Ah, eu esqueci de colocar no outro capítulo, a Lenda de Korra não me pertence, apenas a personagem Hana.
Boa leitura!
Hana resolveu dar uma volta pela casa. Era realmente uma casa enorme. A garota começou seu "tour" pelos quartos, que eram três. Um deles, o maior, obviamente era de Lin. Nele havia uma cama grande de casal e um guarda roupa, algo bem simples. Hana se aproximou da cama
"Bem, ela disse pra eu não quebrar nada, ela não disse nada sobre pular em cima das coisas..." – Hana pensou já subindo na cama.
Ela subiu e começou a pular, obviamente bagunçando tudo. Jogou travesseiros pra um lado, cobertores pra outro...
Depois de algum tempo, ela se cansou. Sentou na cama e deu uma olhada em volta.
"Será que tem algum brinquedo aqui?"
Falando isso, Hana saiu dali para explorar mais um pouco pela nova casa. Entrou nos outros dois quartos, mas não achou nada interessante ali. Foi pra cozinha e só de entrar no ambiente começou a sentir fome, também, já fazia algum tempo que ela não comia.
"Bem que a Chefe Lin podia ter me dado alguma coisa pra comer. Será que eu espero ela ou..."
Ela olhou pros armários, fogão, geladeira e pensou:
"Bem, não pode ser tão difícil assim fazer alguma coisa..."
Começou olhando nos armários mais baixos. Achou algumas coisas, entre elas um pacote de macarrão. Seus olhos brilharam.
"Macarrão! Não pode ser tão difícil assim de fazer..."
Com esse pensamento e com uma barriga roncando servindo como estímulo, ela decidiu fazer o prato. Mas precisava de mais coisas.
"Preciso de panela, água, sal..." – Foi falando enquanto abria portas e portas. Achou o sal, puxou uma cadeira pra perto da pia pra dar altura, subiu e jogou uma panela que tinha achado lá dentro. Ligou a torneira.
Foi abrir o pacote de macarrão. Não conseguiu.
"Onde será que tem uma tesoura?"
E foi mais uma vez, abrindo portas e mais portas atrás da bendita tesoura.
Enquanto isso, em outro ponto da cidade, uma chefe de polícia não conseguia se concentrar no seu trabalho.
"Eles foram pra zona leste. Acho que deveríamos mandar um reforço policial pra aquela área... Chefe Beifong?"
"Sim?"
"Está tudo bem? Você parece... distante."
"Estou muito bem, é só... Não é nada. Vamos fazer como você disse, mande um reforço policial pra aquela área e uma equipe de busca também E com licença que eu preciso dar um telefonema."
"Claro, chefe."
Lin se retirou da sala onde estava acontecendo a reunião e foi para sua própria.
"Será que foi uma boa ideia deixar ela sozinha?"
Lin chegou na sua sala. Ela ia apenas dar uma ligadinha pra casa pra ver se Hana estava bem, mas quando ela ia pegar o telefone, o mesmo tocou e ela atendeu.
"Chefe Beifong falando."
"Chefe Beifong?" – Era uma voz infantil do outro lado, o que deixou Lin preocupada.
"Hana? É você?"
"É..." – a garotinha ficou em silêncio do outro lado da linha.
"Hana, aconteceu alguma coisa?"
"Sim... Não, quer dizer, sim. É que eu fiquei com fome sabe?..."
"Como eu foi eu me esqueci da dar alguma coisa pra ela comer?" –Lin pensou.
"Aí," – Hana continuou – "eu fui fazer macarrão..."
"Macarrão?! Você não ligou o fogão, ligou?" – Lin praticamente gritou.
"Não liguei, eu não consigo abrir o pacote e onde tem uma..." – Hana parou de falar de novo.
"Hana, o que está acontecendo? Onde tem uma o que?"
"E-eu preciso desligar, ta bom?"
"Hana, não desliga, Hana..."
Tarde demais, a menina já tinha desligado, deixando Lin mais preocupada ainda. E se ela resolvesse ligar o fogão e sem querer se queimasse ou colocasse fogo na casa? Ou quebrasse alguma coisa de vidro e se cortasse?
Com esses pensamentos em mente, Lin saiu, apenas avisando rapidamente que precisava resolver um problema urgente.
Lin chegou em casa, e pra seu alivio, nada estava pegando fogo, nem cheiro de fumaça havia. Mas assim que ela entrou na casa, percebeu algo estranho. Tinha água pelo chão todo.
"Hana? Cadê você?"
Como não ouviu resposta, resolveu usar sua dobra de terra e sentir onde estava a garota. Descobriu que ela estava no banheiro, sentada no chão. Preocupada, foi até lá correndo.
"Hana, o que..." – Lin parou em choque na porta. Então era dali que tinha vindo toda aquela água.
Mas não foi só isso que a chocou. Hana estava sentada no chão, do lado da banheira, abraçando as pernas e com um corte enorme em uma delas. Tinha um pouco de sangue no chão e Hana estava chorando e tremendo. A torneira estava aberta e por algum motivo tinha um pano lá dentro, impedindo que a água fosse pro ralo. Lin fechou a torneira, mas o barulho de água não parou. Lin foi rapidamente até a cozinha, onde a torneira da pia também estava aberta. Lina fechou e voltou rapidamente pro banheiro, não sem antes notar que havia um copo quebrado no chão e cacos pra todo o lado.
"Hana..." – Ela se abaixou pra ficar na altura dela. – "o que aconteceu?"
"E-eu... Foi sem querer, eu... Você vai me bater?"
"Te bater? Porque eu faria isso?"
"Eu... eu molhei sua casa, eu quebrei o copo... Foi sem querer, eu juro, foi sem querer"
Hana começou a chorar mais ainda.
"Ok, vamos tirar você daí e depois eu limpo isso."
Lin pegou Hana no colo e a levou colocou em sua cama. Pegou um kit de primeiros socorros e cuidou do machucado na perna da garota.
"Como você fez isso?"
"Eu cortei no copo quebrado..." – Ela olhou pra baixo como se estivesse com vergonha.
"Tem que tomar mais cuidado. O que você estava tentando fazer?"
"Macarrão. Aí eu fui por água na panela e aí eu ia abrir o pacote de macarrão, mas não tinha tesoura pra abrir, aí eu fui procurar uma, mas derrubei um copo aí eu caí da cadeira e me arranhei aí eu fui limpar só que..." – Hana começou a falar ceda vez mais rápido.
"Hei, hei, calma. Vamos cuidar disso primeiro depois você termina de me contar o que aconteceu, certo?"
"Certo. Nâo ta brava mesmo?"
"Não, não estou. Você só precisa ter mais cuidado e não sair mexendo nas coisas."
"Ta certo. Mas hei, você não estava no trabalho? Eles não vão ficar bravos se você sair de lá?"
"Não, eu sou a chefe lembra?"
"Lembro..." – Hana disse ainda olhando pra baixo. Ela parecia realmente com medo. Percebendo isso, Lin delicadamente levantou o rosto da garota e a fez olhar pra si.
"Hei, não precisa ficar com medo, eu já disse que não estou brava, não disse?"
"Vai me mandar embora, não vai?" – Ela disse como se não tivesse ouvido nada do que Lin tinha dito.
"Não, porque eu te mandaria embora?"
"Você disse..."
"Eu disse?"
Hana começou a soluçar.
"Você disse... Disse que ia me mandar pra casa de um amigo seu, que tinha um filho da minha idade, que eu não ia precisar de um quarto aqui. E eu baguncei tudo... Você vai me mandar embora, não vai?"
Lin sorriu, pegando a pequena no colo e a abraçando forte. Lin não sabia como aquela criança tinha ido parar na rua, se tinha sido sempre uma menina de rua ou se havia tido uma família e algo havia acontecido, mas só em abraça-la, ela já percebeu. Era uma garotinha carente, desesperada por atenção.
Lin nunca tinha sido muito boa com essa coisa de demonstrar sentimentos pelos outros, mas era como se ela simplesmente não pudesse deixar aquela menininha partir.
"Eu nunca mandaria você embora. Você vai ficar aqui, entendeu?"
"Vou ficar aqui pra sempre?" – Ela perguntou levantando um pouco o rosto.
"Pra sempre."
