Harry Potter não me pertence.
Nota: Já comecei mentindo. Desculpa. Mas é, essa história está completa no meu computador (o que acontece é que eu passo semanas sem ligar ele HAHAHAHA), mas prometo tentar atualizar semana que vem. São 4 capítulos, então em 1 mês tudo vai ficar completo ;D
Vou deixar aqui um TW. O relacionamento Tom/Ginny não é e nunca foi saudável e esse é um dos piores que eu já escrevi. Então você está avisado.
Imperatriz
1
Há quem diga que ele era somente um homem que não conheceu a bondade para saber lidar com ela, há quem diga que ele era um oportunista com ódio no coração por nunca ter recebido afeto. Há quem diga que era apenas uma criança malcriada que se criou sozinha. Há quem o teme. Há quem o obedece. Não há quem não o respeite.
Não há mais quem o ame. Talvez a única forma de amor – quase adoração – que recebeu de uma quase criança seja o único amor – ainda imaturo, com certeza não era saudável – que ele conheça.
A verdade era que ele nunca tivera com quem compartilhar seus sentimentos, suas emoções. Só a si mesmo. Talvez por isso ele só saiba amar a si próprio. Talvez por isso ele observa a garota de olhos amendoados como se esperasse dela a mesma adoração que ele dedica a si próprio.
Tom Riddle era extremamente narcisista. E desejava que o temor que sua querida esposinha (temor, nunca amor) lhe dedicava fosse igualmente cego e cheio de adoração por si mesmo.
Ele não a amava, era verdade, mas possuí-la destruía os sonhos de Harry Potter.
Destruía tudo o que ele esperava. Destruía a realidade que ele criou para si.
Ah, ele gostou de possuir o corpo e alma de Ginevra como gostou de vê-la rota (cada dia mais) se atirando a dor de ser uma das posses de Tom.
Como o sua fortuna, seus empregados, como os grandes que o obedecem por medo.
X
- Boa noite, minha rainha. - ele diz debochando de seus sonhos e lhe acaricia o rosto como se acariciasse um animal.
Ela se encolhe na cama e espera que ele vá embora. O amor foi embora há tanto tempo que ela sabia que só não poderia dar-lhe um herdeiro. Não seria tola de engravidar de Tom Riddle.
Já bastavam dois malditos naquela casa: Ela e ele.
- Ginevra, eu lhe darei o mundo. - ele sussurrou e ela engoliu as lágrimas. Chorar só divertia mais Tom. E, por pertencer a Tom, ela deveria diverti-lo. - Abra um sorriso, querida.
Sua rebelião era fingir não se importar, por mais que suas tentativas falhas divertissem ainda mais Tom.
Ela amaldiçoava Tom por sua existência. Amaldiçoava Harry, por mais que a escolha tenha sido dela. Ser de Tom e salvar a vida do amor de sua infância. Um amor tolo e puro, desajeitado.
Seu primeiro beijo, seus sonhos doces. Antes de cair num pesadelo que era sua vida ao lado de Tom Riddle.
Ele era o homem mais doce e educado que já tivera o prazer de conversar. Inteligente, ele não menosprezava a contribuição de uma mulher em uma conversa sobre política e economia. Ela se interessou pelo carinho a que ele demonstrava ao conversarem. Sabia que era a encenação básica de Tom para atingir seus objetivos sórdidos: chegar até Harry e depois destruir os sonhos dele.
Harry sempre sonhou com uma família e agora a olhava triste pelas barras de ferro impostas por Tom. Ele adorava ostentá-la. Como se ela fosse o troféu de caça mais valioso de Lord Tom Riddle.
- Madame Riddle. - a empregada se aproximou e começou a lhe vestir para mais um daqueles eventos em que seria a decoração nos braços de Tom. A esposa quase trinta anos mais jovem, doce, delicada e dedicada de Tom Riddle. Se ela não soubesse o que lhe aconteceria se não obedecesse, gritaria.
Não tinha o direito ao grito, no entanto.
X
Tom lhe conduziu por entre as pessoas no salão de festas, trocando um olhar com alguns membros de famílias poderosas e recebendo sorrisos de apreciação de alguns senhores mais velhos que ele.
- Está particularmente bonita hoje, Ginevra. - ele disse e abriu um sorriso que ela sabia que era maldoso, mas ela conhecia Tom bem demais para saber quais eram os objetivos de seu sorriso.
Ou pelo menos, supor o que ele desejava.
- Vá conversar com suas amigas, minha querida. Eu tenho negócios a tratar. - ele disse e lhe beijou a mão com delicadeza. Uma fera enjaulada na forma aristocrática. Esse era Tom.
Uma senhora lhe sorriu e lhe deu a entender que achava a delicadeza de Tom para com ela um achado. Sorriu com um sorriso forçado que ela aprendeu a dar.
- Com sua licença, creio que Lady Malfoy deseja me falar. - fez um gesto educado e pensou quanto tempo até conseguirem salvá-la de Tom. Quanto tempo até ele ser tangível novamente.
- Querida. - Narcissa Malfoy não gostava dela, mas era educada para disfarçar o fato. - Quanto tempo!
Abriu um sorriso e disse com a polidez que a posse número um de Tom Riddle deveria possuir que sentia falta de ver a outra e que ela estava convidada para um chá com ela em alguma tarde.
Então a senhora lhe apresentou um rapaz. Ele não deveria ter completado vinte anos e lhe sorriu com o respeito que deveria possuir por uma senhora casada, mas os olhos demonstravam o divertimento de ver uma garota – quase uma menina – como a senhora de Lord Riddle.
Ele não lhe falou diretamente enquanto conversou com Narcissa, mas quando ela foi se recolher aos seus pensamentos de pena de si mesma, ele veio atrás dela.
- Seu pai deve estar orgulhoso da forma que conduz as relações sociais com as esposas dos sócios deles. - ele comentou divertido.
- Lord Riddle é meu marido. - respondeu automaticamente. Ele não conteve um risinho.
- Desculpe a intromissão, Senhora Riddle, mas você tem idade de filha de seu marido. - ele debochou e ela se manteve impassível.
- Meu casamento não lhe diz respeito, menino Malfoy. - respondeu acidamente. Ele riu e se aproximou mais dela.
- Sou mais velho que a senhora, Senhora Riddle.
Com delicadeza, ela se afastou e voltou para a festa com medo de que Tom ouvisse falar que sua posse fora assediada pelo filho de um de seus sócios (comparsas se ela fosse seguir o instinto que possuía).
Só Deus saberia o fim do menino Malfoy se Tom se sentisse ameaçado.
E ela não desejava mais uma morte pesando em sua consciência.
Obrigada por ler,
M. Black
