Notas Da Autora: Espero que gostem ^^ Todos os direitos de Naruto pertencem ao Kishimoto, mas eu ainda dou uns pega no Sasuke ~e no Naruto, no Gaara, no escambau todo!
Depois de toda a escuridão e tristeza
Logo vem a felicidade
Se eu me cercar de coisas positivas
Eu vou ganhar prosperidade
- Destiny's Child, Survivor
Capítulo 1 – Nova Vida
7 Anos Depois...
- Mamãe! Mamãe! – Sarada chamava constantemente, pulando em minha enorme cama box de casal.
Abri os olhos lentamente, mas logo os fechei, estava morta de sono, ontem fora um dia cheio.
- MAMÃE! – Ela berrou.
- Sarada, não grite, por favor – Pedi educadamente, fazendo-a corar intensamente.
- Desculpe mamãe, é que a senhora não acordava! – Se deitou ao meu lado, ficando em cima do meu braço – Hoje eu não tenho aula, então pensei "Por que não ir ao parque?"
Suspirei pesadamente, levantando-me e encarando-a com uma expressão seria, ela estremeceu devido a isso, mas logo "pulei" em cima dela fazendo cocegas e rindo junto a ela.
- Podemos? Podemos? – Ela perguntou com os olhinhos brilhando, e eu não resisti, prometi a ela que logo que terminássemos o almoço iriamos para o parque.
Sarada era hoje a luz do meu viver. Minha amada filhinha. Depois que eu vim morar em Nova Iorque logo fui praticamente "atacada" de perguntas da minha tia Konan e da minha madrinha Tsunade, ambas queriam matar o Sasuke, afirmando que iriam dar o órgão sexual dele para os animais do Central Park. Elas eram divertidas, apesar de tudo.
Logo que me mudei eu quis entrar numa faculdade – eu era 1 ano adiantada no colégio -, queria cursar medicina, como a madrinha, e assim o fiz. Minha família bancou tudo, afirmando que eu devia juntar para o bebê, como se eles não fossem mimar e idolatrar a Sarada logo que ela nascesse... Veja bem, eu nasci e cresci no Japão, no entanto a maior parte da minha família mora na Europa ou é realmente Europeia, somente somos descendentes de japoneses. Meu pai e minha mãe moram na França, minha mãe é estilista e meu pai empresário, sou filha única e herdeira da fortuna deles. Minha madrinha é sócia das Empresas Haruno, mas possui hospitais por todo o mundo, e se dedica muitíssimo a medicina. Minha tia Konan é, junto com o marido, Nagato, dona de uma famosa gravadora.
Nenhum dos meus antigos colegas de classe sabe, mas minha família tem uma condição financeira muito além do confortável, para falar a verdade. Eu preferi deixar quieto o fato de meus pais serem bilionários para ver como eles me tratavam, e, bom, o resultado não foi dos melhores.
E eu? Eu fiz a faculdade de medicina e acabei bem rápido, em dois anos e 3 meses – eu era uma aluna aplicada, e já estudava esses assuntos desde os 13 anos, quando decidi seguir essa carreira profissional, então já sabia a maioria dos assuntos, logo, com a ajuda de Tsunade, consegui me formar mais rápido que a turma inteira, sem querer me achar mas: Sou foda! -, mas fui treinada pelo meu pai e a madrinha para administrar as empresas um dia. Depois de tudo isso, sim, eu me tornei medica, mas por insistência da Konan eu gravei uma musica e fiz um clipe, ela bombou no mundo inteiro, batendo o recorde de vendas e eu acabei gravando um álbum e seguindo a carreira artística com o pseudônimo "Lady Cherry", atualmente sou modelo e cantora, além de, obviamente, tocar e dançar.
Não era exatamente o que eu queria para minha vida, mas era melhor do que viver atrás de uma mesa assinando papeis, como meu pai me obrigaria a fazer, mesmo com minha formação na medicina.
Atualmente não moro em NY, moro em Los Angeles, numa adorável casa moderna com uma piscina gigantesca para minha filha se esbaldar. Sauna, sala de jogos, casas de boneca gingantes, aqui é praticamente a Disneyland particular da Sarada.
O problema de me tornar famosa foi expor minha filha, no inicio morri de medo do Sasuke descobrir e vir aqui lutar judicialmente por ela, mas esse medo logo passou – Sasuke não era muito de assistir MTV, entrevistas, muito menos de ler revistas de fofocas para adolescentes. Quem visse e o conhecesse jamais pensaria isso, eu nem falava com o Uchiha em publico na época em que nos relacionamos –, o problema eram as enquetes da internet "Quem é o pai de Sarada Haruno? De sua sugestão!" ou "Será Sakura Haruno vitima de um estupro? Veja a teoria do nascimento de Sarada" ou, um que eu até gostaria que fosse verdade, "Ian Somehalder possível pai de Sarada?". Quando me questionavam sobre isso, eu simplesmente falava que era um assunto que eu ainda não queria tratar nem com minha filha, nem com ninguém, por enquanto.
A vida seguiu, hoje o trauma chamado "Uchiha" nem deve mais lembrar que eu existo, mas eu nunca vou esquecer de nada que ele me fez. Apesar de tudo eu tenho que agradecer, ele me deu minha filha e ela é tudo que importa.
Assim que desci para a cozinha, os empregados já haviam preparado o café da manha para mim e Sarada, o de sempre, panquecas, ovos, bacon, suco de uva integral, bolo de chocolate, frutas entre outras coisas.
O motorista avisou que o carro estava pronto, e que logo eu poderia sair para trabalhar. Hoje era um dia mais "calmo" eu teria um ensaio fotográfico para uma revista pela manha, uma reunião com meus produtores e empresários, e o meu advogado, as 15:00, e de noite eu iria para uma entrevista ao vivo num programa que eu ainda nem gravei o nome. Teria apenas de 12:30 as 15:00 para ficar com minha filha, mas para mim já era um presente, visando que as vezes eu tenho que, da noite pro dia, viajar para lugares como Milão, Holanda, França, assim óh, do nada! Na maioria das vezes eu tentava leva-la, se não fosse uma viajem muito exaustiva.
Sarada despediu-se de mim com um beijo na bochecha e saiu correndo para colocar o maio para entrar na piscina.
Assim que entrei no carro o motorista deu partida, saímos da mansão em direção ao estúdio de fotografia.
A mulher do estúdio possuía provavelmente 40/45 anos de idade, e mantinha um enorme sorriso no rosto. A editora provavelmente entre 25/35, e sua expressão era de seriedade. Tinha todo um batalhão de cabeleireiros, maquiadores, figurinistas e tudo mais que se imaginasse.
Eles me vestiram, primeiramente, com um vestido vermelho, muito bonito, colocaram também óculos de sol e um chapéu de praia. Me levaram até as câmeras, e eu abri um sorriso fazendo minha melhor pose.
Que comece mais um dia!
Finalmente estavam retirando minha maquiagem e as roupas de grife, deixando apenas o batom vermelho cereja em minha boca.
Logo que voltava ao carro, fui interceptada por braços fortes e quentes em torno de mim, sorri abertamente. Ele nunca tomaria jeito não é mesmo?
- Sabe, se os paparazzi virem você assim, me encoxando, mais fotos constrangedoras e boatos vão rondar sobre a gente, querido advogado – Ri.
- Bom, talvez eu queira que esses boatos surjam, não é mesmo? Quero dizer, quantos homens tem a chance de encoxar Haruno Sakura, AHaruno Sakura? – Cheirou meu pescoço.
- Você é um idiota mesmo! Vamos, prometi a Sarada que iria ao parque com ela, acho que ela vai gostar de te ver. Na verdade, tenho certeza que ela vai amar te ver – Afirmei.
- Hehe – Ele riu – Já faz um tempo que eu não vejo a Sarada, tô com falta da pirralha!
- Então vamos! – Puxei-o pela mão até que chegássemos no carro, onde, cordialmente, ele foi recebido pelo meu motorista. Coisa inútil essas formalidades, ele já era praticamente da casa.
Ao abrir a porta da casa, logo que os olhos negros encontraram os outros olhos negros, ambos brilharam e a voz infantil da minha filha ecoou por toda a mansão: - PAPAI! - E correu para os braços do homem que, por acidente, descobriu a mim e a Sarada, que a criou e amou como pai. Meu advogado Uchiha Itachi.
Itachi estava em NY quando eu completei 4 meses de gestação. Assim que me viu com aquele barrigão ele fez uma conta simples e descobriu que 1 + 1 não eram 2, por que Sakura + Sasuke = Sarada que é igual a 1 + 1 = 3 (entendeu? Espero que sim). Ele insistiu para que fôssemos atrás do Sasuke, no entanto eu expliquei a situação e desde então ele cuidou de Sarada como filha, fazia tudo por ela e por mim, inclusive impedia que o pessoal lá do Japão descobrisse minha fama (só Deus sabe como, aqui eu não consigo nem virar a esquina sem ver uma revista com minha cara), se tornou o pai que Sasuke jamais seria. Lembro-me de quando ela pegou catapora que ele saiu lá de Tóquio só para vir aqui cuidar dela. E apesar dele ser tio dela, irmão do homem que tanto me machucou, é como diziam "para ganhar a simpatia de uma mãe, só é necessário conseguir a simpatia do filho dela".
Claro, o fato de eu ser vista constantemente com meu advogado que tinha todos os atributos físicos e psicológicos necessários para ser pai da minha filha causou várias especulações nas redes sociais e na mídia, foi um escândalo!
- Hey, papai, a mamãe prometeu que iríamos no parque, quer ir conosco? - Sarada perguntou inocentemente.
- Claro que eu quero! Se sua mãe aceitar - E nisso os dois me olharam com cara de cachorrinho.
- Tá! - Bufei - Mas não vou pagar seu almoço, Itachi!
- Merda!
- Não fale palavrões na frente dela! - E joguei minha bolsa na cabeça dele.
Estendemos nosso pano numa parte "VIP", digamos assim, do parque da cidade. Depois da nossa discussão sobre "palavrões na frente da Sarada" acabamos por decidir fazer um piquenique, viemos para essa área VIP para que eu não fosse assediada pelos fãs, como o Itachi avisou que seria.
Sarada e Itachi brincavam, e era impossível não sorrir com isso, principalmente quando ela chamava-o de pai. Não, eu não vejo mal em vê-la chamando-o assim, muito pelo contrario, acho excelente que ela o tenha como figura paterna, assim ela não fica perguntando sobre o pai – nunca perguntou, na verdade, tudo graças a Itachi que assumiu esse lugar –.
- Mamãe! – Minha princesinha chamou – Venha brincar conosco!
Sorri e assenti, correndo até eles tropeçando do meu salto alto por varias vezes sempre que eles me jogavam no chão, para, ambos, poderem me atacar com cosquinhas.
Infelizmente o que é bom dura pouco, e então deu 14:45, não tínhamos tempo de levar a Sarada para casa, então tivemos que leva-la para a Akatsuki Records, que era perto do parque.
Ao chegarmos, logo depois de sermos atacadas por Konan – uma tia extremamente grudenta e coruja, que apertou tanto as bochechas da Sa-chan que chegaram a uma vermelhidão assustadora – , eu pedi para que a recepcionista – uma senhora de meia-idade – tomasse conta da Sarada enquanto eu e Itachi estávamos em reunião.
Quando abri aquela porta, não podia acreditar, serio, não havia nenhum produtor ou empresário da minha carreira, só minha família, e eu não via-os por meses a fio.
- PAI! MÃE! MADRINHA! – Gritei correndo para abraça-los.
- Olá, querida! – Minha mãe sorriu, bem vestida, estilosa, bonita, divertida, porem assustadora quando queria – Como vai? E Sarada? Tem se alimentado direito? Tem um novo namoradinho mesmo, como dizem as revistas?
- Eu estou bem, a Sa-chan também, sim, sim, e mãe, eu não tenho namorado novo! – Revirei os olhos.
- Hm, peninha – Fez um biquinho.
Sorri e fui atrás do meu pai, cumprimenta-lo.
- Papai, como vai o senhor?
- Bem, obrigada – Frio e direto, como sempre, quem isso lembra mesmo?
Sorri constrangida por esse fato, era difícil falar com meu pai as vezes, mas ele também cedia a algumas coisas "alegres".
Quando Tsunade me abraçou, foi como ser esmagada por um trator amoroso, e ela alegava que, caso eu não começasse a visita-la o mais regularmente possível, ela iria me sequestrar e me prender em Nova Iorque junto com a Sarada. Não pude deixar de rir disso.
- Bom, agora me digam, do que se trata essa reunião supostamente com meus empresários e produtores? – Ironizei.
- Temos um assunto serio para tratar, Sakura querida – Konan disse.
Engoli a seco. Seria uma longa conversa...
- COMO ASSIM JAPÃO?! – Me levantei da mesa bruscamente, empurrando a cadeira de mogno e fazendo com que um estrondo fosse ouvido.
- Querida, por favor acalme-se! – Konan pediu.
- Me acalmar? ME ACALMAR? – Berrei – VOC~E SABE EXATAMENTE O POR QUE DE EU ODIAR AQUELE LUGAR, TÓQUIO, NÃO QUERO VOLTAR PRA LÁ! ME RECUSO! SOU ADULTA E VACINADA, POSSO ME CUIDAR MUITO BEM SOZINHA! VOCÊS NÃO PRECISAM TOMAR DESCISÕES POR MIM!
- Por favor, por favor – Mamãe pediu – Eu sei como se sente querida, mas nós precisamos que você vá. Eu e seu pai temos uma importante viagem para o Caribe, então não poderemos estar indo para o Japão, você é nossa única herdeira, precisamos que vá – Implorou.
- Qual é essa "importante" viagem? – Revirei os olhos.
- B-bom... Um sétima Lua De Mel... – Murmurou.
- QUÊ?! VOCÊ QUER QUE EU FIQUE NAQUELE LUGAR ENQUANTO VOCÊ E O PAPAI ESTÃO EM UM HOTEL 5 ESTRELAS NO CARIBE? – Revoltei.
- Sakura! – Meu pai repreendeu – Não fale assim com a sua mãe!
- Não? Pois eu falo! Minha vida inteira eu fui deixada de lado por vocês, sabem o que eu passei enquanto viajavam pelo mundo esbanjando dinheiro e luxo, eu estudava para poder ter uma vida modesta pelo meu próprio esforço! – Desabafei.
Eles me olhavam atônitos.
- Sakura – Minha mãe choramingou – Filha, eu nunca...
- "Eu nunca imaginei que passava por tudo isso"? Que clichê mãe – Revirei os olhos.
- B-bom... – Murmurou.
O silencio pairou no ar desconfortavelmente, fazendo todos sentirem o peso que eu ainda tinha em meu ombro.
Num ato delicado, Itachi passou os braços por meus ombros, trazendo-me para perto dele.
- Cherry – Chamou-me pelo apelido – Eu sei que é difícil, sei que é doloroso, bom, na verdade não sei por que não fui eu que passei por tudo isso, mas ainda assim, sinto que estamos ligados de alguma maneira – Disse – Nesses 7 anos, sinto que te conheço e me afeiçoei demais a você, e a Sa-chan.
Chorei como aquilo, eu também havia me afeiçoado a ele. Sarada também.
- Sei que não quer ir, mas tem que entender que, mais cedo ou mais tarde, o Sasuke vai descobrir, e o quanto mais demorar pior vai ser – Suspirou – Não se preocupe, ele nem faz ideia de quem seja Cherry, conhece algumas musicas mais nunca viu um pôster ou leu uma revista sobre você, me certifiquei que não. Somente Ino sabe, mas ela me ajuda – Ah, eu já sabia que a Ino ia descobrir mesmo, então foda-se... – Vou te proteger, Sakura.
Ele era tão sincero. Tão bom para mim e Sarada. Por que eu tive que me apaixonar pelo irmão dele? Por que não por ele?!
- C-certo – Falei sem muita convicção – Eu vou.
- Ufa! – Ouvi Konan supirar – Pensei que ia ter que cancelar seus compromissos no Japão... Opa – Ela arregalou os olhos, ao perceber o que falou.
- Que compromissos, Konanzinha? – Dei meu olhar assassino.
- Hmmm, shows, eventos, festas, comitivas, sessões de fotos, sessões de autógrafos, inaugurações, desfiles, jantares, hm, falei do seu novo show exclusive que só será transmitido na Ásia uma vez por semana durante, sei lá, 6 semanas – Sorriu amarelo.
- SEIS MESES?! – Arregalei os olhos.
- Um ano e meio, tudo isso que eu falei é bem distante em termos de datas, mas não o suficiente para que você fique indo e voltando de LA para Tóquio, e se juntarmos com o show e os assuntos das Empresas Haruno... – Ela parecia querer se esconder atrás de Nagato, estava tremendo de medo.
Rosnei e joguei minha bolsa nela: - SUA RETARDADA! PUTA!
Ótimo, era tudo que me faltava, um ano e meio no Japão, em Tóquio!
- Só me digam que eu vou daqui a, pelo menos, dois meses – Choraminguei.
- Bem – Tsunade me veio com aquela voz fina de quem tá mentindo – É para daqui a dois dias... – Me entregou três passagens de avião.
- ARGH! EU AINDA MATO CADA UM DE VOCÊS! – Berrei.
Notas Da Autora: E ai? Comentem!
Ps: Desculpe gente, eu não resisti em colocar o Itachi como "pai adotivo" da Sarada :3 Acho que depois de tudo que aconteceu com a mãe dela, seria bom ela ter uma figura paterna amorosa.
