Notas: Os personagens de Harry Potter pertencem um Roliwing JK, eu só me divirto com eles.
Notas 2: Essa fic é uma TRADUÇÃO uma historia original pertence um Utena Puchico que gentilmente me sua autorização para traduzi-la. A historia original encontra-se no site Slasheaven caso alguém queria ler o original.
Notas 3: Contem lemon, mpreg entre outras coisas. Enfim, se você não gosta tem uma infinidade de outros textos pra ler., mpreg entre outras coisas. Enfim, se você não gosta tem uma infinidade de outros textos pra ler.
4 Notas: E, como não podia deixar de dizer, um betagem ficou por conta da Gika Black.
Capitulo 2: O anjo de todos.
- Papai...? – Lestat murmurou sem acreditar.
- Então ele já o está chamando de papai – Marius sussurrou sentando-se elegantemente em uma poltrona da sala.
- E não é só isso... – Armand disse imitando a ação de seu companheiro – Louis está se comportando como uma mamãe galinha.
Lestat bufou e sentou emburrado perto de Daniel.
- O que pensa em fazer...? – Jesse quis saber.
- Depois do que vi? – grunhiu – Se tento separá-lo do moleque vou ganhar seu ódio por toda a vida. Mas a decisão para que o bebê fique não é só minha... todos vivemos aqui.
- Temos que fazer uma reunião para colocarmos o assunto em votação – Santino propôs.
Dois dias passaram e todos os vampiros que moravam na casa (alguns somente de vez em quando), estavam ali reunidos. A verdade é que os que não conheciam o motivo da reunião estavam intrigados, não era normal que todos fossem chamados. Devia tratar-se de algo importante.
- Bem...... acho que querem saber por que reuni todos aqui.
- Se não for muito incômodo – Maeel murmurou.
Lestat suspirou sem poder acreditar que todos estivessem ali. Sem dúvidas, eram uma turma de curiosos. Estavam os que residiam normalmente: Armand, Daniel, Marius e Jesse. Os moradores ocasionais, que apareciam de vez em quando: Santino, Khayman, Maharet, Mekare e Gabrielle. E os que raramente apareciam: Mael e Pandora.
- Bem... – pigarreou. "Essa notícia era ele que deveria dar.". Ele demorou uma hora para contar a todos os fatos que levaram a situação atual, saber se todos estavam de acordo que um bebê vivesse na casa.
Quando terminou seu relato a maioria o olhava incrédulo esperando que ele saltasse e dissesse "Brincadeira!". Embora, vindo de Louis, o fato de adotar um bebê que ele encontrou na rua não parecia tão fora do normal assim.
- Onde ele está? – Gabrielle quis saber.
- Está aqui – a voz amável de Louis chegou até eles. Ele havia decidido vestir Harry com seu traje de ursinho, pois com esse disfarce ele ficava engraçadinho e o vampiro tinha certeza que assim iria conquistar todos seus companheiros – Este é Harry Potter.
Todos os olhares se fixaram no menino. Ele estava lindo com essa roupa toda peluda e marrom e essas orelhinhas em sua cabeça lhe deixavam muito engraçado, mas com essa chupeta na boca ele estava muito fofo.
Mekare levantou-se apressada e pediu a Louis para carregar o bebê. Harry a olhou curioso.
- Pete – disse tirando a chupeta da boca para mostrá-la a mulher. Depois tornou a colocá-la na boca sorrindo atrás do objeto.
- É divino – sorriu – Eu voto para que ele fique.
- Eu também – Maeel disse.
- Eu idem – Pandora concordou.
- Claro que concordam vocês nunca vem aqui – Khayman murmurou com a cara fechada.
- E você aparece muito pouco – Louis sussurrou irritado.
- Mas mesmo assim a decisão é de todos. E se um de nós não está de acordo, ele não pode ficar. – disse desafiante.
- Ah... vamos. Esse bambino é uma doçura. Não seja resmungão Khayman. Você só tem que dar tempo e vai se apaixonar por ele – Santino disse sorridente.
- Ele tem razão – Jesse disse pegando Harry no colo – Você deve interagir com ele um pouco.
Diante do olhar horrorizado do vampiro a ruiva depositou o menino nos braços do outro. Todos disfarçaram o riso ao ver a expressão da cara de Khayman. O moreninho o olhou o olhou também com aquela curiosidade infantil e tirou a chupeta da boca.
- Pete? – perguntou sorrindo abertamente.
- Ele gostou de você – Louis disse sorridente para total desconcerto de Khayman – Se ele te ofereceu sua adorada chupeta é um forte sinal de que ele gostou de você.
- Bem – murmurou entre os dentes com a cara fechada – Por mim pode ficar..
Assim todos os vampiros deram seu consentimento e Harry Potter uniu-se a grande família que formavam os Vampiros Antigos e Recém Nascidos.
- Isso Harry, só mais um pouquinho.
Marius olhou interessado como o vampiro moreno estava a ponto de chorar. O bebê só estava dando um par de passos e não entendia o porquê de tanto alvoroço. Talvez fosse, pelo fato de ser um vampiro, não experimentava os sentimentos de um pai ao ver os primeiros passos de seu bebê. Estava carente desse instinto. Embora, a verdade é que ele sentia algo toda vez que Harry o olhava nos olhos e sorria como só uma criança sabia fazer. Era... indescritível. Sabia que o mesmo sentimento Louis e Lestat experimentavam, e que eram vampiros Antigos como ele.
- Conseguiu meu amor – murmurou estreitando o pequeno nos braços.
Havia passado somente uma semana desde que Harry foi aceito entre eles. Foi ai que Louis percebeu que por um motivo desconhecido, seu bebê ainda não tinha aprendido a andar, apesar de já ter quase dois aninhos. Por isso decidiu ensiná-lo, assim seria mais fácil na hora de transportá-lo. Para Louis não havia problemas em carregá-lo, mas seu pequeno corria o risco de se acidentar se tentasse caminhar por toda a casa.
- Keo?
Louis mordeu o lábio inferior. Kero tinha desaparecido misteriosamente há dois dias e não havia nem rastro dele. Esse era o brinquedo preferido de Harry e o moreno estava pensando seriamente em sair e comprar outro se não o achassem logo.
- Aqui está seu brinquedo – Lestat disse com uma careta de nojo em seu belo rosto – O encontrei lá fora... no barro.
- Keo! – Harry gritou se soltando dos braços protetores de seu papai e caminhou decidido até Lestat.
O loiro ergueu uma sobrancelha ao ver os passinhos do moleque. Sentiu seu coração encolher quando viu ele cair. Estava a ponto de se agachar para ajudá-lo, mas a expressão fechada e o pequeno gemido irritado de Harry o detiveram. O menino apoiou as mãos no chão e se impulsionou para se levantar. Conseguiu e tornou a caminhar até chegar onde Lestat estava desta vez sem cair.
- Keo! Meo Keo! – disse estendendo seus bracinhos em direção de seu Keo de pelúcia.
Lestat sorriu e agachou até ficar frente a frente com o bebê. Harry apoiou suas mãozinhas nos joelhos do mais velho já que isso de ficar em pé o cansava muito.
- Kero está sujo agora bebê. Temos que dar banho nele e depois você pode brincar.
- Aga...? Keo aga? – perguntou.
- Sim Harry – Louis disse, pois era o único que entendia o idioma do menino – Kero vai tomar banho na água.
- Hady aga com Kero! – gritou emocionado.
- Quer tomar seu banho? – sorriu – Então vamos.
O moreno levantou o bebê nos braços e juntos partiram para o banheiro, onde estava a banheira do pequeno e... do extraviado Kero.
- Você está sorrindo como um idiota Lestat – Marius comentou.
- Você também – o loiro grunhiu irritado.
- Onde Harry está?
Daniele e Jesse, os encarregados de cuidar de Harry, olharam alarmados a cara irritada de Louis. Havia chagado antes do tempo! Daniel procurou Armand com o olhar para pedir ajuda, mas o vampiro com corpo de adolescente negou com a cabeça e desviou o olhar. Daniel engoliu em seco e olhou para Jesse dessa vez. Ela arregalou os olhos e também negou com a cabeça. O rapaz de olhos violetas abriu a boca, fechou e depois tornou a abri-la.
- On-de-es-tá-meu-bebê? – sibilou remarcando as palavras. Lestat sorriu encantado, ele adorava ver seu amor com raiva, claro... quando essa fúria não estava dirigida a ele.
- Ah... ele... saiu – murmurou.
- Como saiu? – a expressão irritada e a voz gélida dirigida a Daniel indicou que era melhor explicar-se bem ou sofreria pelo instinto maternal de Louis.
- Khayman e Santino o levaram para um passeio no parque aqui perto – Armand disse se apiedando de seu namorado.
- Como!? Por que permitiram tal coisa!?
- Calma Louis. Eles vão cuidar bem dele – Maharet falou.
- Esses idiotas não sabem nada de como cuidar de bebês – grunhiu – Levam seu leite, suas fraldas, ou ao menos seu ursinho? – perguntou a Daniel.
- Eu dei tudo o que eles precisavam. E eles insistiram tanto que não pude negar, por favor, não fique com raiva.
- Certo – murmurou – Mas eu vou buscar meu filho, não confio nesses dois irresponsáveis. Se algo acontecer com meu bebê... – sibilou ameaçador.
- Aonde você vai? – Marius perguntou casualmente entrando no lugar.
- Onde você acha!? Esses idiotas saíram com meu bebê! – Louis rugiu antes de sair da casa.
- O que aconteceu? – Marius perguntou desconcertado.
- Santino e Khayman levaram Harry ao parque – Jesse murmurou.
- Lou dá medo quando se trata de Harry – Armand murmurou.
Os outros concordaram. A tensão do quarto diminuiu consideravelmente quando o vampiro moreno abandonou o lugar.
- Não gostaria de estar na pele desses dois agora – Daniele sussurrou.
*No Parque*
- Será que não faz mal ele comer isso? – Khayman perguntou seriamente ao ver Santino dar algodão doce para o bebê Harry de um ano e meio.
- Tutti bambini estão comendo – deu de ombros.
- Mas as outras crianças são mais velhas que Harry. Lembra que ele ainda é um bebê.
- Harry gosta, não está vendo?
Isso era verdade, Harry (que estava no seu carrinho) comia o doce gulosamente. Era a primeira vez que comia algo assim tão doce. Seu papai nunca lhe dava nada doce que não fosse fruta.
- Mmmmhhh... bom, se ele gosta, não acho que seja problemas – o vampiro murmurou não muito convencido.
Já era de noite, quando enfim Louis deixou Harry aos cuidados de Jesse e Daniel, pois tanto o moreno como Lestat, saíram para caçar. Na verdade eles não sabiam o que Lestat fez para separar Louis de Harry... era um mistério, já que eles pensavam que Point du Lac e o bebê estavam grudados. Depois disso foi fácil convencer a ruiva e o de olhos violetas para que deixassem Harry passear com eles no parque. Santino pensava que o bebezinho precisava sair mais, já que Louis não saía com ele nem para ir à esquina com medo de que algo acontecesse. Estava traumatizado por causa do que houve com Cláudia, evidentemente.
Sendo Harry tão pequeno não podiam levá-lo em todos os brinquedos. Mas Santino estava de bom humor. Ele levava o bebê em todos os brinquedos permitidos, comprava bonecos e mais ou menos explicava tudo para o moreninho. Khayman teve que freá-lo várias vezes para que não desse a Harry tudo o que o menino queria. Eles não queriam que Harry Potter ficasse igual Cláudia.
Os dois o olhavam com um estranho brilho nos olhos, Harry ria e brincava com umas bolinhas de plástico que estavam em uma piscina grande onde havia outras crianças de sua idade. Ele estava muito feliz, o bebê já estava acostumado com todos eles e, todos gostavam muito do menino. Claro, nenhum deles amava Harry tanto como Louis, mas se aproximavam bastante. Vendo ele assim, todo sorrisos e com seus olhos verdes brilhando com a diversão, ninguém podia imaginar como sua vida foi destruída antes que o vampiro moreno o encontrasse. Só de imaginar o que aconteceria com o bebê se tivesse ficado com esse desgraçado tio do qual Louis tinha falado, lhes arrepiava os cabelos.
Depois de brincar bastante nesse lugar eles tiraram o bebê dali para puder visitar outros brinquedos. Santino parecia mais entusiasmado que Harry olhava extasiado como o bebê comia um sorvete de baunilha. Eles, ao ser o que eram, nunca tiveram a possibilidade de aproveitar esses prazeres. Por isso invejavam o rostinho iluminado do moreninho enquanto degustava esse manjar.
- Papai! – no rosto do menino formou-se um belo sorriso enquanto olhava a multidão.
- Quer voltar com seu papai? – Khayman perguntou desiludido. Eles estavam se divertindo tanto!
- Não papai Lou! – esticou seus dedinhos gorduchos.
E o sangue de suas vítimas mais recentes congelou em seus corpos de vampiros ao ver um nada contente Louis Pointe du Lac se aproximando deles rapidamente. Seu rosto ficou horrorizado ao ver o doce que o pequeno tinha nas mãos.
- Papai!
- Oi bebê – Harry sorriu. Tinha sentido tanta saudade! Como se deixou convencer por Lestat para se afastar tanto dele!? E ainda por cima quando voltou para casa lhe contaram que o bebê tinha sido seqüestrado! – O que você tem na mão? – sibilou fuzilando Santino com o olhar.
- Vete!
- Ah... sorvete, isso é porcaria meu amor – afirmou olhando os vampiros zangado. – Dá para o papi para jogar fora?
Harry duvidou. Como algo tão gostoso podia ser porcaria? Mas se papai estava dizendo... Sorriu e lhe entregou o sorvete de baunilha. Depois de jogar a "porcaria" fora carregou o pequeno e dedicou o pior dos olhares para Khayman e Santino.
- Se queriam trazer ele para passear poderiam ter me pedido.
- Claro – Santino bufou – A gente tinha certeza que você ia deixar tutto.
- Na verdade, não ia deixar – resmungou – Pois vocês dois são uns irresponsáveis. Como vocês podem dar um sorvete para um bebê de um ano e meio!? Se os dentes ainda não terminaram de nascer e vocês já querem que ele tenha cárie.
- Não exagera, é a primeira vez que ele come isso. A dieta que você dá a ele já o está aborrecendo. – Khayman disse.
Remexeu-se incômodo ao ver a fúria naqueles belos olhos verdes.
- Isso é o que uma criança de sua idade deve comer – sibilou – E não voltem a fazer algo parecido ou vou proibir vocês de vê-lo – deu meia volta e desapareceu rumo a sua casa. Harry estava todo sujo e suado. Tinha que dar banho nele antes de colocá-lo para dormir. Já era mais de dez e meia da noite e ele ainda estava acordado!
- Que Louis tem? Ele parece... "estranho" – disse Gabrielle, juntou as sobrancelhas a figura nervosa do mencionado vampiro.
- Depois de amanhã Harry faz dois anos. É seu primeiro aniversário junto com a gente e ele quer fazer uma grande festa – Marius murmurou.
- Vô...
Marius crispou seus lábios. Esse Lestat ia pagar muito caro. Desde há um mês que estava ensinando o pequeno Harry a chamá-lo de "avô". Mas ele não era um ancião! Bom... era um dos mais antigos, no entanto isso não significava que ele tinha que ser chamado dessa maneira pelo pequeno.
- O que foi Harry?
- Keo fo ebora – disse fazendo um biquinho.
- Perdeu seu brinquedo outra vez? – Daniel disse chegando perto do pequeno. Agachou e bagunçou o cabelo negro ganhando um sorriso do menino. Harry levantou seus braços e o garoto não duvidou em carregá-lo – Que tal se a gente for procurar ele juntos?
- Sim!!
Era o dia do primeiro aniversário do pequeno Harry Potter e Louis vestia emocionado seu bebê. Havia comprado um modelo antigo de roupa (como as que vestia em sua época) e agora o menino parecia um pequeno Lord. Seu cabelo estava desordenado, pois o moreno vampiro tinha lutado de mil maneiras para penteá-lo, mas de nada adiantou. Ele o deixou um pouco mais comprido para cobrir essa horrível cicatriz em forma de raio, se fosse possível, ia prorrogar o máximo possível à explicação de como ele tinha obtido.
- Vamos descer?
- Sim papai!
Chegaram ao salão alegremente adornado com balões de diversas cores, flores e um pequeno bolo para que o pequeno soprasse as velinhas. Só havia comida para o bebê, pois eles não comiam, evidentemente. Alegravam-se de que o menino não perguntava o porquê disso, sabiam que ele achava estranho, mas nunca perguntou por isso.
Todos se aproximaram sorridentes para cumprimentar e Harry, sendo tão carinhoso que derretia, os abraçou e beijou a todos em suas bochechas com muito amor, arrancando mais de um sorriso terno nos rostos pálidos dos convidados.
- Satino! – Harry gritou e corre até o vampiro. Este abriu os braços e o recebeu sorridente.
- Oi bambino!
Louis não conseguiu evitar fechar a cara. Sabia o porquê da alegria de Harry. Isso era por que Santino era cúmplice do bebê. Era quem o incitava a fazer travessuras (igual Lestat), lhe trazia presentes de todas as cidades que visitava e contava umas estórias esquisitíssimas (mais esquisitas que as de seu avô). Louis sabia que Santino fazia isso por que amava o pequeno, mas ele não conseguiu evitar reprovar essa atitude que tudo consentia... e principalmente por que esse carinho que Harry tinha pelo italiano lhe dava...ciúmes.
- Alegra essa cara – Lestat disse olhando-o divertido – Sabe muito bem que Harry gosta de todos igualmente, mas é a você que ele ama.
O moreno voltou-se para encará-lo com um pequeno sorriso enfeitando seus lábios finos. Lestat o agarrou para beijar ternamente os lábios do moreno. O vampiro mais velho aproveitou a oportunidade e rodeou a pequena cintura com seus braços. Suas demonstrações de carinho quase não eram pública desde que Harry tinha chegado. Louis parecia sentir um tipo de pudor quando estavam na frente do bebê. Dizia que isso "não era correto" e Lestat tinha que engolir sua frustração.
Um gritinho alegre interrompeu seus carinhos. Santino estava jogando o pequeno corpo de Harry para o ar e depois o agarrava com suas mãos. Os olhos da "mãe" se arregalaram e Louis se soltou dos braços de seu amante disposto a deter o italiano.
- Deixa ele – Lestat sussurrou sorridente detendo os passos do moreno – Ele não vai deixá-lo cair, não tenha medo.
- Mas...
- Não vê como ele está se divertindo?
- É perigoso – murmurou, no entanto continuou abraçado a Lioncurt sem desgrudar seus olhos do menino.
A festa foi divertida apesar de Harry ser a única criança no meio de tanto adulto. Quando sopraram as duas velinhas Louis quase chora para diversão de todos. Os olhos do aniversariante brilharam ao saber que ele sozinho ia comer todo aquele bolo, já que sabia que os demais não comiam. Mas sua pequena bolha de felicidade se rompeu quando seu papai disse que ele comeria um pedaço por dia até que terminasse.
- Fico feliz que você foi teimoso e nos convenceu para que ele ficasse aqui.
Louis sorriu para o dono do comentário. De todos Armand e Khayman foram os mais resistentes a companhia do pequeno. Mas agora percebia que Armand, que olhava aparentemente indiferente como seu namorado Daniel brincava com Harry, era outro que mimava o pequeno quando ninguém via. Podia notar o brilho de ternura em seus olhos nestes momentos, enquanto presenciava a cena.
- Obrigado Armand.
- Vovó...
- Fala Harry – Maharet disse tranquilamente, enquanto limpava a boquinha do menino. Estavam em um das salas da casa e Harry estava comendo seu iogurte de merenda.
- Que é ito? – perguntou tocando a cicatriz em forma de raio.
A vampira o olhou por uns instantes, analisando as possibilidades. Na verdade estava surpresa com a pergunta. Todos esperavam que Harry demorasse em perceber que tinha essa cicatriz e quisesse saber o porquê dela estar ali. Mas chegou o momento, mais cedo do que esperavam, e não era de se estranhar esse fato. Com seus dois anos e meio Harry Potter era uma criança muito esperta.
- Quando você era um bebezinho teve um... acidente. Sabe o que é um acidente?
- Quado caio e sai sague?
- Mais ou menos. Você tinha só um aninho por isso não lembra de nada.
- Vai sara? – tocou a cicatriz – é feia – resmungou.
- Não, Harry ela vai ficar ai para sempre – sorriu apesar de tudo.
- Mmmhhh... Vovó?
- Sim?
- O que é... "taansa pa que gite de pazer?".
- O-Onde você ouviu isso...? – Louis que estava entrando nesse momento sussurrou.
- Meu pai Let dise oto dia.
- LESTAT DE LIONCURT!!!
Continuará…
Notas da tradutora: E ai... o que acharam do pequeno Harry? Em menos de uma semana temos outro capitulo... Me digam o que acharam.
Besitos.
