e Darknee-chan!!
Disclaimer: Naruto pertence a Kishimoto Masashi-sama!
Dearest
Capítulo II – Preocupações
Kakashi acordou assustado. Não era nada comum ele sonhar, e quando sonhava não lembrava bem dos detalhes. Raras foram as ocasiões que um sonho ficou em sua mente, com toda sua riqueza de detalhes. E, incrivelmente, esse fora um desses sonhos.
Sonhara com o Time7, mas precisamente, com Sakura. Ela chamara muito sua atenção no dia anterior, de um jeito que ela jamais chamara. Não a via mais como a menininha doce e inocente, e sentia-se chocado com isso.
Era errado pensar daquele jeito, não era? Era antiético, considerando que ela fora sua aluna? Era imoral, considerando que ele era catorze anos mais velho do que ela?
Na verdade, ele se achava ridículo por pensar em tudo aquilo. Só estava pensando aquelas bobagens porque viu quão diferente ela estava. Estava acostumado com a menina e não com a mulher. Era só por isso, certo? Não havia nenhuma razão especial.
Ao menos, era no que ele queria acreditar...
Sakura foi violentamente tirada de seu sono por um descuidado abrir de cortinas e um estrondoso grito já tão conhecido...
- Naruto! – ela resmungou, escondendo-se atrás de Sasuke, que também fora acordado da mesma forma.
- O que voe está fazendo no meu quarto? – o Uchiha grunhiu, irritado.
Naruto revirou os olhos, aborrecido. Como se ele nunca tivesse dividido um quarto com eles... Bando de problemáticos.
- Tsunade baa-chan chamou alguns ninjas para uma reunião sobre a guerra. Nós, naturalmente, fazemos parte da lista.
- Naruto, isso não responde minha pergunta. – Sasuke rosnou, ameaçadoramente.
- Feh, Sasuke. Como seu eu nunca tivesse visto vocês assim.
Sakura corou e puxou as cobertas até o nariz.
- Tá bom, Naruto, você já deu seu recado. Agora: fora daqui! – a última parte foi dita aos berros pela Haruno.
Naruto saiu do quarto, rindo, e foi esperar na sala, fingindo uma educação que, provadamente, ele não possuía.
- Bom dia. – Sasuke se virou para Sakura, assim que se livraram do incômodo loiro.
- Bom dia. – ela respondeu, sorrindo enquanto se espreguiçava. – Temos que parar com isso.
Sasuke a abraçou.
- Eu sei disso. Mas eu gosto. – vergonha parecia ser uma palavra fora de seu vocabulário.
Sakura riu.
- Você não presta. – e se levantou, pegando a muda de roupa que sempre deixava no armário dele, prevendo tais situações, e se dirigiu ao banheiro.
- Nem você. – e se trancou no banheiro junto com ela.
A sala estava lotada. Nara Shikamaru, Akimichi Chouji, Shiranui Genma, Maito Gai, Yamanaka Ino, Aburame Shino, Sarutobi Konohamaru, Hyuuga Neji, Hyuuga Hinata, Inuzuka Kiba, Uzumaki Naruto, Uchiha Sasuke, Hatake Kakashi, TenTen, Rock Lee, Mitarashi Anko e Haruno Sakura.
Dezessete ninjas apertados na pequena sala da hokage, olhando para uma séria Tsunade.
- Não sabemos quando a guerra, de fato, começará. – ela começou, com o tom que só usava quando estava realmente preocupada. – Mas as tensões entre os países da Água e do Fogo crescem mais a cada nova reunião entre os governantes. E o Mizukage não precisa realmente de uma razão para querer mos atacar. Ele espera há décadas por esse dia.
Sim, todos sabiam disso. A Névoa sempre tivera uma certa rivalidade contra a Folha. Era uma guerra prometida há anos, e agora a chance estava bem ali.
- Vocês foram escolhidos por mim, juntamente com o Conselho para estarem na linha de frente dessa guerra.
Honra ou condenação? Era difícil de dizer. Por um lado, ser escolhido para estar na linha de frente significava que eram a elite de sua vila. Por outro, era como assinar o próprio atestado de óbito. Poucos sobreviviam ao ataque direto.
- Por isso, estão sendo mandados para um centro de treinamento, na divisa do país do Fogo com o Vento, para aprenderem a trabalhar juntos. Alguns de vocês estão acostumados a trabalhar juntos, outros mal se viram pelas ruas de Konoha. Eu preciso de uma integração perfeita entre vocês.
Por instinto, todos começaram a olhar em volta, como se tentando se acostumar ao fato de que aqueles seriam os únicos rostos que veriam em sabe-se lá quanto tempo.
- E como pretende que consigamos nos integrar, como uma única grande equipe? – foi Shikamaru quem perguntou, já se perguntando, preguiçosamente, que tipo de trabalho teria.
Tsunade sorriu, com a sagacidade que só ela conseguia demonstrar em um simples sorriso.
- Os métodos que vão usar já faz parte da tarefa.
Shikamaru escondeu o rosto nas mãos, já começando a sentir o cansaço invadir seu corpo. Por que ele sempre era escolhido para esse tipo de coisa? Será que ninguém nunca reparara que ele odiava trabalhar, pensar e se esforçar no que quer que fosse?!
- Shikamaru, pára com essa cara de dor. – Ino reclamou, revirando os olhos. – O verdadeiro trabalho ainda nem começou.
Como se ele não tivesse plena consciência disso...
- Mas é exatamente isso que me preocupa, Ino-chan.
Ino o mirou com estranheza. Ele não o chamava de Ino-chan desde que eram crianças. Será que estava tão desesperado assim?
- Tem lojas de conveniência por perto? – Chouji perguntou, preocupado, como sempre, com o que ingeriria ao invés de se preocupar com o que realmente importava.
Tsunade revirou os olhos. Incrível como sabia exatamente o que cada um deles perguntaria.
- Não Chouji. Vocês terão que arranjar e cozinhar sua própria comida. O campo de treinamento fica próximo à entrada para o Deserto, por isso, ninguém mora por perto. Mas vocês vão gostar de lá. São quatro casebres dormitórios, um refeitório-cozinha e uma casa para o banheiro.
- Um banheiro?! – foi Sakura quem quase gritou, já imaginando o inferno que seria dividir um banheiro com mais outras dezesseis pessoas.
- Sim, um banheiro. – Tsunade repetiu.
- É mais provável que matemos uns aos outros nessa brincadeira. – TenTen desabafou.
E Tsunade voltou a sorrir.
- Por isso que esse é o jeito perfeito de integrar vocês.
Sim, era loucura. Mas um pouco de loucura às vezes dá bons resultados. Havia sido assim que conseguira reintegrar o Time 7. Por que não daria certo mais uma vez?
- Se querem uma prova de que convivência forçada dá bons resultados, virem-se para Naruto, Sasuke e Sakura. – e sorriu, debochadamente. – Aposto que eles adorariam compartilhar a experiência deles com vocês.
E todos os olhos da sala fuzilaram os três ninjas mencionados. Poucos na vila sabiam sobre a "reabilitação" do time deles. Os três tentaram disfarçar, como se não tivessem escutado a menção maldosa da Hokage.
- Preparem as malas e a boa vontade. Não vai ser rápido.
E encararam mais uma vez os rostos que veriam pelos próximos meses. Amigos, velhos conhecidos e até mesmo completos estranhos. Seria difícil. Quase impossível em alguns momentos. Talvez fosse divertido no início, novidades costumam ser agradáveis, até que tudo deixa de ser novo e passa a ser monotonamente igual. E é nesse momento que as brigas começam.
Tratando-se de ninjas, era até provável que um pouco de sangue fosse derramado. Quanto tempo a paz entre eles duraria? Era certo dizer que essa e outras dúvidas passavam pela mente de cada um dos dezessete shinobis.
- Eu sei que não será nada fácil. Mas a vila toda conta com vocês. Não podemos deixar nossa vila desprotegida, precisamos mais do que simplesmente um time perfeito. E vocês não estarão trabalhando sozinhos. Enquanto isso, os ninjas que ficaram aqui também vão treinar duro para protegerem Konoha.
O que poderiam dizer? Claro que Tsunade estava certa. Amavam sua vila mais do que qualquer coisa no mundo, mais do que a si próprios! Essa era a essência dos ninjas da Folha, era isso que os tornava tão fortes!
- Não se preocupe, baa-chan. – foi a voz de Naruto que soou. – Vamos nos dar muito bem. E quando a guerra começar, a Névoa ai se arrepender de ter nos atacado.
E sorrisos brotaram nos rostos de todos ao redor. Um fenômeno que não era de todo inesperado, mas que continuava a surpreender Tsunade. O que era aquilo que Naruto tinha que contagiava a todos? O que o tornava tão especial a ponto de dar esperança ao mais amargurado ser humano?
E a Hokage se pegou sorrindo, junto com todos os outros. Daria tudo certo, enquanto eles tivessem aquela fonte de positivismo que atendia pelo nome de Uzumaki Naruto.
Deu as últimas instruções e um mapa da localização do centro de treinamento. Por fim, quando o sol começava a se pôr, ela os dispensou para que pudessem se preparar para a viagem do dia seguinte. Todos menos Naruto, Sasuke, Sakura e Kakashi.
- Algum problema, Hokage-sama? – Kakashi perguntou.
- Não. Apenas não tive a oportunidade de falar com vocês depois de sua missão, Kakashi. – e lançou um olhar falsamente duro para sua discípula. – Uma certa médica fora de seu plantão deu alta a um paciente.
Sakura sorriu, arteira.
- Você não está realmente chateada, shishou.
Tsunade suspirou.
- É, eu sei disso. – e sorriu rapidamente. – Mas o assunto é sério. Aqueles ninjas estavam dentro do País do Fogo sem autorização.
- Sim. – Sasuke disse. – Cinco shinobis de Kirigakure.
- Mataram três ANBU. E estavam clandestinamente em nossos domínios. Isso já era motivo o suficiente para declarar uma guerra.
- Mas a senhora nem ao menos mandou uma carta ao governante do Fogo, mandou? – Kakashi perguntou.
Tsunade fez que não com a cabeça.
- Não quero que essa guerra comece. O que aconteceu com aqueles ninjas?
- Fugiram quando atacamos. – Naruto respondeu.
- O que é estranho. – Kakashi comentou. – Eles eram muito fortes. Pareciam da classe dos caçadores – oinins.
- O Mizukage está tentando acelerar as coisas. E Konoha precisa de mais tempo. – Tsunade estava realmente preocupada, era fácil de ver que aquilo tirava seu sono há várias noites.
- Acha que conseguirá atrasar as coisas até estarmos prontos, shishou? – Sakura perguntou, preocupada com o estado de sua mestra. Nunca a vira com aquela expressão no rosto. Parecia esgotada, física e psicologicamente.
- Eu espero que sim. Porque é a única chance que temos.
E pensar que ela achara que a Akatsuki fora seu último grande problema...
"My pain and all the trouble I caused
No matter how long
I believe that there is hope
Buried beneath it all."
Tradução da música: Minha dor e todos os problemas que eu causei; Não importa por quanto tempo; Eu acredito que há esperança; Enterrada sob tudo.
Let The Flames Begin by Paramore
