Este capitulo tem ligação com uma outra fic da autora, chamada: La Muerte, la Doncella y la Mariposa. Não cheguei a ler, mas pelo o que entendi Paul Millander machuca a Sara. Boa leitura.

Capitulo Dois.

Instintivamente, Grissom quis pegar a mão dela com a sua. Inclusive levantou um pouco o antebraço, mas seu cérebro foi mais rápido e o bloqueou. Ficou ali parado como um militar em fila, com cara de cachorro assustado.

Sara notou a tensão dele que a obrigou a desistir, mas teve que realizar um grande esforço para reprimir sua louca vontade que tinha de seguir acariciando a bochecha dele. Desorientada pela reação ele desviou o olhar, desaparecendo o sorriso.

Grissom conhecia muito bem essa faceta dela e sabia que novamente havia feito algo de errado, somente não tinha idéia do quê. Tratou de aliviar a conversa.

- É que estava justamente me barbeando, quando te vi pela janela... vi teu carro... e desci logo depois de me barbear. – Raios! Não saiu nem parecido com o queria dizer.

- Ah, estava se preparando para sair? Não importa então, não te preocupes. Vou indo. – Disse ela dando meia volta e colocando a mão sobre a maçaneta da porta do carro.

Aaaaaaaaaaarrrggghh! Como eu não disse que estava me barbeando para ela?Rapidamente deu uma volta e parou entre Sara e o veículo. Colocou sua mão sobre a dela, olhando-a de frente e tratando de impedir que abrisse a porta. O contado sobressaltou a ambos, mas tentaram ignorar naquele momento.

-Não se vá! Fique! – Disse ele com o semblante sério de seu repertorio. Não sabia o que mais dizer para evitar a partida dela.

Sara abriu a boca para responder, quando, Grissom mostrou um sorriso, como se havia acontecido algo naquele momento.

- Já te sentes melhor?

Sara fechou a boca sem pronunciar nenhuma palavra e franziu o cenho, desejando escapar um suspiro de frustração. Que homem incompreensível! Não sei porque me surpreende sem uma única vez me perguntar se estou bem e já respondi... 95 vezes!
Com um certo ar de molesta exclamou confundida:

- O quê?!

Levantou uma sobrancelha e sorrindo com satisfação. Grissom voltou a dizer:

- Te perguntei se já se sente melhor. Do ombro.

Sara seguiu sem entender. Levou a mão ao ombro onde Millander havia deixado um rastro: uma ferida de bala que, quase por milagre, não havia atravessado a artéria. Não entendo? Por que Grissom me pergunta isso agora? Não me viu o hospital. Não me viu no laboratório depoi... Sara recordou.

"Quando volta ao laboratório... quando... quando se sentir melhor... Gostaria de jantar comigo?"

- Sim, já me sinto melhor. – Foi a única coisa que conseguiu dizer. Mostrava novamente um tímido sorriso.

- Então senhorita Sara, convido humildemente a jantar comigo.- Disse já com o rosto iluminado de alegria.

- Não se alegre demais, Senhor Grissom, ainda não respondo. – Foi à vingança de Sara.

- Mas falará, quando conhecer o restaurante. – Disse Grissom levantando uma sobrancelha e com um sorriso provocante.

- Ah sim e qual é este restaurante tão especial?

- La Maison du Griss – Disse com um horroroso francês, mas Sara causava tal ternura que era capaz de perdoar tal erro de pronuncia.

-Humm - Sara quis parecer estar indecisa – E o chefe sabe que sou vegetariana?

- Claro que sim. Por acaso não se recorda de uma planta que foi enviada para seu domicilio? Cortesia da casa.

Sara o olhou perplexa, mas não disse nada a respeito. Decidiu não continuar com tom travesso.

- Riu ante da evidencia. – Disse citando alguém. – Esta bem, Grissom. Aceito seu convite. Mas de verdade quer mesmo jantar na sua casa? Quero dizer, não sei se você tem o necessário e...

Dava-lhe vergonha admitir que preferia um terreno mais "neutro" para seu primeiro encontro. É um encontro! Deus espero que não! Há passado tanto tempo que tive um encontro com alguém! Espero que não se passe na cabeça de Grissom que isto pode chegar a ser... a ser... quê?

Grissom notou que Sara refletia. Temeu que se arrependeria. Há tantas coisas que quero te dize, não se vá!

- Quer que eu te diga a verdade, Sara?

-Sim! - Os joelhos de Sara tremiam.

- Sempre tive o que necessito. Só faltava você.

Instalou-se um silencio. Sara não sabia o que dizer. Não se atrevia a se alegrar. É que às vezes não sabia se Grissom dizia esse tipo de coisas como uma confissão ou era outra simples afirmação. Decidiu não olhar para os olhos quando subiam para o apartamento. Não posso crer que finalmente vou jantar com ele e em sua casa!

TBC