- Internato
por: laari w. black
Capítulo 2 - Reconhecimento
Engoli em seco enquanto saía do trem. Tinha tanta gente! No meio da multidão acabei me perdendo de Miroku, mas eu podia identificar Inuyasha facilmente, á poucos metros á minha frente.
Acho que o cabelo prateado ajudava.
Tentei segui-lo á distância, para ter idéia de onde ir. O trem havia parado na orla de uma floresta que provavelmente cercava a propriedade. Meu coração batia descompassado, e eu estava com um turbilhão de emoções ao mesmo tempo.
Respirei fundo e continuei minha caminhada. Pude perceber que era uma trilha e pude também ver que ainda havia alunos saindo do trem. Fui andando mais rápido na tentativa de me aproximar mais de Inuyasha, mas tentando ao mesmo tempo me camuflar, já que eu definitivamente não queria que me visse o seguindo.
Na verdade... eu nem devia estar seguindo ele, já que havia outros alunos indo para a mesma direção, mas de qualquer forma eu ainda estava meio tímida em acompanhar qualquer outro aluno ali.
A floresta a nossa volta foi ficando menos densa e eu podia ver que o caminho era praticamente uma ponte, já que nós estávamos andando sobre uma madeira bem firme e com corrimões de madeira escura nos lados do caminho.
Mordi o lábio ansiosa e segui os alunos, tentando conter meu nervosismo.
- Novata, é? – escutei uma voz feminina. E quando eu virei ao redor, só vi uma garota olhando para mim, sorridente.
O choque me invadiu e eu fiquei sem fala. Ela parecia uma... modelo, ou coisa assim. A pele dela era branca, mas suas bochechas eram perfeitamente rosadas e seus cabelos, eram um castanho, mais brilhante do que eu jamais jurava que um cabelo poderia ficar. Eles eram bem longos, já que ela estava com eles soltos eu pude ver que ia até um pouco mais que a metade das costas dela. O corpo dela, também era o de uma, óbvio. Ela estava com uma blusinha rosa, que poderia ficar simples em qualquer uma, menos nela. E uma calça jeans, justa, que a marcava perfeitamente e para completar, botas sem salto pretas.
Engoli em seco e fiquei roxa de vergonha quando vi aquela garota olhando para mim... eu, bom, me senti meio mal. Quero dizer, se todas as garotas dessa escola tivessem mais ou menos um décimo da beleza dessa garota, eu sabia que minha vida ia ficar feia. Mais feia.
Mesmo assim, quando encarei seus olhos castanhos e brilhantes, ela não me pareceu nem um pouco arrogante.
- Bom... sou. – eu sorri sem graça. – Meu nome é Kagome, vou entrar no 3º ano. – eu sorri fracamente e ela sorri de volta, mostrando a fileira de dentes brancos.
- Eu sou Sango, também vou cursar o 3º ano.
- Uau, nós vamos dormir, aí? Parece... hm, um pouco grande. – eu falei tentando puxar assunto, meio que sem ter o que dizer.
- Ah, - ela falou com um discreto sorriso – não dormimos aí, só tem as aulas, as refeições, essas coisas. Há prédios de cada ano atrás da escola. – O QUÊ? TEM MAIS? Tá brincando. O.o
- Tem mais? – eu falei com os olhos arregalados, tentando não parecer simples demais.
- Uhum, aqui é enorme. – ela confirmou ainda sorrindo para mim, doce.
- Hã, como são os dormitórios? - eu falei, tentando manter o fiapo da nossa conversa.
- Ah, é tão legal isso daqui. Tem dois prédios para cada ano, um de garotos e o outro das garotas, mas tem um salão que liga os dois, é bem legal. Ficam mais ou menos quatro garotas num quarto. Ano passado o meu foi bem legal, fiquei com a minha melhor amiga...
Nessa altura eu nem estava mais prestando atenção.
Eu sabia que teria que conviver com alguém. Sério.
Mas eu não sei se estou preparada. Quero dizer, quem vão ser as três piradas que não vão conseguir me suportar e vão ficar falando mal de mim pelas costas?
- E tinha uma geladei... Kagome? – Sango perguntou, olhando para mim, de madeira preocupada e desconcertante. – Você está bem?
Eu engoli em seco e confirmei com a cabeça.
- Olha não se preocupe, eu sei que parece muita gente e tal, mas a maioria são um bando de pirralhos. – ela falou pensando que minha preocupação fossem os alunos. Em parte, eram. – Mas a maioria daqui é gente boa.
- Uhum. – eu falei baixinho acenando a cabeça positivamente. Para você é fácil falar, né. Quero dizer, olha só, para você. Parece uma modelo desfilando por aí.
Ah, o mundo é tão injusto com as pessoas feias.
Ok, eu não sou tão feia assim. Eu só gosto de manter minha auto-estima baixa. Mas a minha pele branca é na verdade, branca demais. E eu não uso maquiagem, então já viu. Meus olhos, apesar de azuis escuros, não são tão bonitos e não se destacam tanto com a minha pele meio morta. E o meu cabelo... bom, eu sempre tive traumas com ele. Tipo, ele é aquele ondulado, sabe? Não aquele legal, com as pontinhas enroladinhas. Aquele ondulado horrível, que faz seu cabelo parecer gigante. Ele também é de um preto, muito escuro, parece até azulado quando o sol bate nele.
Fala sério, cabelo azul? Eu me supero.
E apesar do meu gosto para roupas não ser tão ruim, meu corpo não é dos melhores, por isso eu fico com roupas mais simples, por que não gosto de chamar muita atenção para ele. Quero dizer, eu não saio por aí usando casacões da Gap (apesar deles serem muito confortáveis e quentinhos) e calça de moletom. Mas eu dispenso a saia curta e a blusa de alçinhas.
Outro fato, eu sou baixinha. Mas qual é a implicância das pessoas com as pessoas baixinhas? Tenho os reles 1,57 de altura, mas as pessoas parecem achar isso engraçado.
Eu não acho engraçado.
Foi então que vimos um portão enorme que estava aberto, e em seguida, um lugar enorme com vários prédios, caminhos feitos com pedras e grama nos lados. Entramos na maior construção do lugar, que parecia um salão enorme. Passamos pela porta da frente, de madeira e me dei de cara com um saguão enorme. O salão estava lotado de mesinhas de madeira escura em baquinhos ao redor das mesas.
As mesas eram retangulares e cabiam em média, oito pessoas, quatro de cada lado. Mas podia ver que havia uma mesa enorme que estava na horizontal e havia cadeiras, que pareciam bem confortáveis e a maioria já estava ocupada.
Vi os alunos começarem a ocupar aquelas mesinhas e vi que da frente dos alunos, saiu uma mulher. Ela estava com os cabelos grisalhos presos em um coque leve e suas roupas eram leves e diplomáticas.
Ela se dirigiu á mesa enorme e pude supor que aquela era a mesa onde ficavam os professores e o diretor.
- Sango! – escutei uma voz chamando, que atraiu a minha e atenção, assim como a da própria.
Vi uma garota de cabelos castanhos e lisos chamando ela, com a mão erguida. Mas pude ver que a mesa estava quase completa, lá também estavam Miroku e... argh, Inuyasha. Também havia mais garotos e garotas, com apenas uns dois ou três lugares sobrando.
- Olha, estão me chamando. – ela sorriu. – Quer ir almoçar com a gente?
Eu olhei aquela mesa e um medo me atingiu rápido. Primeiro, eu não saberia o que falar quando visse Miroku e Inuyasha. Parecia um tipo de perseguição, sei lá. E segundo, aquela mesa parecia ser a 'pop' do ano.
Provavelmente só tinha pessoas do 3º ano, mas que eram populares, e tal. Afinal, todos ali pareciam astros de um filme, ou coisa assim.
- Não, obrigada. – eu disse, engolindo em seco, desviando o olhar da mesa, para encará-la. Ela abaixou a cabeça, levemente, sem demonstrar nenhuma emoção. Por fim, deu em ombros, se afastando e dizendo:
- Ok. A gente se vê, Kagome!
Eu mandei um aceno e fui ocupar uma mesa, que não parecesse tão 'clubinho' uma que tivesse mais de um grupo de amigos, ou coisa assim. Não queria ser intrusa na conversa de alguém.
Depois de todos estarem acomodados e tal, o diretor Myouga (um homem que parecia ter uns 50 anos, baixo, com o cabelo preto, que tinha fios brancos e o rosto sério, mas tinha cara de ser gente boa) se levantou e começou a falar sobre o inicio do ano letivo, que se iniciaria na segunda, o que gerou a comemoração de alguns, já que hoje ainda era quinta-feira.
Então o almoço foi servido, em uma mesa ENOOORME onde os alunos iriam passar pegando o que desejassem. Foi até que bem legal essa parte, por que a comida não parava de chegar, mesmo depois que a maioria já tivesse se servido.
E caramba, a comida era boa demais. Sério mesmo. Eu repeti três vezes. O melhor era a variedade dos pratos, do sushi até o macarrão. Mas eu detesto sushi, então dispenso.
Pouco depois, quando não se via uma alma, ainda comendo, o diretor Myouga se levantou e dispensando outros comentários ele disse que poderíamos ir até o quadro de avisos de seu próprio ano e ir para os apartamentos em seguida.
Eu não soube meio aonde ir, mas fui seguindo o pessoal que mais parecia que tinha a minha idade. Vi então um quadro de avisos GIGANTE, e lá em cima, escrito: "3º ano". Lá tinha uma lista enorme que estava em ordem alfabética por sobrenome.
Foi até o 'H' e vi, 3º andar e embaixo, apartamento nº4. Engoli em seco novamente. Isso estava sendo uma atitude comum esses dias. Hoje. Tanto faz.
Afastei-me da multidão de pessoas que estavam ao redor do quadro e fui para o saguão, seguindo apenas o 'pessoal' que ia na mesma direção. Lembrei então do que Sango em dissera "A gente não dorme aí, só tem as aulas, as refeições, essas coisas. Há prédios de cada ano atrás da escola" baseada nessa informação, virei a direita junto com aquele grupo e depois de fazer mais uma curva e andar reto, vi outro portão, que já mostrava de longe um lindo gramado.
Assim que passei pelo portão, tive diversas reações. A primeira foi arregalar os olhos. A segunda foi sorrir.
Nossa vista agora era um gramado extenso e bem verdinho e há distância, dava para ver prédios, que provavelmente eram os prédios os quais Sango se referira.
Dessa vez, fui andando sozinha até os prédios, que deviam ter uns 7 andares ou algo assim. Devia ter uma plaquinha ou coisa assim falando de qual ano era esse prédio, pelo menos.
Mas eu entrei no que estava mais próximo á mim. Ele era muito bem organizado, tinha uma salinha e uma mesinha de centro e no canto, pude ver um quadro de avisos, parecido com o do salão. Podia ver também um elevador e uma porta discreta, que dava para as escadas. Via alunos entrando no prédio e a primeira coisa que fiz, foi perguntar, correndo o risco de parecer uma idiota.
- Er, com licença? – eu me intrometi, e uma garota de cabelos loiros e olhos castanhos, olhou para mim, curiosa. – Hm, aqui é o prédio do 3º ano?
- Novata? – ela me perguntou e eu sorri sem-graça, inclinando levemente a cabeça em confirmação. – Não, é esse da esquerda, esse aqui é o prédio do 4º.
- Ah... bom, valeu.
Mas... eu não podia sair de uma conversa sem fazer alguma idiotice. Não, Kagome Higurashi é idiota demais para isso.
Então quando estava saindo, ainda de frente para a garota, andando de costas e acenando para a garota que me dera aquela informação, assim que eu me viro eu acabo batendo de cara com a porta.
É, era uma porta de vidro, daquelas que você bate e escorrega, com a cara ainda no vidro.
Bom, eu não escorreguei.
Eu caí mesmo.
Quando ergui a cabeça meio zonza, eu vi uma figura saindo de trás do vidro. Essa figura já estava fechando a porta.
Foi aí, que pensei ter ido para o céu ou coisa assim. O cara, de cabelos longos e prateados me olhou e arqueou a sobrancelha. Seu olhar dourado era penetrante, mas ainda lindo.
Esses olhos dourados são familiares.
Mas seu rosto de modelo, branco e perfeito, só estava mostrando desconfiança. Vi ele se aproximar de mim, para me mostrar um olhar arrogante e frio.
Qual é a desse cara?
Eu me levantei e espanei a sujeira invisível da minha roupa, encarando discretamente aquele garoto que continuava me encarando friamente, eu fiquei levemente sem graça, mas em parte irritada. Tentei ignorar a beleza daquele garoto, para olhar para a menina que me ajudara e falar, antes de sair:
- Bom, obrigada pela informação. Tchau. – eu disse olhando para a garota loira, que estava preocupada babando pelo Deus grego de cabelos prateados. Eu acenei, mas ela só deu uma risadinha e acenou de volta, enquanto eu saía do prédio.
AH, MEU DEUS! OLHA SÓ AS COISAS QUE EU FAÇO! Eu sou uma azarada mesmo. Aquela garota deve estar pensando que eu sou uma lesada, ou coisa assim.
Eu então me dirigi ao prédio ao lado, respirando fundo. Vi então um salão enorme, com um sofá e poltronas, um tapete no centro, uma Tv de tela plana e um quadro de avisos que cobria uma parede inteira.
Havia dois elevadores, provavelmente sendo um do prédio dos garotos e o outro das meninas. Vários alunos estavam chegando, mas nada que lotasse aquele salão enorme.
Eu não tinha cara de sair por aí perguntando qual dos elevadores era. Além de quê, se houvesse aquelas pessoas insuportáveis, como em qualquer lugar tinha, bem que poderiam me falar o lugar errado.
Comecei apontar com o dedo para cada elevador. Uni-duni-te...
Tudo bem, seja qual for o resultado, nada pode ser pior do que ficar parada com cara de idiota.
Se bem que parar em um andar onde só tem garotos para todo o lado não deve ser tão legal.
- O-escolhido-foi-você. – terminei a musica baixinho apontando para o elevador da esquerda.
Estava me dirigindo para o elevador quando escutei uma voz feminina e graciosa.
- O elevador das garotas é esse aqui, viu? – quando me virei para ver quem estava falando comigo, vi uma garota baixinha, não tanto quanto eu, é claro, com um ar de diversão.
E não muito diferente das pessoas daqui, extraordinariamente linda.
Eu não sabia se eram os cabelos castanhos e lisos e a franja jogada de lado, ou os olhos chocolates brilhantes, ou o rosto perfeito, com cara de que nunca viu uma espinha na vida.
- Sério? – eu perguntei duvidosa. A menina se aproximou de mim, e pude ver seu nariz perfeito, e para a minha surpresa, havia um piercing muito fofo. Mas não aquele brilhinho, e sim uma verdadeira argolinha.
Ok, essa é novidade. Para mim, cheerleaders sempre tiveram piercings no umbigo. Mas assim que a olhei melhor vi que isso estava longe do seu estilo.
Ela estava usando uma calça larga verde escura, daquelas que prendem com cinto, bem estilosa, com botas de exército e uma blusa justa de alças preta.
- Eu também já estava subindo quando te vi. – ela comentou com um riso. – Não sabe como isso é comum.
- Bem, obrigada pelo aviso. – eu falei, sem graça entrando no elevador que ela me indicou. A tal menina entrou em seguida no elevador.
- Então qual é o seu andar? – a menina perguntou se erguendo.
- O terceiro. – eu respondi, enquanto ela apertava o botão e me encarava com ar de surpresa.
- O meu também! Á propósito, meu nome é Rin. – ela disse erguendo a mão que eu apertei, feliz em ter mais uma conhecida simpática.
Talvez aqui não seja ruim. Talvez as pessoas sejam legais, e talvez eu até faça amigos.
Ah tá, e talvez o Bush fosse comunista.
A porta do elevador se abriu e Rin saiu, e eu passei em seguida.
- O meu quarto é o número... – me perguntei em voz alta tentando lembrar.
- Bom o meu é o... – ela começou.
- Quatro. – nos dissemos ao mesmo tempo, e eu achando que isso não existia.
- Sério? – perguntamos uma á outra ao mesmo tempo, de novo. E em seguida começamos a rir.
- Eu nem disse o meu nome. – eu comentei. – Sou Kagome, como pôde ver, novata.
- Nossa, que legal, acabei de conhecer minha nova colega de quarto! – Rin exclamou, abrindo um sorriso.
- E... como que nós entramos? – eu perguntei que nem uma idiota.
- Está aberto. – ela falou entrando no quarto. Eu fui entrando devagar, como se estivesse invadindo o espaço de outra pessoa.
- Kagome Higurashi, certo? – Rin disse olhando para um papel na parede, assim que entrei no quarto. – Aqui está o seu cartão para entrar. Cada moradora tem o seu e mais um reserva, que fica guardado na secretaria.
Peguei o cartão para entrar, meio sem graça, apesar de não saber por que e depois me virei para examinar o quarto. Ele parecia bem confortável e simples para falar a verdade. Havia quatro camas e armários ao lado de cada um e bastante espaço entre cada cama.
Também tinha uma portinha que dava ao banheiro, além de pequenas cômodas ao lado de cada cama.
- Legal. – eu falei, abrindo os olhos sonhadora, me imaginando no dia a dia naquele quarto, que já me parecia aconchegante.
- Né. – concordou Rin, se jogando numa cama no meio e eu fui até a que era na ponta, me sentando modestamente nela, enquanto via Rin rindo. – Minha amiga Sango já deve estar vindo, nós fomos até a secretaria da escola para pedirmos para ficar no mesmo quarto.
Seria coincidência a amiga Sango de Rin, ser a Sango que eu conheci? Ah, esse tipo de coisa nunca acontece comigo.
Ok, ou estou numa espécie de mundo paralelo em que eu me dou bem (?), ou Deus resolveu me ajudar um pouquinho.
Porque aparentemente, a Sango super simpática e bonita que eu conheci, era a melhor amiga de Rin, o que foi bem estranho. Por isso não demorou muito para que nós entrássemos em uma conversa animada sobre a escola e as pessoas. Estranhamente, as meninas disseram que Inuyasha era bem legal, apesar de ser ás vezes meio grosso e Miroku um pervertido.
Eu boiei legal, pois desde quando Inuyasha era meio grosso e Miroku era pervertido?
A minha terceira colega de quarto não demorou muito á chegar, e eu descobri que o nome dela era Ayame, e para variar, incrivelmente bonita.
Era ruiva, de pele clara, além de possuir belas orbes esverdeadas. Andou pelo quarto com um ar minucioso, parando especificamente em mim.
- Sango e Rin. Que adorável estar no mesmo quarto que vocês! – ela disse sarcástica.
- Digo o mesmo. – retrucou Rin. – Não devia estar junto com as víboras... digo, amigas?
- Hunf. – ela resmungou.
- Depois do ano passado duvido que o diretor deixaria vocês juntas. – comentou Sango com ar de riso.
- E você, quem é? – perguntou se virando para mim, que corei imediatamente pelo olhar superior que me lançava. – De qualquer forma, não interessa. Onde arrumou essas roupas? No otárias . com? – em seguida riu da própria piada, que nem os mais sem-graças fazem.
- Para a sua informação, é você que é uma otária. – omg, eu não acredito que ela disse isso. *-* – E segundo, Kagome é mil vezes melhor que você, pelo menos ela não sai pegando todo mundo. – continuou Rin, já de pé, encarando Ayame com um olhar ameaçador, mas a mesma apenas a encarou com desprezo.
- Aposto que tem mais gente por aí para você incomodar, dá um tempo. – reclamou Sango dessa vez, apesar de foda, Sango parecia atacar as pessoas de um jeito diferente de Rin, que era intimidador e agressivo. Sango simplesmente não perdia tempo com pessoas como Ayame, era superior á ela.
- Eu realmente não sei como você anda com essas meninas Sango.
E balançando a cabeça negativamente, deixou o quarto.
- Odeio ela. – resmungou Rin, se jogando para perto de nós.
Eu ainda estava muito chocada para dizer qualquer coisa á elas. Mas eu estava agradecida. De verdade.
Ninguém, nunca havia me defendido assim. Quero dizer, com aquela petulância e sem ligar para o que os outros iam falar.
Elas nem me conheciam direito para sermos BFF's, ou coisa do tipo. Elas eram super populares, com personalidade e totalmente diferentes de mim, a Kagome sem sal.
Não tinha caído a ficha ainda.
- Kagome? – perguntaram as duas ao mesmo tempo, enquanto me encaravam.
Quando as encarei e sorri, eu percebi uma coisa. Que por mais estranho que pareça, eu não tinha achado em 16 anos de vida.
Amizade.
Er, a cachorra não conta, né?
N/A:
OMG. MORRI-MORRI-MORRI. *-*
Gente, que emoção vocês comentaram no primeiro cap! *O*
Bom, aqui está o segundo capítulo e espero que tenham gostado! Espero que vocês entendam mais ou menos como é a escola que eu imaginei. :D
A maioria dos personagens já apareceu, mas ainda faltam alguns que vocês conhecem, e mais umas historinhas sobre eles, enfim.
Ah, vocês gostaram da Rin? *-* eu queria ela como uma personagem mais marcante, por isso mudei um pouco o que fazem dela, como uma garota super meiga e talz, mas no fundo ela é. Só lendo para saber mais sobre ela! HEHE. /ops/
Resposta aos reviews:
- Princess Black Malfoy: obrigada pelo primeiro review da fic! *-* aqui está o primeiro capítulo, espero que leia e mande um review! :D
- Ayame Gawaine: bom, misturado com HP, não é tanto, mas a inspiração do trem foi mesmo dele. :P Haha, eu também amei o uniforme, mas a primeira impressão é que ele é cafona mesmo. Tipo saia de igreja, sei lá. Depois você vai ver como o uniforme vai ficar! hehe. Espero que leia e mande um review sobre o capítulo. :)
P.S: obg por review a minha outra fic. *-* depois eu te agradeço lá.
- AdamuNaruto: 1- Sesshy vai apareçer? R: Sim, já tá nesse capítulo, mas depois ele vai aparecer mais. 2- Kikinojo (mata ela,exclui ela T )? R: ASIHSAIH. Sim, ela aparece um pouco. :P 3- Ayame? R: Sim, vão haver mais histórias mirabolantes com ela. (6') 4- Kouga? R: Sim, também vão haver histórias mirabolantes com ele. HAHA. u.u 5- Kaede? R: até agora não planejei muita coisa com ela, se houver, provavelmente não será tão importante. ^^' 6- Houjo? R: até agora não planejei nada para ele. 7 – Shippou? R: Provavelmente, mas não tão cedo.
UFA! Fiquei tão feliz de você estar interessada na fic! *-* Gostei muito das perguntas, mas espero que você leia para ver os destinos dos personagens, que não vão ser tão claros nos primeiros capítulos! Espero que leia e mande um review sobre esse cap! :D
Aqui estão as respostas dos comentários, e espero ver vocês aqui de novo, heein? :D
Esse capítulo saiu muito rápido, e já estou escrevendo o próximo. :) mas daqui á uma semana eu já vou voltar para as minhas aulas. T_T /chora litros/
De qualquer forma espero que mandem vários reviews e os novos leitores também estão convidados para ler a fic! :)
Ah, eu também queria fazer uma propaganda básica /:P/ para a minha outra fic que é da série de livros Harry Potter. Se chama destinos trocados e o shipper é meio que uma surpresa, mas sei lá.
link: http :/ www. fanfiction . net / s/6114646/1/ destinos_trocados (só tirar os espaços)
Bom é só isso, pessoal! Até o próximo capítulo! :D
beijinhos
- laari w. black
