Capítulo 1

Região montanhosa de Fagaras, 1899

A moeda de ouro girando caiu aos pés de Kagome Higurashi. Antes de tentar alcançá-la, sua mão em seu lugar foi à faca segura por fora de sua coxa.

- Você...- Procurou pela palavra exata em inglês, -insulta-me.

O homem sorriu presunçosamente, estreitando seus olhos pálidos. Sua confiança disse a ela que ele se acreditava a salvo com seus homens a seus lados, respaldando-o. Acreditava que porque era uma mulher em um botequim cheia de homens, tinha o controle. Ele estava errado. Não estava sozinha; seus próprios homens estavam sentados em uma mesa esperando. Tudo o que ela tinha que fazer era dar o aviso e eles viriam a ajudá-la.

Ela teria três destes homens mortos no momento em que os seus chegassem. - Ofende-te o ouro?- a voz do homem era suave, zombadora. Ela não respondeu. Ela só o olhou. Ele sabia perfeitamente bem qual era o insulto. Ele cruzou seu arrogante sorriso com seus companheiros antes de voltar-se de volta a ela. - não vais levantá-lo? O inglês lhe chego mais fácil esta vez agora que ela recordou a linguagem.

-levantar que?

-O ouro a seus pés. O olhar de Kagome permaneceu fixo nele, mas ela deslocou seu pé direito rápido para diante de modo que o dedo de seu pé começou a agarrar a moeda. Deslizou-se através do piso desigual para ricochetear na tíbia coberta de couro do homem. Seus olhos se alargaram ante a força do impacto. -Talvez você deva recolhê-la- .

Algo da presunção abandonou suas estreitas feições. - Não te pagarei então.

- Me pagar? - Elevou seus ombros em um encolhimento casual, a lã ligeira de seu pescoço roçou sua bochecha. -Como posso ser paga por algo que ainda não disse que farei? O homem se aproximou só um passo. Alguns dos clientes do pequeno botequim olharam o encontro com interesse. Outros dirigiram sua atenção a seus próprios assuntos.

-Fizemos um trato. Seus ombros se moveram para trás, endireitando suas costas. Não era tão alta como ele, mas isso não significava que se deixaria acovardar por ele. Não o temia, nem a seu dinheiro nem a seus homens.

– Concordei em me reunir com você. Estive de acordo em escutá-lo. Posso concordar a trabalhar para você. Até agora você não tem feito nada pra me convencer de aceitar. Olhos escuros se estreitaram.

- Bastante descarada para uma mulher, não é assim? Kagome não estava bastante segura do que "descarada" queria dizer, mas podia captar pela expressão do homem que não era um elogio. Sua cabeça se inclinou quando ela o olhou, sua expressão cuidadosamente em branco.

-Se fosse um homem você não poderia me falar como se fosse uma idiota. Não tinha nenhuma outra expressão a não ser esse irritante sorriso presumido?

Mas não é um homem. Não, ela não o era. Tomaria mais que calças e botas para ocultar seu sexo. Seu cabelo era muito comprido, muito grosso, sujeito em uma trança que caía longa abaixo de suas costas. Sua pele era muito pálida e sem sombras, suas feições muito delicadas e finas. Não queria ser um homem. Era muito mais vantajoso ser o que era. Isso fazia tudo do mais satisfatório ao ver a expressão no momento em que seus oponentes compreendiam que a tinham subestimado. - Tampouco sou uma idiota. Põe a prova minha paciência. Esta reunião terminou.- voltou-se decidida, apresentando-lhe as costas Desejaria lhe disparar? Enterrar-lhe uma faca? Matá-la, ou seus homens se perguntariam além outra vez que tão rapidamente sanaria de lesões que poderiam ter sido fatais aos simples mortais? Sobre as vozes e risadas roucas no botequim, ela escutou o passo, o arrasto de uma bota sobre o piso. Sentiu que o ar anunciava um perigo próximo com um deslizamento sutil, lhe arrepiando o pêlo detrás de seu pescoço. O homem não era o primeiro a atacá-la quando suas costas se girou. Os homens sempre esperavam. Queriam provar-se sua superioridade, mas sempre esperavam até que não lhes podia ver vir para fazê-lo. Sabia sem olhá-lo que o inglês tinha enviado a um de seus esbirros atrás dela antes de tentar ele mesmo. Ela girou rapidamente, agarrando o braço do homem quando chegou a ela. Se ela não tivesse estado esperando essa tática poderia ter quebrado seu pulso, mas ela o tirou das costas, pondo-o de joelhos com a força de seu punho. Seus próprios irmãos se ruborizaram, vindo a parar-se a seu lado em caso de que a situação se agravasse. Seu olhar se encontrou com a do homem de rosto magro. Ele permaneceu com o resto de seus homens, olhando-a com logo que dissimulada admiração.

-As histórias a seu respeito são verdadeiras.- ele falou como se de repente compreendesse que ela era mais que só uma mulher-mais que humana." A Kagome isso não agradou. Os clientes do botequim estavam olhando também. Os cochichos começaram. Cochichos sobre isso uma mulher que se vestia como homem e lutava como um soldado. Quem era ela? Ela estava caçando? Estavam eles em perigo? O medo elevou suas vozes, aumentou o aroma de seu suor. Esse era o momento de sair. "Você é um homem que sempre envia outros para fazer o que tem medo de fazer. -soltou o pulso do prisioneiro, jogando-o longe dela.

-não confio nisso.

- Não estou pedindo sua confiança, - respondeu. Kagome bufou. Este homem não tinha nenhuma honra, e ela não podia rebaixar-se a ter entendimentos com ele. - Terminamos. Seus homens a seguiram quando ela se voltou para ir-se, agrupando-se ao redor dela como se necessitasse seu amparo. Eles sabiam que ela era superior, mas eram simples homens e seus hábitos estavam arraigados até os ossos. - O nome De Saint significa algo para você? Era uma pergunta desesperada, mas teve o efeito desejado. Kagome paralisou. Seus pulmões, tão imóveis como a morte, negaram-se a trabalhar. Não pôde piscar, não pôde pensar. Mas seu coração se sacudiu em seu peito, como um pássaro golpeando contra sua gaiola. Lentamente, o enfrentou outra vez. A ansiedade coloriu suas feições, mas essa arrogância familiar estava vindo lentamente de volta. -vejo que sim. Os dedos se apertaram nos punhos.

-Me diga o que sabe- . Ele interpretou mal a calma de seu tom, ignorando a inexpresividade de seu olhar. Ele estava muito longe de ser estúpido ou crédulo.

-Acho que não. Acho que pode esperar sentada- . Ele não pôde terminar, não com sua mão rodeando ao redor de sua garganta. Tinha começado a mover-se logo que abriu a boca, cruzando o espaço entre eles como um gato saltando. Ela o dobrou para trás sobre a mesa, ofegando por ar quando seus os dedos arranharam os seus. um pote se derramou, seu fragrante conteúdo impregnando-se na velha madeira perto da cabeça do homem . Pálidos olhos olharam fixamente um ponto sobre seu ombro. Viu a ordem dada nessas cinzas profundidades. Viu medo também, mas então ele teria que ser uma idiota para não teme-la. A pistola em sua têmpora baixou, quando o fizeram as outras. Kagome afrouxou seu punho, permitindo tomar ar. Ela deu um, dois passos para trás, consciente de que os homens a seu redor se moviam também. Ninguémqueria estar muito perto agora que ela tinha mostrado os mais selvagens ângulos de sua natureza. Tinha sido estúpido de sua parte revelar tanto de si mesmo, mas ao menos este inglês o pensaria algo duas vezes antes de subestimá-la de novo. Agora que era óbvio não ia haver ali derramamento de sangue, os clientes do botequim voltaram para seus assuntos ou deram a aparência de fazer só isso. A maior parte dessas pessoas eram camponeses e eles ficavam fora do que lhes concernia, mas estavam em guarda no caso de. Kagome assinalou à mesa vazia e as cadeiras ao redor dela. -Sente-se por favor. Esfregando sua garganta, o homem de olhos pálidos lhe dirigiu um olhar cauteloso antes de fazer como ela pedia. Kagome tomou a cadeira ao outro lado dele e pediu bebidas e placintele prajite ( pastéis de carne pequenos) para seu companheiro e seus homens, assim como para si mesmo. Uma vez que estavam todos sentados, o humor entre o inglês se aliviou. Isto era bom. Ela desejava que este homem lhe temesse o suficiente para falar com a verdade, mas não tanto como para que tivesse medo de não falar de maneira nenhuma. Ela sorriria, podendo fazer-se parecer mais feminina e acessível, mas isso era estúpido e escavava sua propria natureza. Em vez disso se decidiu por uma mais direta mas relaxada tática. Rodeou sua mão ao redor do fresco pote e tomou um gole profundo de cerveja. Eles beberiam algo antes de que se apressassem pela informação, embora desejasse afastar-se dele. A bebida não lhe afetava igual aos humanos normais, mas este homem não sabia. Ele pensaria que o álcool a faria lenta, débil. Ele relaxaria, provavelmente se tornaria um pouco arrogante de novo. Homem estúpido. Ela levantou um pequeno pacote de massa frita cheia de carne e o mordiscou. O delicioso sabor encheu sua boca, rico e quente. Ela mastigou e tragou.

- Por favor, me conte o que sabe da criatura chamada Saint. - Ele se serviu do prato também.

-Sei o quanto que deseja encontrá-lo. - O olhar da Kagome se estreitou.

- Espero que você saiba mais que isso. Ele pagaria por desperdiçar seu tempo se não soubesse mais nada.- Devia ter ouvido a advertência em sua voz porque empalideceu.

- Não muito, mas acredito que a criatura que quero que capture por mim. Poderia ser assim? - Ela finalmente conseguiria aproximar-se, ou isto poderia resultar num esforço estéril?

- Não é meu costume caçar por dinheiro.- Era muitas coisas, mas não era empregada de ninguém. O homem deu uma pequena dentada em seu empanado e inclinou a cabeça.

-Compreendo isso, mas eu não tenho… os recursos nem a habilidade para rastreá-lo e capturá-lo por mim mesmo.

- E eu sim…? - Você está familiarizada com os hábitos dos vampiros, ou não? Kagome olhou ao redor para assegurar-se de que ninguém o tinha ouvido. A superstição era ainda muito forte em seu país, e as pessoas tendiam a tomar a menção a monstros muito seriamente.

- Poderia ser.- Ela não estava preparada para admitir por completo sua identidade, não até saber com certeza o que se esperava dela. Ele pareceu tomar isso como uma resposta afirmativa. - É também desta região. Inuyasha tem uma história com este país. Ele pode ir a algum lugar onde poderia nunca encontrá-lo. Seus talentos fazem com que seja mais difícil para ele esconder-se, acredito. Talentos. Talentos. Ela nunca teria pensado efetivamente isso antes.

- Inuyasha?- - Esse é seu nome. Saint e Inuyasha. Como ousavam estas abominações tomar tais títulos Santos como deles? Eles tinham alguma vergonha? Ela pôde bufar contra isso durante muito tempo, mas tinha outra preocupação para negociar neste momento. - Está aqui? Na Romania? O homem inclinou a cabeça, sua bochecha avultada com o pão-doce.

- Chegou ontem à noite. Nós esperamos que ele entre nesta área amanhã a tarde." O coração da Kagome deu um pulo. Amanhã. - nós? -Meu sócios e eu. Sócios? Que classe de palavra era essa? Amigos. Companheiros. Familia. Essas eram as palavras que indicam conexão e lealdade. Os sócios não tinham nenhuma intenção exceto um interesse comum. Não existia nenhuma obrigação ali. Às vezes ela desejava que seu pai nunca a tivesse enviado longe para ser educada nos costumes da Inglaterra e o resto do mundo. A ignorância faria a sua mente um tanto mais pacífica. Se ela era ignorante, ela não podia pensar em perguntar sua seguinte inquietação.

-Que deseja com este Inuyasha? Ele se limpou esfregando seus dedos em um lenço.

- Ele tem algo que eu desejo.- Bastante simples. Ela tinha razão para não confiar neste homem, mas a informação que lhe deu era sem preço. Se ela o permitisse agora poderia caçar a este Inuyasha para si mesmo, descobrindo o paradeiro do Saint, e então liberar o mundo não de um mas sim de dois vampiros. O homem obviamente pensou nisso também.

– preciso dele senhora, vivo. Tortura-o se deve conseguir a informação que precisa, mas devo tê-lo vivo. E te garanto que não permitirei que ele viva quando tiver servido a seu propósito." Pela primeira vez desde que ele tinha feito com que retornasse da porta, Kagome sentiu completamente a verdade em sua voz e modos Sua mandíbula se apertou.

-Tem o pagamento? Seu companheiro sorriu e retirou uma bolsa pequena do interior de seu casaco. Aterrissou na mesa ante ela com um surdo som metálico pesado. Um olhar dentro verificou que tinha sido cheio com moedas de ouro.

-A metade agora, a outra metade quando me trouxer ele ante a mim. A metade? Isto era só a metade do que ele tinha a intenção de lhe pagar? Bom Deus, ela e seus homens poderiam viver como reis com a quarta parte disto! Ela controlou suas expressoes para manter seu choque escondido. Ela dirigiu seus gestos para manter seu assombro oculto.

- Normalmente não capturo vampiros. Normalmente simplesmente os mato. Não há forma que possa controlá-lo. Seus lábios estreitos se curvavam. Ele ainda se mostrava extremamente encantado com si mesmo, mas Kagome já não o considerou nem a metade de incomodo. - acredito que posso te ajudar com isso. Eu tenho minhas reservas também. Ele parecia pensar em tudo. - E posso ficar com ele o tempo que precisar?

-Dentro do razoável. Não lhe deveria tomar mais de uns quantos dias para encontra o vampiro, se tanto. As criaturas eram notoriamente desleais aos de sua espécie, trocando-se por outro como ratos para salvar sua próprio pele. Uma mão longa, limpa se estirou através da mesa, oferecendo-se.

- Temos um acordo então? Ele não teve que perguntar nenhuma vez para provar que ela era quem ele pensava. Se pusesse sua mão na sua, ele saberia que era exatamente a pessoa que ele tinha vindo procurar. Ele teria algo para retê-la de volta. Ele podia com facilidade razoável enviar um caçador atrás dela um dia. Haviam muitos monstros que aceitariam imediatamente a oportunidade de derramar seu sangue. Mas tinha dado a ela a oportunidade de encontrar a Saint, a mesma criatura que ela tinha estado caçando desde que ela teve idade suficiente para matar. Kagome pôs sua própria mão em seu punho, aplicando a suficiente pressão para lhe recordar quem era o mais forte.

- Faremos isso. - respondeu em voz baixa.

-Darei a você esse Inuyasha. E Inuyasha lhe daria ao vampiro Saint o que tinha matado a sua mãe.


Três séculos tinham passado da última vez que Inuyasha tinha visto as montanhas de Fagaras. Ele não se expôs alguma vez retornar, mas esses projetos levavam o mesmo caminho que tantos outros tiveram sobre o trecho vasto de sua vida. Os projetos mudavam. Os países mudavam. Ainda ele, imortal como ele era, tinha mudado. A tristeza, entretanto, não o fez. Ele tinha chegado a tarde anterior mas lhe havia tomado o resto de um dia e um montão de coragem reunida antes de ter podido deixar a vila e fazer esta jornada em particular. Não seria capaz de concentrar-se no que veio fazer aqui com o fantasma deste lugar pendendo sobre ele. A noite pendia como um negro véu sobre o campo. Os velhos picos das montanhas eram silhuetas negras contra o céu como se alcançassem as nuvens prateadas. Uma lua pálida roçou dedos de luz sobre a erva, sobre a abandonada argamassa e pedra. Entrou na escuridão, entre as ruínas do que tinha sido uma vez uma fina casa de campo. Tudo o que permanecia era o arruinado contorno da estrutura, o interior tinha sido destruído por fogo centenas de anos antes. Aves aninhavam nas áreas mais altas, as mais protegidas, enquanto que os animais noturnos fizeram suas casas dentro. Os restos de uma fogueira de acampamento de ciganos, que se tinham ido fazia muito tempo. Sua velha casa era uma ruína, uma antiguidade de que alguns viajantes comentavam e as pessoas da localidade usavam como alimento para histórias. Recordou quando esta casa havia estado cheia de música e risada e amor. Tinha existido um vestíbulo grande onde estava parado agora. Um crucifixo de ferro tinha estado pendurado sobre a porta, pendurado ali por sua própria mão. Kikyou havia escolhido as cortinas da janela; tecidos ricos e atrevidas cores . A casa poderia ter sido antiquada para as normas de hoje, mas tempos atrás tinha sido um epítome de estilo e elegância. Havia sido uma casa. Quantas noites havia ele estado no balcão -- no teto -- e mirava as nuvens nadarem junto à mulher que amava a seu lado? Sua pele tinha sido como pálido marfim à luz de lua, tão frágil e morna. Não havia nada aqui para ele a não ser as lembranças. Nada deixado aqui que lhe pertencesse a não ser a dor e a pena de uma noite fazia muito tempo quando o fogo tinha destruído esta casa e um grupo de homens ignorantes e assustados havia destruído suas vidas. Esta casca não dizia nada a ele, e entretanto, quando estava parado entre a sujeira e cascalho, podia ouvir quase a voz de Kikyou na brisa. Amaldiçoado com uma excelente memória , ele podia evocar a doçura delicada de suas feições sem esforço. Ele recordava amá-la e ser amando de volta. Amado tanto que ela pôs sua segurança sobre a sua, a pequena tonta. Mas não o amou tanto quanto para lhe dar sua alma, de tão mau que o havia amado. Ela tinha entregue sua vida para ele. Séculos mais tarde ele ainda tinha problemas para perdoando seu sacrifício. Tentáculos de luz sombria faziam a este lugar etéreo e sentimental, tão belo como decrépito. Ele via tudo claramente igual que as coisas que as sombras tratavam de ocultar. Esta não era sua casa. Não havia nenhuma vida aqui, nada que o tocasse. Deixou as ruínas. A longínqua distância que havia entre eles agora, quão melhor sentiria. Os pedaços de madeira e pedra que rangiam debaixo de suas botas davam um suave estalo de erva contra seu calçado de pele. Flores silvestres floresciam ao redor dos alicerces da casa, bastante pontos de cor bolo na rica, verde-negra erva . De forma dispersa a erva roçou suas coxas, mas facilmente atravessou por ela como uma faca quente corta a manteiga fresca.

Cada passo era fácil e pausado quando caminhou para o bosque detrás da propriedade. Era mais denso do que ele lembrava, as árvores, é obvio, maiores e espalhadas mais longe do que tinham estado quando viveu aqui. Tinha perdido o aroma deste lugar. Abeto. Faia. Rico, úmido chão e erva fragrante, prenhe de umidade. A doçura selvagem o encheu, aliviando sua dor, o lembrando como havia amado sempre este lugar. Lembrando tudo o que havia tido antes de que os homens viessem e o aprisionassem longe. A sepultura não estava longe do bordo do bosque uma pedra assimétrica, gravada com esmeradas letras esculpidas que estavam agora sem brilho e com uma capa de musgo, era o único sinal. Ele havia querido lhe dar um anjo, mas não tinha tido o talento para cinzelar algo além de seu nome e a data. Ele havia destruído três lajes de pedra tiradas das ruínas de sua casa e dois cinzéis, e tinha perdido quase sua prudência fazendo este monumento, e estava longe de ser perfeito. Embora refletindo, ele mas bem pensava que Betta poderia ter gostado desta tosca lápide. Ela sempre preferia a simplicidade à tendência pelo dramático dele. A ela poderia ter gostado de como o bosque tinha crescido ao redor de seu lugar de descanso também. Ela gostava do campo e a quietude, tinha amado estas selvagens, inflexíveis montanhas. Amava-as tanto que se negou a deixá-las, assim que ficou ali com ela. Apesar de tudo, ali havia unicamente tanto do mundo que podia ver antes de chegar a ser repetitivo. Seu amor era contagioso. Eles tinham estado assentados durante anos antes de que ele começasse a falar em viajar, sobre desejar lhe mostrar as maravilhas do mundo. Tinha visto tanto, e ele queria compartilhá-lo com ela antes do final aterrador de sua vida mortal. As coisas poderiam ter sido diferentes se ela o tivesse deixado quando ele o quis, ou se lhe tivesse permitido fazê-la como ele. Mas ela não o fez. E a dor disso era muito como a sepultura que ele tinha erigido, um pálido reflexo do que alguma vez havia sido. O tempo realmente era um excelente curandeiro, é o que parece. Demônios. Limpou escombro e ervas longe da pedra, tirou o musgo de sua superfície tosca. Deixou os flores silvestres com suas pétalas purpúreas e azuis.

- Sei que não está aqui, - murmurou, escovando sujeira do interior da curva de um S. -Mas quero que esses que passam por aqui saibam que te recordam. - Tal atenção estava seguro que espantaria às pessoas da localidade, se alguem via a sepultura, mas ele tinha deixado de preocupar-se. Trabalhou por uma hora, até que a pequena sepultura havia ficado tão limpa como podia estar sem fazer modificações e ao terreno e adaptar uma nova pedra. Podia ter endireitado o sinal, mas pensou melhorá-lo. Mas pensou melhor. Então disse adeus a Kikyou só no caso de que estivesse equivocado a respeito de que ela não estava ali-e roçasse seus pés. Amanheceria logo, e precisava retornar a seu alojamento antes dos primeiros raios do sol. Anara, o amigo pelo que tinha feito esta viagem, tinha-lhe proporcionado, durante sua permanência, uma casa em uma aldeia perto do Fagaras com um pessoal pequeno que sabia o que era. Ele podia confiar neles para atender suas necessidades e manter uma ilusão de normalidade. Não importava se as pessoas viam a tumba de Kikyou cuidada, mas não era tão arrogante para exibir-se diante delas. Não tinha medo das pessoas dali, mas o lugar mesmo e as lembranças que guardava o punham inquieto. Ele faria seu tempo na Rumania tão breve como fora possível e seria a sua maneira. O irmão da Anara desapareceu. Estas coisas as vezes aconteciam, mas mais freqüentemente o ano passado. Anara estava preocupado de que seu irmão tivesse caido vítima de certa caçadora chamada "A Caçadora". Aparentemente esta caçadora tinha tomado sobre si liberar o mundo de todas as criaturas das sombras, particularmente vampiros. Tomou a tarefa muito seriamente, parecia, e sem misericórdia. Não importava se o assassinato tinha sido merecido ou não; se não era humano era mau, e portanto se tinha que destruir. Inuyasha conhecia esse tipo muito bem. A maior parte dos vampiros - ele incluído - matavam acidentalmente porque estavam muito famintos, não devido a algum sentido retorcido de reta moralidade. Isso não queria dizer que não existissem vampiros que fossem cruéis ou viciosos, mas eles eram freqüentemente os únicos que não tratavam de viver uma vida tranqüila. Esta caçadora matava sem provocação, e lhe atribuíam mais de cem mortes e desaparecimentos no sul na Bulgaria e o oeste de Moldova. Os vampiros e outros estavam se pondo cada vez mais assustados. Faziam a esta mulher alguma classe de monstro místico, algo oculto nas sombras esperando o momento correto para atirar golpes. Inuyasha havia tomado sobre si resolver o mistério da caçadora e pôr fim ao regime de terror da criatura. Era contra o assassinato insensível sem consideração das vítimas ou culpados. Fazia muito tempo ele tinha feito a promessa de combater tais crímes, e ele tinha a intenção de mantê-la. Quando ele e a caçadora finalmente cruzassem seus caminhos, um dos dois ia morrer. Não seria Inuyasha. Ele não foi mais longe que ao caminho-unico feito de trilhas de carretas, a rota que cortava pela ladeira-quando ele ouviu o ruído surdo de uma carreta a alguma distância ao longe. Seu primeiro instinto foi tomar o céu, ir-se voando antes de ser encontrado e arrastado para ser estacado na metade da vila a esperar o amanhecer, mas tremeu do medo irracional. Com a lua cheia e a noite clara, havia muita oportunidade que os ocupantes do carretão ou alguém mais na vizinhança o vissem. Um homem voando estava destinado a causar sensação, e ele não queria que nenhum indício de sua presença saísse. Era melhor ocultar-se, ou considerar que havia alguma razão para que ele fosse a pé tão longe da vila. Um aroma familiar alcançou as aletas do nariz. Não humano. Vampiro. Outro vampiro? Não, o aroma não era correto. Ele não teve tempo de processá-lo antes de que algo se movesse no canto de sua visão—- uma sombra jogando-se da escuridão.

Ele girou rapidamente, tirando seu ataque do ar e se movendo completamente de um lado a outro. O homem baixou a terra com um grunhido, mas rodou a seus pés com graça antinatural e velocidade. Esta era a criatura que ele havia captado no vento a alguns instantes. Quando seu assaltante chegou a ele, Inuyasha vislumbrou seu rosto. Ela não era um ele afinal de contas, mas sim uma ela. - Uma de curvas marcadas, forte, mas bem bonita ela era a que parecia tentar combatê-lo. Seus olhares se encontraram. Seus olhos claros se arregalaram, e por um segundo ela vacilou. Se ele não estivesse em choque, poderia ter usado esse segundo para sua vantagem, mas ela tinha tido a primeira mão. Ela golpeou rapidamente, vindo a ele com um punho que resplandecia à luz de lua. Prata. Ela tinha uma correia de prata enrrolada ao redor da mão. Inuyasha a esquivou. Ela tratou de continuar com um chute em suas costelas, que ele desviou com um tapa de seu braço. Ela se retorceu mas caiu. Seu seguinte murro aterrissou, enviando um impacto da dor por sua mandíbula quando a prata queimou sua carne. O instinto esperneou quando a besta dentro dele rugiu por viver. Presas rasgavam de suas gengivas. Sua visão se afiou. Quando ela veio a ele de novo, estava preparado.. A cabeça dela rangeu de novo quando lhe deu um golpe com a sua. O sangue gotejou de sua boca como a enfrentou. Cheirava a terra e fortaleza e algo familiar que o chamava ainda quando lhe deu um chute a um lado da cabeça. Suas presas rasparam para dentro de sua boca, e ele saboreou seu próprio sangue. A fome florescia dentro. Queria afundar seus dentes nesta mulher. Ele queria saciar-se nela, queria-a gemendo em seus braços. A dor lancetou seu braço. Um de seus companheiros o havia cortado com uma espada de prata. Inuyasha não parou para pensar, reagiu simplesmente. O homem viajou pelo ar e caiu sobre o terreno com um grito e um estalo forte. Enfrentou a mulher outra vez.

–Você tinha imaginado que ia rompê-lo? - Não sabia porque ela o atacava e não se importava. Ele não tinha feito nada mau, não havia feito nada para provocar esta violência, mas tinha fugido dos humanos uma vez. Ele não desejava fazê-lo de novo. Se significava sua própria preservação, ele teria que matar até o último desse bando. O som que veio de sua garganta soada muito como um grito de combate. Ela se lançou a ele. Inuyasha a agarrou ao redor da cintura e a agarrou de maneira que ficaram olho a olho. O medo pervertia de outra maneira a voluptuosa essência dela. Abaixo disso havia um aroma de desejo. Estava sendo governada pelo instinto além disso, assim que a ele parecia que sua besta havia sido cativada tanto por ele como por ela. Suas fortes pernas enroladas ao redor dele. Ele tomou seu lugar. Muito tarde compreendeu que não a estava tratando de derrubar, mas sim de assegurar que ele não a sacudisse tão facilmente como se ele fosse seu homem. Seus seios apertaram-se contra seu peito quando suas coxas o tomaram. Mechas de cabelo negro roçaram sua bochecha quando seus braços rodearam seu pescoço. Ele liberou sua pressão de sua cintura, estirou-se para agarrar suas mãos, mas era muito lento. No momento em que os dedos dela tocaram os seus, uma punhalada aguda ferroou o lado de seu pescoço. Grunhindo, agarrou seus punhos e a puxou. Ela era forte, mas ele o era mais. Voltou a golpear suas costas contra a carreta, uma vez, duas. Seu punho em sua cintura se afrouxou, e ele empurrou o suficiente firme para golpeá-la contra o chão. Lutou para trás sobre suas mãos e talões quando ele deu um passo para ela. Suas presas se estendiam inteiramente. Seu coração gritou violentamente quando os últimos vestígios do controle se separaram dele. Ia matá-la. Ele ia matá-los a todos. Deus, perdoe-me. Seus joelhos se dobraram quando ele deu outro passo. A luz da lua se debilitou quando obscura bruma a envolveu. A névoa não pertencia à noite, estava em sua cabeça. Olhou à mulher sobre o terreno. Ela o olhou fixamente com uma mescla de medo, admiração, e triunfo. Ela se desvanecia e borrava ante seus olhos.

- Que..?- Isso foi tudo o que conseguiu perguntar antes de que sua língua deixasse de funcionar. Ele golpeou a terra com uma forte sacudida de ossos. Tudo o que ele podia escutar era o som de sua própria respiração áspera, o rugido de seu próprio coração palpitando em seus ouvidos. Então não houve nada a não ser a escuridão da noite e o aroma de seu ataque. Quando ele ouviu a suave vitória de sua risada, ele soube a terrível verdade.


Bom gente está aí o primeiro capítulo e eu espero realmente que gostem. Eu adaptei a fic com o livro, mudando algumas coisas. Também mudei bastante a pontuação e as falas pois a tradução estava meio que ruim :) Aproveitem. Jess Good Enough.

Ana: Obrigada pela força querida, e continue lendo :)

Inoue Taisho: Aproveite o primeiro capítulo :)