Conflitos

By Rei MG

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Aviso: Inuyasha – tanto manga quanto anime e movies– não me pertence. É de toda e fantástica autoria de Rumiko Takahashi – sensei.

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Após quase dois anos, eu resolvi trazer essa continuação de 'Um Dia Com Você'. Na verdade, já deve fazer um ano e meio que escrevi isso, mas estava até hoje aqui, mofando no meu computador. Eu realmente acho que essa continuação não esteja tão boa quanto a primeira parte da história... Mas veremos o que os leitores vão achar, né? '-'
Também acho que ficou meio melo-dramático todo o sofrimento que a Kagome passou nessa coisa aqui. E, para contribuir mais um pouco, estou incerta em postar essa parte porque, além de estar uma 'coisa', literalmente, já faz um bom tempo que não atualizo minhas FanFics de InuYasha. Isso dá um certo rancor, sabem? uú
Mas de que vale a vida sem um risco? Ah, é mesmo... Não é um risco. É uma aventura, mas relevem... x
Boa leitura!
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- Inuyasha! Vem me ajudar aqui!

Aquela caixa estava realmente pesada, se vocês querem saber. Logo depois, eu ouvi o barulho conhecido de passos apressados e a porta escancarou-se – revelando um Inuyasha completamente suado e ofegante. Aquela visão – devo admitir – me deu um certo medo por dividir a mesma cama que ele. Mas fazer o quê? Ele é o marido mais lindo do mundo!

- Kagome!- ele aproximou-se de mim, com seus cabelos embaraçados.- Sabe que eu não gosto de te ver carregando peso! Sei que não está grávida... mas mesmo assim!

Lancei-lhe um sorriso irônico. Oras! Posso ter passado da faze "eu-odeio-tudo-e-todos", mas eu ainda tenho velhos hábitos, não? Sei que seis anos depois já é tempo suficiente de se acostumar com meu novo eu...

Mas não para mim!

- Tem tanta certeza assim, Inuyasha?

Ele olhou-me espantado. Então, pegou minhas mãos – o que fez com que a caixa que segurava caísse – e começou a beijar meu rosto. Eu corei um pouco com isso.

Como sou má.

Coitadinho... Quem o mandou me amar!

- Não acredito! Não acredito!- e continuou a repetir a mesma frase.

E acho melhor ele continuar a não acreditar...

Creio que foi por minha expressão que ele percebeu que era armação. Largou minhas mãos e lançou-me um olhar significativo. Ele estava com raiva – eu sabia. Aliás, tinha certeza de que ele me odiava... Agora, mais do que nunca.

Inuyasha abaixou-se para pegar a caixa e surpreendeu-se quando viu que eu não mais estava em sua frente. Começou a procurar pelos lados e eu o abracei por trás.

- Eu... sinto muito...

Ele suspirou – um suspiro cansado. É isso... Ele estava cansado de mim.

- Está pesado, Kagome.

E ele saiu de meu abraço, indo guardar a caixa. Quando se virou, Inuyasha percebeu que eu havia abaixado a cabeça e que estava chorando.

"Ele vem te abraçar, Kagome. Eu sei que vem. Ele vem. Espere um pouco e ele virá e falará que está tudo bem e que deveria estar acostumado com meu gênio ruim."

Mas, ao invés disso, eu apenas ouvi o barulho da porta ser fechada lenta e calmamente.

Quando olhei para o aposento, ele já não estava mais lá.

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No dia seguinte, resolvi consertar as coisas. Sim, eu estava disposta a desfazer aquele mal-entendido. Eu amo o Inuyasha e sei que sou correspondida... Pelo menos, eu esperava...

Quando acordei, Inuyasha não estava mais na cama – como sempre estivera. Coloquei um roupão em cima de minha camisola e desci as escadas, indo direto à cozinha.

Ele estava lá – lendo um jornal enquanto tomava o café da manhã. Normal. E, sinceramente, espero que continue sendo normal.

- Bom dia, Inuyasha!- disse, dando um de meus melhores sorrisos.

Esperei que ele desviasse os orbes azuis dele do jornal e correspondesse meu gesto como sempre correspondera – com o maior afeto possível. Porém, foi isso o que eu fiz.

Esperei. Esperei até que ele levantasse da mesa e colocasse a xícara de café em cima da pia. Então ele saiu. Saiu. Ignorando minha presença. Me ignorando.

Ele... Estava sendo tão mau comigo...

Tão mau que...

- Volte aqui, idiota!!- eu gritei, correndo atrás dele.- Nunca foi educado, não?! Ou é surdo?! Eu te falei: BOM DIA!!

- Eu sei...- ele disse, enquanto adentrava o quarto de Amber, nossa filha de um ano.- Mas não sei se foi de verdade ou se foi mais uma de suas mentiras.

Ele posicionou-se ao lado do berço e começou a brincar com ela. Realmente, eu tive vontade de sorrir naquela hora e juntar-me aos dois – brincando de fazer minha filha sorrir para mim.

E quem disse que eu fiz? Não. Ao invés disso, eu fiquei com mais raiva ainda. Ele estava brincando comigo! Brincando com meus sentimentos! E eu não iria permitir mais!

- Quem você pensa que é?- eu disse, dessa vez mais baixo. Amber podia ser só um bebê, mas ela poderia começar a chorar e Inuyasha botaria a culpa em mim. Como sempre.

- Até ontem, eu achava que era seu marido. Agora, já não sei mais.

Ah.

Meu.

Deus.

Aquilo era o fim da picada!

Olhei para ele espantada. Já estava pronta para rebater seu argumento – com uma voz chorona – quando ele decidiu que aquilo ainda era pouco. Ele deve ter pensado que não havia pisado demais em meu coração. Mais pisou. E machucou.

Muito.

- Eu sempre pensei que um casamento fosse um voto de confiança.- Ai!- Um casamento, significa que não há mentiras entre um e outro.- Como dói!

- Mas...- gaguejei.- Foi só... Uma brincadeira...

- Uma brincadeira, Kagome? Você sabe o quanto me machucou com aquilo? Eu sempre quis ter mais alguém em nossa família! Sempre! Nunca escondi nada de você! Nada! Como consegue fazer isso, Kagome?

- Eu... Eu... Não sei...- disse, abaixando a cabeça.

- Então é melhor que reflita, Kagome. E traga-me uma boa resposta, sim? Caso contrário, eu já não sei mais o que posso fazer por nós... Não mesmo.

Ele viu. Ele viu que eu caí ajoelhada no chão – tanto que até doeu. E eu chorei. Não de dor. Meu joelho era o que menos importava naquele instante. Eu chorei porque agora eu tinha certeza... Nosso relacionamento nunca mais seria o mesmo.

Inuyasha não me amava mais.

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Depois daquilo, Inuyasha saiu de casa com Amber e me deixou sozinha. Meu passa-tempo naquele dia foi não largar o travesseiro. Nem mesmo durante a noite eu laguei meu melhor amigo, o senhor travesseiro.

A última vez que vi Inuyasha foi quando ele adentrou o quarto para pegar seu travesseiro e um lençol. A única coisa que ele me disse é que iria dormir na sala e que não era para perturbar ele. Não respondi nada, só continuei com a cabeça enfiada no travesseiro e – assim que ele saiu – comecei a chorar mais.

Levantei-me da cama e fui até a suíte, querendo ver como estava minha aparência. Lembro-me que, antes de reencontrar Inuyasha, minha aparência estava péssima. Agora, não havia comparação – estava muito pior.

Pelo que me lembre, naquela época eu não tinha olheiras abaixo dos olhos e estes não estavam inchados ou vermelhos – assim como minha bochecha estava. Eu estava horrível. Aposto que se eu fosse ver minha filha ela começaria a chorar, pensando que eu fosse algum tipo de monstro ou similares.

Repentinamente, fiquei com ânsia. Não demorou muito para já estar de frente para a privada e botar tudo para fora. Ouvi um barulho e olhei para a porta.

E lá estava Inuyasha.

Estava tão fraca que acabei desmaiando.

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Quando recuperei a consciência eu estava deitada em minha cama e coberta. Olhei ao redor, esperando ver Inuyasha ou alguma prova de que estávamos juntos novamente. Porém, não encontrei nada e minha tristeza apenas aumentou. A única pessoa que faria essa tristeza passar era Amber – além do próprio Inuyasha.

Levantei-me um pouco cambaleante e segui até o quarto de minha amada filha. A esta hora da noite ela deve estar dormindo, pensei sorrindo. Como eu amava aquela garota... Como eu queria que ela não fosse como a mãe e terminasse com um relacionamento, mesmo que sem querer.

Sentei-me ao lado de seu berço e sorri ao ver sua imagem sonhando. Ela tinha meus cabelos negros e os olhos – que estavam fechados delicadamente – azuis do pai. Era o meu anjo. Era a prova viva de meu amor por Inuyasha.

Foi assim que comecei a chorar novamente.

- A prova viva de meu amor por Inuyasha...- disse.- O meu amor por Inuyasha. Creio que já não seja recíproco, Amber... Talvez mamãe e papai se separem... E, sinceramente? Se for para parar de sofrer tanto por causa de um mal-entendido besta, eu aceitarei o divórcio. Sei que seu papai está sofrendo também... E é exatamente por isso que eu quero me separar dele: para não o ver sofrer. Inuyasha e você são tudo para mim, Amber. Tudo.

E adormeci, novamente. Sentia-me mais aliviada por ter desabafado – mesmo que para um bebê que nem me entendia direito e que estava adormecido. Isso não importava mais... Havia um peso a menos em meu peito.

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No dia seguinte eu estava preparada para enfrentar ser ignorada mais uma vez por Inuyasha. Se ele queria separação – separação ele teria! Mas eu não o acolheria novamente se um dia ele viesse correndo para meus braços!

Mentirosa.

A quem estou querendo enganar? Eu amo aquele idiota, mesquinho, burro, chato, bocó, incrivelmente lindo, maravilhoso, perfeito, um deus grego!!

Eu devo ter algum problema mental...!

Foi quando estava descendo das escadas que vi Inuyasha parado ao lado da porta da cozinha, como que me esperando. Balancei a cabeça. Não. Aquilo devia ser miragem. Inuyasha não me amava mais. Ele faria a mesma coisa que fez ontem de manhã – me ignoraria.

Mas assim que pisei no andar de baixo, Inuyasha veio correndo até mim e estendeu-me o braço, enquanto dava-me um beijo de bom dia no rosto.

- O que é isso?- perguntei, confusa, enquanto ele me levava até a cozinha.- Pensei que estivéssemos brigados...- sussurrei.

- Se você quiser, eu volto ao modo "ignore Kagome profundamente".- ele riu, irônico.

Cale a boca, Kagome! Feche a boca antes que seja tarde demais! Ouviu?! Sim, eu ouvi!!

...

Agora é definitivo: eu tenho problemas mentais.

Ei... Espera aí. Um segundo... Apertei meus olhos com o intuito de enxergar melhor o que Inuyasha estava fazendo – apesar de estar a cinco centímetros dele, se não menos. E eu não estava enganada. Meu queixo saltou em um ângulo que eu nem sabia que existia e eu afastei-me de Inuyasha, domada por um medo incrível.

-Ahh!!- gritei, enquanto o via virar-se para mim.

- O que houve, Kagome?- perguntou, preocupado.

- Ahh!!- gritei novamente.

- Você está bem?

- Ahh!!

Isso já estava me irritando, sabe? Foi por isso que decidi parar de bancar a idiota esquizofrênica e voltar ao meu modo "eu sou mais eu", mas com pânico na voz.

Droga... Inuyasha estava andando tempo demais comigo!

- Você... Você... Está sorrindo ironicamente!- gritei apontando para sua face.

Silêncio.

- E daí?- ele deu de ombros.

Silêncio.

E daí, né? Acho que me precipitei... Foi então que fui olhar onde eu estava. Havia ido parar em cima de uma cadeira de nossa cozinha – em típica pose de "Um rato! Querido, tem um rato aqui! Mata ele, mata!".

Ridículo...

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- Inuyasha! Vem me ajudar aqui!

Foi o que eu disse, uma semana depois, no mesmo lugar, na mesma hora... Ouvi o barulho dos passos de Inuyasha e a porta despencou novamente bem próxima aos meus pés. Dessa vez, ele havia exagerado, realmente.

- Kagome! Sabe que não gosto de te ver carregando peso! Sei que não está grávida... mas mesmo assim!

Ele tomou a caixa de minhas mãos e já ia dirigindo-se para fora do aposento quando eu o interceptei, parando em sua frente. Cruzei os braços e o olhei ironicamente.

- Tem tanta certeza assim, Inuyasha?

Ele olhou-me com aquele típico olhar de "dessa vez eu não caio" e deu um riso contido. Eu forcei minha vista e, assim que ele passou por mim – afim de sair de lá – eu ainda estava de costas quando disse.

- Okay... Pode jogar no lixo, Inuyasha.

- O quê, exatamente?

- A caixa que você está segurando, oras...!

- O que tem nessa caixa, Kagome?- ele olhou-me, desconfiado.

- Nada... Só algumas coisas que eu comprei ao longo da semana. Mas creio que você não irá gostar... Se quiser, pode dar uma olhada...

Ele voltou novamente para dentro e pousou a caixa no chão, logo a abrindo. Lá dentro, ele encontrou um monte de mini-roupas e olhou-me surpreendido. Levantou-se e abraçou-me.

Eu disse que era um mal entendido... Eu ainda não tinha certeza absoluta, naquele dia...

Hãã... Eu bem que avisei. xDD
Mesmo assim, espero que façam uma ficwritter feliz e enviem reviews para mim. Lembrem-se de que eu estou há bastante tempo sem atualizar minhas Fic's de InuYasha e tratem de dar uma bronca, também, quem quiser! :) Juro que não fico brava... muito. Huahsuas.
Brincadeirinhaa...