Fic: Sickness.
Gênero: Romance/Drama/YAOI. UA.
Shipper: Afrodite/ Máscara e vários outros.
Disclaimer: Eu não possuo nada relacionado à SAINT SEYA. Tudo por mim escrito é feito em forma de diversão, e com o intuito de preservar minha sanidade.
Sinopse: Todos dizem que depois da tempestade, vem a calmaria. E era isso que ele acreditava piamente. Ele só não sabia que muitas vezes a calmaria é apenas o prelúdio da pior das tempestades. U.A. Yaoi.
Observações: Sobre o Máscara, irei chama-lo de Mateo Menccini, tendo com apelidos, Máscara e Mask.
Sobre o Afrodite, seu nome real será Thuomas Ulrich. Sim, porque eu não acredito que "Afrodite" seja mesmo o nome dele.
Capítulo 2
O despertador tocou impiedosamente na segunda de manhã, lembrando ao sueco de que ele deveria voltar à realidade. Sentou-se sobre a cama e olhou o semblante ainda adormecido do namorado. Filho da puta sortudo que só tinha de ir trabalhar às 10.
- Que horas são? – perguntou o moreno, com a voz enrolada e os olhos ainda fechados.
- Cinco e quinze – choramingou o sueco, dando um beijo em seu rosto – Volta a dormir, amore mio.
O italiano concordou com um grunhido e voltou a dormir. Afrodite suspirou. Ele ficava lindo dormindo.
Levantou-se, contra sua vontade, e foi tomar um banho. Iria ter um dia corrido, com roupas quentes e pessoas chatas à seu redor. Arrastou-se até o boxe e deixou que a agua caisse sobre seu corpo. Estava muito cansado.
Depois do banho, tomou um copo de suco e saiu. Invejando o namorado que ainda estava dormindo.
- Bom dia senhor Ulrich – comprimentou a secretária. Ela era bem mais velha do que Afrodite, e ele achava engraçado que ela o chamasse de "senhor". – Seja bem vindo de volta. Como foram as férias?
- Bom dia, Merrin. – disse ele. Passou por ela, indicando que ela deveria seguí-lo e assim ela o fez. Sentou-se em sua mesa, enquanto a senhora prostou-se de pé ao seu lado – Foram ótimas férias, como sempre. Diga-me, qual é o martírio de hoje?
Ela sorriu e seus olhos enrrugaram-se. – O senhor tem uma reunião com o conselho às nove. E esses dois relatórios precisam ser analizados e reavaliados. O senhor Vohold pediu que o senhor desse seu parecer sobre o contrato com a Cleargh Corporation até quarta-feira. O contrato com a Dinnescorp foi cancelado na semana passada e o senhor Doyle marcou uma reunião com a presidência da mesma, na quinta-feira, para que possam discutir sobre uma renovação. Sua presença é requisitada.
- Chega, Merry! – exclamou o pisciano, jogando as mãos na cabeça – Eu quero me demitir! – brincou ele, fazendo a senhora sorrir.
- Oh, querido – disse ela, assumindo o lado maternal que Afrodite tanto amava – Você não pode se demitir. Se você cair fora, eu levo um pé na bunda. Você não quer ser responsável pelo desemprego de uma doce velhinha, quer?
- Merrin...você só pensa em você mesma! Que horror, mulher! – riu-se o pisciano. Definitivamente, aquela doce mulher era a única coisa boa naquele lugar.
Ela afagou o topo de sua cabeça por dois segundos, então retomou sua postura profissional. E saiu da sala.
Afrodite bufou. Dia cheio!
Eram sete e meia quando o despertador do celular de Máscara tocou. Ele tateou o aparelho com a mão, desligando o alarme e voltando a dormir.
Quinze minutos depois o alarme soou novamente, e o italiano repetiu a façanha. Outros quinze minutos se passaram, até que o quarto foi preenchido com um novo toque, dessa vez, uma chamada.
O moreno pegou o aparelho, apertando o botão de ligar e colando-o na orelha.
- Você precisa mesmo acordar, Mateo. – soou a voz, do outro lado da linha, fazendo o moreno sorrir.
- Bom dia, amore. – sussurrou ele.
- Bom dia. – respondeu Afrodite – Tira a cama das costas e vai trabalhar, italiano preguiçoso!
O canceriano gargalhou – Já estou indo. – disse – Até mais tarde.
- Até.
- Te amo.
- Acho bom mesmo.
Sorriu, desligando o telefone e pondo-se de pé. O sono sumiu magicamente. Afrodite sempre invejara essa capacidade de acordar bem disposto que o italiano tinha. Tomou um banho e vestiu-se, pegou seu material e foi trabalhar.
A maioria das pessoas sempre se surpreendia, afinal, ele tinha toda aquela pose de malvado, mas Mateo era professor.
- Querido! – exclamou Ivy.
Ela era a coordenadora do colégio. Estava sentada sobre uma muretinha, fumando, como sempre. Tinha o cabelo num tom de loiro descolorido e repicado. Tivera uma fase rebelde na adolescencia que deixara marcas em seu corpo: os dois piecings da orelha, um na lingua e um no umbigo. Mask sempre achara que ela tinha mais. Tinha uma tatuagem nas costas que todos falavam, mas ninguem nunca vira. Era, sem dúvida, a pessoa mais estranha daquele colégio.
- Fumando, novamente? – repreendeu Mask, brincando – Assim você adoece!
- Falou o senhor "eu-não-fumo"! – riu-se ela, enquanto o canceriano sentava-se ao seu lado e lhe roubava o cigarro, dando uma longa tragada. – Seu amigo vai ficar puto com você!
- Néh...- sorriu ele – Eu concordei em não fumar quando estivesse com ele. – mais uma tragada – E além disso...ele sabe bem que eu continuo fumando.
- Não devia. Você é muito novo para se expor ao risco de um cancer. – disse ela, pegando o cigarro de volta.
- Certo, porque você é idosa, né?
- Claro, rapaz. Praticamente da terceira idade. – gargalhou.
A aula de Mateo era após o intervalo, então, quando o primeiro sinal tocou, anunciando o inicio do recreio, o italiano despediu-se de Ivy com um beijo na testa e rumou para a sala de aula. Sempre gostara de entrar antes da turma, assim podia colocar a matéria no quadro antes que aquelas pestes entrassem em sala.
E quando as pestinhas finalmente entraram, gritando, zoando uns aos outros, comprimentando o professor, simulando briguinhas, contando das férias de inverno e tudo mais, Mask sorriu. Ele até que se afeiçoava àquelas pestes.
- Vejo alguns rostos novos hoje – comentou ele. De fato, havia quatro alunos transferidos para sua turma. Pediu que ele se levantassem. Os comprimentou.
Afrodite esfregou a cabeça com força. Aquela maldita dor de cabeça estava tirando-o do sério. Maldita reunião chata e inútil. Malditos sócios. Maldita empresa. Maldito emprego. Odiava tudo naquele lugar.
- Trouxe seu almoço, senhor Ulrich – disse Merrin. Ela colocou a sacola com a comida sobre a mesa.
- Não estou com fome, Merry, mas obrigada. – disse ele, sem tirar os olhos dos relatórios. Mas quando a senhora ja estava quase saindo da sala, ele voltou os olhos para ela e a chamou – Você já almoçou?
- Sim senhor.
- Certo. Pode ir. Ahh, Merrin? – disse ele, quando ela estava prestes a fechar a porta – Pode, por favor, pedir ao senhor Masada que venha à minha sala?
- Claro, senhor.
Ela fechou a porta. Ele suspirou. O celular apitou, indicando um nova mensagem. Ele olhou e sorriu. Mateo.
Ei, senhor executivo.
Como está indo nessa segunda-feira infernal?
Espero que tenha lembrado de se alimentar.
Mateo.
Digitou rapidamente uma resposta.
Olá, professor.
Está ensinando algo que preste à essas pestinhas?
Como alguma coisa quando chegar em casa.
Afrodite.
Um minuto. Foi o tempo que Mateo levou para mandar a resposta.
Haha, sempre ensino algo de bom.
Não sei o que você vai fazer. Não tem comida em casa. Vai ficar com fome.
Mateo.
Afrodite riu e digitou a resposta.
Se não tem comida, vou ter que comer você.
Afrodite.
Em tempo recorde, veio a ultima mensagem.
Mal posso esperar.
Mateo.
Jogou-se no sofá, ligando a televisão. Afrodite iria, com certeza, chegar bem mais tarde.
Bufou. Odiava aquela maldita rotina e o modo como o trabalho parecia sugar Afrodite. O sueco parecia ser pego em uma espiral de compromissos e relatórios que simplesmente o impedia de seguir o fluxo de sua vida.
Como confirmação da tese do italiano, Afrodite chegou, as nove da noite. Parecia abatido. Trazia uma pasta cheia de papéis, que colocou sobre a mesa da sala, enquanto na cozinha, Mateo lhe esquentava o jantar. Beijou o ombro do italiano, passando seus braços ao redor da cintura do mesmo. – Como foi seu dia? – sussurrou ele.
- Bom. E o seu? – desligou o fogo e virou-se para abraça-lo mais apertado, beijando-lhe o pescoço.
- Ótimo – respondeu, ironicamente – Estava com saudades – disse, por fim, rendendo-se aos carinhos do namorado.
Sorriu – Eu também. Esta com fome?
- Na verdade, não.
- Ja comeu?
- Claro que não – sorriu, maliciosamente – Esqueceu que eu disse que viria para casa comer você?
O canceriano riu –Não me dê falsas esperanças, Dite. Eu vi a pasta cheia de serviço que você trouxe.
O sueco sorriu tristemente. O trabalho era mesmo como uma sanguessuga em sua vida, mas ele não podia simplesmente abrir mão de tudo. Ganhava um bom salário e isso mantinha o estilo de vida que gostava de levar.
Distraído, o pisciano não notou que Mateo o soltara e agora estava colocando a mesa para que ele comesse – Você já jantou? – perguntou Afrodite, ao notar que o canceriano colocara apenas um prato.
- Sabia que você chegaria tarde, então jantei logo.
- Certo.
Comeu em silencio, escutando Máscara contar sobre seu dia. A dor de cabeça não lhe abandonara o dia inteiro.
- Você não está bem – disse o canceriano.
- Dor de cabeça – respondeu ele.
- E você tomou um remédio?
- Não.
Mateo rolou os olhos – Porra, Afrodite. Por que você nunca toma uma aspirina?
- Ah, Mateo...e eu lá sei? – disse ele, irritado, empurrando o prato de comida – Sei lá. Não gosto. Esqueço. Sou masoquista. Tanto faz! Não tomei. Pronto!
Pousou a cabeça nas mãos, apoiando os cotovelos na mesa – Desculpe...eu...
- Tome um comprimido – disse Mateo, e o sueco levantou os olhos para olhá-lo – Depois tome um banho e leia seus malditos relatórios. Eu vou para cama.
Seguiu o conselho do namorado: Tomou um comprimido, um bom banho e finalmente sentou-se para ler os relatórios, ainda enrolado na toalha de banho. Adormeceu quase instantaneamente. A cabeça pendia para trás, o corpo permanecia sentado, uma perna estava esticada sobre a mesa de centro, a outra estava dobrada. A mão que segurava o relatório tinha se aberto e deixado as folhas cairem no chão, a outra mão estava sobre a pasta, como se o loiro estivesse pretendendo pegar alguma coisa antes de cair no sono.
E foi neste estado que Mateo o encontrou quando, as duas da manhã, acordara ao perceber que Afrodite não estava ao seu lado. Ele sorriu, aproximando-se do amado.
- Vem, Di – sussurrou ele. Com delicadeza, tirou-lhe a perna de cima da mesinha, segurou-lhe ambos os braços e o pôs de pé. Com o tempo que conviveram juntos, ele havia aprendido que Afrodite nunca dormia profundamente em outro canto que não fosse sua cama e, deste modo, bastava apenas chamar-lhe o nome, baixinho, e pô-lo de pé que poderia levá-lo para cama.
No quarto, puxou a toalha que ainda enrolava-se na cintura do loiro. Soltou-lhe o cabelo e o deitou. E quando deitou ao seu lado, Afrodite aconchegou seu corpo ao dele. Caindo em sono profundo.
A semana inteira já havia sido problemática, mas a quinta-feira lhe devorou os nervos, dolorosa e vagarosamente. Passara o dia inteiro naquela reunião de merda e, não bastasse isso, ainda havia uma pasta cheia de documentos que precisavam de sua supervisão.
Pegou o celular, olhando as horas. 19:56.
Estou completamente atolado de serviço.
Não me espere para jantar.
Afrodite.
Suspirou. Era o quarto dia consecutivo que iria trabalhar até mais tarde.
O aparelho apirou. Mensagem nova. Mateo.
Imaginei que não viria.
Camus está dizendo "oi". Milo e ele vieram nos visitar.
Mateo.
Esfregou os olhos. Invejava aquele loiro grego filho da mãe que podia jantar em casa todos os dias. Sabia que Mateo deveria estar um pouco irritado. Ele não gostava das horas extras do pisciano. Mas o que poderia fazer?
Diga que estou mandando um beijo.
Só para o Camus.
Milo é um bicha louca que não merece meu amor.
Afrodite.
Juntos as páginas do relatório que estava lendo, colocando-as em sua pasta. Deixaria para ler no dia seguinte. Desligou o computador e se espreguiçou.
O celular vibrou sobre a mesa.
Bicha louca é a puta que te pariu.
Milo.
Ps: Camus disse que você é mais bicha do que eu!
Não teve tempo de responder, e logo outra mensagem chegava.
Eu não disse porra nenhuma.
Camus.
Era 21:30 quando Afrodite entrou em casa. Ele controu Camus e Máscara conversando sobre alguma coisa ligada á educação. Abraçou primeiro o amigo e depois o namorado, dando-lhe um rapido beijo.
- Por Zeus e todos os deuses gregos! – exclamou Milo, que vinha da cozinha neste momento – Vocês podem, por favor, não se agarrarem na minha frente? Estou tentando me manter inocente.
E riu, puxando Afrodite para um abraço – Você emagreceu, sua bicha safada! – exclamou o grego – E está pálido. E com uma térrivel cara de cansaço. O que houve? O italiano malvado não tá te deixando dormir?
- Isso é jeito de falar, Milo? – ralhou Camus, revirando os olhos.
- Deixa, Camus – disse o canceriano – É bom que ele fale algo, já que esse aí... – disse, apontando o namorado – ...não me escuta. Diga à ele, grego, como ele parece abatido e, por todos os santos, mete um pouco de juízo na cabeça desse doidinho para ele se alimentar direito.
- Mas eu me alimento direito – reclamou o sueco.
- Ah é? – riu-se Mask – Quando foi sua última refeição?
- Comi um sanduíche hoje à tarde.
- E antes disso?
O sueco ficou em silencio por um instante, até falar – Antes disso eu jantei...ontem.
No sábado, acordou tarde e sentindo-se cansado. Por isso, quando Mask deitou-se ao seu lado, beijando-lhe o pescoço, ele reclamou – Não vou levantar. Não mesmo. Eu me recuso. Eu vou passar o dia inteinho nessa cama. Juro que vou.
Aquilo fez o italiano sorriu, e ele puxou o sueco contra si – Ótima ideia.
Afrodite sorriu, deitando-se de bruços – Você só pensa naquilo!
O outro sorriu, beijando-lhe o ombro. – O que aconteceu com as suas costas? – perguntou ele. Afrodite assustou-se com o tom de voz assustado do italiano.
- O que?
- Você tem uma mancha roxa enorme nas costas. Bateu em algum lugar? – ele examinava o hematoma de forma alongada nas costas do pisciano. Tinha quase o tamanho de sua mão e a largura de três de seus dedos.
- Provavelmente sim, ainda que eu não me lembre.
Sentia os dedos do italiano passarem em suas costas. Suspirou, aninhando-se contra o corpo do namorado.
- Vai mesmo passar o dia inteiro nessa cama? – perguntou o moreno.
- Pretendo...ou pretendia...você não vai me deixar dormir em paz, né?
- Não. – respondeu, sorrindo.
- Tá bom...tá bom, tô levantando! – reclamou o sueco. Deu um beijo nos lábios do amante e pulou da cama. – E pare de olhar para a minha bunda! – disse ele, num falso tom indignado.
- Então para de andar rebolando esse rabo magrelo.
- Ei! – voltou-se para o canceriano – Eu não ando rebolando.
- Claro, claro – concordou ele, esticando-se na cama – Vai logo tomar um banho e volta para cá.
Afrodite sorriu, enquanto buscava alguma coisa para vestir – Você me fez levantar, eu não vou voltar pra cama. A menos, é claro, que você me deixe dormir até amanhã de manhã.
Dentro do banheiro, o pisciano segurou a cabeça com as duas mãos. Aquela maldita dor de cabeça parecia não sumir de maneira alguma. Encostou-se na parede, escorregando até sentar-se no chão.
Em seu íntimo, sabia que algo estava errado. Apenas não queria reconhecer.
N/A: Olá você, meu caro Leitor Fantasma!
Eu não sei o que falar sobre esse capítulo, sinceramente. Espero que vocês gostem e, PELO AMOR DE DEUS, me deixem saber se estou fazendo as coisas certas. Sei que as vezes, não temos o que falar da fic, mas imagina como eu me sinto.
Okay, eu sei que mendigar reviews é chato, eu também não gosto de fazê-lo. Mas os dois minutos que você vai perder me mandando uma notinha pequena apenas pra dizer que está acompanhado, vai me manter motivada, juro. Gosto muito dessa fic, muito mesmo. E quero continuar a postar, mas é chato não saber que outras pessoas também estão curtindo.
Dito isto, espero que aproveitem o capítulo.
E agradeço, imensamente, à querida Angelmu, que me acompanha nesses meus delírios com os douradinhos.
Beijos a todos,
boa semana.
Lika Nightmare.
