Estava pronta para ir quando me encontrei com Maxon, ele me elogiou e conversamos sobre eu deixar A Elite...
"[...] Tendo em vista que devo minha vida a você ou pelo menos é isso que ele acha, meu pai reconheceu que meu desejo de mantê-la aqui pode ser em parte justificado, desde que você se comporte o melhor que puder e aprenda qual é o seu lugar".E minha irmã, digamos que ajudou, –ele sorriu- assim que pudermos faremos um pronunciamento e uma comemoração para sua volta.
-Como ela está?
-Ótima, neste momento deve estar na ala médica sendo sufocada pela minha mãe e suas damas de companhia.
"Com elas ao meu lado, não havia como perder"
Uma batida na porta nos interrompeu, quem mais poderia ser? Deixem que abrissem, Mary suspirou de surpresa e ficou inerte
–Pri-princesa Me-Melanie?! –então soltou a porta que se abriu e vi Melanie com um vestido azul marinho de tecido bem leve e totalmente liso sem detalhes e seus cabelos amarrados e um coque, seu rosto decorado apenas com um tímido sorriso.
-A senhorita esta viva!? –perguntou Anne estupefata
-Parece que sim! –disse Melanie rindo –Será que eu posso entrar? Prometo que não sou um fantasma!
-Claro! Me desculpe, alteza! – disse Mary arrependida, envergonhada e logo fez uma reverência.
-Senhoritas, peço que mantenham um pouco de discrição sobre a minha condição e comuniquem as minhas criadas que estou viva e precisarei delas. São: Jane Renns, Brassy Trans e Leyle Sale; conhecem? –elas balançaram a cabeça em um sim, todas as três com os olhos arregalados, admito que foi engraçado, logo depois elas se retiraram.
-Precisamos conversar senhorita Singer.
-Maxon me disse que estaria na ala hospitalar e com seus pais.
-Digamos que eu consegui fugir da confusão, por hora. Vou lhe fazer uma pergunta e quero que seja sincera. –disse ela com seriedade- disse a alguém sobre minhas costas?
-Não, senhorita.
-Ótimo, não quero que comente nem com meu irmão sobre isso.
-Mas pensei que Maxon soubesse Alteza
-Não de tudo, prefiro não comentar, preciso que tenha total discrição, se alguém souber... –trincou os dentes e serrou o olhar, vi nela um pouco do rei Clarkson.
-Sim, Alteza –foi o que consegui responder.
-Não se esqueça também de algo muito importante –disse ainda mais fria- Melanie, por favor. –e sorriu- Agradeço pela a ajuda e por meu irmão.
-Agradeço pela ajuda com o seu pai e estarei sempre ao seu dispor, princesa Melanie.
-Não vim até aqui apenas por isso. Vou lhe fazer outra pergunta: tem algum sentimento por Maxon?
Eu não sabia como responder, depois de tudo que disse a Maxon. Ela foi tão direta, pensei e não encontrei respostas.
-Entendo. Meu irmão gosta muito da senhorita e pelo o que ouvi a seu respeito, somos muito parecidos no aspecto temperamento, mas também possuímos uma grande e significativa diferença, recebo minhas conseqüências de falar ou atuar sem pensar, mas as conseqüências de seus atos recaem sobre meu irmão, ele nunca permitiria que meu pai lhe fizesse algum mal e ele nunca lhe puniria. Ajudei meu irmão e você por amor a ele e é por amor a ele que lhe peço para tentar controlar sua língua e pense muito bem antes de tomar qualquer decisão. Fui clara?
-Sim, senhorita! –respondi rapidamente
-Ótimo, se tiver algum problema, fale comigo e tente não se importar com as prováveis ameaças que virão de meu pai. Agora, peço vossa licença, pois preciso me retirar. Ninguém pode saber de nada, por favor América... –disse ela na porta e logo a fechou.
Doce como Amberly, dura como Clarkson, meiga como Maxon.
-Alteza! Digo... Ãn... Melanie...-corrigi rapidamente, pensando se ela teria ouvido
-Sim?
-O que a senhorita quis dizer com: "as que foram resultado de meu pai" ontem a noite? –me arrependi no mesmo momento, fui indiscreta.
-Eu...Eu..Digamos que...Ãn...- ela pensava mais e mais, repensava suas palavras e pôs a mão acima do ombro tentando alcançar as costas. –Digamos que eu sou uma princesa um tanto atrapalhada –ela disse comum sorrisinho no rosto e finalmente indo embora.
