Capítulo 2 - Não é humano

Já estavam há três semanas nisso e as coisas certamente não iam nada bem. Kagome finalmente começava a compreender as implicações que sua pesquisa estava tendo. Vários problemas começaram a aparecer e a solução que havia achado para eles já atravessava as barreiras do que era ético.

Kagome suspirou pesadamente tentando manter o olhar fixo nos suportes vitais da criatura. Tinha que se certificar de que nada mais desse errado, não sabia se podia suportar outra falha como a que tivera dia atrás. Ela desviou os olhos ligeiramente para observar o pequeno embrião imerso no interior da cápsula de vidro. Parecia tão sereno dormindo ali sem se importar com o que acontecia a sua volta.

- Como qualquer outra criança. – Kagome sorriu levemente com esse pensamento, mas logo o sorriso morreu em seu rosto, ela sabia a verdade, ele não era humano.

Ela andou lentamente até a cápsula de vidro que servia de incubadora e acariciou levemente o vidro como se quisesse acalentar aquele pequeno ser.

– Você esta crescendo rápido garoto, me deixe orgulhosa. – Kagome puxou uma cadeira e continuou a observar sua criação. Ficou assim um tempo até que o sono bateu e ela dormira lá mesmo.

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Era meio dia e como sempre havia um tumulto nos corredores: era hora do almoço e ninguém queria ficar e cuidar dos relatórios e documentos de última hora.

- Droga! – gritou Kagome, provavelmente, pela sexta vez naquele dia. O intervalo do almoço já havia começado a quase 10 minutos e ela continuava presa no laboratório tentando terminar os testes com os novos anti-virais.

- Kagome, que bom que você esta aqui! – Kagome fechou os olhos e contou mentalmente até dez desejando que aquela voz fina e irritante fosse apenas uma alucinação causada por uma droga que ela poderia ter acidentalmente ingerido. – Olhe preciso que você revise isso aqui... É que eu estou meio ocupada e não vai dar.

- Você esta louca se pensa que eu...

- Ah que bom que você tem tempo, não se preocupe é coisa rápida não deve demorar mais que 20 minutos... ta legal? Então tchau! – Kagome só pôde observa desconcertada sua colega de trabalho jogar um envelope amarelo em seu colo e fugir rapidamente.

- Mas que vaca! – gritou sem se importar com os olhares reprovadores que lhes eram lançados.

- Vejo que os carniceiros já atacaram.

- Por favor Miroku sem comentários hoje. – disse irritada, novamente agarrando o frasco branco dentro de seu bolso e tomando alguns comprimidos.

- Os médicos não recomendam automedicação.

Kagome deu de ombros e continuou a observar as lâminas de vidro sobre o microscópio.

Se vai ficar ai se matando então ao menos coma alguma coisa. – Argumentou Miroku oferecendo uma barra de chocolate.

- Obrigada.

- Tudo bem. Então... Que tal irmos almoçar? Eu posso cuidar disso depois.

- Na verdade, eu já tinha planos... Mas eu ficaria agradecida se me desse uma mão no laboratório e, se você for um bom menino eu posso até pensar na sua proposta.

- Se você prometer almoçar comigo pra mim esta ótimo! Agora, onde nos íamos mesmo?

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- Não... – Pingareou Kagome, paralisada.

No momento em que posou seus pés no recinto sentiu que algo havia saído terrivelmente errado. E como havia.

Ela recuou em repulsa ao que via, sentia como se todos os seus anos de educação acadêmica houvessem caído sobre ela.

- Kagome... - chamou Miroku apreensivo. – O que supostamente isso deveria ser?

Kagome sentiu uma onda súbita de esclarecimento atingi-la. Como pudera ser tão negligente? Ela havia se empolgado tanto por ter criado um sistema orgânico 200 vezes mais eficiente que o DNA, que se esquecera completamente de planejar uma forma física, e agora cá estava ela, na frente do que parecia uma massa orgânica roxa.

- È tudo minha culpa. – Era a única coisa que podia falar. Se sentia totalmente derrotada naquele minuto. Virou o rosto se recusando a continuar olhando para aquilo. Talvez fosse tudo um pesadelo e ela logo acordaria para descobrir ainda tinha 15 anos e que teria prova de matemática no dia seguinte.

- Não tem como da a volta por isso? – Perguntou Miroku despertando-a de seus pensamentos.

- É impossível modificar o código genético a esse ponto. – Falou desanimada.

- A estrutura se despedaçou nos locais onde ocorreram os erros... E se preenchêssemos as zonas danificadas? – Sugeriu Miroku.

- Devido à compatibilidade apenas o DNA humano seria bem sucedido e isso é completamente antiético. Eu receberia no mínimo três processos: Um da comunidade científica, um do estado e um da igreja. E de onde conseguiríamos o DNA necessário? Eu não sei se estou pronta para dar meu sangue, literalmente, por isso.

- Ninguém precisa ficar sabendo... E depois, eu sempre quis ser pai.

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2 meses depois...

O silêncio incessante tomava conta do local, nada além do mero som de uma respiração calma. As luzes estavam apagadas bem como todo o resto da cidade que dormia seu sono tranqüilo, porém aquela mulher não estava dormindo.

O monitor iluminava ligeiramente a forma feminina de mechas negras e roupa branca criando uma atmosfera quase exótica, era a única luz a iluminar o recinto e assim guiar os passos quase furtivos daquela dama de branco.

Ela olhava através de sua imagem refletida no vidro, observando a forma masculina lá imersa, com longos cabelos cor de prata que se emaranhavam em seu rosto.

Ela observou, maravilhada, as mechas prateadas se afastarem e aquele ser lentamente abrir os olhos e a encarar com uma expressão enigmática. Ele moveu seu braço tentando toca-la, mas sendo impedido pelo vidro que havia entre eles. Ela pôs calidamente sua mão sobre o vidro do outro lado de onde a dele estava e em um sussurro o chamou...

- ...Inuyasha.

Continua...

Kayra Hiyana: foi mal eu Ter colocado a introdução tão separa assim é que eu fiquei ansiosa demais mas prometo que não faço mais isso (cruza os dedos) quando eu termina eu coloco tudo junto mas por enquanto vou deixar do jeito que ta. (sinceramente eu prefiro matemática a português ao menos matemática tem alguma lógica. Ciências é legal mas a parte de células e bioenergetica papoca a cabeça XX )

Patrícia: bem que eu queria mas ferias agora só no mei do ano. Crise de fic eu num sei mas crise de fic boa agente tamo são poucas as que eu to lendo çç ao menos eu tento posta rapido e ate que esse capitulo fico maiorsinho vlw e t+