Capitulo 2
- Oi, Vicky. – Teddy me cumprimentou dando um sorriso lindo que me deixou boba. Será que ele não podia facilitar as coisas pra mim? – Cristina, Amélia, Sarah. – Ele completou.
- Oi, Teddy – Retribuímos o cumprimento em uníssono.
- Posso me sentar com vocês? – Ele perguntou simplesmente.
Bom, ele realmente não ia facilitar as coisas pra mim. Não hoje. Lá se iam as chances de eu começar a cumprir a promessa que fiz pra mim mesma. A decisão que eu mesma tomei. Ele estava mais lindo que nunca com os cabelos escuros, bagunçadinhos espetados para todos os lados. No autentico estilo Harry Potter. Ele continuava a me olhar com aquele sorriso maravilhoso que deixava de pernas bambas, o sorriso que eu mais gostava, o meu sorriso lindo. Passei a mão pelos cabelos para não ser obrigada a balançar a cabeça e tirar aqueles pensamentos dela.
- Claro Teddy. Não precisa nem perguntar – Cris o respondeu.
Ok, ok. Eu admito. Amei ele ter sentado na poltrona ao meu lado, mas não gostei das borboletas começarem a bater as assas no meu estômago. Preferia muito mais que elas ficassem paradas e quietas. Ele começou a me encarar e eu desviei os olhos, fingindo que afinava atentamente o violão. Respirei fundo e pensei em me controlar pra não corar. Quer dizer, não corar muito. E, para a minha imensa alegria, as borboletas começaram a bater as assas com mais violência. Muito obrigada.
Realmente. Se ele continua-se desse jeito, me olhando no almoço, se convidando pra sentar comigo e as minhas amigas, e me fazendo ficar mais vermelha do que os cabelos do meu pai quando fica me encarando, então não ia se fácil não, não mesmo. Mas eu estava disposta a isso, não estava? Estava, estava sim. Eu tinha que querer isso, para o meu próprio bem. Quem eu tava querendo enganar, em? Não basta só tentar, tem que querer também. E eu queria? Queria, acho que queria. Algumas horas atrás eu estava tão convencida... Mas ele não estava sentado ao meu lado.
Minha cabeça ficou cheia de perguntas sem repostas. Algumas eu queria, mas outras não. Porque ele está assim? Ele nunca teve essas atitudes antes. Se convidar pra sentar, mesmo quando estava sem os seus amigos, como estava agora. Eu e as meninas tínhamos o hábito de ficar no salão comunal e ele sempre passava - sozinho ou acompanhado - e só o que fazia era cumprimentar. O que eu sempre tive a sensação de que era por mera educação. E dessa vez não, dessa vez parecia que ele tinha todo o prazer do mundo em vim cumprimentar, se sentar e bater um longo papo. Será que a nossa conversa na Toca influenciou isso? Aumentou a nossa simples amizade? Não, isso não. Porque se fosse isso, ele já tinha vindo conversar antes, bem antes. Já faz uma semana que estamos em Hogwarts e eu tenho total certeza que essa é a primeira vez que a gente conversa. Tirando os 'Oi Vicky. Oi Teddy'. Será que ele estava querendo alguma amiga minha? Lógico, porque não? Elas eram perfeitas.
- E aí, Teddy? O que conta de novo? – Sarah quebrou o silêncio, não tirando os olhos do livro e tomou minha atenção. Tenho que me lembrar de dar um beijo nela. Não queria continuar com os meus devaneios.
- Nada de mais – Ele disse desapontado – A vida está tão parada, não acha?
- Sim. – Sarah concordou – Precisamos de mais emoção.
Eu a olhei incrédula. Mais emoção? Mais emoção? Se eu tivesse mais emoção ia explodir em mil pedacinhos. Senti os olhos de Teddy lendo minha expressão. Tentei disfarçar.
- Você não acha, Vicky? Não concorda? – ele me perguntou com curiosidade.
- Hum – Parei para pensar e o olhei – Não. Acho que a vida já está bem emocionante com esse tanto de trabalho em apenas uma semana e com os professores querendo nos enlouquecer. Eu sei, não é lá uma emoção boa, mas já é alguma coisa. – concluí com uma careta e balancei a cabeça. Que tipo de resposta era essa? Totalmente ridícula.
Ele viu minha decepção pela resposta e riu.
- Acho que você está certa. Olhando de certo ângulo. – ele me deu uma piscadela
- É. Eu sei - concordei e sorri.
Ele riu e eu ri junto. Era tão gostosa a sua risada, boa de escutar. Paramos quando alguém o chamou.
- Hei, Ted. – Eram os amigos dele: Kurt McMadson e Max Thompson.
O trio estava completo. Os três são o sonho de consumo de quase toda a população feminina de Hogwarts. Eram os genros que toda mãe queria e blá, blá, blá. Mas o mais engraçado é que eles não se aproveitam disso. Eles não são uns galinhas que se acham, como outros garotos do castelo que são muito feios e pegam quase todo mundo. Teddy, Kurt e Max tem tudo pra ser e não são. Eu gosto disso.
Kurt McMadson não era alto, mas também não era baixo, magro, um pouco forte. Olhos castanhos escuros da mesma cor do cabelo que era baixinho e esperadinho. Sabe quando rapa a cabeça que quando ta crescendo fica todo pra cima espetado? Suas costeletas eram grandes, iam ate a metade da bochecha e tinha um pouco de barba embaixo do queixo. Sua boa era fina e rosadinha. O seu estilo punk com all star e suspensório era o que eu mais gostava. Sabe aquele cara que quando passa não a força da natureza que te impeça de olhar e babar? Ta ai, esse cara era Kurt.
Max Thompson também é bonitão. Alto, forte, musculoso por causa do quadribol. Um corpo escultural. Olhos azuis levemente esverdeados. Cabelo preto, um corte normal, nem muito grande, mas também não é muito curto, e bagunçadinho. Ele sorria, e seu sorriso era lindo, sedutor, com covinhas. Tem uma barba rala e mal feita e sua pele é morena bem clara. Pode-se dizer que ele era o bonitão da série de TV trouxa e que a música 'moreno alto, bonito e sensual' foi inspirada nele.
Eles são simpáticos e educados. Kurt é um pouco tímido, mas com o passar do tempo ele virava o Kurt-divertido-demais. Já Max é engraçado, não passo dois segundos sem rir dele. Eu já os tinha visto no corredor do castelo algumas vezes e nunca deixei de admirá-los. No meu terceiro ano em Hogwarts, eles foram passar o natal com Teddy na Toca, e então começamos a conversar e até hoje somos amigos. Sempre me torturei porque era mais amiga dos amigos de Teddy do que do próprio. Sempre que eu me encontrava com os dois, Teddy nunca estava perto. Ou estava, mas ficava totalmente indiferente, isso sempre me incomodava. Até que um dia parei de ir até eles e deixei que eles viessem até mim, mas sempre só Kurt e Max. Nunca Kurt, Max e Teddy.
- Piquitita – Max gritou me assustando de propósito. Ele sempre dava um jeito de me irritar, ele tinha esse dom, fazia parte do seu esporte favorito e ele sempre me chamava de Piquitita, sempre.
- Você um dia vai me matar. – reclamei – E tomara que você morra junto comigo, só que de remorso e não de susto.
- Que coisa ruim de desejar para alguém. – ele disse e eu não respondi.
- Minha Veela – Kurt disse, me dando uma piscadela. E por algum acaso eu mencionei que ele quase teve um infarto quando descobriu que eu sou meio veela? No natal ele só ficava admirando a minha mãe, ele já sabia que eu era sua filha. Até que chegou uma hora que ele brincou falando que ela só podia ser meio veela. Quando eu concordei, e disse que eu também sou, ele quase caiu da cadeira. Depois disso, ele me chama de minha veela às vezes. Confesso que isso levanta o meu ego. Não é todo dia que você é chamada de 'minha' por um cara lindo desse, não mesmo.
- Cala a boca, Kurt. – Eu me fingi de irritada, se ele sequer pensasse que eu gostava de ser chamada assim, ele não ia me deixar em paz.
Ele riu e se sentou no braço direito da minha poltrona. Max sentou ao lado de Mia no sofá começando a atrapalhar ela e a brincar com o cabelo de Cris. Ela ria e dava tapinhas de brincadeira em Max junto com Cris. Sarah ainda estava deitada de barriga para baixo lendo o seu livro, e, percebendo que eu a fitava, ela me olhou e deu um sorriso. Depois olhou um pouco para a cima, corou, dava para ver suficientemente em sua pele branca, e rapidamente desviou o olhar parecendo que nunca tinha tirado a sua atenção do livro. Eu sabia o que era aquilo, eu a conhecia bem demais para não reconhecer aquele ato. Olhei na direção em que ela olhara e o que eu deduzia aconteceu. Kurt estava a olhando intensamente. Ele a olhava como se ela fosse a coisa mais linda e preciosa que ele já viu na vida, como se quiser ela pra ele, do jeito que a gente vê em filme, mas não acredita que existe, de um jeito que a gente lê as descrições em livros e acha impossível. A olhava de um jeito bobo e muito apaixonado. Todo mundo sabia que ele era completamente apaixonado por ela, menos Sarah, ela insistia que não tinha nada e fingia que não via. Nesse ponto de vista, ela era uma completa idiota. Era bonito ver ele a olhando. Deve ser bonito pra quem vê de fora. Não sei como ficaria se alguém ficasse me olhando assim.
Sarah estava ficando cada vez mais vermelha, eu sabia que ela sentia os olhos dele nela. Então resolvi ajudar. Voltei minha atenção para o violão, fingindo terminando de ver se suas cordas estavam mesmo afinadas, e pigarreei alto. Olhei pra cima, quase todos olhavam pra mim, mas aquilo não foi tão constrangedor. Em geral, odeio ser o centro das atenções. Olhei pra Sarah e lhe mandei uma piscadela, ela sorriu grata.
- Pára de fingir que esta afinando isso, – Kurt protestou. Esqueci que ele também tocava, não dava pra fingir perto dele. – e toca alguma coisa boa aí pra gente.
-Claro – eu concordei em tocar. Em geral só tocava para os meus amigos e familiares, pessoas que eu tenho uma real intimidade. Como eu mesma disse, não gosto de ser o centro das atenções.
Pensei em uma banda e a única que veio na cabeça foi Blitzkid. Então pensei em tocar a música The Fog na versão acústica deles, eu sabia que Kurt gostava, pois o próprio me apresentou-a falando que era uma das que ele mais gostava e deixando escapar que era um das de Teddy também. Balancei a cabeça para desviar aquele pensamento e comecei a tocar. Kurt fez um 'yeaah, essa é boa' e Teddy se inclinou pro meu lado. Se eu não me entrego completamente à música, eu não ia conseguir cantar, só tocar a melodia. Então foi o que eu fiz, fechei os olhos e me entreguei.
Me empolguei um pouco tocando The Night Pat Murphy Died, do Great Big Sea, e quase arrebentei a corda do violão, então resolvi parar, permitindo-me voltar à realidade de vez. Essa já era a quarta música que eu tocava, e no começo de cada uma o Kurt fazia um comentário construtivo sobre meu gosto musical. Teddy, porém, ficou me encarando o tempo todo enquanto eu tocava, eu podia sentir os seus olhos no meu rosto, e, às vezes, os meus olhos se encontravam com os dele me fazendo corar um pouco. Nunca tivemos uma troca de olhares antes. Lembrei que Teddy nunca tinha me visto tocar, porque quando eu tocava para família era para poucos, e todo mundo sabia que não gostava de um público grande, então quando tinham festas e celebrações eles nunca me pediam pra tocar, graças ao meu Merlim. E Teddy ia muito pra casa da vovó. Agora me pergunto por que ele nunca viu. Mas eu tinha total certeza que ele sabia que eu tocava, mesmo que nunca tivesse visto.
- Você toca muito bem. – Teddy me elogiou – Sabia que você tocava, mas não que era tão bem.
Ok. Ele não sabe legiminência, sabe?
- Eeeer... – corei, e muito – Não é tão bem assim, mas obrigada.
- Modesta essa minha amiga – disse Cris. Ela estava sorrindo pra mim como quem diz 'Olha, ele está te elogiando', e eu desviei o olhar, não gostava do que ele estava fazendo. Isso ia ser difícil depois, muito difícil.
- É sério, – Teddy disse rindo – Você toca bem mesmo.
Dei um sorriso de obrigada misturado com vergonha. Ele retribuiu o sorriso.
Comecei a conversar com Kurt para evitar o assunto de 'Eu toco bem', mas foi totalmente em vão. Ele e Max começaram a fazer suas típicas piadinhas sobre Vicky. Tudo que tinha a ver comigo eles conseguiam fazer piada e, honestamente, se não fosse sobre mim ia ter até uma graça, mas não, não tinha graça nenhuma, não pra mim. Tentei me livrar deles também, mas como Cris é uma boa amiga, ela ajudou com as piadinhas, arrancando gargalhadas de Max. Até Sarah, que nunca largava o seu livro, o deixou de lado para se juntar à festa. E até Mia fazia alguns comentários. Azarei todos eles em pensamento. O único que não falou nada foi Teddy. Ele ria, só ria e mais nada. Pelo menos ele. Mas eu queria que ele fizesse algum comentário bem maldoso para eu poder ficar com muita raiva e esquecê-lo facilmente. Não estava gostando do rumo disso tudo. Com certeza ia doer mais tarde.
Eu fui salva quando Tiago Potter, meu primo, entrou intimando Teddy a jogar quadribol com ele. Ele concordou facilmente. Parecia que queria desaparecer de vista logo, porque o alívio era bem visível nos seus olhos. Ele saiu com Tiago, levando Kurt e Max junto.
Já havia passado muito tempo desde que tínhamos sentado na sala comunal, mas olhando para o céu, através da janela, não estava nem perto de anoitecer. Então dei a idéia de irmos curtir um pouco o sol fraco nos jardins, já que não estava chovendo.
Sentamos no mesmo lugar de sempre: embaixo de uma árvore na margem do lago. Tinha muitos estudantes fora de suas salas comunais hoje. Alguns grupinhos ali e aqui, só que um me chamou a atenção.
Eram da Grifinoria e com toda a certeza eram do sétimo ano. Era o grupo mais perto de nós, mas não foi o [i]grupo[/i] que me chamou a atenção. Foi um garoto que nos encarava descaradamente. Eu não saberia dizer se era alto ou baixo, já que ele estava sentado, e seus cabelos eram loiros, quase brancos, penteados com gel. Não consegui ver a cor de seus olhos, mas tinha certeza de que eram claros. Ele nos olhava com curiosidade, do mesmo jeito que eu o olhava. Aquele rosto me era bem familiar, mas eu não sabia dizer de onde o conhecia. Sala comunal, salão principal, corredores... Não sabia dizer ao certo de onde eu o conhecia, mas nenhum desses lugares óbvios parecia ser o certo.
A minha visão foi bloqueada por uma mão não muito grande, mas também não muito pequena. Era delicada, fazendo aquela clássica brincadeira do 'adivinhe quem é'. Eu sabia muito bem quem era, mas mesmo assim resolvi entrar na brincadeira. Tateei as mãos que tapavam meus olhos, indo com minhas mãos para trás para tatear o rosto bem conhecido, apertei seu nariz e baguncei seus cabelos. Peguei Dominique com um braço e a trouxe para minha frente - era pequena e magra, fácil de carregar - fazendo-a deitar na grama. Rapidamente comecei a fazer cócegas nela. Ela se contorcia e gargalhava. Só parei quando ela estava ofegante, sem ar.
Meus olhos caíram para o garoto novamente e ele estava me fitando e rindo como se tivesse adorado a brincadeira minha e de minha irmã. Deixei pra lá e fitei Dominique.
Ela ainda estava ofegante, com a mão na barriga e com um sorriso enorme nos lábios. Ela tinha mais do meu pai do que da minha mãe, mas mesmo assim éramos bem parecidas. Acho que se não fosse pelo cabelo dava até para confundir de longe. Ela suspirou e sua respiração foi voltando ao normal.
- Você quer me matar? – Ela me perguntou fazendo uma careta.
- Não irmã, que é isso. – Eu brinquei com ironia.
- É, eu já desconfiava que você não gostasse de mim.
- E o que você anda aprontando, senhorita Dominique? – Perguntou Cris.
- Nada de mais. - Ela disse simplesmente.
Olhei pra ela com uma cara desconfiada. E reparei que Cris, Mia e Sara olhavam com a mesma cara. Dominique tinha o dom de quebrar regras, entrar em confusões e por aí vai.
- Juro. – Dominique disse com uma cara pasma colocando a cabeça no meu colo. Fiz cafuné.
Ela riu e foi acompanhada por todas.
- Posso saber do que vocês estão rindo? – Molly tinha acabado de chegar, se sentando entre Sara e Mia, ficando na minha frente.
Molly era minha prima, filha do tio Percy. A cara do pai, olhos e narizes da mãe, Audrey. Os cabelos também eram do mesmo formato do que de Audrey, mas a cor - pra variar só um pouco - era o laranja típico de quase todo Weasley.
- Estávamos querendo saber o que Dominique está aprontando dessa vez. – eu disse – Duvido nada que você esteja no meio.
Quando eu disse que Dominique tinha o dom para as confusões, esqueci-me de um pequeno detalhe: Ela tinha uma grande ajuda de Molly. As duas eram tipo a versão feminina e não gêmea de tio Jorge e tio Fred. As pessoas ficam impressionadas quando descobrem que elas não puxaram os pais. Também eram amigas inseparáveis, assim como eu, Cris, Mia e Sara. Não se desgrudavam.
- Não estou no meio de nada e não sei o que ela está fazendo. – Molly se defendeu levantando as mãos.
- Vou tentar acreditar em vocês, ok? – Mia disse com cara de desconfiada e um sorriso de lado.
- Vamos parar com esse assunto, por favor? – Dominique disse – O Blauth já está olhando pra cá com uma cara de desconfiado. Não duvido nada que ele acha que a gente está mesmo aprontando alguma, Molly.
- Ele está rondando muito a gente, né? – Molly disse com um tom de reclamação.
- Afinal, quem é Blauth? – Perguntei.
- Sabe o grupo aqui na frente? Que está mais perto? – perguntou Dominique. E eu assenti. – Tá vendo o loirinho com cabelos penteados com gel, que não para de olhar pra cá? Pois é, é ele.
- Ele é monitor? – eu perguntei.
- Sim.
Eu reparei nele novamente, ainda nos encarava. Vi que no seu peito havia o broxe de monitor. Não decidi se ele era bonito ou não. Ele não parava de olhar e isso estava me incomodando.
Então ficamos ali conversando e rindo. Querendo descobrir quem eram os paquera de Molly e Dominique. Nenhuma das duas nos revelou alguma coisa, disseram que não tinham ninguém, com total sinceridade. Então elas se voltaram pra nós. Dominique sabia muito bem de Teddy, mas ela não tocou no assunto, para o meu alívio.
- Caramba, estou com fome – Cris reclamou depois de algum tempo de silêncio.
- Vamos jantar então. – Sarah disse. - Já passou da hora.
- Fui só eu ou vocês também repararam que só sobrou a gente aqui no jardim? – Eu disse olhando para os lados.
Levantamos e fomos caminhando em silêncio para o salão principal. Eu mal entrei e dei de cara com o tal do Blauth nos olhando, sentado na ponta da mesa da Grifinória. Desviei o olhar e segui meu caminho, desconfortável, sentindo os seus olhos nas minhas costas quando passei por ele.
Assim que terminamos de jantar fomos direto para o nosso dormitório. Preparei-me pra dormir e me deitei na cama sem o menor sono. Quando tudo finalmente ficou escuro e em silêncio, as primeiras lágrimas caíram.
N/A: Bom pessoal. Está ai mais um cap para vocês. Espero que gostem desse porque agora que a história começa de verdade. Não fiquem tão curiosas para saber quem é o Blauth, já, já vocês vão saber :D. E o que acharam de Max e Kurt? Gatos demais não? Esses dois vão aprontar muito ainda HASDOHASUID :x
Beijãão :* e deixem reviews.
