Segundo e último capítulo da fic, pessoas! E, no final dele, uma nota a respeito da próxima fic da série (e a Margarida já está se preparando para as possíveis pedradas)...

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Apaixonado

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Tudo começou por um capricho teu

Eu não confiava... Era só sexo

Mas o sexo é uma atitude

Geralmente como a arte

E talvez eu tenha entendido e aqui estou

-Qual é o seu nome? – o rapaz perguntou, ainda perdido no olhar triste e assustado da garota.

-A-Alana...

-É um bonito nome... Me chamo Mu...

Falou usando seu tom de voz mais agradável, tentando transmitir segurança para Alana. Ela então se permitiu sorrir pela primeira vez, ainda que timidamente.

A mão que estava em seu queixo tocou a face direita da garota, delicadamente. Era um toque tão macio e confortante que ela fechou os olhos, suspirando. Mu deixou-se levar pelo gesto, uma sensação de torpor e arrepio tomou conta de si.

-Não se preocupe, Alana... Eu não farei nada contigo...

-Então porque me trouxe até aqui? – ela questionou, abrindo os olhos e encarando-o, os olhos cor de mel ainda baços pela tristeza.

-Porque não poderia deixá-la com aquele homem... Você não tem que ser obrigada a fazer algo que não queira só porque alguém mandou ou por dinheiro...

-Obrigada, Mu...

Sorriu, mais uma vez. E desta vez, era um sorriso tão limpo e sincero que Mu não conseguiu desprender sua atenção dele, a cada segundo a beleza de Alana o envolvia mais. E aquelas íris esmeraldas do rapaz a deixavam desconcertada, eram tão vivas e encantadoras. Como se através delas pudesse enxergar sua própria alma e coração.

Desculpa se tento insistir

Eu fico insuportável

Mas te amo... Te amo... Te amo

Nos sorrimos... Tudo bem, é antigo, mas te amo...

-Você é linda, Alana... – ele disse por fim, acariciando o belo rosto parcialmente iluminado pelas velas.

E, sem encontrar resistências por parte da garota, Mu deslizou sua mão da face para a nuca de Alana e a puxou para um beijo. Um toque delicado, apenas seus lábios sobre os dela, terno.

Que sensação de vertigem era aquela, aquele arrepio em sua espinha? Alana estremeceu e seus braços, como se tivessem criado vida própria, envolveram o pescoço do rapaz. Suspirando, ela sentiu a língua de Mu traçando o contorno de seus lábios, como se pedisse passagem e permissão para continuar.

Ela os entreabriu, receosa, e o rapaz aprofundou aquele beijo, sua língua explorando com vagar a boca perfeita, buscando a de Alana em uma gostosa e ainda tímida dança. O arrepio se tornou crescente, ainda mais quando a boca de Mu abandonou os lábios rosados e se aventurou no pescoço de pele branquinha e sensível.

Um baixo suspiro pôde ser ouvido e o rapaz parou com a carícia, mesmo seu corpo já mandando sinais de que precisava continuar.

-Alana, eu... Eu te quero... Muito...

Por um momento, ela arregalou os olhos, será que tinha ouvido direito? Mas não sabia se era pelo clima, se por se sentir bem estando ali, com Mu, o fato é que Alana sorriu, nervosamente. E com as pontas dos dedos, traçou o contorno dos olhos do rapaz, detendo-se nas duas pintinhas que ele possuía no lugar das sobrancelhas.

-Então... O faça...

E desculpa se te amo e se nos conhecemos

Há dois meses ou pouco mais

Desculpa se não falo baixo

Mas se não grito morro

Não sei se sabes que te amo...

Me desculpas se rio, se levo tão a sério

Quando te olho, eu tremo

A idéia de te ter por perto

E me sentir só seu

E aqui estou falando emocionado

...E sou um apaixonado!

As palavras de Alana soaram tímidas, mas decididas. Mu sorriu, encarando o olhar cheio de expectativas da garota e tomou novamente os doces lábios em um beijo, enquanto suas mãos se ocupavam de desfazer os laços da blusa de Alana, puxando o tecido que recobria os ombros para baixo. Mas ela o deteve antes que conseguisse desnudar o colo, chegou a pensar que ela havia se arrependido.

Trêmula, Alana levantou-se da cama e ficou de costas para Mu, tirando ela própria a blusa que usava e também a saia, que caiu displicente aos seus pés. Abraçou o corpo, sem ousar olhar para trás ou sair do lugar, embora soubesse o que desejava.

Fascinado, o rapaz também se levantou e tirou a camisa, a calça e as botas, aproximando-se então de Alana. Abraçou-a pelas costas, ela sentiu sua pele arrepiar com o simples toque da pele de Mu sobre a sua.

A boca quente passou a distribuir pequenos beijos pelo pescoço e ombros, enquanto os braços procuravam desfazer a barreira que Alana impunha ao seu corpo. Delicadamente, distraindo a garota com palavras doces ao ouvido, Mu a fez descruzar os barcos e ele próprio a abraçou por completo, as mãos acariciando a pele macia dos seios perfeitos.

Um gemido escapou dos lábios de Alana ao sentir o toque do rapaz. Suas mãos buscaram a nuca de Mu, puxando seu rosto para mais perto de si.

-Vire-se para mim, Alana...

Subitamente envergonhada, ela obedeceu e o rapaz, sorrindo ternamente, baixou a cabeça e tomou a cada um dos seios em beijos e toques, fazendo com que uma onda de choque e torpor corresse pelo corpo frágil e pequeno de Alana.

Oi... Como vai?

Pergunta inútil!

Já tá na cara, o amor que sinto por você

Falo pouco, fico estranho, desatento

Será o vento, será o tempo, será... Fogo!

Com cuidado, como se em seus braços carregasse o maior de todos os tesouros, Mu deitou Alana na cama e retirou a combinação que ela ainda usava e fez o mesmo com sua roupa de baixo. Vê-lo daquela maneira, completamente nu, fez com que a garota fechasse os olhos, envergonhada.

A atitude de Alana deixou Mu ainda mais encantado e ele se deitou sobre ela devagar, ciente de seu peso. Apoiou o corpo com os cotovelos na cama e tocou o rosto dela, incitando-a a abrir os olhos. A garota o fez, sentindo seu corpo estremecer por conta do contato com a masculinidade de Mu sobre si.

-Não se preocupe... – ele disse, sussurrando ao ouvido dela – Não vou te machucar... Não vou te fazer sofrer...

Então, beijando os lábios macios e inchados de desejo, o rapaz a penetrou com cuidado, devagar. E, quando Alana se deu conta do que acontecia, sua inocência já havia sido tomada por Mu e isso fez com que lágrimas brotassem de seus olhos. Lágrimas de felicidade e prazer.

E assim, ao sentir que Alana havia se acostumado com a situação, o rapaz aumentou o ritmo de suas estocadas, sem deixar de beijar aquela boca perfeita ou o pescoço alvo e delicado. Ainda desajeitada, a garota o acompanhava, apertando o corpo de Mu em seu abraço.

Foi com um grito e palavras desconexas que ambos chegaram ao clímax, ela primeiro do que Mu. E, exaustos, largaram-se no abraço um do outro. E ao merecido sono, entre sorrisos e olhares cúmplices.

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Horas depois, desceram juntos para o salão, a taverna estava quase vazia àquela hora. Com porte altivo, Mu dirigiu-se ao balcão onde se encontrava a dona do lugar e estendeu a ela um montante de notas e moedas.

-O que é isso?

-O suficiente para pagar todas as dívidas do pai de Alana e ainda algum possível prejuízo que ela tenha lhe dado... Com licença.

Saiu, levando a garota pela mão, ela sentindo-se atordoada. Para onde iriam?

-Ei! – a velha os chamou, o tom de voz soando irritadiço – Para onde pensa que vai levar Alana? Ela me pertence!

-Eu estou levando-a comigo, para minha casa. E saiba que, se um dia ela lhe pertenceu, acaba de perdê-la... Alana é minha mulher e não tente indagar contra!

Sua voz não admitia negativas ou argumentação. Acuada, a mulher recolheu o dinheiro e resmungou algum palavrão enquanto os dois saíam da taverna.

-Mu? – a garota o chamou, assim que ganharam a rua. Ele se voltou para ela, com um olhar límpido – O quer disse lá dentro é verdade?

-Você se fez mulher nos meus braços, Alana... – Mu falou, acariciando o belo rosto com as costas da mão – A minha mulher. Para o resto da vida, se assim quiser...

A resposta do rapaz foi um beijo, molhado pelas lágrimas e intenso pelo desejo e a promessa de uma nova vida.

E desculpa se te amo e se nos conhecemos

Há dois meses ou pouco mais

Desculpa se não falo baixo

Mas se não grito morro

Não sei se sabes que te amo...

Me desculpas se rio, se levo tão a sério

Quando te olho, eu tremo

A idéia de te ter por perto

E me sentir só seu

E aqui estou falando emocionado

... E sou um apaixonado!

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Fim! Gostaram da fic? Eu gostei, acho que o Muzinho ficou tão lindo nela... Bem, antes de passar à próxima fic, quero agradecer aos reviews super carinhosos, muito obrigada pessoal!

E agora... Já estão com as pedras nas mãos? Bom, eu tenho meu escudo aqui, então vamos lá: a próxima fic da série.

Um Universo Alternativo baseado na song "Seven Nation Army", do White Stripes. Mas por que as pedras? Simples... Será meu primeiro yaoi.

Sim, eu leio fics yaoi, algumas tão boas que estão em meu profile de favoritas. Mas nunca tinha escrito um antes e confesso que tinha vontade mil e coragem zero. Até ouvir essa música.

Quem serão os protagonistas? Aguardem a fic e verão, eu vou saindo antes que as pedras me atinjam!

Beijos!