N/A: Hey, pessoal. Desculpem a demora pra postar esse capítulo. Espero que gostem, boa leitura. Reviews, please!
Capítulo 1 – Help!
Help, I need somebody,
Help, not just anybody,
Help, you know I need someone, help!
Bella POV
Dois anos depois…
Eu bufei enquanto olhava a chuva que desabava do céu.
Urgh. Eu odiava chuva. E frio. E qualquer coisa que pudesse me congelar em meros segundos.
Mas... O que eu podia fazer se Charlie havia recebido uma proposta de emprego ótima aqui?
E eu sabia que a coisa que ele mais queria era sair de Phoenix e deixar as lembranças para trás.
Por minha causa. Porque ele sabia o quanto eu sofria naquela cidade dos infernos. O quanto os pesadelos ainda me assombravam... O quanto era difícil pra mim, viver cada dia após o outro, enquanto tudo ali me lembrava minha mãe.
Então eu acho que foi com boa intenção que ele se mudou para um lugar como esse: Isolado do resto do mundo, onde todos sabem sobre a vida de todos.
E eu devia estar grata, e não infeliz do jeito que eu estava.
-- Vamos, Bells! – Ele tentou me animar, enquanto abria a porta do meu quarto para mostrá-lo a mim.
Eu suspirei não esperando nada de mais, porque nossa casa não era grande. Ela tinha dois andares, mas era bem pequena.
Completamente diferente da nossa enorme casa em Phoenix.
Eu sacudi minha cabeça, tentando esquecer esses pensamentos, e olhei bem para o lugar em que eu iria dormir de agora em diante.
E fiquei verdadeiramente surpresa.
O quarto era médio, e tinha as paredes pintadas de branco.
Havia uma cortina rosa clara na janela, e minha nova cama era grande, com uma colcha de florzinhas coloridas
Minha escrivaninha antiga estava encostada em uma parede, cheia de livros, e meu armário já estava abarrotado de roupas.
Uau. Parece que Charlie tinha providenciado tudo.
E incrivelmente, eu havia gostado.
O aposento parecia quente e aconchegante, diferentes dos outros lugares da casa.
E eu sabia, a partir daquele momento, que ia passar muito tempo ali.
When I was younger, so much younger than today
I never needed anybody's help in any way.
But now these days are gone, I'm not so self assured,
Now I find I've changed my mind and opened up the doors.
-- Você gostou? – Charlie perguntou receoso. – Eu achei que você fosse gostar.
Eu assenti, e me virei pra ele, enquanto o abraçava levemente. Meu rosto queimou, e eu me separei de seus braços, constrangida.
-- Obrigada pai. Eu sei que... É para nosso bem. – E então entrei no quarto.
Olhei pela janela, e vi a chuva bater em meus vidros, fazendo com que várias gotas escorressem pelo lado de fora.
Eu suspirei e me sentei em minha cama, pensando em como as coisas estavam em cima da hora.
Amanhã começariam minhas aulas, e só fazia um dia desde que eu havia vindo para cá.
E fazer amizades... Ainda mais no estado em que eu me encontrava, não ia ser uma coisa fácil.
Eu já podia imaginar os rostos colados, fofocando sobre como a filha do novo chefe de polícia era estranha.
Em minha mente, todos tinham a mesma expressão, e não tinham conteúdo nenhum por dentro.
Eles falariam, falariam e falariam de mim, até o momento que arranjassem algo de mais interessante para fazer. E depois, quando eu fosse só mais uma no meio da multidão, ninguém nem iria lembrar-se de mim.
Era assim que as coisas eram em colégios. E pra dizer a verdade, eu não me importava que fosse assim. Eu já estava cansada de futilidades. Toda a ânsia por fazer nada, todos os temas sem sentido... Nada disso tinha mais interesse pra mim.
Tudo o que eu tinha que fazer agora... Era estudar. E depois, quando fosse possível, eu iria estudar medicina, e dedicar minha vida à isso. A salvar vidas. A arrumar um jeito, de não fazer que as pessoas fossem mortas brutalmente.
Era um sonho utópico, mas era minha realidade agora.
E quem sabe, talvez depois, eu pudesse seguir um caminho de vida um pouco mais feliz, onde eu encontrasse alguém para ser meu companheiro.
Isso poderia acontecer. Se tudo desse certo.
Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me.
Eu não sei muito bem em que horas eu caí no sono. Eu só sei, que quando eu acordei, o sol já despontava suave por trás das densas nuvens de chuva.
Eu me espreguicei, e notei que Charlie havia me coberto de noite. Ele era sempre extremamente cuidadoso comigo.
Eu sorri um pouco, e me encaminhei para o banheiro, pronta para tomar um banho quente.
Era sempre bom tomar banho pra acordar. Ainda mais quando novamente, eu havia sonhado com aquela noite...
-- Pare Bella! – Me repreendi em um sussurro, enquanto me despia, e entrava rapidamente no chuveiro.
A água estava mais ou menos com quarenta e cinco graus, e queimou minha pele. Mas eu continuei ali em baixo por um tempo, enquanto todos meus músculos tensos se relaxavam.
Eu me ensaboei lentamente, sabendo que ainda era cedo de mais para ir para escola. Mas eu tive que me enxugar rápido depois, quando lembrei que era Charlie quem me levaria ao colégio.
Huh. Ir pra escola em uma viatura.
Pesadelo de qualquer adolescente normal. Não que eu fosse exatamente normal, mas ainda assim. Era constrangedor.
Eu corri e fucei em minhas gavetas até achar uma calcinha e um sutiã. Depois eu coloquei uma calça jeans, e uma blusa branca de maga cumprida. Por cima de tudo, meu casaco enorme, para me proteger no frio.
-- Pai! – Eu gritei, descendo as escadas correndo. – Desculpe. Eu esqueci que ia com você.
-- Tudo bem, Bells. – Ele sorriu. – Na verdade eu tenho uma surpresa pra você.
And now my life has changed in oh so many ways,
My independence seems to vanish in the haze.
But every now and then I feel so insecure,
I know that I just need you like I've never done before.
Eu franzi o cenho, e Charlie segurou minha mão, enquanto me guiava para fora de casa.
E então, eu vi uma Chevi. Era uma daquelas caminhonetes enorme e antigas, que nem um trator pode destruir. Ela era vermelha, desbotada, e eu instantaneamente me apaixonei por ela.
Nossa!
-- Pai! – Eu gritei e olhei encantada pra ele. – Onde você conseguiu...?
-- Billy Black. – Ele respondeu sorrindo. – Um antigo amigo meu, que me vendeu por um bom preço.
-- Uau! É de mais!
-- Eu sabia que você ia gostar. – Ele me abraçou rapidamente, e deu um beijo em meu rosto. – Agora é melhor você ir para o colégio. E tente... Fazer alguns amigos... Conhecer pessoas.
Eu assenti, mesmo sabendo que isso ia ser meio improvável de acontecer. As pessoas não costumavam ser amigas de garotas como eu.
-- Boa-sorte no primeiro dia! – Ele desejou, entrando em sua viatura.
Eu assenti, e pensei seriamente em matar aula, e passar o resto da manhã em minha cama.
Mas se eu começasse assim... O que ia ser de mim depois? E além do mais, escola era para estudar, e não para fazer amigos.
-- A droga! – Eu soltei uma imprecação. Quem eu estava querendo enganar?
A verdade era que eu tinha medo. Medo de mostrar quem eu era. De revelar a fraqueza, por trás da fachada durona.
Eu suspirei, sabendo que ter consciência disso não ia mudar nada.
E então, eu entrei em minha caminhonete nova, resignada. Pronta pra a tortura que seria Forks High School.
Huh.
Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me.
When I was younger, so much younger than today,
I never needed anybody's help in any way.
But now these days are gone, I'm not so self assured,
Now I find I've changed my mind and opened up the doors. Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me.
Achar o colégio foi bem fácil. Eu dirigi tensa, mas mesmo assim contente por ter meu carro novo. E afinal de contas, eu nem ia precisar andar na viatura.
Quando parei no estacionamento, quase todas as vagas já estavam lotadas. Eu bufei, mas achei uma bem ao lado de um volvo brilhante e prateado, que por um acaso era o carro mais moderno de lá.
Eu abri a porta, e quase caí no chão, ao tropeçar em meus próprios pés. Huh. Era uma droga ser desastrada.
-- Respire, respire – Eu ordenei a mim mesma, tentando conter o bolo de ansiedade no estômago. Então, eu comecei a andar rapidamente até a diretoria, pronta para pegar meus horários.
Eu tropecei mais uma vez, antes de abrir a porta de pequena sala, onde uma mulher ruiva gorda estava sentada atrás de uma escrivaninha.
-- Oi... Eu sou... Isabella Swan. – Murmurei constrangida, sentindo meu rosto esquentar lentamente.
-- Ahh! – A mulher falou feliz. – Claro! Filha do novo chefe de polícia! – Ela sorriu, e pegou um papel em cima da mesa. – Aqui estão seus horários. Eu acredito que você não terá problemas com eles, mas mesmo assim, confira direitinho depois.
-- Han. Claro. – Eu murmurei, me sentindo idiota. – Eu já... Vou indo então. Para não me atrasar.
-- Aproveite! – Ela gritou enquanto eu saía da sala.
Ahh. Droga.
Eu odiava o primeiro dia de aula. Era a pior coisa do mundo.
Por isso, eu respirei fundo e comecei a caminhar em direção ao prédio da escola. Me desequilibrei no meio do caminho, e alguns colegas olharam pra mim como se eu fosse personagem principal de algum espetáculo.
Ah sim. Só o que me faltava!
-- Relaxa. – Eu falei pra mim mesma. – Vai dar tudo certo.
Ótimo. Depois eu ainda ficaria com fama de maluca por falar sozinha. Mas... Não era uma coisa que eu pudesse controlar.
-- Você é Isabella? – Um garoto com carinha de bebê perguntou pra mim.
-- Bella. – Corrigi automaticamente, enquanto voltava a andar.
-- Eu sou Mike! – Ele sorriu brilhante. – Soube que você veio de Phoenix.
-- Exatamente. – Respondi, me sentindo desconfortável. Eu simplesmente não conseguia me sentir bem na presença de quem eu não conhecia. – Hun... Olha Mike... – Eu falei delicada. – Eu tenho que ir para aula de inglês agora. Então... Se você puder me dar licença... Depois nós nos falamos.
Ele assentiu, e sorriu, enquanto apontava o lugar da sala de inglês pra mim. Eu respirei aliviada, enquanto sentia o ar voltar a meus pulmões novamente.
E então, eu entrei na sala de aula, e me sentei na ultima fileira, enquanto abria meus cadernos.
E depois disso, todas as aulas passaram monotonamente, porque eu já havia estudado praticamente todas as matérias.
A única coisa que aconteceu de diferente, foi que uma garota chamada Angela, se apresentou pra mim. E eu gostei dela. Ela foi a única, dentre todos que falaram comigo, que cativou minha atenção.
Simplesmente porque ela não ficava me enchendo o saco. E porque ela era tímida e corava que nem eu.
Uau. Quem sabe não saísse uma amizade dali?
