Declaração: Todos os personagens não são meus. Só quero brincar com eles.

Avisos: Capítulo 1

N/A: Espero que meu leitores brasileiros logo invistam em fazer revisões, olha só o recado que ficou para os nossos amigos da língua inglesa: "Olá pessoal! Obrigada por seguir e favoritar esta história! Tem outro capítulo hoje a noite, para todos ficarem felizes. Beijo especial para meus revisores, eles fazer a faísca da escrita brilhar no meu coração. =]"
Ainda aqui? Então segure-se e aproveite.


O campo de batalha fede. Queimado, sujeira e dejetos inimagináveis. Mas acredite em mim, pior que isso é o cheiro dos ogros. E eles são horríveis, porém mais inteligentes que muitos soldados inúteis por aqui. Lutar com um deles já é uma tarefa difícil, lutar com mais de um é quase impossível.

Os soldados são sempre escalados em trios, e jamais podemos deixar um para trás. Lutamos cada vez mais e tenho que dizer, muitos dos garotos que estavam comigo acabavam mortos. Na maioria das vezes eu voltaria sozinha, ou carregando um deles apoiado em mim. O General já me chamou diversas vezes na tenda improvisada no meio do acampamento. Ele me questionaria a respeito de por que eu voltava sozinha, ou se estava mesmo protegendo os garotos que voltavam comigo. Eu jamais deixaria um homem do meu reino morrer, mas o treinamento deles era muito ruim. E eu não era nenhum tipo de herói para ficar protegendo todos. Tinha a minha própria pele para cuidar. E hoje, é claro, como os outros dois garotos que estavam comigo ficaram caídos no campo de batalha, eu tinha que prestar contas a respeito deles.

"Você está um por três anos. Qual é o segredo para sobreviver durante tanto tempo?" O homem perguntou pra mim. Há dois meses ele me viu em batalha, logo após um grupo de Ogros tentou pegar nosso acampamento desprevenido. Ele sabe que eu luto, e conhece minhas habilidades. "Não há segredos, senhor. Apenas luto como se fosse meu último dia. Mas tenho motivos para querer voltar à minha casa" apoiei a mão na minha espada, como se fosse fazer algum ponto sobre minha opinião. O homem caminhou na minha direção, os cabelos brancos contrastavam com os castanhos escuros. Os olhos verdes me diziam que ele estava cansado das guerras. Ele caiu em uma poltrona, não se importando com o peso da armadura preta sobre os ombros. A capa cinza prateada estava começando a ficar desgastada, mas eu sabia que ele não a trocaria. "O Comandante da sua tropa morreu esta tarde. Vou ser direto e dizer eu quero que você assuma seu acampamento." As palavras me pegaram de surpresa, e não vou negar que não desejo nenhum tipo de promoção. É o tipo de coisa que vai me deixar presa aqui até o fim da guerra, ou até minha morte. Mas eu não poderia dizer não. Me curvei numa reverencia ao meu superior "Ficaria feliz em assumir a tropa senhor. Porém tenho apenas um pedido a fazer" o homem olhou pra mim, esperando minhas palavras. "Quero três dias com os garotos novos, para poder lhes dar um treinamento decente" lutei para manter meus olhos no chão. "Você diz que meus homens não treinam os garotos bem o suficiente?" Ele se levantou vindo em minha direção. Eu sabia que esse seria um ponto ruim de dizer. "Com todo o respeito senhor, todos os garotos estão morrendo. E nossa tropa está num dos lugares mais violentos da guerra." O General girou nos calcanhares e caminhou em direção à mesa no centro da tenda. "Terá seus dias, Comandante. Mas precisará ir buscar seus novos soldados. Tenho certeza que as aldeias já têm novos garotos com maioridade para servir o Exército Real. Apenas não se esqueça de leva-los ao castelo para serem listados antes de vir para as linhas" Ele assinou e selou uma nova carta e levantou para entrega-la a mim. "Espero que sua tropa reflita suas habilidades..." Havia verdade nos olhos dele, e ele contava comigo.

"Tenho certeza que ela nos trará vitória, General." A voz atrás de mim me fez virar bruscamente, como na primeira vez. A Rainha. Ainda vestindo preto, mas não com o vestido. Usando um par de botas pretas, uma calça de couro e um clássico casaco de montaria ela se aproximou de mim. Baixei meu rosto numa reverencia à minha Rainha, mas como antes, ela me obrigou a cumprir os olhos castanhos. "Vou esperar por você no meu castelo com os novos soldados, Comandante" eu não queria acreditar nas emoções rodando nos olhos dela. De qualquer maneira, a Rainha não deveria partilhar esses sentimentos com outra mulher. O conselho a alvejaria com acusações. Dei um passo para trás, e sai do alcance dela. "Se me der licença Majestade, preciso ir até minhas tropas..." ela sorriu vitoriosamente, e planejou dar um passo na minha direção mais uma vez, mas hesitou. Os olhos dela chegaram até a figura atrás de mim. "Com certeza, e ainda preciso conversar com meu General sobre os planos de guerra".
Sai da tenda assim que pude. Tentei limpar todos os pensamentos na minha mente. Não é como se a Rainha jogasse o mesmo jogo que eu. Ir para a cidade seria bom. Talvez eu possa encontra alguma companhia lá.

N/A: Ainda aqui? Então me dê uma revisão camarada!