Olá gente!

Receber algum comentário é motivo de muito felicidade quer dizer que fiz alguma coisa certa kkkkkkkkkk.

Resposta aos comentários:

Yogoto: Rola uma amizade meio estranha entre o Sesshoumaru e a Kagome, mas é o jeito dela mesmo kkkkkk, Sango e Miroku sempre as tretas mais divertidas kkkkkkkkk, que bom que esta gostando, espero que goste desse capítulo também, Kissus.

Boa leitura!

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-Tem a ver com a Joia de quatro almas. – falou simplesmente, eu engasguei, todo mundo conhecia a lenda do objeto mais poderoso que poderia existir na face da terra...

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-Você esta brincando, né? – perguntou não acreditando no que ele falava.

-É só uma lenda, mas aparentemente Kagome descende da criadora da joia, nada mais lógico que a mesma esteja sobre a proteção da família, nunca houve confirmação, mas sempre há suspeitas, talvez por isso elas treinem. – Sesshoumaru estava serio enquanto dizia aquilo.

-Que história mais fantástica. – Miroku disse e o assunto morreu ali mesmo.

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KAGOME

-Você pegou tão leve com o novo vizinho. – Sango me disse assim que eu sai do banho, ela também já tinha tomado banho.

-Mas foi por pouco. – disse enxugando os cabelos estava com um short bem curtinho e uma regata bem leve, Sango estava com um macacão jeans muito bonito.

-Aonde vai? – perguntou me seguindo.

-Interagir com os vizinhos. – disse tranquilamente, Sango riu e continuou me acompanhando, eles ainda estavam na beira da piscina, conversando sobre alguma besteira. – Oi Sesshy! – disse me encostando-se à grade que separava as duas casas.

-Oi Kagome. – sempre tão gentil.

-Izayoi esta ai? – perguntei ignorando completamente os modos do meu amigo.

-Não, saiu com meu pai.

-Uma pena.

-Kagome já passo a semana toda te aturando, diga logo o que quer. – fechei a cara após o comentário dele, Sango simplesmente riu do meu lado, algumas vezes eu tinha vontade de dar uma lição nele, mas não valia a pena perder uma amizade por besteira.

-Eu sou Miroku. – o humano cortou o clima se apresentando para minha prima, esta olhou para ele por um tempo.

-Sango. – disse simplesmente. – Sesshoumaru eu já conheço e você deve ser Inuyasha? – falou olhando para o hanyou este só fez um aceno e depois ficou olhando para minha pessoa.

-Eu fico tão impressionada com o valor que você da a nossa amizade Sesshoumaru. – disse incomodada com a secada que o hanyou ainda me dava.

-Sango você quer sai? – olhei assim "o.O" para Miroku, então comecei a rir, por que minha prima parecia um tomate, Sango costumava intimidar os homens com o seu jeito gentil de ser, aparentemente o humano não é o tipo fácil de intimidar.

-Ela aceita. – disse depois de me recompor, Sango tinha ficado muda o tempo todo.

-Oi? – agora ela decidia voltar a falar, mas só para me lançar um olhar mortífero pela minha resposta afirmativa.

-Ai prima, não custa nada. – falei dando um passo para trás, gostaria de manter meu corpo sem nenhuma marca permanente.

-Almoço. – ela disse simplesmente.

-Como? – Miroku perguntou confuso, já que estava prestando atenção da conversa entre nós duas.

-Almoço, amanhã. – falando isso minha simpática priminha virou as costas e foi embora.

-Então Miroku, você é de uma família de monges, treina alguma coisa? – perguntei apoiando os braços na cerca e apoiando meu rosto na mão.

-Como sabe sobre isso? – perguntou estreitando os olhos.

-Eu senti agora sua vez de responder.

-Sim eu treino. – ele prestava completa atenção em mim agora.

-Físico e espiritual?

-Humrum.

-A conversa de vocês é tediosa. – Sesshoumaru resmungou já próximo da gente assim como Inuyasha.

-Como se a conversa entre vocês fosse mais interessante. – resmunguei. – Mas tudo bem, já que minha presença não esta agradando vou me juntar a minha querida priminha e fazer um miojo esperto. – assim que terminei minha frase ouvi um barulho ensurdecedor vindo da barriga do Inuyasha, eu ri, ele ficou sem graça, meu sorriso aumentou vingança! Dei um tchauzinho e fui para minha casa, sem a mínima vontade de cozinhar hoje.

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INUYASHA

Ela fez de proposito, aquela bruxa devia saber que eu adoro miojo, enquanto ela ficava de conversa mole eu a observei, era um enigma e ao mesmo tempo um livro aberto, claramente ela estava jogando a prima para cima de Miroku, nunca tinha o visto ter uma conversa séria com uma mulher sem tentar passar a mão nela, talvez seja porque Kagome o havia machucado muito recentemente.

-Essa amiga de vocês é muito interessante. – Miroku riu antes de se jogar na piscina.

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KAGOME

Aqui estou eu jogada no sofá assistindo um filme qualquer me entupindo de miojo, adoro, aparentemente é um gosto que compartilho com o hanyou, tenho tentado evitar um pouco de falar com ele, mas se for pensar bem, ele é quem não fala comigo, sempre fui simpática apesar das sensações que ele me traz, já faz uma semana e toda vez que eu olho para ele é como se o visse pela primeira vez, aquilo já esta me irritando, normalmente não fico intimidada com os homens, mas sinto sinceramente que tenho uma forte atração pelo Inuyasha e tinha que lidar com isso de alguma maneira, Sango já foi dormir, não tenho com quem conversar que tédio, não estou reclamando, juro, pode continuar tedioso do jeito que esta, já basta aquele hanyou para me atrapalhar, melhor ir dormir.

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Acordei muito melhor o sol começava a nascer, meu relógio interno era muito pontual e ele dizia que era hora de fazer alguma coisa para comer, desci de pijama mesmo, qual é! Estou em casa é meu direito ficar o mais à vontade que eu quiser, liguei a cafeteira e comecei a fritar um ovo.

-Faz um para mim também. – Sango pediu chegando à cozinha e assim o fiz, tomamos o café na santa paz de um silêncio confortável. –Treina comigo hoje? – ela pediu de repente, já fazia algumas semanas que não treinávamos juntas.

-Claro! – vai ser bom aliviar um pouco dessa tensão, terminamos o café e fomos trocar de roupa, desci primeiro novamente, estava com um short preto e uma regata azul, Sango apareceu usando um macacão preto, ela curti bastante essas roupas para atividade física, saímos para o quintal e observei o sol já havia nascido muito lindo.

Ficamos uma do lado da outra, eu sorri, mas Sango já havia assumido a postura seria e concentrada, fiz o mesmo que ela e começamos a realização dos exercícios de respiração, já tinha aqueles passos decorados, fechei os olhos e ficamos lá numa sincronia perfeita, aquilo realmente era muito bom.

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INUYASHA

O sol bateu na minha cara, então virei para o outro lado, encontrei um Miroku com um sorriso enorme no rosto, não leve a mal, não dormimos no mesmo quarto e estou muito curioso para saber o que causou aquela invasão desagradável, sentei na cama pronto para enxotar ele para fora, mas o mesmo fez sinal de silêncio e pediu que eu o seguisse, suspirei recuperando alguma paciência e fui até a varanda onde ele estava e foi então que eu a vi, Kagome, ela estava ao lado de Sango de olhos fechados, as duas até pareciam dançar, faziam movimentos graciosos e lentos.

-Estão assim faz uns 30 minutos. – Miroku sussurrou ao meu lado, estava estupefato, era a mulher mais intrigante que eu já havia conhecido.

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KAGOME

-Primeira parte concluída. – Sango disse abrindo os olhos, eu estava tão relaxada, sem dizer nada minha priminha deu vários mortais e piruetas parecendo uma líder de torcida, quando terminou de fazer os diversos movimentos, fez sinal para que eu também fizesse o mesmo que ela, eu gosto de fazer acrobacias e coisa e tal, mas fiquei nervosa, apesar de que eu era muito boa nisso, corri um pouco e comecei com uma estrelinha básica, fiz então um mortal de costas que evoluiu para uma estrelinha sem as mãos, um mortal de frente e por último um mortal com dupla pirueta pulsando delicadamente ao lado de Sango. – Isso foi ótimo, nem parece que você não treina o tempo todo. – disse brincalhona eu só sorri. – Vai treinar de arco? – uma das maiores habilidades que as sacerdotisas desenvolviam era o arco e flecha, também conseguimos fazer barreiras poderosas, "magia" de cura, influenciamos humor e também podemos mexer um pouco com os nervos das pessoas, como fiz com Miroku, mas as maiores sacerdotisas não se ligam muito aos arcos, qualquer arma é poderosa e até as próprias mãos são um perigo mortal, eu treino desde os 16 anos, foi quando minhas habilidades afloraram, dizem que podemos até levitar ou voar, sei lá, coisa do tipo, mas esse tipo de pratica exige muita concentração coisa que eu não tenho muito.

Midoriko foi a maior entre as maiores, ela viveu a muitoooooooooo tempo atrás e de acordo com as "lendas" em uma guerra entre a humanidade e os youkais, ela foi o ponto decisivo para a paz entre eles, muitos morreram de ambos os lados e quem fez o maior sacrifício, foi à sacerdotisa que lutava com centenas de youkais em uma caverna e quando percebeu que aquele seria seu fim concentrou todas as energias que lhe sobraram e o negócio foi tão grandioso que fez com que todos os presentes entrassem em um estado de hibernação, ela conseguiu purificar completamente o lugar, mas essa ação criou algo, a famosa joia de quatro almas, uma bolinha de gude rosa que pode realizar qualquer desejo quando completa, mas de acordo com o que dizem as "lendas" um fragmento da mesma pode dar muito poder a quem usa, odiaria ver essa bolinha corrompida, não que ela exista, vamos esquecer também meu destaque ao mencionar "lenda", fiz de novo, vamos esquecer esse assunto.

Em resposta a Sango eu simplesmente fiz o arco surgir na minha mão, era tão legal, não precisava mais ficar carregando esse troço para todos os lugares, eu podia o fazer aparecer, eu sou muito foda e humilde tá? Muito humilde, caminhei o mais longe possível das árvores e era muito longe gente, elas pareciam árvores anãs, Sango sumiu para dentro de casa, com toda certeza iria pegar o osso voador, ainda não entendia com uma garota conseguia segurar aquele troço, era pesado demais, uma vez ela pediu que eu o segurasse, fui parar no chão junto com o objeto, foi tão constrangedor, como eu havia dito anteriormente eu tenho a atenção de um peixe, nem sei como consigo criar barreiras, mistério total, meu avô acredita tanto em minhas habilidades que diz: Caso o destino da humanidade dependesse de você nós seriamos exterminados. Sempre muito gentil o velho, mas acho que tem um pingo de verdade, então peguei o arco e fiz aparecer aquele negocio de colocar flechas com várias flechas dentro, cara nem acredito que ainda não sei o nome disso, suspirei irritada e peguei uma flecha, coloquei na posição, mirei na árvore em um alvo que havia ali, fechei os olhos, respirei e abri os olhos novamente confirmando a mira e soltei a flecha, esta não adquiriu o brilho rosado em volta dela, afinal não queria destruir a pobre árvore e foi bem no alvo e ainda por cima bem no meio, cara eu nunca erro.

-Muito bom. – Sango disse enquanto voltava com aquela arma assustadora, titio era muito legal, mas pegava muito pesado no treinamento de Sango e Kohaku, meu primo mais novo, a arma favorita dele era um objeto pontudo e afiado preso a uma corrente, desculpa, mas sou péssima com nome de armas, sr. Himura me ajudou muito no treinamento físico e ele era muito exigente, do tipo que faz você sair se arrastando no final do dia, peguei outra flecha e mirei novamente e soltei observando a trajetória, esta atravessou a flecha anterior acertando no mesmo lugar, sou Merida a princesa Valente kkkkkkkk. Sango estava mais afastada, só para comprovar o quanto eu sou foda vou atirar novamente e acertar de novo, peguei a flecha posicionei de novo, mirei e parei virando, senti uma energia sinistra, mesmo sendo conhecida permaneci com a flecha armada.

-Olá meu amor. – se tem alguma coisa que me da nos nervos é esse youkai lobo possessivo que insiste em se considerar meu dono, Kouga é um amigo de infância, ele acha que me ama profundamente, tenho certeza que o que ele sente na verdade é só a necessidade de me ver solteira pelo resto da vida, isso é muita maldade, porém não teve homem na minha vida que acreditasse na minha pessoa e que o enfrentasse.

-Sabe que não gosto que me chame assim, insinuando que temos algo além de amizade. – resmunguei sem parar de mirar nele. – O que faz no meu quintal? – perguntei e aparentemente só agora ele reparou a flecha apontada para o seu peito.

-Você pode baixar essa arma primeiro? – perguntou meio nervoso, eu curti.

-Não, diga logo o que quer. – abaixei a mira para o centro das pernas dele, um local muito sensível e estimado para os homens, Kouga tremeu.

-Queria te chamar para sair, talvez um cinema...

-Não quero sair hoje. – disse direta, mas ainda assim gentil.

-Que tal amanhã? – ele é muito persistente, mas imagina se eu não dando corda ele já fica assim imagina dando alguma oportunidade.

-Não posso.

-Por quê? – deveria ter inventado uma boa história antes de responder ele, porém agora estou aqui parecendo uma mentirosa.

-Ela vai sair comigo amanhã. – como? Eu ouvi certo, olhei para a cerca e lá eu encontrei Inuyasha usando somente um calção de dormir, tenho que dizer eu dei uma secada monstra em cada pedaço de pele exposta, encontrei um sorriso super cafajeste, do tipo pode olhar a vontade, o desgraçado ainda cruzou os braços ressaltando os músculos dos peitos, tentando não mostrar meu rosto corado pela excitação, como se ele não conseguisse sentir com aquele olfato apurado, que horror Kouga também vai sentir ai que ódio, virei de volta para o alvo e lancei a flecha, esta acertou novamente no alvo em cima das outras duas.

-E quem seria você? – Kouga rosnou indo na direção do hanyou que se manteve impassível.

-Sou Inuyasha Taisho e você?

-Kouga Ookami. – o youkai estava muito nervoso. – De onde você conhece a minha mulher? – já disse que detesto esse jeito possessivo e maluco dele, mas Inuyasha não parece se sentir abalado com a atitude.

-Nos trabalhamos juntos e até onde eu sei ela é solteira. – respondeu com tranquilidade, agora eu gostaria de saber por que Inuyasha estava fazendo aquilo, não que eu seja mal agradecida, vou agradecer ele depois que Kouga for embora, perante a afirmação, Kouga rosnou e foi embora sem falar mais nada, quando ele sumiu de vista eu me aproximei lentamente da cerca, esperei a energia do youkai sumir completamente.

-Obrigada! – disse quando fiquei frente a frente com Inuyasha, ele me olhou de cima a baixo de uma maneira nada discreta, me pergunto se eu fiz desse mesmo jeito quando o "observei" mais cedo.

-De nada. – a voz dele estava rouca me causando um arrepio. – Para onde você quer ir amanhã? – ele perguntou quando eu já tinha dado o assunto por encerrado e já estava começando a virar, então eu voltei de novo para olhar ele, espera um pouco, ele realmente quer sair comigo?

-Desculpa? – perguntei confusa.

-Você não ouviu a conversa? A gente vai sair amanhã. – disse com um sorriso galanteador.

-Pode ser cinema. – disse dando de ombros, preciso tomar um banho, esta ficando tão quente, só de olhar esse ser eu já fico meio desnorteada, gente Sesshoumaru é muito mais bonito e já o vi até pelado e nunca me senti assim, foi sem querer tá gente, eu meio que entrei sem bater e peguei o youkai meio desprevenido, depois de uma lição de uma hora sobre por que devemos bater antes de entrar eu acabei esquecendo o que ia falar, mas com Inuyasha era diferente e suspeitava que a escolha por um lugar escuro e que possibilitava uma proximidade e intimidade que eu ainda não havia tido a oportunidade de ter com ele.

-Amanhã as oito. – disse sorrindo antes de virar e pular na sacada, só então vi Miroku que olhava para tudo de forma bestificada.

-Parece que alguém tem um encontro. – Sango disse chegando perto, olhei para ela sorrindo cinicamente.

-Por falar nisso não deveria estar começando em se arrumar para o seu? – ela parou de ri e ficou emburrada, pegou o osso voador e rumou para casa resmungando, eu apenas sorri e segui para dentro, mas antes olhei novamente para a varanda e ele ainda estava lá com aquele sorriso galanteador, devo dizer que estremeci? Eu estou ficando louca só pode, segui lentamente para dentro.

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INUYASHA

Eu estava ali babando, então fiquei impressionado com os mortais e fiquei estático com a precisão que ela atirava, então apareceu o tal do Kouga eu vi Kagome revirar os olhos e para minha felicidade, não sei qual o motivo dessa felicidade, mas ainda assim fiquei, ela manteve a arma apontada para o youkai, este a chamou para sair e quando ela não conseguiu formular uma desculpa aceitável, por algum motivo desconhecido por mim, eu intervir, pulei de minha varando deixando Miroku estupefato, disse que ela não podia sair com ele, pois teria um compromisso comigo, ela olhou assustada, em seguida me examinou dos pés a cabeça meu olfato apurado captou a mudança repentina no cheiro dela, ela me queria, constrangida virou novamente para o alvo e atirou, era uma graça vê-la corada, tenho que dizer que pretendo ser bem maldoso, ela me intriga e saber que sobre aquele jeito distante ela me deseja, quanto será que ela pode corar? Depois de uma discussão besta com o youkai lobo ele foi embora, ela agradeceu e depois deu o assunto por encerrado, mas eu não ia deixar que as coisas ficassem assim, queria mesmo sair com ela e a escolha pelo programa me atraiu muito.

-O que foi aqui? – Miroku perguntou quando voltei para a varanda.

-Como assim? – perguntei fingindo que não havia acontecido nada demais.

-Você chamando uma garota para sair, te conheço há anos e nunca o vi tomando esse tipo de atitude. – ele disse com um olhar conhecedor, eu não era um cara virgem, não era isso que ele queria dizer é que o normal é as mulheres correm atrás de mim, não estou sendo convencido é só a verdade.

-Kagome é diferente. – disse curto e grosso. – Mas olha só quem fala o cara que não tem encontros de dia e por falar nisso, não vai se arruma? – já era quase 10h30 e ele havia marcado um almoço, mas havia me dito ontem que não haviam marcado um horário, mas que pretendia sair antes de 12h e Miroku parecia uma garota se arrumando, estava finalmente sozinho novamente me joguei na cama.

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KAGOME

-Como foi? – perguntei quando Sango chegou e se jogou ao meu lado no sofá, talvez tenha sido bom já que ela saíra de casa 11h30 e só estava voltando agora 18h, muito tempo para ficar em um encontro ruim.

-Foi estranho. – ela disse com o rosto rosado.

-Seja mais detalhista. – pedi, aquele rubor no rosto dela serviu para despertar uma grande curiosidade.

-Nos almoçamos em um ótimo restaurante, conversamos sobre várias coisas, me deixou muito a vontade, foi gentil e depois disso me levou para tomar um sorvete, foi quando ele passou a mão em mim à primeira vez. – eu parei olhando para ela atentamente, seu rosto mais vermelho uma mistura sem graça e irritada.

-O que você fez?

-Eu bati nele. – era uma atitude esperada e compreensível.

-Continue. – aquele encontro parece ter sido bem interessante, já que ele passou a mão nela e ainda assim o encontro ainda continuou.

-Caminhamos mais um pouco, perdi a conta de quantas vezes ele passou a mão em mim e de quantas vezes eu bati nele, chegamos ao apartamento dele...

-Apartamento?

-Sim, ele disse que tinha que buscar algo lá e pediu que eu o acompanhasse...

-Sei. – estava desconfiada de que não havia nada para ser buscado.

-Resumindo eu fui para a cama com ele. – ela disse rapidamente, eu engasguei, tossi e perdi o ar, Sango não era do tipo de ir para a cama com um cara com tanta facilidade, Miroku deveria ter muita lábia.

-Foi bom? – ela me olhou e apesar do rubor ela sorriu maliciosa.

-Foi maravilhoso. – havia um "mas" no que ela disse.

-Mas?

-Ficou aquele gostinho de quero mais.

-Qual o problema?

-E se ele for do tipo de uma única noite?

-Isso nem serve como desculpa, nem foi à noite. – disse e nós duas começamos a gargalhar e ficamos conversando até a hora de dormir.

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Não é possível que eu estou uma pilha de nervos só por que eu vou ao cinema com Inuyasha, olhei para o espelho, estava calor demais para usar calça, optei por um short jeans um pouco folgado nas cochas curto, uma camisa branca folgada meio transparente e um top preto por baixo, deixei os cabelos soltos, passei só um gloss e calcei uma sapatinha da cor da pele, ouvi uma buzina e meu coração deu um salto, desci as escadas e caminhei lentamente até o homem encostado no carro com os braços cruzados, usava uma camisa polo vermelha e calça jeans, simples, porém perfeito, seus olhos brilharam quando ele sorriu.

-Você esta linda. – seu elogio fez minhas bochechas adquirirem aquele tom de constrangimento.

-Obrigada! Você também esta muito bonito. – sussurrei enquanto ele como um perfeito cavalheiro abria a porta do carro para eu entrar.

-O que tem a me dizer sobre o seu amigo possessivo? – ele começou brincalhão eu sorri.

-Kouga não entende a questão de que eu sempre o considerei somente um amigo, quase um irmão. – disse simplesmente.

-Isso dói. – ele disse mais sério.

-Como? – olhei para ele intrigada.

-Amar uma pessoa e não se correspondido e ainda por cima ser comparado a um irmão. – ele disse ainda se mantendo sério.

-Acha então que deveria dar uma chance para ele? – perguntei tentando não ser cínica.

-Não! – exclamou olhando para mim de relance. – Claro que não. – disse mais calmo.

-Ótimo! Olha Inuyasha se eu tivesse certeza de que o que Kouga sente por mim é realmente amor eu já teria lhe dado uma oportunidade, porém ele só esta confuso. – disse mantendo a tranquilidade.

-Como pode ter tanta certeza sobre os sentimentos dele? – mas que hanyou curioso.

-Quando éramos crianças ele amava verdadeiramente Ayame, mas os pais se mudaram e eles perderam qualquer tipo de contato, eu fui uma boa amiga e fiquei ao lado dele. – disse e finalmente chegamos ao shopping.

-Ayame?

-Sim a secretária que seu irmão me roubou.

-Já pensou em falar sobre ela para ele?

-Já, mas ele é tão cabeça duro quanto ela, ele a amou demais assim como ela o amou e ambos sofreram com a separação e agora ficam parecendo duas crianças dizendo que não sentem mais nada um pelo outro, que esqueceram daquele sentimento, por que é tão difícil amar alguém? – gente que conversa pesada para primeiro encontro, fiquei sem graça de novo, não devia ter aprofundado tanto a conversa, percebendo meu desconforto ele deu o assunto por encerrado.

Fomos para o cinema, ele escolheu o filme, não lembro mais o nome já que ficamos sussurrando durante o filme todo, ele não tentou nada, mas aquela tensão entre a gente ainda estava ali lembrando constantemente da proximidade que estávamos, será que uma noite de sexo resolveria isso? Olhei para ele que parou instantaneamente de falar e sorriu de forma maliciosa, lembrei tardiamente do olfato apurado dele.

-Pare de me olhar assim. – pedi sem graça.

-No que estava pensando? – perguntou aumentando aquele sorriso irritante.

-Não é da sua conta. – disse irritada.

-Não seja infantil é só uma conversa natural entre dois adultos. – olhei para ele mais uma vez.

-Não quero ter esse tipo de conversa com você. – disse exasperada.

-Se você diz. – ele estava tão próximo agora.

-Não faça isso. – sussurrei, mas não me afastei.

-Fazer o que? – perguntou passando-se por inocente.

-Me beijar. – ele olhou para os meus lábios, estavam tão próximos do dele era só se inclinar mais um pouco.

-Ok. – então ele se afastou, devo dizer que fiquei decepcionada.

O resto da noite foi bem tranquila sem mais nenhum incidente, enquanto ele me deixava em casa eu tive uma ideia brilhante, mas não envolvia Inuyasha, eu ia dar um jeito de me livra do Kouga para sempre e por fim me livraria das situações embaraçosas.

-Obrigada pela noite Inuyasha. – dei o meu melhor sorriso e ele me retribuiu com um belo sorriso, tão belo que quase fez com que eu me atirasse nos seus braços.

-Deveria parar com esses tipos de pensamentos. – fiquei dura como uma estatua perante o comentário malicioso, ele só aumentou o sorriso quando eu não disse nada, virou as costas e foi embora, fiquei ali até que o tico e o teco decidissem voltar a funcionar, agradeci por Sango já estar dormindo e fui para o meu quarto, meu coração deu um salto, não por causa do meu vizinho, havia algo errado, meu tédio estava perto do fim...

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Acabou mais um capítulo...

Até a próxima

Xau.