Nome: Sparks
Autor: Skay Grey
Status: Em Andamento
Tipo: Slash
Shipper Principal: Draco/Harry
Censura: NC18 - Imprópria para Menores de 18 Anos
Sparks
Capitulo – 2
- Bom dia senhor! Como foi de viagem? – perguntou nervosamente Luize Diped, a secretaria estabanada de Draco Malfoy.
- Não sai de férias Luize, fui trabalhar, como acha que foi a viagem? – respondeu Draco com o melhor do seu mau humor.
- Desculpe-me. Não quis parecer impertinente senhor. – bastou o primeiro contato visual com o chefe para Luize saber: teria um dia muito ruim pela frente. Não era preciso abrir a boca para constatar que o humor do loiro era praticamente inexistente, mesmo assim quis arriscar. Mais uma vez se deu mal, bem feito, pensou, vê se da próxima vez mantêm essa bocona grande bem fechada para evitar a primeira flechada.
Draco estava de pé, no meio da ante-sala do seu escritório no terceiro andar do grande ministério da magia, muito antes do previsto para o seu retorno, fulminado Luize como se ela soubesse a solução para seus problemas, e de alguma forma não quisesse informa-lo.
Evidentemente o loiro notara que mesmo em sua ausência a secretaria se esforçara ao máximo para manter o serviço em ordem.
Mas de reconhecer, a parabeniza-la pela atitude havia uma grande lapso. Estressado e amargo pela péssima noite de sono que tivera, as linhas do rosto dele se intensificavam ainda mais, dando apoio a expressão de poucos amigos que ele oferecia no momento para sua secretaria deixando a mulher mais desconsertada, se é que era possível, ainda mais.
- Que bom não? – gélidas as íris de Draco fitavam Luize, enquanto se questionava. Talvez fosse brusco demais, ou Luize alto-confiante de menos. Era mais forte que Draco ser assim, meticuloso nas palavras, e tão afiado quanto uma lamina traiçoeira poderia ser. O tratamento imposto por ele em seu circulo social sempre fora natural em seu ambiente Malfoy, onde sua rica educação foi forjada sem delicadezas mas com bastante ênfase. Luize não escondia o pavor diante das poucas palavras acidas de Draco. O semblante aparvalhado da secretária não desmotivou o loiro que resfolegou impaciente continuando o que dizia.
- Se fosse sua intenção me importunar Luize, eu tomaria providencias para encontrar uma nova secretaria você não acha? – esperava que ela reagisse. Que pelo menos chorasse, algo além de ficar atônita sem saber dizer o próprio nome, parada a sua frente como uma gárgula.
Luize poderia agüentar por mais um ou dois minutos, não mais do que isso. Logo as pernas dela a deixariam na mão por conta do seu nervosismo, precisava sumir dali o quanto antes na tentativa de retomar uma pouco do seu fraco controle. Chegou mais cedo contando em adiantar o serviço e se preparar mentalmente para a volta do loiro. Agora que ele se antecipara, pegando Luize desprevenida mais uma vez, era agüentar o tranco e esperar que as horas passassem, como sempre.
- Mas uma vez peço que me desculpe. – gaguejou ela, quase sussurrando. Sua voz não sairia mais alta do que isso, embora gostaria muito de gritar com o chefe. Seu único mecanismo de alto-proteção era manter-se cabisbaixa para enfrentar melhor as coisas, ao menos não sorveria diretamente do loiro seu olhar cortante lhe mandando ondas de deboche e indiferença. Draco era bom em muitas coisas, e suas aptidões se destacavam tanto para as coisas boas como para as ruins.
A essa altura Luize já não sabia mais o por que se mantinha no emprego infeliz. Talvez fosse pelo dinheiro, ou pelo prestigio que o cargo lhe oferecia diante das outras secretarias do mesmo departamento. Havia muitas coisas em jogo, mas o que mais lhe afetava todos os dias quando pensava com desespero em pedir demissão aos gritos e soluços é o orgulho que seu pai sentia por ela ocupar um cargo tão concorrido como o que conseguira, se saísse agora botaria tudo a perder. E por que não pensar no obvio? Castigo de Merlin é claro!
- Não fique ai parada pedindo desculpas, - analítico Draco se mantinha impaciente diante de Luize. A mulher mantinha o olhar longe de Draco, sempre focando algo que não chegasse perto do rosto do loiro. Ela escutava as suas ordens como se fosse algo muito desrespeitoso olhar para seu semblante. Medo. - não é necessário fazer isso eternamente, - eu já entendi perfeitamente da primeira vez. Sirva meu café, traga meus recados, e não deixe que ninguém me IMPORTUNE , para todos os efeitos eu ainda não cheguei Luize. – o que lhe irritava na mulher a sua frente não era falta de capacidade, mas sim o fato de subjugar-se a ele como uma elfo-doméstica.
- Certo senhor Malfoy. Estarei em sua sala em um minuto. – tremula Luize se virou rapidamente, tudo para passar menos tempo na pior das companhias.
- Assim espero. – sibilou o loiro com aspereza vendo a secretaria sumir rapidamente de alivio por não precisar compartilhar mais de sua companhia.
Luize respeitava a dualidade de Draco como ninguém, em um misto curioso de distancia, medo e admiração. Sabia que não havia pessoa mais intrigante em todo o departamento, ou por todo o ministério. Nem mesmo o tão conceituado e respeitado Harry Potter, que era de longe um profissional e tanto, não conseguia tamanho sucesso no âmbito profissional como o loiro conseguira. Draco era tão jovem, tão progressivo, ao mesmo tempo que se fazia conservador e retrogrado em outros pontos. Suas soluções profissionais brilhantes, seu jeito de controlar as pessoas a sua volta, o modo com que se fazia mais perceptível do que as outras pessoas, e quando queria somente quando queria, era agradável ao extremo, infelizmente isso era raro de presenciar se tratando dele, e com ela, Luize, isso praticamente nunca acontecera.
Draco entrou em sua sala, sentou-se a sua mesa, e como de costume folheou sua agenda para confirmar seus futuros compromissos. Em seguida, retirou do bolso interno das veste um aparelho eletrónico popularmente chamado pelos trouxas de telefone celular. Discou o único numero que o aparelho guardava, esperando a outra pessoa atender seu chamado.
Do outro lado da linha, a quilômetros de distancia, na parte inteiramente trouxa de Londres uma jovem dormia a vontade esparramada em sua cama confortavelmente grande, enrolada nas cobertas, afundada entre travesseiros e almofadas. O primeiro toque do seu aparelho celular moderno rosa choque lhe despertou de um sonho bom e curioso. Ela tateou na direção da mesa de cabeceira da cama afim de pegar o aparelho, que chamava sua atenção pelo terceiro toque. Assim que atendeu a ligação sonolenta com os olhos ainda fechados, sua voz saiu fraca pelas horas de sono consecutivas, e ela disse a primeira palavra da manhã para Draco Malfoy.
- Alô? – de forma embaçada a morena abriu seus olhos mel diretamente para o relógio. O telefone em seu olvido esquerdo, segurado molemente, indicava seus primeiros preguiçosos movimentos. O ponteiro pequeno descansava sobre o numero sete enquanto o ponteiro maior avançava mais depressa, sobre a marca de trinta e quatro minutos.
- Lesly? – chamou o loiro ao telefone, despertando a amiga ainda mais.
- Oi Draco. Já retornou de viagem? – sem resistir as pálpebras pesadas ela fechou seus olhos novamente por fadiga inconsciente. Passou a mão livre pelos longos e emaranhados cachos pretos azulados enquanto falava com a voz grossa de sono. Na tentativa mais eficaz de abrir os olhos definitivamente ela os esfregou, importunando os silios e a região sensível. Sua visão desanuviou, e o quarto entrou em foco. Por partes foi se movimentando horizontalmente na cama, reativando assim seus reflexos.
Não era preciso levanta-se rapidamente, de imediato afastar as cobertas e as almofadas um pouco, era suficiente para que seu corpo tomasse consciência devagar que ela estava desperta. A voz de Draco era um ótimo despertador, um timbre amigo, confortador. Bastava se concentrar nele falando, assim, seguro e encorpado para se convencer de que não estava sonhando ainda.
- Sim, estou no escritório, vim direto para cá. – Draco sorriu com a voz matutinamente infantil de Lesly ao telefone, ainda consultando a agenda afim de memorizava seus compromissos futuros.
- Transferiu sua cama para o escritório agora? Alguma urgência para madrugar desse jeito ai? – preocupou-se Lesly, enrolando uma mecha de cabelos entre os dedos, olhando para o teto por falta de opção melhor.
- Oh, nada grave, cai da cama, só isso. – Draco suavizou a voz, passando tranqüilidade para não trazer preocupações a amiga nas primeiras horas do dia dela.- cheguei mais cedo com saudades de você, e não tive uma noite de sono agradável! Assim acabei terminando antes do previsto o que tinha de fazer por lá. Fora isso estou perfeito como sempre. Tudo bem por ai?
Um suspirou audível escapou da garganta do loiro ao lembrar da sua péssima noite de sono, mas a voz de Lesly ao telefone lhe trazia um certo sossego.
- Também morri de saudades de você loiro! – a morena sorriu ainda para o teto respondendo marota ao telefone, feliz pelo carinho que o amigo lhe dedicava. Mas o suspiro involuntariamente fundo de Draco indicava aborrecimento, ao julgar pelo tom que usou ao se referir a sua ultima noite de sono ou ele teve problemas para dormir, o que não era difícil de acontecer, ou teve o mesmo pesadelo de sempre, e isso sim era um mal sinal.
- Aqui esta tudo legal sim... Por que não me ligou do México? – com uma das pernas esticando verticalmente na direção da cabeça a moça se alongava enquanto esperava a resposta de Draco.
- Você me disse que estaria ocupada! Eu não quis incomodar! – respondeu Draco com honestidade.
- Ai que frescura Draco! Você poderia ter ligado sim! Isso é desculpinha para se ver livre de mim. Mudando de assunto... me diz: por que teve uma noite de sono ruim? Andou se divertindo por lá?
- Não é frescura! – Draco se esquivou de responder diretamente. - É serio... não queria atrapalhar seus planos de final de semana. Também estive concentrado nas pesquisas por lá, fui a trabalho, não fui encher a cara de tequila e me esfregar em ninguém!
- É uma pena... bêbado teria dormido mais rápido e se tivesse se esfregado com alguém estaria de bom humor! – ironizou Lesly. - Loiro? RESPONDE!
- Fala? – Draco fechara a agenda, passando a contemplar o nada por um longo momento. Não estava bem certo se queria tocar no assunto do pesadelo novamente, sentia-se mais a vontade sobre o assunto conversando olho no olho com Lesly.
- Não muda de assunto! - sentada na cama em posição de lotus, Lesly sentia a tenção no modo com que Draco falava. - já é a segunda vez que eu te pergunto! Me diz por que teve uma noite ruim de sono?
- Hufff... você não vai desistir não é? – Draco moveu o rosto em direção a janela, reclinando em sua confortável cadeira, encarando uma das melhores vistas artificias do ministério, focando o olhar nas ondas revoltas que se chocavam com as pedras esverdeadas de limbo. A teimosia de Lesly era igual ou maior do que a sua própria. Mas nunca fora motivo de discórdia entre eles.
- Não, não vou. – respondeu ela obstinada na complicada posição de segurar o celular e levar o tronco a se encostar no joelhos, na presença de enfiar a cabeça por entre as pernas.
- Ta certo, eu conto. Tive aquele mesmo pesadelo com o idiota! – Draco se deu por vencido, precisava desabafar mesmo, fosse o que fosse, se não tocasse no assunto agora falaria na sua próxima consulta com Lesly. Não havia sons em sua sala, e sua voz saiu desmedidamente mais alta, quando Draco desviou os olhos da paisagem para fitar com suspeita a porta
- Não acredito que teve o mesmo sonho de novo Draco! – preocupou-se a morena endireitando o corpo, sentando ereta com os pés para fora da cama. - achei que você já tivesse superado isso.
- O mesmo pesadelo você quer dizer. – Draco se levantou e caminhou até a frente da sua mesa, suspirou novamente, se sentando no tampo de mármore verde oliva, com uma das mãos seguras no telefone e a outra desinteressada no bolso.
- Sim, você me entendeu. – respondeu Lesly, colocando os chinelos de dedos, procurando com o olhar sua toalha para banho.
- Sim, o mesmo de sempre... eu e aquele idiota no mesmo trem, na mesma sala. Que raiva! Eu já não sei mais o que eu faço! Esses pesadelos, deve ter mais alguma coisa que você possa me indicar para eles pararem! – Draco apoiou o peso do corpo em uma das pernas cruzadas quando passou as mãos nervosas no cabelo simetricamente bem cuidados. Seu olhar fixo nos livros da estante ao final da sala.
- Draco, achei que depois de todas as seções de terapia você não teria mais esse problema. Eu sinto muito, mas terá que esperar um tempo para eu descobrir por que a sua obsessão por ele se manifesta assim. Eu não seria capaz de raciocinar uma solução coerente a essa hora da manhã não é? Você me conhece! Eu te receitaria um monte de calmantes até sua consulta, que é só no final da semana, alias... sua secretaria ligou ontem de manhã, confirmando sua próxima consulta – se levantando e abaixando para procurar a toalha de banho, Lesly acabou encontrando a famigerada peça felpuda no meio de sua habitual bagunça no chão, disposta no canto esquerdo do quarto.
- Ótimo, ao menos uma coisa ela conseguiu fazer certo! – ironizou Draco olhando rapidamente para o vão inferior da porta, checando se Luize não estaria furtivamente por perto para escutar.- Lesly depender de Luize para qualquer coisa significa morrer primeiro e depois conseguir ajuda. Venha trabalhar com ela por um dia para ver se eu não tenho razão.
- Draco, pela milésima vez! Tente ser razoável com ela, ou ficara sem secretaria! – exasperou-se Lesly jogando a toalha em cima da cama para iniciar a caça de um conjunto intimo em suas gavetas que pareciam abaladas por uma tormenta.
- Paciência oras, arranjo outra! E quem sabe não tenho a sorte de encontrar alguém capacitado pelo menos? – Draco contornou o moveu ao qual estava sentado, voltando para sua cadeira apoiando os pés sobre o tampo limpíssimo da mesa com seu material de serviço ordenado, contrariado com a demora do seu café. Luize era capaz, ele sabia, mas a mania da moça em ser tremula e desastrada o irritava muito.
- Ela é esperta, e você sabe disso, se não já teria dispensado a coitada com rapidez, igual fez com as ultimas nove mulheres que você demitiu do seu escritório. – enfim Lesly encontrou na gaveta das camisetas um conjunto de calcinha e sutiã para vestir após o banho, teria que se organizar melhor agora que morava novamente sozinha.
- Hum, reconheço que só não demiti Luize ainda pelo esforço que ela faz para me agradar. Embora isso me irrite extremamente, não é de todo ruim, ela é engraçada também...
- Você gosta do trabalho dela, só não admiti. Por isso que você não a mandou embora ainda. – Lesly tirava o pijama a pulinhos em direção ao banheiro se virando como podia com uma só mão. Enquanto falava com Draco ensaiando um jeito de tirar a parte de cima que usava. Depois da façanha concluída Lesly se dirigiu a suite do quarto, no intento de preparar seu banho.
- Esperta ela até é, diversas vezes fiquei observando-a trabalhar sem que ela notasse, já te disse isso. Mas quando ela me vê pela frente simplesmente perde a coordenação! Merlin ela se atrapalha demais! – Draco revirou os olhos gesticulando impaciente com a mão desocupada. Sua esperança de obter uma dose maciça de cafeína antes que o ministro invadisse a sua sala como sempre fazia, diminuía com a demora da secretaria.
- Talvez isso aconteça por que ela vive sobre intensa pressão da sua parte. Comece a ser mais tolerante com ela, alias, com as pessoas em geral, e veja por si os resultados. Como já lhe disse antes, as pessoas são falhas, e você não é diferente, para de pressionar se você se sente tão pressionado assim.
- Tuche! – disse Draco surpreso.- de alvo passei a perseguidor?
- Hey... você não se enquadra no papel de vitima loirão! – respondeu Lesly rindo. - simplesmente não parece da sua natureza! Então pode parando com isso...
- Não vou responder por que sou incapaz de ser grosso, por isso, e só por isso se safou entendeu? – a voz do loiro de divertida passou a branda. Ele tentou reprimir um bocejo, mas o cansaço visível trazia com sigo uma carga de sonolência. Draco sentiu uma vontade repentina de ir para a casa e se amaldiçoar pelo resto do dia depois que passou a mão pelo rosto, se lembrando que na pressa de sair da humilde hospedagem mexicana ele esquecera seu creme facial por lá.
- Hum... sei, obrigado por contar com sua misericórdia oh todo poderoso Draco! – zombou Lesly.
- Gracinha! – riu Draco em resposta. - Lesly esses aparelhos trouxas me cansam! Por que simplesmente não posso meter minha cabeça na lareira e dizer oi para você?
- Por que não oras! Além do mas a minha lareira fica na sala. No momento estou nua na suite, abrindo a torneira do chuveiro para encher a banheira e tomar uma belo banho antes de ir para o consultório! Você sabe que eu ainda não me acostumei com essas coisas que você me conta sobre o mundo bruxo e tudo mais! Eu estou acostumada a eletricidade, pessoas na televisão me vendendo produtos, e vigaristas que fazem as coisas levitarem por truques com cordas para afanar o meu dinheiro!
- Do que você tem medo? Eu já te provei que é verdade, que magia existe! Sabe que eu não faria nada de mal com você... hum, se bem que você disse... a palavra nua não é? Então não posso garantir que me comportaria... – disse Draco gozador, fingindo uma voz sedutora.
- Você não presta Loirão! – riu Lesly.
- Oh, vindo de você me sinto lisonjeado, infelizmente você sabe que não é a primeira a me falar isso e nem será a ultima não é? – brincou Draco.
- Hahahahahaha... é por isso eu gosto tanto de você Draco...
Três batidas na porta despertaram Draco da conversa com Lesly. O loiro levantou o sobrolho desagradado, retirando as pernas repousantes de sobre a mesa, ajeitando-se ereto na cadeira, em seguida disse:
- Lesly, vou desligar, deve ser Luize a porta.
- Ok, nos falamos depois. A noite eu te ligo, beijo loiro.
- Beijo Lesly, tchau.
- Tchau.
- Entre Luize. – ordenou Draco firme guardando o aparelinho telefônico rapidamente na gaveta de sua mesa.
A porta se abriu e o rosto de Draco se contorceu em uma careta infeliz pela surpresa. Na sua sala, na companhia de sua amedrontada secretaria estava ninguém mais ninguém menos do que Harry Potter. O homem de seus pesadelos em carne e osso, com uma fisionomia que dizia: encrenca.
Muito sério Draco puxou o ar com força o soltando devagar, sem cerimônias disse entre dentes.
- O que você quer?
Continua...
