Disclaimer: Harry Potter pertence a J.K. Rowling, Bloomsbury Publishing, Scholastic Inc. e AOL/Time Warner Inc. Só os personagens originais e a fanfic pertencem a Fanfiker_Fanfinal, que não ganha galeões escrevendo, e eu também não ganho um mísero knut traduzindo.
Com lavanda, por favor
Fanfiker_Fanfinal
Tradução de Potterfoy
Um pouco mais animado, Harry passeia pelas outras lojas do centro comercial, e como não quer ir para Grimmauld e voltar, resolve ficar para comer ali; depois de acabar, sobe de novo ao último andar do edifício. A recepção está vazia, mas Kevin sai em seguida da sala de espera e após sorrir para ele, indica que entre e espere. Harry se senta em um dos sofás brancos de couro, junto a outros bruxos; bruxos que o olham com curiosidade. Pela forma que se vestem, parecem ser gente de alta linhagem, provavelmente, gente da sociedade que conhece a família Malfoy. Suspira aliviado ao não encontrar ninguém de seu departamento. Não quer perguntas depois.
Quinze minutos mais tarde a sala se esvazia e Kevin lhe faz entrar em uma das cabines; são pequenas, no centro há uma maca branca de couro; nos cantos há prateleiras e pequenos móveis de cristal com todo tipo de potes e óleos. E na parede, em um gancho, há uma toalha. Em um dos lados está localizada uma pequena mesa e uma cadeira, também brancas, para os objetos pessoais. A sala, minimalista, atende a sua função. Kevin acaba de lançar um feitiço absorvente sobre a maca para que qualquer produto que caia não deixe mancha.
— Retire a roupa, senhor Potter, e deite-se na maca. Sem roupa íntima, por favor. Volto já.
Por um momento, Harry sente o coração acelerar. Será mesmo que no negócio de Malfoy faziam massagens? E se fosse algum lugar clandestino onde os bruxos vinham por sexo? Depois se lembra dos clientes regulares daquele lugar, muitos deles aurores de seu escritório, e se acalma. Deixa pendurada a túnica em um gancho da parede da direita, e as calças e a roupa interior sobre o banco. Por via das dúvidas, a esconde debaixo das calças, não quer que Kevin comente algo sobre sua cueca e seu gosto para se vestir. Melhor testá-lo de outro jeito.
Depois de deixar os óculos sobre a mesinha e deitar de bruços, Harry escuta atrás da porta a voz de Kevin:
— Será uma massagem descontraturante.
Em seguida é aberta e Harry, desde a maca, vê o garoto entrar. Nervoso, se move um pouco. Então, o garoto toma suas mãos e guia para os agarradores, localizados debaixo da maca. Harry nota que Kevin tem umas mãos incrivelmente finas e macias. Desde sua posição só pode ver o piso; sua cabeça permanece enfiada no buraco facial. Aquela postura dá um descanso ao pescoço, completamente dolorido. Silêncio, e em seguida, um aroma a lavanda preenche o ambiente. Se alivia muito ao sentir as mãos de Kevin em seu trapézio, embora não tenham piedade; pressionam diferentes pontos das omoplatas para seguir esfregando com força com os polegares ao mesmo tempo que com a palma estende todo o óleo pela parte superior de suas costas. Depois, intensifica a pressão.
— Ugh... — geme Harry quando toca um ponto doloroso.
E imediatamente, a mão deixa de pressionar para fazer uma suave carícia com a palma, o que o moreno agradece. Desde sua posição, Harry pode ver os sapatos de Kevin; deve ter um pé um tanto grande, e as pernas parecem compridas e torneadas. Sorri, pensando no uso que poderia dar a essas pernas. Da cintura para cima não é possível ver nada, mas já se ocupará de fazê-lo mais tarde; se concentra para relaxar a musculatura de modo que a massagem não se torne dolorosa. E por agora, todo seu trapézio e omoplatas foram massageados habilmente, passando por seu músculo deltóide. Então, nota como o garoto usa a varinha para sussurrar algum encantamento, para em seguida passar suas mãos pela região lombar.
Ali, também executa pressão em determinados pontos, mas a massagem não é tão pesada, apesar de usar as juntas dos dedos. É realmente prazeroso, e quando passa para as pernas e coxas, Harry quer morrer. Aperta os dentes para se acalmar, mas, em seguida, já tem uma ereção de cavalo. Kevin não diz nada, parece gostar de fazer seu trabalho em silêncio, algo para o que Harry não tem objeção, porque realmente o ajuda a relaxar. Essas mãos divinas são muito sugestivas quando esfregam seu traseiro; quer virar-se para olhar, mas uma mão o obriga a continuar metido no buraco e pouco pode fazer, exceto disfrutar. Então segura com força a mesa, apertando os punhos.
Controle-se, pensa Harry, ou Kevin vai achá-lo muito óbvio. E certo, te interessa, mas seja um pouco educado. Sim, alguém lhe falou da massagem dos glúteos, que ajuda muito a relaxar, mas para Harry apenas lhe dá vontade de pegar o quiromago, colocá-lo na mesa e penetrá-lo até o sol nascer.
Por sorte, o quiromago deixa seu traseiro e passa para a cabeça, e a excitação de Harry baixa ao notar o pescoço mais leve. Kevin coloca uma toalha sobre sua bunda e sua voz ao fim soa para dar a ordem:
— Vire-se, senhor Potter. Lentamente.
A voz soou simples e desinteressada, mas Harry se tensa diante daquele timbre; sem mais delongas se vira, com a toalha ocultando a virilha para garantir que não se nota o volume, mas ao colocar-se de costas na mesa, leva outra surpresa ainda mais desagradável: o massagista a sua frente não é o doce Kevin, mas sim o dono de uns olhos cinzas penetrantes, o cabelo loiro platinado, brilhante e liso, e um sorriso sarcástico no rostro.
— Caralho! — e teria despencado no chão se não fosse pelo braço que o agarrou.
— Se você cair agora, Potter, vai arruinar todo meu trabalho — e Harry pisca para dar de cara com Draco Malfoy; Draco vestido de branco, com um crachá no peito onde diz "Chefe: Draco Malfoy". Harry engole a saliva, sendo impossível agradecer ao homem por tê-lo mantido sobre a mesa; uma queda daquela altura e sem nenhuma roupa teria sido uma situação muito desconfortável.
— Surpreso, Potter?
— Muito — diz este recuperando seu bom senso.
Bom, ali está seu rival, Draco Malfoy, com roupas brancas. Se vestido de preto destila elegância, a cor branca o faz parecer ainda mais pálido, mas de uma forma... Como se fosse a escultura de um deus do Olimpo, com esses olhos gélidos. O loiro gira a varinha e a mesa de massagem se endireita de forma que Harry está meio sentado, algo que Harry agradece, depois de quase uma hora deitado de bruços.
Malfoy parece não ter nada mais para dizer, então passa para suas pernas. Dobra a direita, deixando a esquerda solta e enquanto o olha divertido começa a massagear a coxa direita.
— Eu pensei que... Que ia ser Kevin quem...
— Não me diga que você está decepcionado — Harry se irrita: se o loiro pretensioso fizer algum comentário sobre sua sexualidade, vai se levantar e sair sem pagar.
— Não foi muito educado de sua parte não apresentar-se quando entrou — diz Harry, acusando-o, como se assim pudesse desviar a conversa para outro lado.
— Não preciso me apresentar, você já me conhece. Além disso, se já sabe que trabalho aqui, por que veio?
Maldito Malfoy e sua mente fria e lógica.
— Não te interessa. É um negócio aberto a qualquer um, certo?
Malfoy continua esfregando suas pernas, parando apenas para colocar mais óleo nas mãos.
— Não para qualquer um: só para bruxos -salienta, algo que não requer explicação.
Harry não acredita que Malfoy o incomode justo agora: seria ruim para seu negócio, e ele deve ter se dado conta, porque não volta a abrir a boca. Então, Harry se entrega a massagem minuciosa de Draco enquanto pergunta-se como é que seus pais o deixaram fazer algo assim; imagina Lucius entrando na consulta e olhando com horror e asco como seu herdeiro apalpa aos aurores. Não é capaz de reprimir um riso, mas Malfoy não reage a isso. Esfrega a panturrilha de Harry, ao que parece muito focado, enquanto adiciona pressão em determinadas partes. Em seguida, espalha mais óleo de lavanda pela área, aroma que Harry aspira profundamente.
O moreno se entretém em ver como massageia. Sendo Malfoy, não acha conveniente apertar ainda mais a toalha que cobre sua virilha, mas observa que as mãos do rapaz são bonitas, e seus dedos longos parecem chegar a todos os cantos.
Porra, faz muito tempo que eu não tenho um encontro. Estou excitado com as mãos de Malfoy, era o que me faltava, pensa Harry, e propõe a si mesmo uma tarde de masturbação em Grimmauld depois daquela sessão. Sonolento depois de estar ali há uma hora e meia, abre os olhos para vislumbrar o loiro esfregando as mãos com uma toalha branca:
— Já terminamos. Pode se vestir, senhor Potter.
E sai do quarto deixando o moreno sozinho. Harry pisca, sentindo-se ferido. Por que? É, talvez, por que não lhe dedicou algum comentário maldoso ao ir? Não tem sentido, então desce da mesa de massagens, veste sua ropa e sai. Não parece haver nem rastro de Malfoy, no entanto, algumas pessoas da sala de espera o olham, curiosos. Harry os ignora dirigindo-se a recepção, onde, agora sim, Kevin marca horário para um casal de bruxos anciãos.
Espera até que sejam dispensados e então ergue o rosto para ele.
— O que achou, senhor Potter? Ficou satisfeito?
Harry faz uma careta, como se aquele não fosse o adjetivo correto, mas sorri e responde:
— Sim, acho que agora não tenho contraturas.
— Fico feliz — e escrevendo algo no pergamino indica —, são oito galeões e dez sicles.
— Oh, sim — Harry pega a carteira, lembrando-se de repente que deve pagá-lo, e Kevin, com um sorriso, lhe pergunta se quer outro encontro. — Hum, por enquanto não, obrigado.
— Certo, senhor Potter, te deixo nosso cartão, no caso de querer voltar. Agradecemos sua visita.
Desde já Kevin é agradável e professional. E além disso parece um tipo solícito e tímido, bem como Harry gosta. Kevin se inclina até ele ao entregar o cartão sussurrando ao seu ouvido:
— Realmente espero voltar a vê-lo, senhor Potter.
Harry esboça um sorriso sincero e abandona o local. Essa noite dorme como uma pedra e no dia seguinte chega a cafeteria do Ministério, onde se encontra com Wellington.
— Tá com uma cara boa, Potter. Foi bom ontem?
— Não fiz nada especial — sendo ele o auror mais jovem do Departamento, os outros sempre sussuram sobre como deve ser sua vida privada porque a maioria deles estão casados e não tem muito que contar. E alguns estão realmente interessados em casá-lo com suas filhas. Exceto por Wellington, os outros não sabem que Harry é gay e o garoto agradece a discrição: confia em seu companheiro, mas não costuma lhe contar nada, e Wellington não costuma perguntar, graças a Merlin.
— Você sabe que eu não vou contar nada — sorri Wellington lhe entregando açúcar para o chá.
— Não, obrigado, já tenho — e ambos se sentam em uma mesinha. — Realmente não fiz nada especial, estava em casa descansando e dormindo até tarde e logo depois passei n'A Torre, comi lá.
— Sozinho, Harry? — Wellington toma um gole de seu chá. Então entra um garoto ruivo, com dezenas de donuts em seus braços.
— Pro caféééééééééé!
Os três amigos disfrutam do café da manhã em companhia mútua, e quando Harry retorna ao escritório, olha de novo o mural: chegou cedo para substituir o cartão e ninguém se dar conta de que falta. Ron não está no escritório com ele, mas sim em outra sala; ainda está se formando na Academia de Aurores, mas se vêem muitas vezes. Harry olha até a janela: chove novamente. O outono é tão chuvoso em Londres... Involuntariamente, sua mente viaja até o dia anterior, recordando a massagem que Malfoy fez em todo seu corpo. Por Merlin, se é tão bom com as mãos, por que não dá massagens a outros aurores? Por que a fez nele? E por que Harry Potter não é capaz de perguntar algo assim ao loiro se sente apenas curiosidade?
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N.A.: Todos nós já sabemos que o Harry vai ficar com vontade de voltar. ^^
N.T.: Harry e sua curiosidade... mas é aquele ditado... a curiosidade comeu o gato, não pera- sbdkdhdjdhd
Veremos Harry, sua curiosidade e o gato (?) no próximo capítulo dessa novela! Estejam aqui nesse mesmo canal e nesse mesmo horário.
Beijos de lumos.
