Lágrimas na oitava casa

Segundo capítulo - O fim do começo

Camus fala:

Certo dia estava eu, Shura, Mu, Máscara da morte e Afrodite indo atender um chamado de Saori, após termos comprado um material para uma festa que se realizou não faz muito tempo, principalmente porque foi umas das que não terminou em confusão. Quando chegamos perto da casa de Escorpião, vimos Miro entrando nela, carregava uma caixa. Acharam isso bastante estranho, o quê Miro estaria fazendo com uma caixa, mesmo que pequena, levando à casa dele, ou mesmo que Saori o tivesse pedido, a caixa assemelhava-se a um faqueiro, então pra quê ela iria precisar de um faqueiro, tendo tantos? Logo que vi isso não achei que fosse nada demais, mas Afrodite, Shura e Máscara da Morte têm um poder incrível de ver coisas inexistentes em situações cotidianas.
Acharam logo que se aquilo realmente fosse um faqueiro, logo ele usaria as facas para se cortar, e possivelmente usaria os garfos para se furar, assim morrer lentamente e de forma bastante dolorosa. O que seria mais doloroso que morrer envenenado? Nunca pensei que Miro seria capaz de tornar- se um masoquista, ou será que ele sempre foi um e eu nunca percebi? Não sei, nem quero pensar na possibilidade de existir um masoquista entre nós no Santuário, se bem que, há uma grande probabilidade que comprove a existência de pessoas com costumes variados e caras variadas. Como Shaka que, por exemplo, até pode ser próximo de Deus, mas duvido muito que seja a reencarnação de Buda, e que Buda era um iluminado, e os iluminados alcançaram o máximo de sabedoria entre suas vida, sendo assim, um iluminado não reencarna.
Senti-me um jornalista, ou um fotógrafo que invade a privacidade de qualquer pessoa sem saber, e às vezes sabendo, se ela concorda com isso ou não. Nunca fiz isso, espero não fazer nunca mais, mas tenho um pouco de certeza que Mu adora fazer, fui motivado a observar de longe o que Miro estava fazendo com o faqueiro.
Então estávamos lá, nas escadarias observando escondidos o que fazia Miro, até que resolveram ir lá, tentar falar com ele, sem opção fui.

Na casa de Escorpião...

- ¿Qué está tu haciendo ahora, Milo?

- O quê? - Miro se vira para ver o que está acontecendo, encontra Afrodite, Shura, Máscara da Morte e Camus.

- O bode perguntou o que você está fazendo. - responde Máscara.

- Não vos interessa. - e se vira novamente.

- É claro que sim, mirinho... Olha, se você está tristinho por causa do cubo de gelo, não precisa ficar assim, as pessoas vão e vêm, e eu te consolo...... - fala Afrodite.

- Saiam daqui!

- Miro, mesmo que você esteja profundamente triste com qualquer que seja o motivo, tente ser forte, não deixe que essa amargura te leve à....

Enquanto Mu fala, Miro apenas apanha um de seus escorpiões de estimação de cima de sua mesa, um escorpião bem gordo por sinal. Se vira novamente e olha os cavaleiros presentes bem sério.

- Escutem bem, tanto eu quanto o Escorpião-rei estamos com bastante vontade de envenenar alguém, então se não saírem daqui agora, vivos não sairão! - todos engolem em seco, sorriem e saem de fininho da casa de Escorpião.

- Quando, Escorpião-rei? Quando esse dia chegará e eu terei coragem, quando? - suspira olhando o escorpião.

O que posso dizer sobre o que houve conosco naquela ocasião é que, não pensamos duas vezes em sair da casa de Escorpião, não iríamos enfrentar Miro que aparentemente não tem nada a perder. Como diz um provérbio japonês 'Quem muito remexe o mato acaba achando uma cobra', claro que não seria exatamente assim, mas se insistíssemos muito naquela dúvida, certamente Miro não hesitaria em descontar toda a sua raiva, que provavelmente seria de mim, em todos ali presentes. Nós não iríamos ficar para ver ou comprovar os fatos.
Na noite daquele mesmo dia, fui deitar-me cedo, mas preocupado com Miro, pois se o dia em que gravei em minha memória for o mesmo dia em que está marcado no calendário da casa de Escorpião, ele não demorou a chegar.
Mas não foi só isso que tirou o meu sono naquele dia, foi uma das malditas reuniões de Afrodite, com todo aquele barulho. Mas quem consegue dormir escutando "Oh! Não e abandone, Rodolfo Roberto!", e o choro angustiante de todas as mulheres que assistem aquele lixo cultural? Levantei-me e fui olhar as estrelas, mas naquele dia eu não estava com muita paciência para com ninguém, principalmente com visinhos homossexuais que montam telões e fazem um mini-cinema ao lado de sua casa, e que só exibe novelas mexicanas. Fui reclamar à Afrodite, já passava das 23:00 e ele não parava com essa palhaçada.

Casa de Aquário...

Camus sai de sua casa bastante irritado, vai à casa de Peixes e para em frente ao telão.

- Camuzinho! Você é lindo, mas sai da frente do meu telão! - grita Afrodite.

- Afrodite, ou você desliga isso, ou...

- Ou o quê, fofo?

- Ou eu congelo tudo.

Afrodite engole em seco, sobe em cima de uma das cadeiras e se vira para todas as mulheres ali presentes, olhando-as maliciosamente grita:

- MENINAS!!! O QUE FAZEMOS COM UM HOMEM BONITO, À NOITE FORA DA SUA CASA?

Todas se levantam e gritam em coral:

- PEGA!!!!

Camus não imagina o que pode acontecer, mas prefere não ficar ali para ver, corre desesperadamente sem rumo, com as taradas e o tarado famintos atrás dele. Seu único trunfo contra as garotas é a de ser um cavaleiro do Zodíaco, e sendo um cavaleiro de ouro ele pode atingir a velocidade da luz, então se esconde na casa de Escorpião, enquanto Afrodite e suas companheiras procuram por ele, já que o cavaleiro de peixes preferiu ir no ritmo das garotas.

- Puf...puf... Finalmente.... Finalmente me livrei delas.... - fala Camus após ter fechado a porta da casa de Escorpião.

- Camus??!! O que você está fazendo aqui?! - Miro salta de seu sofá ao ver que seu amigo está lá.

- Olha, Miro, desculpa entrar aqui sem avisar a essa hora, mas é que....

- Tudo bem, Camus. - Miro se senta em seu sofá novamente, apóia sua cabeça em suas mãos, que seus braços estão sobre suas pernas.

- Miro... O que há?

- ... É que...

Antes que Miro pudesse falar, Afrodite descobre onde Camus está, elas invadem a casa de Escorpião e levam Camus, Miro permanece imóvel, mesmo ouvindo os gritos:

- NÃÃÃOOO!!! ME SOLTA!!

- NÃÃOO!! AÍ NÃO! NA MINHA CALÇA NÃO!

- Meu melhor amigo foi atacado por um grupo com mais de 20 mulheres famintas por sexo e uma bicha tarada e pede socorro, o que faço? - fala Miro consigo mesmo, se levanta e tira de uma gaveta de um móvel uns tapa- ouvidos e os põe. - Assim está melhor.

- SAI! TIRA A MÃO DAÍ!!

- SOCORROO!!!!

Eu... Eu vi coisas horríveis naquela noite... Mas agora sei que Afrodite não é homossexual.
Mesmo com o trauma daquela noite, no outro dia quando me recuperei, fui visitar Miro, pois no outro dia quase que ele me contava o que estava havendo com ele, se não fosse Afrodite e suas amigas...

Na casa de Escorpião...

Miro preparou seu almoço, algo não lá muito nutritivo nem que suprisse uma quantidade de vitaminas necessárias a ele, pois além de não ter vontade de fazer nada, não sentia fome, comia só para não morrer logo. Mas, porém, a comida não fez nenhum efeito esperado pelo mesmo, deu-lhe uma dor-de- barriga dos infernos, e já faz algum tempo que ele está no banheiro, pensando se não foi na hora de pôr o sal na comida que a Antares a infectou.
Após vencer as escadarias do Santuário, Camus chega a casa de Escorpião, procura por seu amigo, e não acha. Provavelmente ele está no banheiro, lugar onde ele não o procurou.

- Miro, você está aí? - pergunta Camus parado na porta fechada.

- Camus?! O que faz aqui? - pergunta Miro, no banheiro, do outro lado da porta.

- Miro, você não quer me contar o que está havendo com você, por que você está assim?

- Camus! Você nunca vai compreender! Agora sai daqui!

- Mas Miro, você nunca escondeu algo de mim, por que você não quer me contar o que sente?!

- Camus, não te interessa o que eu fiz ou deixei de fazer, e você não vai compreender o que sinto, você entendeu?

- Me interessa sim, e eu me preocupo com você, o que você está sentido, prometo que me esforçarei a entender claramente! Pode me dizer, Miro.

- Eu já lhe disse que não vou lhe contar, VOCÊ OUVIU, CAMUS? ENTENDEU O QUE EU DISSE? VOCÊ ME OUVIU?!

- SIM MIRO, EU ESCUTEI, NÃO SOU SURDO! E se você não quer a minha presença por aqui, não tem problema, já estou me retirando. - e sai.

- "Urrrg.... Pra quê ele quer saber o que sinto agora? Para ironizar com a minha cara para sempre?" - pensa Miro.

Eu realmente não entendo o porquê dele querer esconder algo de mim, e ser grosseiro como foi, mas tudo bem, mas tarde ele acabou me contando. Depois daquele episódio, alguns dias se passaram. Certo dia estava muito quente, parecia que a Grécia inteira iria derreter sobre nós, então sai de minha casa e fui dar uma volta pelo Santuário, parei na entrada, não das doze casas, na entrada do Santuário. Fiquei lá por alguns minutos, até que, es que surgiu uma garota, muito bela, alta, esbelta, seus cachos dourados caiam sobre seu corpo, se parece muito com o Miro, vestia roupas de sacerdotisa, como as Oráculos da Grécia. Venho a mim e...

- Gostaria de falar com o cavaleiro de Escorpião. - fala a garota.

- Quem você? Como entrou aqui? - responde friamente Camus.

- Garanto que não sou uma inimiga, depois eu me apresento, só peço que me leve ao cavaleiro de Escorpião.

Vi que tinha seriedade em suas palavras, então a levei até Miro...

Continua...


Olá! Esse capítulo ficou um pouco maiorzinho, acho que quando estou doente a minha mente insana funciona melhor... hehehehe.... : p
Bem, na parte em que Miro grita com Camus foi inspirada no episódio do mangá (edição brasileira 18), que na minha opinião é um tanto maliciosa.. huhhuuhu....
E quanto à dúvida, bemmm..... pode até ser um yaoi, leiam e descubram, mas acho que estou me contaminando com a Bactéria - Yaoi! Ela é perigosíssima, está em todo lugar, e é muito fácil de contrair-la, é só fazer um fic com Miro e Camus juntos que... já era, pegou ela! Será que tem cura? Alguém pode me dizer? Ou vou ter que me contentar que os dois nasceram um para o outro? SOCORRO!!!