Preguiça: é a inatividade de uma pessoa, aversão a qualquer tipo de trabalho ou esforço físico.
Preguiça
24 de Dezembro de 2007
Virginia acordou e se espreguiçou. Bom, pelo menos tentou, pois foi impedida por braços que a impediam de se mexer. Virou o rosto e encarou Draco com um sorriso nos lábios.
Angelical!
Apenas quando dormia. Desvencilhou-se lentamente para não acorda-lo e foi até o banheiro.
Banho. Quente! Era o que precisava naquele inverno. Somente Draco para gostar do frio.
Ao sair enrolou-se na toalha e foi para seu quarto, onde, no armário, pegou um conjunto de calça e blusa de manga, de moletom, verde-musgo. Amarrou o cabelo em um rabo de cavalo alto.
Olhou-se no espelho.
-Perfeito!
Olhou para a cama. Maneou a cabeça negativamente.
Draco agora estava esparramado, com uma expressão de prazer no rosto. A coberta cobria-lhe apenas a cintura.
Rindo, Virginia se aproximou e beijou-lhe a lateral do pescoço.
-Draco. – sussurrou. Nada. – Draco!
-Hum. – resmungou virando-se de costas.
-Txutxuquinho, ta na hora de levantar. – falou fazendo carinho nos cabelos do marido.
-Ah, não Vi! – cobriu a cabeça com a coberta.
-Ah sim, amor! – puxou a coberta. – Você me prometeu ir ao Beco Diagonal!
-Ficou te devendo. – tampou a cabeça com o travesseiro.
-Por favor, txutxuco! – falo manhosa.
-Virginia, tenha piedade desse ser que vos fala. – falou com a voz abafada pelo travesseiro.
-Você não reclamou de cansaço ontem. – cruzou os braços, mesmo sabendo que ele não estava vendo.
-Isso é outra coisa.
Bufou.
-Vamos Draco, acorda!
-Eu estava sonhado. – falou a encarando pela primeira vez.
-Sério?
-Sim, eu estava pelado na praia. Correndo! – exclamou maravilhado. – Sabe o que eu senti? Liberdade, paz! – falou.
-Você é estranho.
-Foi tão bom que eu vou voltar a dormir para continuar a sonhar. – cobriu a cabeça novamente.
-Não, D. Levanta. – bateu o pé no chão. – Espera ai! Você estava sozinho?
A olhou novamente e sentou-se.
-Não, você estava lá. DE BIQUINI!
-E?
-Eu nu, você de biquíni?
-E?
-É injusto!
-E?
-E você esta me enchendo!
-E?
-E que eu estou com sono demais para te ouvir. – deitou-se novamente.
-'Quinho, vamos! – falou sentando-se ao lado do corpo dele. – Eu te prometo uma massagem! – disse passando a mão nas costas pálida do marido.
-Completa? – falou por debaixo do travesseiro.
-Se interessou, né?
-Completa ou não? – a olhou.
-Por que você só faz as coisas quando é do seu interesse ou quando tem chantagem?
-Virginia, completa? Lembre-se que alguém tem que segurar suas compras, pagar as contas, te vigir.
-Me vigiar?
-Claro, se não você compra Merlin e o mundo! Nunca vi. – deitou a cabeça no travesseiro.
-Vamos, D, por favor, faz isso por mim.
-Eu fiz tanta coisa ontem por você. – falou malicioso.
-DRACO MALFOY OU VOCÊ LEVANTA AGORA OU EU TE PROIBO DE ENTRAR NESSE QUARTO POR 1 SEMANA!
-Ta parecendo minha mãe. – falou fazendo a ruiva revirar os olhos.
-Draco! – falou em tom de aviso.
-Completa?
-Levanta dessa cama, se não eu vou sozinha para o Beco Diagonal e vou pedir para um homem qualquer, de preferência bonito, para me ajudar.
-Eles não vão mexer com a mulher de Draco Malfoy.
-Pode até ser, mas eu tenho o Harry como opção.
-Broxei! – falou se levantando.
Riu ao vê-lo se levantar só com a calça do pijama e ir para o banheiro tomar banho. Frio!
A ruiva foi até o armário e separou a roupa dele. Pegou uma blusa preta e aspirou o cheiro do marido.
-Draco?! – chamou.
-Oi! – respondeu ele por entre o barulho do chuveiro.
-Completa! – falou com um sorriso no rosto.
