Como era de se esperar no dia seguinte já corria pelo corredores do McKinley High a notícia que Finn havia sido dispensado . Pobre rapaz. Rachel andava pelos corredores semmuito ânimo, mas não parecia triste, estava apenas pensativa.

Rache estava no ponto mais alto da arquibancada. Há dias vinha fugindo de Quinn. Havia feito todo o seu itinerário na cabeça. Não haveria de encontrá-la de forma alguma. Nada adiantava, estava sendo perseguida pela outra menina.

- Rach? - Ouviu Quinn chamando seu nome suavemente.

- O que você quer? - respondeu sem se preocupar se parecia dura ou não.

- Eu queria falar com você.

- Quinn...

Apenas escuta. Me deixa falar, depois você me diz o que você pensa.

- Tudo bem, pode falar. - ela definitivamente já estava exalta de evitar aquela conversa.

- Eu gosto de você. Eu gosto muito. Meu Deus, eu sei que foi errado... olha, me dê uma chance. Eu te adoro. Eu vou fazer valer apena.

- Eu não sei... Eu...

- Olha, eu respeito você. Eu sei o que você está pensando. Eu acho que sei pelo menos... Eu não penso nada de ruim de você, não. Eu não acho que você foi... você sabe... você não foi uma... - não continuou, estava embaraçada demais para falar isso – Você foi especial. Foi e é. Para mim. Por tudo. Não é só pegar você e deixar pra lá, entende? Eu não sou um playboyzinho... Eu sou uma garota como você. Nós temos isso... essa energia entre a gente. Eu nem sei explicar... Mas essa energia é... tipo assim... é tudo. Eu gosto de conversar com você. E você é tudo de bom. É inteligente... Sabe? É talentosa. Você sabe que você é demais? Você nem imagina o que foi ouvir você cantando "Don't Rain on My Parade". Foi... foi...incrível. Eu não quero nada mais que ser sua namorada. Por favor, seja minha namorada?

- Quinn, você não fala sério. Você está fazendo só...

- Não, não estou. Eu queria isso muito antes e você sabia disso. Eu estava... naquele dia... eu só queria a chance de estar com você. Era tudo ou nada. Mas não foi o bastante... Não era assim que queria você. Eu quero você como minha namorada. Eu quero o pacote completo. Eu sinto muito mesmo. Eu deveria ter tentado fazer você ver. Agido da maneira certa. Por favor...

Rachel não respondeu.

- Eu nem sei o que é ter você de verdade. Eu sei que aquele dia foi só... sexo... foi só sexo. Quero muito mais. Eu não queria você estivesse fragilizada, insegura como naquele dia... Eu me aproveitei de sua insegurança. Essa coisa que há entre nós poderia ter sido resolvida com o tempo, né? Eu sei disso. Eu deveria ter esperado você... você iria acabar com ele antes, não é? Eu queria ser alguém que merece estar com você. Alguém que você pode se entregar de verdade. Sem medo. Eu sei que não estou mostrando que sou uma boa opção. Mas eu sinto esse aperto no peito. Eu juro. Você é tão especial. Você não está mais com ele, então poderíamos ao menos tentar.

- Quinn, nós já conversamos sobre isso antes, nada mudou só por que aquela tarde aconteceu. Eu não sei ao certo como eu me sinto agora. Eu não sei o que fazer. Mas você tem que saber que nada mudou. Você e eu... Isso não daria certo.

- Rachel, não era exatamente eu que estava encima do muro. Não fui eu que estava insegura, que não queria conversar. Nós tínhamos tudo aquilo. Aqueles flertes. O jeito que a gente se toca. Eu te falei, você disse que eu iria esquecer pois eu estava apenas confusa. Você sabia...

- Agora é culpa é minha, Quinn?

- Rach... Olha, não vamos esquecer isso. Não vamos por que assim não teremos como fazer as coisas darem certo. Mas nós podemos aprender, não é? Afinal, por que você não queria estar comigo antes? Nem agora que já dormimos juntas?

- Quinn, eu passei o suficiente com Finn. Eu sei o que é namorar alguém que não faz parte do seu nível de popularidade. Veja, eu nunca fui boa o bastante para ele. Ele acabou comigo uma vez por não ser popular o suficiente para estar com ele.

- Eu não sou Finn.

- Não, você não é. Você é Quinn, uma pessoa que passou um breve instante no mundo dos geeks, mas assim que pôde, foi reinstituída no topo da cadeia alimentar do colégio. Você não é Finn, você é mais que ele. Os corredores voltaram a se abrir como o mar vermelho novamente para você passar. O que você acha?

- Não importa como as pessoas agem comigo agora. Espera...

Com isso Quinn desceu as arquibancadas, foi se aproximou do campo, mas não chegou a caminhar de encontro as meninas que estava treinando. Dali mesmo chamou por Sue Silvester.

- Treinadora Silvester, eu estou fora! Eu não sou mais uma Cheerio!

Quinn voltava radiante para uma Rachel estarrecida. Não havia no mundo alguém que pudesse prever o que havia ocorrido. Pois, para quem havia se esforçado tanto para reconquistar tudo que o que tinha perdido os últimos meses , Quinn havia aberto mão daquilo como se não fosse nada. Com um facilidade espantosa. Espantosa para qualquer um, qualquer um que subestimasse Quinn. A menina provava que aos poucos quase qualquer um poderia mudar para melhor.

- Era isso que você queria? Eu posso usar swearters com figuras de animais se você quiser.

- Quinn, você não deveria ter feito isso. Eu não pedi e nunca quis que você fizesse. Depois não venha me culpar.

- Rachel, eu não vou te culpar. Eu não preciso das Cheerios para ganhar uma bolsa numa universidade. Eu tenho minhas notas. Eu sou uma boa aluna. Elas talvez precisem de mim, eu não preciso delas. Eu preciso de Glee, sem dúvidas. Me sinto bem lá. E eu preciso de você mais que tudo. Vamos começar aos poucos, ok? O que você sente por mim não vai mudar. Eu não vou fazer por onde você me esquecer assim tão fácil. Você não me aceita por que quer parar de sentir o que sente por mim, pois sinto muito, vai dar tudo errado. Estou avisando de antemão. Eu vou fazer tudo, tudo para você lembrar o quanto eu gosto de você. E como eu gosto. Você não vai ter a menor chance a não ser namorar comigo.

Ficaram lá sem falar nada. Nada por que Rachel tentava recolocar a cabeça em ordem depois do último acontecimento, enquanto Quinn apenas ficava ali, em pé, com uma expressão determinada.

- Quer saber? Cão que ladra não morde. - disse Quinn antes de deixar uma perplexa Rachel

A vida com garotas ex-hetessexuais, ex-celibatárias, ex-líderes de torcida não era fácil. Isso nossa pequena futura estrela sabia. De inferno em inferno, ela conheceu como Quinn poderia ser. Da criança cheia de frescura do jardim de infância, passando pela Cheerleader from hell do primeiro ano do secundário até a amiga. Não exatamente amiga, pois os sentimentos nunca foram muito certos em relação ao status desse relacionamento nas últimas férias até o presente momento. Havia algo como bem-querer, como confiança, como desejo. Ela sabia que a menina havia vindo a ela por um motivo, mas nos primeiros meses não fazia ideia do que era. Foi quando Quinn falou que sentia algo diferente de amizade. Ela disse que ela deveria pensar melhor. Mas não deixou de querê-la por perto, não parou de chamá-la ou de tocá-la. Era complicado. E ela tinha seus próprio medos.

Mas se Rachel construía um muralha anti-Quinn para não enfrentar o que sentia, Quinn vinha fazendo exatamente o contrário. Vinha se deixando mais a vista. Dizia que seria totalmente gay se uma certa pessoa dissesse sim. Que só bastava um sim. Todos ficavam entusiasmados no ensaios de Glee, pensando que era uma brincadeira. Não era e Rachel sabia disso. O que aconteceria daqui para frente? Coisas impossíveis acontecem? Pelo visto sim. Eis que há o facebook para provar.

Quinn começou uma nova amizade com Sam e mais 3 pessoas.

Quinn mudou seu status de relacionamento: em um relacionamento enrolado

Além disso havia um post de um vídeo. Dizia "Para Rachel Berry. Sim, ela A Rachel Berry." Não havia um data no vídeo, mas parecia ter sido gravado há muito tempo atrás. Talvez Quinn tivesse uns treze anos naquela gravação. Mostrava a menina tentado ajustar a câmera quando esta já estava ligada e depois se posicionado enfrente a ela.

- Parece que todo mudo tem um segredo. Eu também tenho o meu. Eu sei que você se sente sozinha. Eu também. Pode não parecer, mas eu estou. Eu vejo você caminhando pelo corredor. Você está sempre sozinha. Eu gostaria de estar com você, mas não posso. Eu queria ser diferente, mas não tenho forças. Quem sabe um dia? As vezes eu também canto, como você, mas nunca tão bem como você.

A câmera baixa de repente, provavelmente é por que não estava fixada da maneira correta no suporte. Longo em seguida aparece algumas imagens confusas. É Quinn novamente, primeiro seus pés, depois imagens do quarto, tudo de ponta-cabeça. Por fim a menina volta ao seu lugar.

- Eu queria cantar isso pra você.

You're just too good to be true
can't take my eyes off of you
You'd be like heaven to touch
I wanna hold you so much
At long last love has arrived
and I thank God I'm alive
You're just too good to be true
can't take my eyes off of you

Quinn começou um tanto sem jeito, mas realmente não era ruim. Já tinha uma bela voz, mas quase sem nenhuma técnica.

Pardon the way that I stare,
there's nothing else to compare
The sight of you leaves me weak
there are no words left to speak
But if you feel like I feel,
please let me know that it's real
You're just too good to be true,
can't take my eyes off of you

Dessa vez já se notava a menina cada vez mais dentro da música. Sem dúvidas significava muito para ela o que ela cantava. Era repleta de emoção.

I love you baby and if it's quite all right,
I need you baby to warm the lonely nights
I love you baby trust in me when I say
Oh pretty baby don't bring me down I pray
Oh pretty baby now that I found you, stay
And let me love you baby, let me love you

Talvez fosse de se esperar que Quinn estivesse quase as lágrima nesse momento, mas ela estava visivelmente feliz. Feliz em poder dizer. Poder cantar o que sentia.

De repende surgi uma voz ao fundo.

- Quinnie, baby, o jantar já está na mesa. Desça logo.

- Ok, manhê. Já vou. - falou se aproximando da câmera.

- Rach, cupcake, não conta pra ninguém não, mas eu te adoro. Beijos – desligada a câmera

Não poderia ser mais bobo que uma pessoa nos seus treze anos se declarando para uma câmera, mas era sabido que se naquele momento Quinn pudesse ter feito uma serenata na janela de Rachel ela teria feito. E agora ela estava fazendo. Três anos depois ela havia feito o upload de um vídeo seu cantando para Rachel Berry. Não era apenas um pequeno vexame, era um vexame épico. Perigava parar no site afterellen. Bem, de certo todo o McKinley High estaria vendo esse vídeo agora, amanhã estaria em toda a Lima.

Ciente de todo o estrago que o famigerado vídeo havia feito a sua reputação Quinn enfrentou os corredor McKinley High. Via as pessoa abrindo caminho para ela nos corredores, mas não já não er por que ela a Queen Bee, mas por que deveriam estar pensado que era um alienígena em corpo de cheerleader. Ex-cheerleader. Com a cabeça erguida e com a certeza que isso era só o começo ela seguiu para o locker de Rachel.

- Bom dia, flor do dia!

- Quinn!

- Calma. Você precisa de relaxar.

- Relaxar? As pessoas estão estranhas hoje. Você está estranha. Aliás, você é estranha. O que foi aquilo ontem?

- Vai dizer que você não gostou?

- Sim. Eu achei que foi um pouco além da conta.

- Sério. Pois eu acho que foi na conta. E você adorou.

- Você gostava de mim na Junior School também?

- Sim. Desculpa por tudo, mas era difícil antes.

- E agora?

- Agora eu já sei é que é sofrer. Sofri demais. Antes dava para suportar não poder dizer, mas agora é impossível. Eu tenho que fazer alguma coisa para ser feliz. Você poder ser feliz comigo, juntas. O que você acha?

- Eu acho que você é deveras galanteadora, senhorita Fabray. Eu adoraria ser feliz junto a você.

E num outro lindo ato de romantismo açucarado, nossa heroína Quinn e sua amada Rachel selaram seu a promessa felicidade com um beijo. No final da semana o caso delas estava no afterellen: Cheeleader desiste de seu lugar no squad por garota do clube do coral.