NA: Eu gostaria de agradecer a todos os comentários que eu recebi, mesmo sendo poucos. *_____________* OIASUDOAIUDOAUDOSIUDOSI E queria agradecer também a todos os comentários das minhas short's. Fiquei feliz que vocês gostaram. Eu realmente me surpreendi com tantos comentários. Muiiito obrigada e nom capítulo. :D

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This Surprise – Por Luxúria Black

Capítulo 1

Me sentei em cima da privada e esperei que os minutos se passassem. O ponteiro do relógio parecia pesado e lento, como se pudesse sentir minha angustia e se divertisse com a pressão que eu estava sofrendo.

Tic! Tac! Tic! Tac!...

Cada barulho parecia um soco na minha testa. Era assustar como o tempo pode mudar realmente nossas vidas. Agora eu entendia o porquê de Edward reclamar da eternidade. Ela podia ser lenta e torturante.

Era engraçado me pensar nessa situação. Gravidez nunca me passou pela cabeça, principalmente depois que Carlisle tinha dito que vampiros não podem ter filhos. Então, proteção não era preciso. Eu sabia que Edward era tão virgem quanto eu. Foi engraçado pensar que ele me ensinou tanto quanto eu o ensinei.

Suspirei e me levantei indo em direção a pia olhar a pastilha de farmácia. Outro suspiro e fechei meus olhos.

Havia aproveitado que Edward tinha saído para caçar e fui visitar meu pai. Fazia boas semanas que eu não o via. Então, como presente, ele propôs sair para comprar alguma comida fria, para não me fazer cozinhar. Eu tomei esse tempo para que eu pudesse tirar minhas dúvidas de vez.

Corri para o banheiro. Claro, seria bem mais fácil perguntar a Alice. Rápido, eu diria. Só olhar para seus olhos, se estivesse brilhando ... eu estaria em pequenos problemas.

Peguei a pastilha e olhei:

Positivo

Senti um vento gelado passar pela minha espinha. Eu estava com um pequeno e doce problema para resolver.

Tentei descer as escadas, mas minhas pernas estavam tremendo em conjunto com minhas mãos. Um terremoto poderia passar por Forks nesse momento que eu não notaria a diferença por causa da tremedeira.

Sentei-me ao lado do criado que suportava o telefone, no chão, sem me importar se Charlie podia aparecer e me encontrar naquela situação sem explicação. Tirei o telefone do gancho e liguei para a única pessoa que poderia me ajudar nesse momento.

- Alô?

- Alice?

- Estava esperando sua ligação, Bella – ela disse suavemente. Foi quando eu confirmei todas minhas suspeitas. Um teste de farmácia não era totalmente válido.

- Me ajuda – segurei um soluço e percebi que estava chorando. Levei a mão desocupada ao meu ventre, pensando que algo realmente estava nascendo dentro de mim. – Eu não sei o que fazer.

- Primeira coisa que você tem que fazer é respirar fundo e pensar em Charlie, pense no sofrimento dele em te ver chorando. Ele vai chegar em poucos minutos. Então, limpe essas lágrimas que eu estarei aí daqui a pouco, ok?

- Não demora – pedi, respirando fundo.

Como foi previsto Charlie não demorou muito a chegar com uma pizza nos braços.

- Resolvi comprar pizza pronta. E ainda trouxa refrigerante – falou, orgulhoso.

- Obrigada, pai – arrumei a mesa da cozinha com a pizza e o refrigerante e nos sentamos.

- Então? Me conte sobre sua vida de casada – ele perguntou, tentando não parecer desconfortável.

- Você não precisa saber se não quiser.

- Eu quero estar presente em cada momento da sua vida, Bella. Eu não pude fazê-lo quando você era menor, quero tentar agora.

- Pai – suspirei. – Não é diferente do namoro, nos apenas vivemos sobre o mesmo teto. Eu ainda caio e me machuco e ele, como sempre, me leva para Carlisle me examinar – Ele riu e eu o acompanhei mesmo estando apreensiva.

- Você esta bonita, Bella – ele disse, me observando. – Não que você não seja, mas, eu acho que esse casamento lhe fez bem. Você esta mais corada, parece realmente feliz.

- Eu sempre fui feliz, pai. Desde o momento que eu cheguei em Forks, eu fui feliz – estava sendo difícil falar isso, mas eu não poderia deixar passar a oportunidade. Charlie pareceu realmente tocado com minha fala e clareou a garganta.

- E a família? Como os Cullens te tratam? – tentou mudar de assunto, colocando outro pedaço de pizza na boca seguido de um enorme gole de refrigerante.

- Eles são super carinhosos comigo, me consideram como uma filha. Acho que se deve ao fato de Esme e Carlisle terem tantos filhos, mais uma não é algo que possa incomodá-los.

- Isso é bom.

- Sim.

Logo o silencio reinou, mas foi interrompido por batidas na porta.

- Eu atendo – pulei da cadeira já sabendo quem era. Suspirei encarando Alice. – Por que demorou?

- Como esta? – me segurou pelos ombros.

- Nervosa, ansiosa, aflita, confusa e mais um monte de coisa.

Alice riu e entrou quando a convidei. Charlie logo a encarou com um sorriso enquanto limpava a boca com um guardanapo.

- Que bom vê-la, Alice – se abraçaram.

- Digo o mesmo, Charlie – ela sorriu e olhou para a mesa da cozinha. – Estavam comendo?

- Aceita um pedaço de pizza?

- Ah, não, muito obrigada – ela virou-se para mim e piscou o olho esquerdo, virando-se novamente para Charlie. – Eu sei que Bella vem para passar a noite, mas eu preciso da ajuda dela. Ela poderia ir pra minha casa, mas nós podemos discutir aqui mesmo sobre a cor da cortina do seu quarto. Eu esta pensando em bege, quase marfim, para dar uma luminosidade no quarto, até a noite. E na cama eu ...

- Er ... Bom, Bella pode voltar outro dia para me visitar – falou Charlie. Talvez a idéia de discutir algo que envolva, eu, Edward e um quarto não parecia legal.

- Ah, sério que eu posso roubá-la? – ela parecia realmente surpresa. Merecia um oscar.

- Pode colocar as algemas – Charlie sorriu diante dos olhos brilhantes de Alice e eu revirei os olhos.

- Bom, vá pegar suas malas.

Em poucos minutos que havia me despedido de meu pai e entrado no porche amarelo. Logo estávamos na estrada que dava a casa dos Cullen.

Foi quando um pesado suspiro saiu do meu corpo, foi quando eu percebi o choro chegando. Olhei para a janela, respirando fundo. Senti algo na minha garganta se apertar, doía.

- Você vai ter que se acalmar, Bella. Ou eles perceberam que tem algo errado.

- Eles vão saber de qualquer jeito. Eles iram escutar o coração.

- Não, ele não escutaram. Não ainda, pelo menos – estacionou na enorme garagem e me olhou. – Pronta?

- Não – suspirei.- Alice! Cuidado com o que vai pensar perto de Edward.

- Ah, com isso não se preocupe – bufou com indiferença. – Não é como se nós mulheres não pensássemos em filhos o tempo todo. Principalmente quando não se pode tê-lo.

- Alice, como isso foi acontecer? Eu não poderia engravidar do Edward.

- Bella, nós não pensamos no obvio. Esme, Rosalie e eu não podemos ter filho porque nosso organismo esta morto de certa forma. Isso é muito complexo para explicar. Mas digamos que nossa "fábrica" esteja parada.

- Mas Edward ...

- Não é o homem que fica com a criança na barriga, meu bem – falou com carinho. – Nosso sistema protetor, digamos assim, foi morto quando nos transformamos. Apesar de termos hormônios, desejos como humanos. Vampiras não tem tabelinha¹, isso é obvio, mas, bom, como já disse, complexo.

- Então, a questão sempre foi com as mulheres, não com os homens?

- Realmente é uma boa pergunta. Eu nunca escutei história de mulheres vampiras com humanos ou ao contrário. A não ser você e Edward – ela sorriu. – Pronta para entrar?

- Eu não sei. Será que eu devo contar para Esme ou Carlisle? Talvez Rosalie.

- Acho que você não tem que conversar com ninguém a não ser Edward.

- Claro – sussurrei, ficando nervosa.

- Ele só chegara a noite, você provavelmente vai estar dormindo – ela falou saindo do carro e eu a segui. – Então não precisa se preocupar tanto agora.

- Será que Carlisle não percebera nenhuma diferença em mim, até Charlie percebeu. Mas ele pensou que era pelo casamento.

- Carlisle é discreto, então não comentara nada – disse, pegando minha mala. – Vamos entrar.

Ela passou a mão pelo meu ombro enquanto segurava a mala com a outra. Suspirei e deixei ela me guiar em direção a casa. Não tinha mais volta. Eu estava grávida, tinha dezoito anos e não sabia o que fazer. Tudo bem que eu estava casada e feliz, mas ainda havia uma enorme interrogação na minha cabeça.

Eu tinha que respirar fundo, tentar parecer normal e esperar Edward chegar em casa para lhe contar as novas.

Um bebê. Um pequeno sorriso apareceu no meu rosto e encarei Alice.

- Um bebê – eu disse, e vi seus olhos brilhando.

- Eu sei, eu estava pensando em um quarto ao lado do seu e de Edward com uma pequena varanda. Você vai adorar as amostras que eu peguei numa loja. Tem cores de todos os tons. É perfeito.

- Alice! – gemi e sorri.

Ela nunca ia muda.

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¹ Tabelinha: eu achei melhor escrever isso do que "Vampiras não tem período menstrual", pareceu mais bonitinho, o que de fato é, vamos concordar. *______*

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NB: Eu adorei tudo, mesmo. De montão. Mas preciso, é essencial, não vivo sem saber essa: CADÊ O RESTO? *louca* Como é o caso, muda ai, plz: Queeeeeero capítulo, preciso dele! *_____________*

Betina Black.

NA: =D~ sem comentááriios. IAUSDIAUDOAISUDAOISUDOASIUDAOSI

Luxúria Black