Notas iniciais: Olá pessoas, depois de muito tempo, venho a realizar uma nova atualização. Duvido muito que inda se interesse por essa fanfic, mas vamos lá

# Bakuten Shoot Beyblade não me pertence.

# A fanfic não possui nenhum fim lucrativo.

# Suzuya é de minha autoria.

Boa leitura.

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Prólogo II – Perseguição

O pequeno mais do que assustado, continuou a observar a nuvem de fumaça esvaecer conforme avançavam. Quando sumiu de vista, sua expressão não mudou. A gata miou um par de vezes, Kai permaneceu com a mente em branco.

Suzuya não comentou nada, havia sido um deslize inesperado. Ele olhava para a estrada, depois para o filho e de volta a estrada. A boca seca sem nada a comentar, nem sequer uma rasa desculpa.

- Kai.

O menor se eriçou, assustado, pasmado, mas não se virou. Suzuya abriu e cerrou os lábios. Não ousaria, não podia dizer, não agora.

- Foi uma falha, é normal, sabe... Também tive um desses...

De soslaio, temeroso ainda em ver a expressão do seu pai, ousou correr o olhar pelo reflexo do espelho retrovisor. Rubis e castanhos se encontraram, Suzuya sorria de um modo meio forçado, torto, mas foi a única coisa que o garoto precisou ver. Uma confirmação.

Havia sido uma falha, apenas uma falha. De toda e qualquer forma, já estava tudo bem.

Paulatinamente virou e se sentou, pôs o cinto como se nada tivesse ocorrido. O felino pequenino deitou em seu colo, ronronando satisfeita por receber o calor do dono, a cauda felpuda se movendo de lá à cá.

Entretanto, nem mal se acalmaram e uma batida na traseira do carro os assustou. Dois pares de carros aproximaram-se quase os cercando, Suzuya não pensou duas vezes e acelerou. Depois disso foi uma confusão só. Tiros, batidas, manobras. O pequenino se sentia como num filme de ação, mas a cada batida contra o carro do pai, tinha a sensação de que seria tudo esmagado ou que voariam pelos ares. Decididamente não era tão parecido como na TV. Assustado demais para perguntar alguma coisa, ele apenas abraçou seu bichano esperando que tudo acabasse - o que tinha uma vaga ideia de que não seria tão logo.

Não soube ao certo quanto tempo se passou naquele empurra-empurra, haviam parado de atirar, mas permaneciam no encalço. Algumas vezes ainda, da janela mesmo, tentavam quebrar as portas de trás. As janelas que já nem existiam mais deixavam livres a entrada de qualquer invasor, o menor não parava de tremer justamente quando via aqueles braços compridos e aqueles rostos que não conhecia tentando de toda forma agarrá-lo e tirá-lo de lá à força, Mary chegou a arranhar um deles, exaltada pela judiação talvez para com o dono. Mas mais assustado do que o menor, estava Suzuya. Ora dirigia, ora dizia ao filho para ter calma, para se abaixar, se proteger, queria esta lá o abraçando, sabe lá como, queria protege-lo ainda que tivesse de matar todos eles a unhas e dentes, Deus, ele devia ter notado mais cedo!

- Filho, se segure. – falou num tom quase sussurrado.

Encolheu-se com a gata nos braços e sentiu um frio na barriga por notar a velocidade baixando. Fechou os olhos com força em pânico.

Alguns segundos passaram e talvez os mais longos de toda a sua – curta, ele pensava consigo – vida. Seu corpo inclinou-se para trás de um modo tão brusco que demorou a entender que haviam acelerado novamente. Continuou ouvindo os outros carros atrás, seu corpo inclinou novamente, dessa vez para a esquerda, numa curva, finalmente, depois disso só ouviu baques ao longe e apenas o motor do carro do pai ainda em alta velocidade.

Ficou aliviado, quer tivesse acabado ou não, teria um momento de sossego. Sequer perguntou, nem tinha raciocínio para tanto, talvez fosse hora de dormir. Encolheu-se com a gata em seu peito, e tenuemente acalmou-se.

Suzuya exalou aliviado, por enquanto estavam a salvo. Olhou para trás, o garoto encolhido, o olhar baixo, o rosto pálido – mais que de costume.

- Tô com fome, e você?

Kai olhou para cima e apenas acenou com a cabeça.

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Continua...