Olá novamente! Estamos aqui com o segundo capítulo da nossa fic... Comentários seriam muito apreciados, por favor? Espero que gostem deste aqui!

Capítulo 1

Sonea estava inquieta. Era a quarta vez que ela andava de um lado para o outro dentro dos quartos particulares de Rothen. Ela estava ospedada com o mago enquanto Akkarin estava preso na Ala dos Curandeiros. E ela nem o vira durante uma semana! Sim, os malditos Curandeiros não a deixavam chegar perto do homem! Ela bufou. "Como se eu fosse fazer alguma coisa", - pensou. Lady Vinara não queria que ela chorando em cima dele "Akkarin está se recuperando e não precisa ficar molhado com as suas lágrimas" – essas eram as palavras exatas da Chefe dos Curandeiros. É claro que Sonea queria enterrar suas unhas na garganta da mulher e lhe tirar do seu caminho, mas Rothen lhe arrastou do prédio e lhe convenceu de deixar a mulher fazer o seu trabalho em paz. Não foi fácil; várias noites ele a encontrava sentada na sala de estar olhando para o fogo e pensando com sigo mesma. Ele tinha tentado conversar com ela sobre Akkarin, mas tudo que ele tinha arrancado dela foi que os dois se amavam e não, seu romance não havia começado dentro das paredes do Clã. Rothen deu graças ao Olho por pequenos milágres da vida.

Seu respeito por Akkarin havia almentado ao ver ele e Sonea lutando ferozmente contra os três Ichanis restantes. A força com que ele defendera Sonea e o Clã superavam tudo que Rothen pensara do Lorde Supremo.

- Sonea?

Sonea se virou e viu Rothen parado encostado no batente da porta, seus cabelos apontando para todos os lados e rugas do travesseiro em seu rosto. Ela não pôde deixar de rir com a imagem.

Rothen fez uma careta para ela.

- O que?

- Olhe para você – ela respondeu e apontou para um pequeno espelho na parede. Rothen se virou e olhou para seu reflexo bagunçado. Ele também não pôde deixar de rir.

- Bem, eu tenho uma boa notícia para você – disse ele enquanto caminhava na direção dela.

Sonea o encarou expectante.

- Vá por suas vestes, Vinara me disse que você poderia visitar Akkarin esta manhã.

Ela arregalou os olhos para ele.

- Eu posso?

Rothen sorriu e acenou afirmativamente com a cabeça. Lady Vinara tinha lhe enviado uma mensagem dizendo que Akkarin tinha acordado aquela noite e que estava pedindo para ver Sonea o mais rápido possível.

- E por que você não disse antes? – ela esbravejou com raiva. – Você sabe o quanto tempo tenho me remoído dentro desta sala querendo correr para a Ala dos Curandeiros!

- Se eu tivesse lhe dito ontem, a noite seria longa para você... E para mim – ele concluiu baixinho para si mesmo.

Sonea abriu a boca para responder mas a fechou rapidamente. Ela passou correndo por Rothen e entrou em seu quarto para se vestir. Já não era sem tempo! A espera havia terminado e os dois iriam se encontrar ainda nesta manhã. E ela ia aproveitar essa visita ao máximo!

Dois minutos depois uma Sonea vestida com as vestes negras saiu de seu quarto e quase correu para a porta da sala de estar. Não ouvindo passos atrás de si, ela parou e ergueu as sobrancelhas para Rothen que continuava parado perto da janela.

- Bem?

Rothen sorriu para ela e suspirou dramaticamente.

- Se eu devo...

Sonea sorriu e saiu pela porta e caminhou pelo corredor dos aposentos dos magos, descendo as escadas para sair ao ar livre. Os dois companheiros caminharam apressadamente até os alojamentos dos Curandeiros e assim que entraram foram recebidos por Lady Vinara que os esperava de pé em um canto do saguão de entrada. Sonea sorriu para ela.

- Lady Vinara – cumprimentou ela, fazendo uma reverência.

Vinara sorriu de volta.

- Sonea, como está?

- Estou bem, minha Leide – respondeu a jovem enquanto dava um olhar por cima do ombro da curandeira.

Rothen sorriu pacientemente para Vinara que estava revirando os olhos discretamente.

- Bem, vamos lá – disse ela fazendo um gesto para que a seguissem. – Nosso paciente está impaciente a espera de Sonea...

Sonea sorriu. Ela tentava imaginar se Akkarin também iria sentir a falta dela; pelo visto sim. Eles passaram por vários corredores e subiram um lance de escadas que levavam ao segundo andar dos alojamentos. Era lá que estavam os quartos dos magos e outros pacientes que precisavam ficar internados lá.

Vinara parou em frente a uma porta guardada por um guerreiro que pela aparência, tinha acabado de se formar. Olhando para ele, Sonea arregalou os olhos.

- Regin?

O guerreiro deu um meio sorriso cansado em sua direção.

- Olá, Sonea – ele cumprimentou. – Então você conseguiu os convencer de deixar você vir?

Sonea fez uma careta.

- De fato.

Regin sorriu novamente e abriu a porta para eles poderem entrar. Sonea respirou fundo e deu um passo para dentro do quarto. Estava quase vazio, a não ser por um pequeno armário em um canto, uma cama e uma cadeira de madeira ao lado desta. Na cama, apoiado por vários travesseiros grossos, estava Akkarin. Sonea congelou. Ele estava pálido e parecia que tinha emagrecido durante essa útima semana que ficara nos alojamentos dos curandeiros.

Então ele se mexeu e seus olhares se encontraram. Sonea suspirou aldivelmente e teve de segurar as lágrimas; Akkarin estava vivo. Não que ela não solbesse, afinal, fôra ela que o tinha salvado, mas os dois tinham sido separados e ela não pudera ver se ele realmente estava bem. De repente uma vontade esmagadora de correr e se atirar em seus braços e nunca mais sair passou por sua mente e ela teve de se segurar para não fazer isso.

Os lábios de Akkarin se contorceram para cima ao mesmo tempo que Rothen e Vinara fecharam a porta atrás de si.

- Ak... Lorde Akkarin – disse Sonea se corrigindo rapidamente ao notar a curandeira de pé atrás deles. Oh, como ela queria abraça-lo!

Os lábios subiram mais alguns centímetros e seus olhos negros brilharam de diversão.

- Sonea, Mi vita...

E isso foi o que ela precisava. Sem se importar com o seu público na sala, ela correu os poucos passos que a separavam de Akkarin e jogou os braços em torno de seu pescoço e enterrou a cabeça em seu peito, deixando as lágrimas rolarem e seu pequeno corpo tremer com soluços. Um par de braços rodearam sua sintura e ele pousou sua bochecha em seus cabelos bagunçados, inalando seu cheiro para dentro de seus pulmões.

- Mi vita – sussurrou ele em seu ouvido. – Sonea, minha pequena novata... Minha esperta e valente Sonea... Eu amo você, meu amor.

Sonea ergueu a cabeça do peito de Akkarin e segurou seu rosto com as duas mãos; sua pele estava livre da pequena barba que ele tinha enquanto estavam em Saxaka e seu rosto estava macio e suave ao seu toque. Akkarin sorriu para ela e o coração de Sonea disparou. Ela era a única a quem ele dava esse sorriso especial. Seus rostos se aproximaram e antes que ela percebesse seus lábios tocaram os seus e eles se perderam em seu beijo.

Um dos braços de Akkarin apertaram em sua sintura e sua outra mão se enrrolou em seus cabelos, puxando suas bocas mais perto ainda. O beijo era macio e cheio de amor, mas também firme e determinado. Era lá, cercada pelos braços de Akkarin que ela pertencia. Lá era o seu lugar.

Parecia que ele tinha ouvido seus pensamentos – é claro que ele tinha - , pois seus lábios se afastaram e ele sorriu para ela enquanto tomava mais ar.

- Eu amo você, Akkarin – ela sussurrou em seu ouvido.

Akkarin tremeu e seus lábios voltaram aos dela, sua língua lambendo seu lábio inferior pedindo entrada. Sonea abriu a boca e os dois gemeram baixinho quando suas línguas se encontraram depois de muito tempo separadas. Logo ele tinha dominado o beijo e explorava sua boca com total ganância.

- Eu pensei que tinha perdido você – disse Sonea se afastando e passando o dedo pelos lábios inchados de Akkarin.

- Por um momento eu também – disse ele roucamente. – O que deu em você para fazer aquilo? Você podia ter morrido!

Sonea fez uma careta para ele. – Você acha que eu queria ficar sozinha sem você? – uma ponta de raiva se infiltrou em sua voz. – E você é um hipócrita, sabia?

- Eu?

- Sim! – retrucou ela. – O que você achava que estava fazendo me dando todo o seu poder?

Akkarin extreitou os olhos para ela.

- Eu estava te ajudando a matar Kariko!

- Mas não a sua vida! Se você tivesse morrido eu ia passar toda a minha vida me culpando por isso! E você sabia disso! Não sabia?

- Sonea, eu...

Mas ele não conseguiu terminar a frase. Sonea voltou a beijá-lo com tanto fervor e determinação que nenhuma palavra podia sair de sua boca. Depois de um tempo ele resolveu ser um participante ativo em seus carinhos e a réplica foi esquecida... Por enquanto.