Nota: Twilight pertence a Stephenie Meyer, minha xará. Pena que não fui EU que sonhei com Bella e Edward. :/
Um Grego Muito Sensual
CAPÍTULO Il
Foi um dos momentos mais impressionantes e gloriosos da vida de Isabella Swan. Seu coração disparou, e ela perdeu toda a noção do tempo e do espaço. Os lábios de Edward eram suaves e macios, e suas mãos fortes deslizavam por suas costas, proporcionando-lhe um prazer indescritível. Ela nunca havia imaginado que um simples beijo pudesse se transformar numa experiência tão erótica.
Então, com certa relutância, eles se afastaram. Bella estava ofegante e, durante alguns segundos, ela não teve noção de onde se encontrava. Era como se houvesse apenas aquele homem no mundo... E o enorme desejo que lhe con sumia a alma.
-O que pensa que está fazendo, Cullen?
A voz furiosa de Jacob parecia vir de uma longa dis tância, e ela teve de fazer força para voltar ao momento presente. Edward virou-se para ele.
-Eu não penso nada, meu caro rapaz. Apenas acabei de beijar a Srta. Swan e, agora, vou levá-la para casa. - Ele voltou à atenção a ela. - Está pronta, querida?
Totalmente desnorteada, Bella passou a mão por entre os cabelos castanhos meio despenteados. Estava uma pilha de nervos, e seu coração batia com uma velocidade descomunal, mas o magnata grego a seu lado parecia ser a calma e a tranqüilidade em pessoa. Jacob segurou-lhe o braço com força.
-Se você sair deste salão com este homem, nosso noivado termina agora mesmo!
Ela esquivou-se daquele contato.
-Não sei de onde você tirou essa idéia de noivado, Jacob Black. Nós nunca tivéssemos compro misso algum!
Então foi a vez de Edward Cullen segurar seu braço.
-Bem, acredito que agora não temos mais o que falar Jacob. Vamos indo, Bella. Precisamos recuperar o tem po perdido.
Poucos minutos depois, eles entravam no luxuoso Mercedes prateado estacionado do outro lado da rua. Bella respirou fundo, tentando compreender o que estava acon tecendo. Virou-se para o homem ao seu lado, ainda admirada com sua beleza.
Posso saber o que quer de mim?
Edward deu um sorriso, revelando dentes muito brancos.
-Sem dúvida. Eu gostaria de ter uns dez ou quinze minutos de sua atenção. Seria possível?
Bella deu um suspiro desanimado.
-Que remédio... Uma vez que já estou aqui dentro do seu carro, acho um pouco difícil dizer não. Mas, por favor, seja breve. Tive um dia muito cheio e estou cansada.
Edward parou num sinal vermelho.
-Certo. Então irei direto ao assunto. Eu gostaria que você me acompanhasse a algumas festas nas próximas semanas.
Bella não acreditou em seus próprios ouvidos. Seja lá o que estivesse esperando ouvir, não era nada daquilo. O quê? Edward Cullen precisando de uma acompanhante? Que coisa estranha! Tudo o que ele tinha a fazer era estalar os dedos e pelo menos uma centena das mulheres mais bonitas do mundo estariam aos seus pés, prontas para satisfazer-lhe todos os desejos.
-Você só pode estar brincando.
-De jeito nenhum. Estou falando sério. - Ela respirou fundo.
-Posso saber por que eu?
O sinal abriu, e a Mercedes prateado continuou seu caminho.
-Porque nós dois estamos vivendo uma situação muito parecida. Sei que quer se livrar de Jacob Black, mas está tendo dificuldade na tarefa em questão. Quanto a mim...
Bella não o deixou completar a frase.
-O quê? Por acaso você também está tendo dificuldade para se livrar de alguma mulher?
-Vamos dizer que sim. A viúva de um grande amigo meu. Seu marido morreu há alguns meses, enquanto esquiava nas montanhas da Suíça.
Bella levantou uma sobrancelha.
-Já entendi tudo. Ela deve estar interpretando mal a amizade que você está lhe dedicando. Ou talvez... A viúva alegre tenha resolvido encontrar outro marido rico, não é?
Ele ficou sério.
-Você tem uma imaginação muito fértil, minha cara. - Então ela acertara no alvo!
-Como é o nome da fogosa viúva?
-Tânia.
-Tânia... Nome diferente, não é? Bem, então você quer a minha ajuda para se livrar dela.
-Exatamente.
-Pode esquecer. Trate de arranjar outra pessoa. Não sei se você sabe, mas tenho mais coisas que fazer na vida do que bancar a namoradinha de alguém que eu nem conheço.
-Você seria muito bem recompensada se resolvesse aceitar.
Seus olhos castanhos brilharam de raiva.
-Quem você pensa quê é para falar comigo deste jeito?
-Sou apenas um homem que sabe reconhecer uma opor tunidade quando ela se apresenta.
Negativo, Cullen. Trate de arranjar outra pessoa. Não pretendo entrar neste seu jogo sujo.
Edward virou-se para ela.
-Não há nada nesse mundo que possa fazê-la mudar de idéia?
Bella o encarou sem ao menos piscar os olhos.
-Não.
-Nesse caso, só me resta levá-la para casa.
Ela deu um suspiro. De alívio? Ou de desapontamento?
-Excelente idéia.
Momento depois a Mercedes estacionava diante de um bonito prédio de apartamentos, recentemente construído. Edward sabia exatamente onde ela morava, e como soubera de seus estudos na Sorbonne. Como? Não importava. O homem era perigoso. Quanto antes se afas tasse dele, melhor.
Fez menção de sair do carro. Antes, porém, que pudesse encostar-se ao trinco, ele já descia do Mercedes e abria a porta do lado do passageiro para que ela descesse.
Foi o que Bella fez. Rapidamente. Mais uns três ou quatro minutos e estaria na segurança de seu apartamento. Graças a Deus. Aquele homem mexia com seus nervos. E com suas emoções.
-Até nunca mais, Edward Cullen. – disse Bella. Ele deu um sorriso irônico.
-Nunca mais é uma expressão muito forte. Que tal, até um dia? Ou então, até breve?
-Eu, realmente, prefiro não vê-lo nunca mais. Adeus! – Bella fez menção de se afastar dele, mas Edward se gurou seu braço, impedindo-a.
-Espere um pouco, Bella.
-O que foi agora?
-Eu ainda tenho algo a lhe dizer. Ou melhor, a lhe mostrar.
Bella vislumbrou o estranho brilho nos olhos dele se gundos antes de sentir seus lábios tocando os dela. O beijo que se seguiu foi longo e apaixonado, como o anterior. Melhor, até. Ela ainda tentou resistir, mas logo desistiu. Nenhuma mulher com o juízo no lugar teria força de vontade suficiente para oferecer qualquer resistência ao homem que agora a le vava às nuvens. Era como se ele chegasse e lhe oferecesse um passaporte para o paraíso. Como lhe dizer não?
Aquilo era insano. Completamente insano. Mas que in sanidade divina e maravilhosa...
Finalmente, quando se separaram, ele cochichou em seu ouvido:
-Tenha bons sonhos, pedhi mou.
Seus olhos eram profundos e convidativos, e Bella sen tiu que quase se afogava neles. Quase. Porque ainda restava um mínimo de bom senso em sua cabeça. Então antes que pudesse sucumbir a mais uma tentação, afastou-se de Edward Cullen rapidamente e entrou no prédio onde mo rava, sem nem ao menos olhar para trás.
Maldito homem!
Maldito, perigoso e muito, muito atraente, se quisesse ser sincera consigo mesma.
Atravessou o hall de mármore, chamou o elevador e, minutos depois, estava no conforto e na segurança de seu apartamento. Acendeu as luzes e foi direto para a cozinha. Pensou em tomar um café, mas desistiu logo. A cafeína iria mantê-la acordada, e aquilo era o que menos queria no momento. Abriu a geladeira, serviu-se de um copo de leite, esquentou-o no microondas e tomou tudo em dois ou três goles.
No quarto, tirou a roupa e passou a meia hora seguinte debaixo do jato morno do chuveiro. Depois, vestiu uma camisola leve e foi para a cama. O sono não deveria demorar a chegar.
Não deveria demorar... Mas demorou. Bella simples mente não conseguia dormir. Havia muitas imagens em sua mente. Imagens de um deus grego de cabelos negros como a noite, cujos olhos não paravam de assombrá-la. Ain da podia sentir o toque das mãos dele em seu corpo, o per fume de sua água-de-colônia... E o gosto de seu beijo. Que gosto divino, Deus do Céu...
Mas que coisa horrível! Não queria passar a noite pensando em Edward Cullen. Tinha de esquecê-lo quanto antes!
Já havia conhecido dezenas de rapazes durante a vida. Sentira-se atraída por alguns, namorara três ou quatro... Mas não se apaixonara por nenhum. Ao menos, não aque la paixão maluca apresentada nas telas dos cinemas do mundo inteiro e nas páginas de milhares de romances de amor.
Mas, naquela noite, ela experimentava algo que nunca sentira antes. Um desejo tão forte e intenso, que beirava a insanidade. Ela tinha perdido toda a noção de tempo e de espaço. Era como se só houvesse aquele homem no mundo e a vontade louca de ficar em seus braços para sempre.
Se um simples beijo a havia deixado daquele jeito, como seria fazer amor com Edward Cullen?
A resposta era óbvia. Seria a coisa mais maravilhosa de sua vida. Ele a transformaria na mulher mais feliz e sa tisfeita do mundo. O corpo dela pegaria fogo sob suas carícias loucas e selvagens, e eles se amariam de um modo em que o pudor e a vergonha não teriam vez.
Marie Isabella Swan! Pare com isso! Por acaso ficou maluca?
Edward Cullen era o último homem nesse mundo com o qual ela poderia se envolver. Tinha de esquecê-lo de uma vez por todas!
Ela deu uma risada amarga.
Levantou-se da cama, voltou à cozinha e tomou mais um copo de leite morno. O sono, porém, não vinha.
Mas... Se lhe faltava vontade de dormir... Sobrava-lhe in quietação e desejo. Então, para tentar resolver o problema e se acalmar, Bella ligou o chuveiro e tomou um longo banho. Gelado.
OooOooOooOooOooOooO
O ruído insistente do telefone foi penetrando nos ouvidos de Bella, até que ela o reconhecesse. Estendeu a mão, à procura do aparelho, e acabou derrubando-o no chão.
Um jeito maravilhoso de começar o dia.
Acabou achando o fone em cima do tapetinho e o apanhou. Quisera Deus que fosse engano.
-Alô?
-Bom dia, Marie.
Suas preces não foram atendidas. A voz de sua mãe che gou-lhe aos ouvidos com uma clareza impressionante, e ela sentiu vontade de gritar de tanta frustração.
-Bom dia, maman.
-Você ainda está na cama, chérie? - Fez-se um instante de silêncio. - Sabe ao menos que horas são?
Sete talvez oito. Bella deu uma rápida olhada para o relógio digital em cima da mesinha-de-cabeceira. Não. Já passava das nove.
-Você está sozinha, minha filha? - Bella fechou os olhos, então voltou a abri-los.
-Não, maman. Dois garotos de programa passaram a noite inteira a meu lado, proporcionando-me um prazer incrível. – mesmo do telefone, Bella podia imaginar Renée Swan levantar a sobrancelha.
-Não há necessidade de ser tão irônica logo pela manhã, Marie.
Ela deu um suspiro.
-É verdade. Sinto muito. E que dormi muito mal essa noite.
-Vamos almoçar juntas? — Renée sugeriu o melhor restaurante da cidade. — Meio-dia está bem para você?
E desligou, antes que Bella tivesse chance de aceitar ou recusar o convite. Mais uma vez, ela sentiu vontade de gritar de tanta frus tração. Era evidente que podia ligar de volta e dizer que já tinha um compromisso, mas sabia o que Renée iria lhe dizer, para fazê-la mudar de idéia. Chantagem emocional do pior tipo possível, como sempre. Engolindo uma sensação estranha de impotência. Bella recolocou o fone no gancho e virou-se para o outro lado.
Os almoços com sua mãe eram sempre iguais. Elas pe diam duas saladas, duas taças de vinho branco e ficavam conversando sobre amenidades. Depois visitavam as melho res butiques e tomavam um café ou um cappuccino antes de se despedirem.
Um programa normal entre mães e filhas, que elas cos tumavam fazer pelo menos uma vez a cada duas semanas. Tinham, porém, almoçado juntas três dias atrás.
Bella não era boba, muito menos ingênua. Estava can sada de saber que Renée Swan não havia sido tomada por um súbito ataque de saudade. Sua mãe queria arran car-lhe todas as informações possíveis a respeito de Edward Cullen.
Olhou de novo para o relógio em cima da mesinha. Nove e meia. Como só iria se encontrar com a mãe ao meio-dia voltou a se cobrir e tentou dormir mais um pouco. O dia prometia ser muito longo, e ela precisava ter forças para enfrentá-lo de maneira adequada.
OooOooOooO
Renée tomou um gole de seu vinho branco.
-Joane e Billy convidaram seu pai e eu para o almoço em seu iate novo amanhã. Eles insistiram na nossa presença.
Bella concordou com a cabeça. Até então, a coisas estavam correndo bem. Sua mãe era especialista em con duzir aquele tipo de conversa. Em primeiro lugar, vinham alguns elogios. Depois, um toque bem-humorado em forma de uma ou duas piadas, seguindo então para o propósito principal do almoço em questão.
-Que bom, maman.
-É claro que nós estaremos de volta a tempo para pres tigiar seu coquetel.
Sem dúvida. Bella nunca perdia aquele tipo de even to. Aliás, ela nunca perdia evento algum que reunisse a alta sociedade de Queensland.
Os coquetéis oferecidos no final de cada mês na The Gallery, a galeria de arte que possuía em sociedade com o grande amigo Mike Newton, eram bastante concorridos. O artista que estava expondo atualmente era jovem e ta lentoso, e seu trabalho vinha recebendo muitos elogios por parte dos críticos de arte.
-Melhor ainda, maman.
Renée terminou de comer e recostou-se na cadeira. E Bella soube, com certeza absoluta, que o in terrogatório iria começar.
-Jacob ficou morrendo de ciúme ontem à noite. Acho que nunca o vi daquele jeito. Ele já lhe telefonou hoje?
Bella tomou um gole de vinho.
-Não. Para falar a verdade, não quero nem ouvir falar dele por um bom tempo.
-Por causa de Edward Cullen?
-Edward Cullen não tem nada a ver com isso, maman.
-Ele é mesmo uma beleza de homem, não é? – perguntou Renée, sorrindo. Bella resolveu ser deliberadamente obtusa.
-Jacob?
-Não. Edward. -corrigiu sua mãe, dando um suspiro cheio de tolerância.
-Bem, eu não acho. Ele... Não é meu tipo. - Renée pareceu não acreditar na mentira. Bella não podia culpá-la. Edward Cullen devia ser o tipo de todas as mulheres do mundo. De qualquer modo, graças a Deus, sua mãe não insistiu no assunto. Ela olhou para o relógio.
-Vamos dar uma volta por aquele Shopping Center que acabou de ser inaugurado? Estou precisando de um vestido novo para o almoço de amanhã. Você sabe como os Black ficam atentos para esse tipo de coisa.
Bella teve de fazer força para reprimir um sorriso. Sua mãe possuía um guarda-roupa que faria inveja à rainha da Inglaterra.
-Claro maman. Vamos lá. Eu fiquei de me encontrar com Mike na galeria às duas e meia, para acertarmos os últimos detalhes do coquetel de amanhã. - Ela olhou para o relógio. - É uma hora agora, de modo que ainda temos algum tempo.
Pelo menos, roupas, sapatos, perfumes e lingeries eram assuntos neutros, que não ofereciam nenhum perigo. Melhor entrar e sair de dezenas de butiques do que ter de ficar respondendo perguntas embaraçosas a respeito de Edward.
Uma hora e meia depois, Renée segurava nas mãos três sacolas enormes de compras. Não haveria tempo para o café ou o cappuccino final.
-Até amanhã, minha querida. E não se canse muito no trabalho!
Bella deu um beijo no rosto da mãe e observou-a guardar as compras no banco de trás de seu reluzente Jaguar.
-Até amanhã, maman. E divirta-se no almoço dos Black.
Pouco depois, ela chegava à bonita casa que abrigava sua galeria de arte. O imóvel, adquirido em sociedade com Mike havia três anos, passara por uma grande reforma e hoje era apontado como um dos lugares de maior destaque da cidade. Coisa da qual ela muito se orgulhava.
- Mike?
Alguém do outro lado do enorme salão caminhou em sua direção.
-Estou aqui, cara. Tudo bem com você? – Mike Newton a cumprimentou com dois beijos, então a fitou. - Não, você não está nada bem. Posso saber o que aconteceu?
Era incrível. Nada escapava aos olhos atentos de Mike. Aos quarenta e dois anos, ele era um homem bonito e char moso que nem parecia ter chegado aos trinta. Estava sempre de jeans e camiseta e um longo rabo-de-cavalo completavam sua jovial aparência.
Suas preferências sexuais eram um assunto muito dis cutido, e ele não fazia nada para negar os certos comentários que as pessoas faziam a seu respeito. Entretanto, aquela era uma parte do jogo, o glamour associado a um papel que ele resolvera representar e o fato de que apenas alguns poucos amigos soubessem da verdade era o bastante para diverti-lo ainda mais.
Por baixo daquela imagem, havia um cérebro privilegiado no que se referia às artes e aos negócios, um instinto quase infalível para descobrir e lançar novos talentos. Bella o adorava, e a amizade que ambos compartilhavam era ba seada na afeição, no respeito e na confiança mútua.
Ela deu um sorriso.
-Quem disse que eu não estou bem?
Além de todas as suas habilidades, Mike Newton tam bém tinha o dom de conhecê-la como ninguém.
- Suas olheiras, minha querida. Elas indicam o óbvio. Você não dormiu bem essa noite. Hum... Deixe-me adivi nhar. O problema é algum homem. Acertei?
Como sempre, no aluo.
- Eu poderia não ter dormido bem por causa do coquetel.
- Não. Nossos coquetéis não costumam tirar-lhe o sono. Mas se você não quiser conversar sobre o que aconteceu, tudo bem.
Bella sentou-se numa cadeira.
- Mais uma vez, você acertou em cheio. Conheci um homem insuportável. Ele era um dos convidados do jantar dos Black de ontem à noite. -Ela fez uma pau sa. - Espero sinceramente nunca mais voltar a vê-lo.
Mike puxou outra cadeira e sentou-se a seu lado.
- Hum... Aposto que ele é lindo de morrer. Quando po derei conhecê-lo?
- Nunca. Pretendo esquecer que um dia o conheci. Apa gá-lo da minha memória para sempre.
O rapaz deu um sorriso.
- Eu acho que isso não vai acontecer. Aliás, tenho o estranho pressentimento de que você vai revê-lo bem antes do que imagina.
OooOooOooOooOooOooO
Passava das dez da noite, e os salões da The Gallery ainda estavam lotados de amigos e artistas que conversavam animadamente ao som de uma música suave e relaxante. Garçons impecavelmente uniformizados circulavam por en tre os convidados, servindo vinho branco, champanhe e canapés de caviar e salmão.
Bella chegou à conclusão, olhando em volta, que tudo estava correndo conforme o previsto. Uma noite perfecta, como diria Emílio. Ela própria também havia recebido uma porção de elogios. Sabia que estava bonita. Escolhera para a ocasião um lindo vestido preto decotado, que deixava à mostra seus belos ombros bronzeados. Havia ido ao salão de beleza, e seu cabeleireiro prendera seus cabelos num coque, no alto da cabeça. Brincos de brilhantes e uma ma quiagem leve completavam o visual escolhido para aquela noite. Modéstia à parte, o resultado não deixava nem um pouco a desejar. Nada iria sair errado naquele coquetel. Nada mesmo. Tinha certeza absoluta daquilo.
-Olá, querida. Pelo visto, você conseguiu de novo, não é? Este é outro de seus grandes triunfos.
Bella sentiu um aperto no estômago. Havia menos de um minuto, dissera a si mesma que nada de errado iria acontecer. Agora, já começava a mudar de idéia.
Virou-se e encontrou Jake, que lhe sorria com muita ironia.
-Olá, Jacob. Não pensei que viesse prestigiar nosso coquetel.
- Eu não o perderia por nada... - Ele olhou em volta. - Pelo que posso perceber, o magnífico Edward Cullen ainda não chegou.
Bella balançou a cabeça.
- Nem chegará. Por uma razão muito simples, aliás. Ele não foi convidado.
- Ah, minha querida e doce Isabella... — A voz de Jacob era doce, mas cheia de sarcasmo. - Edward foi um dos convidados para o almoço de hoje no iate dos meus pais. E a encantadora Renée se encarregou de fazer-lhe o convite. Se não me engano, ele disse que viria.
O coração de Bella disparou e, por alguns instantes, ela sentiu que o salão girava à sua volta.
- É mesmo?
Jacob não deixou de notar a súbita mudança em sua respiração.
- Eu estou enganado, ou a notícia de que o Cullen está a caminho deixou-a inquieta? Aliás, como foi o seu fim de noite ao lado dele, ontem?
Bella respirou fundo. Não podia perder a calma. Não durante um dos melhores coquetéis já oferecidos por sua galeria.
- Esta conversa não vai nos levar a nada, Jake. Agora, se me dá licença, vou atender meus convidados. Espero que tenha boa noite.
-Espera, Bella!
- O que foi agora?
- Nós precisamos conversar. Sua atitude de ontem à noite foi lamentável!
- Pare com isso, Jacob. Este não é o lugar mais apro priado para falarmos sobre este assunto. Aliás, nem sobre este nem sobre qualquer outro. Agora, que tal sumir da minha frente e me deixar em paz?
- Boa noite, Isabella.
Ela quase soltou um grito de susto. Edward Cullen tinha uma voz inconfundível! Tentou adivinhar se ele ouvira alguma parte da sua discussão com Jacob. Virou-se para Edward e cumprimentou-o, rezando para que seu nervosismo não fosse notado.
- Boa noite, Edward.
Ele estendeu a mão para Jacob.
- Olá de novo, meu caro.
Jake retribuiu-lhe o cumprimento sem a mínima vontade.
- Olá.
Bella forçou um sorriso. Os dois que ficassem sozinhos. Eles bem que se mereciam.
- Se me dão licença, meus amigos, preciso atender al guns convidados. Até já.
Ela deu meia-volta e tratou de escapar dali o mais de pressa possível. Sem muito sucesso, na verdade. Porque, ao se dar conta do que estava acontecendo, Edward estava novamente ao seu lado.
- Posso saber o que veio fazer aqui? — perguntou com a voz irritada.
- Eu vim salvá-la, como a salvei ontem. - Ele sorriu. - Acho que sou seu anjo salvador.
Bella sentiu ímpetos de esganá-lo.
- Fique sabendo que eu não preciso de um anjo da guar da. Agora, que tal ir embora da minha galeria?
- Por que está tão nervosa Isabella? Aconteceu alguma coisa? - Edward parecia muito preocupado. - Se eu puder ajudá-la...
- Você pode me ajudar, sim, Edward.
- É mesmo? Que bom! Basta, então, me dizer como.
- Você me ajudaria muito se desaparecesse completa mente da minha vida. A partir deste exato momento!
Ele fez um meneio com a cabeça, despontando-a.
- Isto, minha cara Isabella, não posso prometer.
Ela sentiu uma enorme onda de frustração invadir-lhe todo o ser. Cada fibra de seu corpo alertava-a para o fato de que Edward era um homem que teria de evitar a qualquer custo, se quisesse conservar o que restava de sua sanidade mental.
O problema era conseguir esse intento. E, pelo que podia perceber o próprio Edward não parecia nem um pouco dis posto a colaborar.
OooOooOooO
Olá outra vez! E ai, está ficando bom? Espero que sim, né! rs.
Espero ter respondido a algumas perguntas, já que ficou um pouco confuso no começo. E logo tudo estará esclarecido. ;)
Edward safado, não? Mas aconstumem-se. Ele surpreenderá. Hahaha! Já Jacob... ainda dará trabalho. Mas logo verão como tudo resolverá. rs'
Agradecimentos:
Lara Cullen, L. Winchester, Gabytenorio, Auriana Cullen, SimoneLuiza, Aninha Flavia
Muito obrigada por comentarem, mesmo! Afinal, reviews me estimulam a continuar, é bom. Criticando ou não. :]
Até a próxima!
Beijos,
Lyric T.
