A luz da manhã adentrava as frestas das madeiras daquela casa, iluminando seu interior, deixando a mostra o pequeno menino,deitado de bruços no chã seco contrastava com sua pele pálida,braços cortados e machucados estavam estirados. Pouco a pouco o menino levantou-se,com dificuldade;tossiu e algumas gotas de sangue saíram de seus lábios,os quais ele limpou usando as costas das mãos. A visão estava confusa, borrada, o que ele conseguia distinguir é que estava sozinho naquele a boca e o som que saiu dali era apenas um novamente.

"Ruka..."

Nenhuma resposta. Cambaleou para fora da casa,apoiando-se nas paredes frágeis,a porta de entrada esquecida no chã passos lentos e dolorosos chegou ao centro do vilarejo e seus joelhos cederam.A sua frente amarrada em uma tora de madeira,com o rosto quase irreconhecível,estava sua querida irmã,os cabelos esvoaçando na direção contrária a do vento,seus olhos caídos,opacos,os lábios entreabertos.É bem verdade que Asato não conseguiu nem mesmo ficou ali,observando o rosto ferido e sem vida de sua irmã.

Mal percebeu os passos atrás de si,acumulando-se,formando uma multidão,novamente armada em sua uma vez aquele ancião foi a frente.

"Tudo isso poderia ter sido evitad..."

Foi um golpe rápido e ninguém entendeu logo a principio. A cabeça do homem rolava pelo chão. Este foi o estopim .. caindo. Medo... A morte. E Asato permanecia imóvel, encarando a irmã com os olhos perdidos e vagos.