Explicações, alertas, despedidas. Nada foi dito.

Ela lavava a louça cuidadosamente, como fazia todas as noites. Chamou a filha para ajudá-la a secar, e toda a agilidade em conversar, secar e guardar as peças do jantar se perdeu. Uma taça estilhaçou no chão, um prato quicou na mesa e estourou nos pés da garota.

Ao primeiro som de desastre, ele ignorou. Vindo o segundo, preocupou-se com as duas e correu para observar o ocorrido. As mãos da garota tremiam, ela sorria involuntariamente e seus olhos marejavam, traidores iminentes de suas vagas palavras de tranqüilidade. Ele verificou se ao menos a menina estava bem fisicamente. Ela conduziu sua protegida até a cama, a cobriu como a uma criança quando constatou que ela estava mais calma, e fechou a porta procurando não fazer barulho.

Especulando com ele o que aconteceu de verdade com a adolescente, já no quarto deles, chegaram à conclusão de que aqueles os episódios esporádicos de nervoso precisavam ser discutidos mais a fundo.

Na alta madrugada, uma determinada garota entrou no aposentou de seus pais. Eles dormiam profundamente. Aponto a varinha para os dois e aplicou o feitiço planejado há meses.

Hermione deu um beijo de boa noite em cada um, esperando que aquela não fosse a última vez que os veria. Contudo, para seguir em frente e estar cônscia de que no dia seguinte eles não se lembrariam mais dela, resolveu dizer adeus.

Não obteve êxito. Tanto por fora, quanto por dentro.