Schön / Amável
Escrita por: Angel Puppeter
Traduzida por: BastetAzazis
Capítulo 2: Passatempo
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A chuva caía torrencialmente. Não ventava. Gotas calmas de lágrimas. A capa dela estava ensopada, o capuz pesava na cabeça.
Ela chegou aos portões, abriu um deles. Seus pés hesitaram em partir. Não levava nada consigo. Apenas ela mesma, a capa e suas roupas: um vestido preto, sem manga, com zíper desde a saia até a altura do colo e botas pretas. Deixara sua algibeira com as kunais e o coldre que usava nas pernas.
Eles não tinham mais utilidade, de qualquer forma.
Deu um passo para frente.
- Você está atrasada – disse uma voz provocante.
Ela enrijeceu. Vagarosamente, virou o rosto para o lado. Uma figura alta, vestida com uma capa preta e um chapéu de palha estava recostada sobre o portão fechado.
Ela sentiu a boca seca. Virou-se para encarar totalmente a figura.
- Me desculpe.
Ela engoliu em seco.
A figura virou para ela.
- Eu sabia que você viria.
Ela estremeceu, não por causa da chuva, mas pelo tom provocante dele.
- Sasuke…
- Ah, ah… Não se esqueça do –kun, coração.
- Sasuke… -kun.
- Isso mesmo.
Ele se aproximou dela, e ela teve que se conter para não tropeçar para trás.
Ele a alcançou e afastou o capuz para ver o rosto dela.
- Não tenha medo.
Ela levantou os olhos para o rosto belo e depravado dele. Era óbvio que ele estava admirado, satisfeito e... excitado.
- Eu não vou machucar você…
- Sasuke-kun… a sua promessa…
Ele acariciou o rosto dela gentilmente; puxou-a pelos ombros em direção ao corpo dele. Ela ofegou, e suas mãos voaram para agarrar os braços dele.
- Sasuke…
- Você não confia em mim? – ele murmurou, provocante.
- Eu… Sasuke-kun, por favor, diga-me…
- Eles se foram – ele sussurrou, com um sorriso falso. – Eu lhe disse, é só vir comigo.
- Obrigada.
- Hun.
Ele empurrou o capuz para trás para revelar o rosto e o cabelo dela.
- Você é tão linda – ele soava aflito.
Tão linda que ele desejava fodê-la naquele instante, naquele lugar. Mas ele segurou seu desejo. Ele a teria... devagar, rápido, forte… como um animal. Fodê-la faria com que o animal dentro dela viesse à tona. Ele faria questão disso.
- Sasuke-kun, por que… por que você teve que fazer isso?
…
- Você pode voltar. E eu estarei aqui… Você não precisa fazer isso... apenas para me ter…
Ele sorriu.
- Isso jamais vai acontecer.
Ele inspirou.
- Mas…
- Sakura…
…
- Você é minha. Toda minha…
Ela engoliu em seco.
- Então não me questione agora. Seja uma boa menina... e preencha as minhas fantasias...
…
E ele a beijou.
Um som de porta se abrindo ecoou atrás dela. A mulher sentada no peitoril de madeira da janela se virou desconfortavelmente. Com a ponta da língua, umedeceu os lábios antes de virar o rosto na direção da porta aberta.
- Sasuke-kun… - ela murmurou calmamente, longas madeixas rosa emolduravam seu belo rosto pálido. Alguns fios caíam sobre a testa, cobrindo levemente os olhos verdes. Um pequeno sorriso enfeitou os lábios. – Você voltou.
A figura escura recostada sobre o batente da porta sorriu maliciosamente.
- Sentiu minha falta? – ele perguntou num tom gutural que causava arrepios em sua espinha.
Os olhos esmeralda prenderam-se na aparência dele: o cabelo escuro e sedoso que caía sobre o belo rosto – belo, ainda que pecaminoso –, a pele pálida, os olhos escuros intensos e as roupas pretas. Tudo nele a deixava no limite do desejo mais mundano, cegando-a... esmagando-a.
Ele se moveu para distribuir o peso nos dois pés. O cabelo preto azulado balançando levemente, as mechas longas atingindo o queixo.
- Vamos... minta para mim e diga que você também sentiu a minha falta...
- Sasuke-kun… eu…
Sasuke fingiu um olhar de mágoa.
- Oh... Os doces e amáveis lábios da Sakura-chan não podem proferir tal mentira?
Ela o encarou, atônita. Um sorriso obscuro fez o rosto dele brilhar vivamente. Os olhos desceram para o corpo dela, coberto num fino kimono vermelho que não escondia a perfeição dos seios dela. A abertura do kimono revelava as pernas atrativas... Ele lembrava-se vagamente daquelas pernas em volta da sua cintura enquanto ele...
"Ah, merda… Dois dias sem ela... Dois dias sem provar este corpo delicioso", ele estava certo de que enlouqueceria...
Vagarosamente, Sakura desceu do peitoril, esticando suas pernas. O movimento fez com que a parte de baixo do kimono subisse e abrisse ainda mais a fenda, dando-lhe uma visão sexy das coxas cremosas dela. A parte de cima arqueou levemente, expondo o colo largo. Com a visão do corpo suculento dela, do peso dos seios contra o tecido... as pernas sedutoras... o cabelo abundante... Merda, quem o condenaria por querê-la tanto?
O sangue martelava em sua pélvis. Desejando-a ansiosamente, ardentemente. A necessidade o atormentava. Ele estava penosamente ciente da sua ereção, dura e quente.
- Onde está o meu beijo de boas-vindas, hein? – Sasuke pronunciou roucamente.
Sakura umedeceu os lábios inconscientemente. A ação dela lhe trouxe um sentimento sórdido de necessidade inquieta. O olhar escureceu, seu Sharingan ativou contra a vontade quando a adrenalina se pronunciou.
- Não me faça ir até você – ele rugiu ameaçadoramente, o olhar endurecido. Sakura apenas o encarou entorpecida, ciente da necessidade crescente nele, o cheiro grosso de suor, a aura pulsante que ele emanava e que a assustava.
Antes que ela pudesse pensar em alguma coisa, seus pés começaram a se mover. Ela foi até ele vagarosamente, seduzindo-o. Parou em frente dele e levantou o olhar até os olhos famintos. Uma mão grande tomou sua nuca; puxando-a para mais perto do rosto dele, forçando-a a ficar na ponta dos pés.
- Sas…
- Merda – ele praguejou veementemente. – Você... – ele se esforçou para dizer mais alguma coisa, mas balançou a cabeça e a beijou com força.
Ela fechou os olhos e seus lábios se abriram. Ele envolveu um braço na sua pequena cintura, trazendo-a para mais perto do seu corpo ardente. A sensação dos seios dela pressionados contra seu peito maciço o excitava. Ele a abraçou com mais força, apreciando o calor prazeroso do corpo feminino.
A mão dele acariciou o cabelo da nuca. As mechas cor-de-rosa enrolaram-se em torno dos dedos compridos. A boca dela era deliciosa – sempre fora deliciosa, a língua tinha o gosto de vinho...
Ela era como uma droga. Vício. Obsessão.
Ele matou pessoas. Não simplesmente pessoas – eles eram habitantes de Konoha – só para tê-la.
Só para abraçá-la. Só para tocá-la.
Respire…
Venha…
Fique…
Ele se inclinou mais para aprofundar o beijo. A mão que segurava a nuca mantinha a cabeça dela firme, mechas longas se retorciam em volta dos seus dedos. Ela o beijou de volta gentilmente, mas logo os beijos dela ficaram mais fervorosos, assim como os dele.
Por um segundo, ele deixou alguns centímetros de distância entre seus lábios. Os olhos pretos, turvos de desejo, desceram para o belo rosto dela – até então, o mais belo que ele tinha visto em sua vida – e com o polegar, acariciou-a nas bochechas.
O brilho dos olhos dela, com as cores verde e prata refletidas vividamente, o cegou por um momento. Era irônico como seus olhos pareciam tão inocentes considerando que ele a possuíra muitas e muitas vezes, e ela tinha gostado.
- Sasuke-kun…
Ele a beijou de novo, um beijo forte e apressado.
Prendeu-a contra a parede, desamarrou a faixa vermelha clara e puxou as mangas do kimono dos ombros dela, fazendo-o deslizar até a cintura, onde caiu aberto, deixando os seios expostos.
Ele quebrou o beijo exaltado para sussurrar ameaçadoramente:
- Você não vai apenas me beijar, Sakura.
Ela gemeu e arqueou as costas.
- Sasuke-kun…
A outra mão dele deslizou para baixo, apalpando seu abdômen… para baixo… para baixo… até sua abertura umedecida. Dois dedos ágeis escorregaram para dentro dela. Ele observou os lábios dela, inchados com seus beijos, partirem-se quando um gemido escapou deles. Os dedos que seguravam seu cabelo contraíram-se enquanto ele bombeava os seus para dentro e para fora dela.
- Ahh… Sasuke-kun…
Os lábios vermelhos se abriram bruscamente quando ela ofegou. As mãos pequenas agarraram os ombros fortes, as unhas se enterraram na pele.
Com um sorriso diabólico, Sasuke aumentou o ritmo dos dedos. Penetrou-os mais fundo, manipulando-a mais rápido e mais forte... mas ele não deixaria que ela gozasse tão facilmente. Ela teria que implorar.
- Você sabe o que eu quero – ele pronunciou contra a pele do pescoço dela. Os olhos brilhantes desceram até os orbes ônix. Sem dizer uma palavra, as mãos da Sakura desceram até a calça dele. Um zíper foi aberto rapidamente, seguido pela cueca puxada para baixo. O membro dele se projetou, livre, e a mão gentil o pegou, segurando-o apertado.
- Oh, porra – ele gemeu, empurrando o quadril para frente, oprimindo-o na mão dela. – Porra.
Seu membro firme endureceu ainda mais quando o punho dela começou a trabalhar na sua ereção. A respiração dele era amarrada e dissonante. O punho dela movia-se para cima e para baixo, enlouquecendo-o quando golpes de prazer convulsionavam sua espinha.
- Você está… melhorando…- ele resmungou. A boca avançando nela ferozmente, os dedos fincados na intimidade dela avidamente. A boca que a sugava abafou um grito dela enquanto ele a deixava no limite.
Ferozmente, ele quebrou o beijo e empurrou os dedos ainda mais. Ela gritou roucamente com um orgasmo. Ele sentiu a pressão no seu membro enfraquecer.
- Não pare – Sasuke rugiu. – Continue. – Ele forçou a mão dela, mas descobriu que não era suficiente. Pegando-a nos braços, levou-a até a cama, atirando-se nela com a Sakura no colo.
- Me foda agora – ele sibilou asperamente, arrancando a calcinha dela.
- Sas… Sasuke-kun…
O Uchiha tirou seus dedos e afastou as pernas dela.
- Agora – ele repetiu, sombriamente.
Mordendo o lábio inferior, ela empurrou o membro leitoso para dentro dela. Ele a empurrou pelo quadril com força contra ele e gemeu deliciosamente.
- Monte em mim – Sasuke ordenou, rudemente.
O olhar verde voou para o rosto dele e viu a intensidade.
- Sas… Sasuke-kun…
- Vamos... – ele gemeu, quase num tormento.
Sakura viu a necessidade aflita e obedeceu. Os gemidos baixos dele ecoavam pelo quarto, a porta ainda escancarada. Ela o cavalgou com força e incontrolavelmente. As mãos grandes enterradas nas nádegas sob o kimono frouxamente pendurado no corpo dela.
- Mas rápido – ele sibilou. – Porra.
- Ohh…
- Mais forte… - ele parecia tão necessitado que ela não podia fazer mais nada a não ser obedecer.
- Sasuke-kun!
Ele arreganhou os dentes ferozmente, observando o corpo dela subir e descer, o balançar vertiginoso dos seios e os lábios frouxos enquanto ela ofegava. Uma mulher tão linda, de aparência tão inocente, cavalgando sobre ele, esforçando-se para atingir o seu êxtase.
- Muito bem – ele disse entre dentes cerrados, amortecido com a sensação da pressão sedosa em volta dele. Sorriu maliciosamente, apalpando os seios dela.
- Ah! Ohh… - ela se agarrou nele, sua velocidade aumentando.
Os olhos pretos desceram até o membro excitado, observando-o penetrar na carne rosada dela. Os movimentos da Sakura estavam mais rápidos e selvagens, os fluidos dos dois se misturavam em redemoinhos enquanto se derramavam. Ela conduzia mais rápido, os olhos do Sauke rolaram para trás de puro prazer.
- Mais rápido – ele rugiu.
- Ahhhh…
Sasuke deu um golpe para cima e ela gritou ruidosamente, seu gozo irrompendo em grandes quantidades. Ela colapsou esgotada por cima dele. Semi-satisfeito, Sasuke a rolou para o lado, colocando-a efetivamente abaixo dele.
A mulher estava fraca com a exaustão, mas cega com o desejo inquieto dele, uma necessidade tão árdua, tão raivosa, que ele a golpeava para frente e para trás bruscamente, fazendo-a gritar. Seus braços frágeis o seguravam pelo pescoço, trêmulos.
Ele baixou os olhos para o rosto avermelhado dela, o corpo suado, o levantar e baixar do peito dela enquanto arfava veementemente. A intensidade com que eles faziam amor tinha uma natureza tão incomum.
"Não… isso não é fazer amor", Sakura pensou, confusa. Ela gemeu, fechando os olhos quando o ritmo do Sasuke aumentou. Isso não tem nada a ver com amor.
Ela cravou as unhas nas costas dele, gemendo ruidosamente quando ele a premiou aumentando a sua força.
- Me abrace com suas pernas – o Uchiha ordenou impetuosamente.
Ela obedeceu, envolvendo o quadril dele com suas longas e doces pernas numa posição de alavanca.
"É apenas sexo."
Ele a golpeava irracionalmente, murmurando o nome dela, sussurrando roucamente o quanto ele precisava dela… o quanto ele sentia a falta dela…
"É apenas a fantasia dele."
- Eu preciso de você…
- Ohhh…
- Eu preciso tanto de você… - ele sussurrava em seu ouvido.
Sakura mordeu os lábios e arqueou as costas. Sasuke agarrou seu cabelo, sem ação, devastado com a sensação da pressão sedosa dela.
"Por favor… por favor… Ao menos uma vez me diga, mesmo que você tenha que mentir... Diga que você também precisa de mim."
- Sakura…
Sasuke a levantou pela bunda em sincronia com seus golpes. Gritos de prazer escaparam da boca lasciva dela, preenchendo o quarto, misturando-se com o cheiro forte de suor e sexo.
Sasuke sorriu sadicamente, ouvindo os gritos dela. Eles o instigavam a fodê-la com mais crueldade. Sakura... ele gemeu alto quando ela explodiu em outro orgasmo e gritou o nome dele. Logo depois ele a seguiu e agarrou o corpo dela com força quando um arrepio violento atingiu o seu corpo.
Um silêncio pesado e demorado se passou. Ele se levantou para conseguir uma vista melhor do rosto dela. A mão afagando as bochechas, os olhos escarlate com vírgulas giratórias descendo para os olhos fechados dela.
- Você sempre pareceu mais bonita depois do sexo – Sasuke disse com um meio-sorriso sexy.
Os olhos verdes, escurecidos com a luxúria, palpitaram para encará-lo preguiçosamente. Sua pele de porcelana brilhava com o suor, e ela estava enojada com o cheiro de sexo e suor suspenso no ar entre os dois. E ficou ainda mais enojada quando percebeu que ela gostava de ser o brinquedo daquele bastardo, que a fodia o tempo todo, em todas as posições conhecidas e em qualquer lugar que ele quisesse.
- … tão bonita.
Antes que ela pudesse parar a boca, murmurrou brandamente:
- Você quer dizer, tão tesuda.
A expressão perversa dele desapareceu, o sorriso falso congelou. Mas o homem reganhou sua compostura e sorriu cruelmente para ela:
- Por que você tem que dizer palavras assim, hein? - Cachos cor-de-rosa se enrolaram nos longos dedos dele. – Eu senti tanto a sua falta... – Ele sorriu malevolamente para ela. – Sentiu minha falta também?
Sakura virou o rosto, tentando não ser cativada pela ternura dele.
- Sakura-chan… Não ficou com saudades, não é? – Ele lhe dirigiu um olhar de mágoa fingida. – Por quê? Será que a Sakura-chan me odeia?
Ele deu uma risada curta quando os olhos dela se estreitaram.
- Eu não ligo se você me odeia, Sakura. Contanto que você esteja aqui comigo, preenchendo minhas fantasias... Eu não ligo a mínima.
- Sim – ela murmurou –, por que eu sou um passatempo sexual muito bom.
Sakura o sentiu congelar acima dela, o corpo rígido de tensão, mas ela não ligou.
- Eu sou só o seu brinquedinho. Um passatempo – ela acrescentou, insipidamente.
- Um passatempo – ele repetiu numa voz fria, assustado com a forma como as palavras o atingiram como se fossem milhares de chidoris.
Assustada com a mudança brusca de humor, Sakura olhou para ele, franzindo o cenho.
O olhar dele estava escuro e perigoso. O sorriso zombeteiro se fora e foi substituído por uma linha fina dos lábios com o maxilar cerrado. E ela não gostava daquela expressão impassível. Não significava a luxúria animal e desinibida que ela facilmente podia decifrar. Mas... tinha mais a ver com raiva e amargura.
- Um passatempo – ele repetiu lenta e intensamente, os dedos passando pelo cabelo dela...
Os olhos dele perfuraram os dela, mas Sakura, cansada demais, apenas o encarou passivamente. Discretamente, ela recuou quando ele abaixou o rosto para beijá-la.
Os olhos dele brilharam com um fogo escuro de fúria. Aquilo muniu sua raiva contida.
- Você me odeia? – ele perguntou calmamente. Seu rosto era uma máscara de desprendimento para esconder seu temperamento em ebulição.
- Eu deveria… - ela replicou brandamente. – Eu tenho todo o direito de odiar você.
Ele deu um sorriso amargo.
- Claro – disse rispidamente. Um riso rouco soou da sua garganta. – Mas eu não ligo.
- …
"Naruto… Tsunade-shishou… Kakashi-sensei… Ela fechou os olhos. Saber que vocês estão a salvo… me deixa mais forte".
- Sakura…
"Eu fiz isso por eles."
- Abra os olhos.
"Eu… Eu…" Ela abriu os olhos, mas o olhar era vazio
- Olhe para mim.
Pretos pecaminosos encontraram os verdes.
Gentilmente, bem gentilmente, ele depositou um beijo surpreendentemente casto nos lábios dela.
Ela fechou os olhos.
- Sakura – ele segurou uma mecha grossa de cabelo rosa –, você não é um passatempo – ele sussurrou antes de sair de cima dela.
Os olhos chocados da Sakura abriram-se bruscamente, arregalados, enquanto ele estava de pé ao lado da cama, postura ereta, olhando para ela com uma expressão sem emoção. Ela não conseguia ver os olhos dele, mechas grossas e sedosas caíam sobre suas órbitas e sobre o rosto. Um suspiro frustrado escapou dos lábios dele antes de correr uma mão pelo cabelo grosso.
- Descanse – ele ordenou numa voz forte e calma. Fechou o zíper da calça e saiu do quarto.
Continua
