Disclaimer:
A estória é minha, as personagens são outra situação.
Eu pretendia fazer uma one-shot. Rápida, na verdade. Mas a minha incapacidade de parar de falar transformou-a em uma two-shot. E agora em uma three-shot. Eu realmente tenho problemas controlando a minha escrita.
Alerta! Conteúdo para maiores de 18 anos.
Enjoy it!
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A ISCA
by XL Nozes
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Seus dedos pareciam pesados e a sua pele quente. Com esforço, moveu o braço direito para o lado esquerdo, tentando virar-se. Sua garganta trabalhava tentando engolir, mas não havia saliva suficiente. O tecido sob as suas nádegas era suave e quente. Apesar disso, parecia muito convidativo. As pálpebras lutaram para erguer-se e deixar à vista os olhos castanhos.
- Você está acordada?
O que havia acontecido veio correndo como um conjunto de flashs em sequência. O calor, o suor, os corpos colados.
Afundou o rosto contra o tapete com um grunhido.
- Nós fizemos... Nós... terminamos? – a pergunta era idiota, mas necessária. Se eles não tivessem, hm, copulado, o feitiço que haviam colocado sobre ela seria inútil.
- Não da forma que você está pensando.
Ele se moveu até parar diretamente diante dela, sentando-se no sofá. Hermione observou os dedos que fugiam por baixo do tecido escuro da calça. Sentia-se derrotada. Conseguia pensar claramente, isso significava que o feitiço não estava mais fazendo efeito, certo? Significava que o único feitiço ativo era o que fazia os ponteiros do seu tempo de vida correrem mais rápido.
Expirou, sem forças para ter de lidar com o homem que ela supostamente deveria estar matando.
- Pensei que poderíamos conversar agora.
Sua testa ficou pressionada contra o tapete enquanto ela pensava. Não havia muito a perder agora, não é mesmo?
Com toda a dignidade que lhe restava, dobrou a perna direita para erguer-se. Só a falta de contenção do tecido que usualmente a atrapalharia fê-la lembrar que estava praticamente nua. Seus movimentos congelaram, apenas seus globos oculares moviam-se, tentando localizar o pedaço de tecido infeliz. Logo ao lado, jazia a sua saia. Amassada e úmida. Sentou-se novamente enquanto uma mão puxava as laterais da camisa para fechá-la e a outra apalpava o chão. Sua tentativa só terminou tão rápido porque o rapaz compreendeu suas ações e a alcançou a saia antes de qualquer coisa.
As bochechas já rosadas de Hermione pareciam pegar fogo enquanto o constrangimento da situação escalava progressivamente com a dificuldade de repor uma saia molhada.
O Lorde das Trevas observava a janela calmamente, como se não houvesse uma garota seminua se debatendo no tapete da sua sala.
- Pronta para conversarmos?
O cenho franzido dela era indicação de que não, não estava pronta para conversar, mas não havia outra opção.
Sentou-se na poltrona perpendicular a ele, ignorando a umidade das suas roupas.
- Você quer começar me contando como veio parar aqui? – o tom de voz dele era gentil e grave e fazia pontos do corpo dela de contraírem.
- Não.
Um pequeno momento de silêncio se fez antes de ele voltar a falar:
- Eu vou tentar adivinhar e você pode ir me corrigindo, pode ser?
Ela inspirou, desviando os olhos para a janela.
- Aos onze, doze anos, a sua casa foi atacada pelo Lorde das Trevas. Você foi criada por um conjunto de pessoas especiais, com poderes mágicos, da vila. Eles estão protegendo a vila há muitos anos. São famílias muito tradicionais e dedicadas exclusivamente ao cargo.
Sem ter do que discordar, Hermione permaneceu calada.
- Existem poucos vivendo como você, todos com histórias similares. O Lorde das Trevas tem um gosto bem específico. Ele colocou uma maldição em todos vocês, mas os anciãos tem um ritual que reduz o efeito. Vocês trabalham para as famílias dos anciãos e, em troca, uma vez por semana eles lhes dão uma poção e lhes tiram o "sangue estragado".
As vistas dela foram do escuro das árvores para os verdes vivos dos olhos dele.
- Você não morava na nossa vila. As notícias correm tanto por aqui?
Ele meneou, olhando-a atentamente. Então, recostou-se contra o sofá.
- Não, mas a história é a mesma em diversas das vilas que circundam a floresta. Inclusive a minha. Eu não quero me alongar, porque temos pouco tempo antes do feitiço voltar a fazer efeito-.
- O feitiço não terminou? – o interrompeu, o corpo pulando para frente, as pálpebras erguidas.
- Não, eu não conseguiria tirá-lo sozinho, precisaria de ajuda ou de uma poção. Mas ela leva alguns dias para ficar pronta.
- Então o que é isso? Por que não sinto os efeitos?
- O desejo reduz depois de uma injeção de prazer. Ele vai voltar progressivamente.
- Mas eu poderia me manter com injeções de prazer até o tempo de a poção ficar pronta, certo?
O Lorde olhou-a nos olhos por alguns instantes antes de menear.
- Por um dia, talvez, a cada vez o feitiço virá mais forte. É mais fácil você enlouquecer antes de eu terminar a poção. De qualquer forma, ainda teríamos os outros dois feitiços para lidar.
Hermione enrugou os lábios, tendo esquecido por alguns instantes disso.
- Não é possível reduzir a velocidade de ação deles?
- Eu conseguiria adiar o de morte por, no máximo, duas horas.
Os cachos desarranjados dela balançaram enquanto ela se levantava.
- Onde você vai? – a resposta dele foi rápida e um pouco sem ar quando ele levantou-se com ela.
- Você está me dizendo que não há o que fazer. Pretendo ir para a floresta torcer para que algum animal me mate ou para que o feitiço faça efeito e logo eu enlouqueça. Agradeço a atenção.
A fala teria tido mais efeito se a sua saia não impedisse seus passos apressados em direção à saída e se o Lorde não fosse mais rápido que si e a tivesse segurado por um braço, fazendo seu corpo voltar-se como uma porta, fazendo-a bater contra as costas do sofá, de frente para ele. O calor da mão dele vibrou contra o seu punho acumulando-se antes de explodir, correndo braço à cima. Ela afastou-se como se tivesse sido queimada.
- Bosta! – ele praguejou, afastando o braço. – Desculpa, acho que teremos menos tempo agora. Eu não disse que não há o que fazer, eu disse as coisas que eu não consigo fazer.
Os dedos dela apertavam o sofá enquanto seus joelhos juntavam-se. O Lorde observou-a de olhos bem abertos sem saber o que fazer.
- Eu não tenho forças sozinho, mas talvez eu tenha se conseguir ajuda.
Ela acenou, mantendo o foco na voz dele.
- Eles a escolheram por um motivo, você tem um núcleo mágico denso. Um núcleo com menos força não teria resistido à quantidade de magia que eles usaram. Eu só vi um núcleo assim uma vez na vida.
O rosto confuso dela foi motivo para que ele voltasse.
- Eu não tenho tempo para explicar toda a história. O que eu posso dizer é que sinto a magia vindo de você, se a sua história é como a minha, assim que você parar com as poções dos anciãos e as sangrias, seus poderes explodirão. Aqui – a mão dele se virou para espalmar o umbigo dela – eu consigo sentir a sua força pulsando. Falta pouco para escapar.
Ela também conseguia sentir algo pulsando dentro de si, no mesmo ritmo que o calor dele pulsava para ela, ao toque das batidas do coração dele.
- Eu proponho que usemos essa força sua para potencializar o feitiço de ligação deles, deixamos o de compulsão seguir o seu curso. Só faltará o feitiço de morte para darmos um jeito. Sozinho, eu não consigo, mas com uma ligação forte a outro núcleo mágico, principalmente um tão denso, posso conseguir tirá-la de você e desviá-la de volta.
O afastamento dele fê-la perceber que o calor que sentia não era mais das digitais masculinas, mas algo gerado dentro dela mesma. Sentia os bicos dos seios roçando suavemente contra a camisa, suas coxas apertavam-se e fazia barulhinhos molhados entre as suas pernas.
- Eu posso adicionar algumas coisas ao feitiço de ligação deles, fazê-lo mais forte. Conseguiríamos nos desfazer dessa situação sem nenhum dos dois estar morto.
Os nós dos dedos dela ficaram brancos de tanto apertar o tecido. Os orbes fixos nos lábios dele, tentando entender algo nas palavras dele além do hálito sedutor que pedia para beijá-lo.
- Mas o objetivo do feitiço de ligação é atar as nossas vidas—
- Sim – ele a olhava diretamente nos olhos quando respondeu. A hesitação dela fê-lo continuar: - Isso só implicaria que viveríamos juntos e que eu poderia lhe ensinar tudo aquilo que lhe foi escondido sobre magia. Não precisamos ser nada mais que colegas de casa com uma ligação.
Durante todo o discurso, Hermione havia feito questão de manter a concentração sobre o rosto dele, tentando entender suas motivações apesar da sensação turva que começava nos cantos da sua mente, se existiria possibilidade de ele estar tentando usá-la como os anciãos haviam feito. A expressão dele era aberta demais e a confundia.
- Qual a sua intenção?
Os olhos dele fraquejaram antes de focar-se nela novamente.
- Não quero ficar sozinho aqui...
- Outras vilas?
- Todas sobre comando dos anciãos, eles saberiam quem eu sou e não me deixariam viver lá.
O corpo dela pendeu para frente enquanto a garota apertava o quadril contra o respaldar do sofá.
- Eu realmente queria que tomasse essa decisão com a cabeça mais livre do feitiço possível.
Ela arquejou contra o sofá, deslizando até parar sentada no chão.
O Lorde deu a volta no móvel e pegou-a, colocando-a deitada sobre as almofadas do móvel.
- Eu vou lhe dar uma injeção de prazer. Assim que você acordar dela, quero que pense na resposta para a minha propost-.
A frase dele não foi terminada, porque em segundos Hermione havia concentrado forças para puxá-lo pelo pescoço e afundar os seus lábios nos dele. O Lorde foi mais direto e rápido desta vez, deslizando dois dedos por entre as pernas dela, entrando-a com fluidez. Os quadris femininos subiram, batendo o topo do seu monte de Vênus contra a base da palma da mão dele. O rapaz segurou-a e envolveu-a com a mão, batendo as digitais dos dedos dentro de si contra um pedaço mais áspero, fazendo os músculos dela vibrarem de prazer. Com um pouco da resistência, ele fê-la baixar os quadris e, então, puxou-a para si, de volta em direção ao chão, e dobrou-se sobre ela para colocar a boca contra o centro de calor dela.
Pequenas agulhas de prazer penetraram-lhe a carne e Hermione soltou um grunhido enquanto seus braços se batiam atrás de algo que pudesse segurá-la, prendê-la contra o chão. Os dedos da sua mão direita palparam e finalmente pousaram sobre a coxa dele, onde Hermione cravou as unhas e enfeitou com pequenas meias-luas.
Só então percebeu que suas pálpebras haviam caído. Suspendeu-as com pesar, calculando como conseguiria a boca dele de volta contra a sua, sem muita certeza se queria que ele parasse o que estava fazendo. Mas precisava de algo apertado contra seus lábios ou explodiria em gritos.
O instinto de abocanhá-lo foi mais forte que a confusão ou que a timidez e logo Hermione desviou as calças dele e viu as bochechas cheias da carne mais rígida e quente que ela já havia encontrado. Sentiu-o afastar-se de si para inspirar sofregamente. A testa masculina pousou na coxa direita dela, o suor descendo da pele dele para misturar-se com os sucos dela.
- Eu preciso... – ele inspirou algumas vezes antes de voltar a tentar – eu preciso que toda vez que algo estiver muito bom, você aproveite, quando estiver chegando quase na hora de explodir, para um pouco e recomeça, tá?
Ela queria falar que não, que pretendia entregar-se a primeira vez que o prazer que começava a formar-se na sua entreperna subisse. Conseguiu menear fracamente a cabeça, batendo com a ponta dele contra a parte interna das suas bochechas e fazendo-o arquejar.
- É para tornar a ligação mais forte.
O grunhido que ela soltou foi longo e tremeu contra a fina pele da glande dele. Os dedos masculinos mantinham um vai-e-vem estável, mas sua língua não conseguia, fazendo pausas. Cada vez que o hálito quente dele se aproximava Hermione antecipava o contato empurrando o quadril contra queixo quadrado masculino. Os dedos dos seus pés eram pontas de bailarina enquanto ela tentava coordená-los com os movimentos de língua áspera que circundava seus lábios inchados. Uma mão dele segurou-a pelos cabelos e os quadris masculinos se descontrolaram contra o rosto dela, a cabeça do seu membro bateu contra o fundo da garganta de Hermione e a garota viu-se tentando engolir sem conseguir, a falta de ar turvou a sua visão, a pontas de seus dedos ficaram dormentes, seu corpo todo vibrava, os gemidos dele, a força da mão masculina, empurrou aquela pontinha do seu corpo que sentia mais prazer contra o língua dele, tão, mas tão perto.
Os quadris dele pularam e ele largou-a, acomodando-se novamente para sugá-la com mais vigor. O restabelecimento do ar fez seus membros desadormecerem e sua visão voltar ao normal.
Hermione não teve muita certeza de quanto tempo ficaram assim, com ele levando-a à beira do precipício sem de fato deixá-la jogar-se. Contou quatro vezes em que quase ficou sem ar e esperava esses momentos ansiosamente. Ela tentava manter os olhos focados em algum ponto, controlar ao menos a sua visão, mais seus olhos ficavam virando para trás acompanhados de barulhos de prazer que ela não sabia se vinham de si ou dele. Sentia o prazer pulsando e exalando pelos seus poros, a lateral do seu corpo aquecendo-se a medida em que eles roçavam contra o chão, o suor acumulando-se, correndo em pequenas linhas tortas pelas curvas dos corpos nus, acumulando-se nas dobras, temperando os seus lábios com um gosto salgado de prazer.
Agora, suas duas mãos seguravam as coxas masculinas, trazendo-o para dentro de si com desejo. A ponta de sua língua batia contra a pele fina logo abaixo da glande dele, correndo reta em direção à base. As digitais dele focaram dentro de si no pequeno volume de carne esponjosa e os lábios dele fizeram um círculo pulsante que vibrava contra o seu clitóris. A outra mão dele segurou-a pela nuca enquanto ele acomodava a sua glande contra garganta dela e esperava que ela começasse a tentar engolir. A sensação de formigamento tomou seus pés e mãos, as bordas da sua visão escureceram, sua boca abria-se lentamente em um sorriso que ela controlava para poder sugá-lo novamente. O conjunto dos choques que os dedos dele mandavam com as ondas de prazer que seus lábios distribuíam encontrou-se com a sensação nos seus membros. Diferente das outras vezes, o Lorde não se afastou dela. Sua mente começou a rodar, instintivamente ela afastou a cabeça dos quadris dele. A mão firme masculina segurou-a. Os arcos dos pés dela tremeram e jogaram-se, esticando o corpo feminino como uma vara longa e tensa, suas coxas segurando os dedos masculinos. O que quer que estivesse dentro de si explodiu pelo seu umbigo, tragando consigo o que havia dele para dentro de si, sua mente deu uma volta completa, sumindo com o formigamento dos seus dedos, substituindo-o por um peso satisfeito que a arrastou precipício abaixo até leva-la ao sono.
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Críticas construtivas são sempre bem-vindas.
See y'all,
Tia Nozes.
