Título: Every Lyric in Us
Autora: Rebeca Maria
Categoria: pós Every You & Every Me
Advertências: Futuro smut, Angst.
Classificação: M/MA - Nc17
Capítulos: Este é o segundo
Completa: Não
Sinopse: "Há uma música para cada casal. Uma música para cada momento. Mas há várias músicas para uma mesma história."
Every Lyric in Us
Capítulo 02
7 Keys
T. Brennan & S. Booth
Angst / Romance
Smut
7 KEYS
"Meias, Bones." – ele falou, inclinando-se até o criado-mudo e apanhando um par de meias listradas em vermelho e preto e passando para Brennan, que estava ao lado dele na cama.
Ela o olhou com as sobrancelhas erguidas e inclinou a cabeça. Depois voltou a olhar os papéis à sua frente, ignorando o par de meias de Booth.
"Eu não vou calçá-las." – ele suspirou e, no instante seguinte, sentiu todo o seu corpo de arrepiar quando os pés de Brennan –que mais pareciam dois cubos de gelo- tocaram a pele dele.
"Eu tenho certeza que você faz isso para me provocar."
"Você está certo." – ela falou, sem muita expressão na voz, apenas para provocá-lo ainda mais.
Booth sorriu e sentou-se na cama, aproximando-se de Brennan e passando as mãos ao redor da cintura dela enquanto beijava os ombros e pescoço.
"O que você tanto olha?"
"Contas." – ela disse e separou algumas pilhas de cartas de um lado – "Propagandas." – uma nova pilha – "Boletim dos meninos." – Booth pegou os dois boletins já abertos e começou a olhar – "Então, o que faremos com Parker?" – ele não respondeu, apenas continuou olhando as notas dos meninos.
"Luccas está caindo em..."
"Sim, eu sei. Vou falar com a diretora e adiantar o Luccas uma série ou duas."
"Mas se as notas estão caindo..."
"Ele me disse hoje que as aulas são muito chatas de tão fáceis que são. E que ele está entediado, porque o assunto é muito... idiota. Foi o que ele disse. Eu tive o mesmo problema quando eu era da idade dele. Perdi o interesse porque tudo era fácil demais. Se adiantarmos ele, você vai ver, as notas dele vão subir, porque daremos um desafio maior ao nosso filho." – ele sorriu para ela, concordando – "Tem mais essa do colégio, marcando reunião com os pais. E mais uma do Jeffersonian, sobre o baile de..."
"Homenagem ao diretor John Evan." – Booth completou com um sorriso, apanhando a carta do Jeffersonian das mãos de Brennan – "Arrume seu vestido, Temperance, que em um mês nós temos um baile."
"Por quê?"
"Porque eu estou te convidando." – Booth afastou as cartas até elas caírem no chão e, antes que Brennan pudesse se inclinar para pegá-las, ele a segurou e colou seus lábios aos dela, no mesmo instante em que sua mão subia pelo corpo dela até tocar um dos seios.
"Mas eu não quero ir. Você sabe como eu não gosto dessas coisas, Booth." – ela resmungou, entre um beijo e outro.
"Você vai comigo, como minha acompanhante, e eu faço o que você quiser." – ela riu com o canto dos lábios e soltou um pequeno gemido quando sentiu a mão de Booth descer até acomodar-se entre as pernas dela – "Por favor?"
"Promete? O que eu quiser?"
"Prometo."
"O-ok."
Booth inclinou-se sobre o corpo de Brennan, fazendo-a deitar, deixando-o por cima. Ele pressionou a mão com mais força e intensidade entre as pernas dela e levou aos lábios até seu ouvido, sussurrando um "Quão silenciosa você pode ser, Temperance?", fazendo-a arquear o corpo, suspirar e dizer "Vai depender de quantos orgasmos você me der.". E ele apenas sorriu. O sorriso fino e charmoso de quem está aprontando algo.
x.x.x
Hodgins imediatamente segurou Booth e afastou-o do outro agente, e então se meteu entre eles. Booth respirou fundo e sentou-se no sofá, ainda com muita raiva.
"Eu tenho duas notícias." – o cientista falou, olhando de Booth para o agente e para Angela, que observava tudo atentamente – "Uma boa e uma ruim. E eu acho que vocês vão preferir ouvir a boa primeiro."
Booth e o Agente González olharam curiosos para Hodgins, e ele estava prestes a falar alguma coisa quando a porta do escritório se abriu novamente.
x.x.x
"Hei, Booth idiota!" – Parker, Luccas e Julie olharam para o lado e viram Robert Milles acompanhando eles numa bicicleta – "Fiquei sabendo que a mãe gostosa de vocês fugiu com outro homem e deixou vocês abandonados. Eu queria ser esse homem, só para ver de verdade como sua mãe é gostosa." – as palavras eram bastante ofensivas e o tom alto e provocante.
"Cala a boca, Milles." – Parker advertiu, já fechando o punho.
Robert Milles tinha 13 anos, a mesma idade de Parker, e estavam na mesma sala. Desde sempre houvera uma briga entre os dois e, por mais que Milles sempre saísse perdendo quando havia alguma briga realmente física, ele nunca desistia de irritar Parker.
"Ah, desculpa, eu errei. Ela não é sua mãe, não é mesmo, Booth? Porque a sua mãe de verdade também te abandonou. E pelo que vejo, seu pai não veio buscar vocês. Será que ninguém te agüenta mesmo?"
"A mamãe nunca abandonaria a gente, idiota." – Luccas gritou, dando língua para Milles – "Nem o papai."
Milles desceu da bicicleta e andou alguns passos até ficar mais perto de Parker, mas ainda obedecendo uma distância relativamente segura. Ele era alguns centímetros maior que Parker, mas era mais magro e desajeitado.
"Ou será que o problema é com os Booths? Primeiro sua mãe abandonou seu pai, depois você. E agora a sua outra "mãe" abandona de novo seu pai e você e seu irmãozinho retardado. Então talvez o seu pai não tenha abandonado vocês. Talvez esteja só com vergonha de aparecer por aqui. Vocês também deveriam estar com vergonha, aliás."
O movimento do punho de Parker foi rápido e certeiro, acertando em cheio o rosto de Milles. O garoto deu alguns passos para trás por conta da força do soco, mas então, quase tão rápido como Parker, Milles revidou e acertou um soco bem no olho dele. Os dois caíram no chão, engalfinhados e tentando se bater. Parker ainda acertou dois socos em alguma parte do corpo de Milles, que tentava se proteger com os braços, antes de alguém puxá-lo para trás e se colocar entre ele e o garoto maior.
Quando Parker distinguiu quem era, viu um garoto da altura dele, com cabelos castanhos e olhos muito verdes olhando para ele de um jeito muito sério.
"Merda, Parker!" – o garoto reclamou e olhou de Parker para Milles – "Some daqui, Milles." – ele avisou, quando Milles ameaçou partir para cima de Parker novamente – "Some daqui AGORA, senão você tá ferrado!"
Milles fez o que o garoto mandou, apanhou a bicicleta e sumiu na primeira esquina. O garoto que acabara de chegar olhava de Parker, que estava andando de um lado para o outro com as mãos na cabeça e reclamando qualquer coisa que ele não distinguia, para Luccas e Julie que olhavam meio preocupados, meio divertidos com a situação.
"O que foi dessa vez, cara?" – Parker olhou para o amigo e depois andou até perto do irmão e Julie. Apanhou as duas mochilas caídas no chão e colocou nos ombros.
"Ele é um idiota, Derek, e você sabe disso. Eu não podia deixar ele continuar falando aquelas coisas... não na frente..." – ele fez um gesto com a cabeça, apontando para Luccas e Julie, e abaixou o tom de voz – "...deles."
"Ok." – Derek falou com um sorriso – "Pelo menos dessa vez não foi na escola." – ele deu um soco com o punho fechado no ombro de Parker, fazendo-o sorrir de volta – "E da próxima, pelo menos me deixa entrar na briga, ok? E tira as crianças de perto antes." – Parker riu alto.
"Se meus pais souberem que eu briguei com o Milles de novo eles vão me matar."
"Eles vão saber." – Derek falou com bastante certeza – "Seu olho vai ficar roxo."
"Merda." – Parker reclamou e virou para Julie e Luccas – "Se alguém perguntar, eu caí de bicicleta."
"Mas você não tem uma bicicleta, Parks." – Luccas constatou.
"Era a bicicleta do Derek."
Os quatro riram e Derek começou a caminhar do lado deles. Ele virou-se para Luccas e apanhou a mochila dele. Parker convidou Derek para passar o resto da tarde na casa deles, e então de noite o pai o levaria para casa.
"Onde vocês estão dessa vez?"
"Na casa da Bones. É maior, e meu pai diz que já que ela está viajando, ele pode sentir o cheiro dela melhor na casa dela do que na dele."
"Brega." – Derek falou e riu.
"Totalmente." – Parker confirmou.
"Pizza?"
"A gente pede duas quando chegarmos."
x.x.x
Brennan olhou da fita amarela que antes isolava seu escritório, para Booth com o supercílio cortado no sofá, e para o esqueleto sentado em sua cadeira.
"Por que meu escritório está isolado? Por que tem um esqueleto na minha cadeira? Por que o Booth está algemado?"
Ela fez as perguntas muito rapidamente, apontando para a fita isolante, o esqueleto e Booth respectivamente. A cada palavra, o coração de Booth acelerava e seus lábios formavam um sorriso ainda maior.
"A primeira notícia boa era que a Dra. B, aqui presente, não está morta." – Hodgins falou com um sorriso – "E foi bastante adequando que ela chegasse no momento certo. A segunda notícia boa é que o vídeo de segurança foi alterado, então nosso amigo Booth foi vítima de um cilada." – Booth olhou para o Agente González e fez um gesto para que ele retirasse as algemas – "A notícia ruim é que o escritório ainda é uma cena de crime."
Quando Booth viu-se livre das algemas, ele apenas levantou e andou rapidamente até Brennan. Passou os braços ao redor dela e a trouxe para bem perto de seu corpo. Apanhou seus lábios num beijo profundo e demorado. Necessitado.
"Oh meu Deus, Temperance! Nunca mais faça isso comigo."
"Eu não..." – ela tentou dizer, mas ele a interrompeu quando a beijou novamente.
"Eu nunca mais vou te deixar longe dos meus olhos. Nunca mais."
"Isso é tecnicamente..."
"...impossível, eu sei. Mas eu não ligo."
Houve uma pequena batida na porta do escritório e todos olharam. Cam estava parada, atônita, olhando de Brennan para o esqueleto. E antes que ela pudesse falar alguma coisa, Angela interrompeu quando se abraçou à amiga.
"Então... eu não sei o que está acontecendo aqui." – Cam falou.
"Tem um esqueleto na minha cadeira e eu não sei por quê."
"Não é você ali?" – Cam perguntou, mais para absorver a informação do que para obter uma.
"Obviamente que não. É impossível estar em dois lugares ao mesmo tempo."
"Então isso explica porque foi deixado um pacote para você na recepção alguns minutos atrás."
Cam estendeu o pacote para Brennan que o abriu rapidamente. Retirou de lá uma pequena escultura de metal de um esqueleto sentado numa cadeira com uma caneca na mão. Ela olhou para a escultura e para o esqueleto em sua cadeira. Era a mesma posição. Dentro do pacote também havia um bilhete, escrito em um papel negro com uma caveira em marca d'água, que Brennan apanhou para ler e Booth leu por cima do ombro dela.
"Querida Dra. Brennan,
A sua aparição antes da hora estragou todo o meu suspense e drama. É uma pena. Eu estava prestes a ver o Seeley desabar novamente por você ter morrido. Pela segunda vez, mas não de verdade. Mas nem tudo é como queremos, certo?
Esta na sua cadeira poderia ser você, mas não é, e todos já perceberam isso. Mas ela tem marido e filho, como você. Ou tinha.
E além dela, mais alguns virão. Esqueletos. Esculturas. Pelo menos 4 esqueletos e com certeza 7 esculturas. De todos, com certeza haverá pelo menos um verdadeiro, um desaparecido, e o último terá um tempo de vida que dependerá apenas de você.
Atenciosamente
Skullptor"
Brennan leu a segunda vez em voz alta, para todos ouvirem, e segundos depois Booth já estava mandando todos os agentes vasculharem todo o perímetro ao redor do Jeffersonian. Quando quase todos saíram da sala, exceto por Hodgins, Angela e Cam, Booth parou na frente de Brennan e retirou a carta das mãos dela e a pequena escultura em metal.
Ela pensou em falar algo, em retrucar, mas quando viu, Booth já a tinha em seus braços, num abraço ainda mais apertado do que o primeiro.
"Pelas próximas horas você não vai retrucar comigo, Temperance." – ele sussurrou, apenas para ela ouvir, e então a beijou profundamente – "Porque tudo isso foi um maldito sonho."
Fim do Segundo Capítulo
