IRRESISTÍVEL PAIXÃO
By Kagmarcia
Revisão - Neherenia Sereniti
Segunda Parte
Apesar de achar que não conseguiria pregar os olhos a noite toda por causa das perguntas que rondavam a minha cabeça, aconteceu totalmente o contrário, dormi profundamente, também o que eu queria, havia sofrido um grave acidente de carro, passado o dia fazendo exames, recebendo visitas, além de ter chorado por um bom tempo, é claro que tinha que estar mais do que exausta.
Quando abri os olhos encontrei minha mãe sentada numa cadeira ao lado cama, ela sorriu para mim ao ver que eu havia acordado.
- Bom dia, Kagome! – disse me presenteando com mais um dos seus contagiantes sorrisos.
- Bom dia, mamãe! – disse sorrindo de volta, e finalmente notei algo em seu colo, um notebook e um envelope amarelo, também um celular. – Você os trouxe. – disse contente.
- O notebook e o celular sim, mas isso... – disse levantando o envelope amarelo. – foi o seu namorado. – e sorriu largamente ao dizer isso.
- O Kouga? – perguntei franzindo as sobrancelhas, ela assentiu animada. – Ele não é exatamente meu namorado, mãe. - expliquei girando os olhos. – A que horas ele esteve aqui?
- Não faz muito tempo, ele veio deixar o envelope com os trabalhos, a olhou por um momento, e disse que voltaria mais tarde para visitá-la. – explicou. – Ah, querida, por que não me contou que tinha um namorado? – perguntou chateada.
Ela não me escutou dizendo que ele não é meu namorado?
- Mãe, o Kouga lhe disse que éramos namorados? – perguntei séria, mas tive um pouco de medo dela dizer que ele tinha dito sim isso.
- Não, - respondeu fazendo uma careta. – mas deu a entender que eram. – explicou-se, suspirei alto.
- Mas não somos mãe! – disse calma.
É, nós não somos namorados, estamos apenas saindo, não nos comprometemos um com outro, bem, temos sim uma relação séria, quase como se fôssemos namorados, porém não somos!
Lembrei dos acontecimentos da noite anterior, eu chorando histericamente, Sesshoumaru surgindo do nada e me abraçando, permitindo que eu chorasse em seu peito, me confortando, e então nos beijamos.
Sorri, lembrando da sensação do beijo, e do que senti durante ele. Meu sorriso morreu ao me dar conta de algo.
Kagome! O que você fez? Você traiu o Kouga!
Embora não sejamos namorados, temos algo, e ambos devemos ter consideração um pelo outro, eu não gostaria de saber que ele tinha algo com outra enquanto estava comigo, acharia muita falta de respeito.
Ah, meu deus! Que peso na consciência, o que farei agora? Confesso o que fiz, e termino com ele?
É o melhor a fazer, não posso ficar brincando com ele, eu não sinto nada por ele, e ficando com ele estaria apenas o iludindo, dando esperança que algum dia poderia chegar a amá-lo. Não, não posso continuar com ele, hoje mesmo termino tudo com Kouga.
Escutei minha mãe dizendo algo, mas não entendi bem o que era devido a minha conversa interna.
- O que disse mamãe? – perguntei a encarando.
- Eu disse que o doutor Sesshoumaru veio visitá-la mais cedo. – repetiu ela, e franziu o cenho. – No que estava pensando que não me ouviu falar? – perguntou desconfiada.
- Nada demais. – desconversei.
- Mmm! – me olhou mais desconfiada ainda, e eu sorri nervosa. – Mas então como o conheceu? – perguntou.
- Quem? – perguntei confusa.
Será que ela está falando do Sesshoumaru?
- O Kouga! – respondeu. – Kagome, o que há de errado com você, está distraída.
- Ainda estou meio sonolenta, sabe como sou lerda assim que acordo. – disse sorrindo.
- É sei sim. – concordou ela.
É, acho que ela acreditou.
- Bom, conheci o Kouga na universidade, ele era um veterano e acabou me ajudando em algumas coisas, consequentemente nós nos tornamos amigos, e há pouco tempo começamos a sair. – disse resumidamente.
- E você gosta dele? – perguntou sorridente.
- Sinceramente? – perguntei fazendo uma careta.
- Por favor! – pediu séria.
- Não! – respondi.
- Então por que está saindo com ele? – perguntou confusa.
E agora o que eu digo? Que resolvi sair com Kouga na intenção de esquecer Sesshoumaru? Não, não posso dizer isso a ela.
- Kagome, não me diga que você está saindo com ele para esquecer outro? – perguntou reprovadora.
Minha mãe consegue ler mentes, e eu não sabia?
- Não mãe, não é nada disso. – menti.
- Não minta pra mim Kagome, quem é ele? – perguntou seriamente.
O que eu faço agora, ela não esta acreditando em mim.
Vamos Kagome, seja convincente, se for convincente o suficiente ela acreditará em você.
- É o doutor Sesshoumaru!
Olhei assustada para minha mãe, como ela descobriu que era o Sesshoumaru. Foi então que notei o próprio Sesshoumaru parado atrás dela, e minha mãe olhando para ele, sorrindo.
Graças a deus, ela não descobriu nada, apenas estava dizendo que Sesshoumaru estava no quarto.
Ele está no quarto! O que eu faço, como devo me comportar e agir diante dele, aí por que de repente fiquei tão nervosa.
- Como está se sentindo hoje senhorita Higurashi? – perguntou Sesshoumaru, olhando pra mim.
Ele está me tratando formalmente, mas é lógico, o que eu estava esperando que ele fizesse, eu nem sei o que significou o beijo de ontem.
- Bem, não sinto nada. – disse simplesmente.
- Não sentiu nenhuma dor durante a noite? – perguntou sério.
- Não! – respondi.
- Que bom, - disse sorrindo, me fazendo ficar sem ar. – à tarde passarei aqui com o resultado dos exames, e para examiná-la novamente. – informou. – Mandarei uma enfermeira aqui para trocar as bandagens, com licença. – e saiu do cômodo.
Por que tão rápido?
Olhei para o relógio do notebook, que mostrava ser quatro horas e vinte e três minutos, então voltei a digitar novamente de modo frenético, ouvi alguém bater na porta, e sem parar de digitar mandei que a pessoa entrasse.
E quando ela se sentou na cadeira ao lado da cama, finalmente ergui minha cabeça e a fitei.
- Kouga! – disse sorrindo. – O que veio fazer aqui?
- Visitá-la não é óbvio. – disse ele, girando os olhos, eu ri.
- Mas não está em horário de visita. - fechei o notebook e o deixei de lado, então voltei a encarar Kouga.
- Dei um jeito de me deixarem vê-la. – disse sorrindo.
- Ah, você jogou charme pra cima de alguma enfermeira não é isso? Então deixaram vir me ver. – brinquei.
- Como sabia?! – disse fingindo surpresa, e novamente me fazendo rir. – Como você está? – perguntou agora sério.
- Estou bem! – respondi sorrindo.
- Kagome, - disse carinhosamente, e se aproximando de mim, pousou a mão direita em meu rosto. - eu... fiquei tão preocupado quando soube do acidente, tive tanto medo que algo acontecesse com você, tive tanto medo de perdê-la. – confessou me encarando, com olhos preocupados.
- Kouga, nada de muito grave aconteceu, estou bem, eu sobrevivi. – disse sorrindo.
Ele sorriu, e quebrando a pequena distância entre nós, me beijou, a princípio isso me surpreendeu, não que ele me beijando fosse anormal, só que me parecia errado estar beijando ele depois de ter beijado Sesshoumaru, porém esse seria nosso último beijo, eu terminaria com ele após isso, porque não conseguiria continuar com essa história, pois poderia acabar se tornando uma confusão, por isso correspondi ao beijo.
Quando abri os olhos, eles se arregalaram em extrema surpresa, e prendi a respiração, enquanto encarava a figura parada próxima à porta, - que havia sido deixada aberta – Sesshoumaru me encarava com uma expressão de puro ódio.
Sesshoumaru viu tudo!
- O quê? – perguntou Kouga, vendo minha expressão, e virou o rosto em direção a Sesshoumaru. – O que ele está fazendo aqui? – perguntou me encarando.
- O que você está fazendo aqui?! – questionou Sesshoumaru, secamente. – Não está no horário de receber visitas. – disse ríspido, Kouga se levantou, ficando de frente pra ele, e bloqueando minha visão.
- Estou apenas visitando minha namorada. – disse Kouga, para minha infelicidade, e se moveu permitindo que eu voltasse a ver Sesshoumaru, o que eu preferia que ele não tivesse feito.
Eu quero morrer!
- Ah, ela é sua namorada, - senti o sarcasmo explícito em suas palavras, enquanto ele me encarava com frieza. - sendo assim não vejo problema em ficar aqui, vim apenas informar o resultado dos exames, - disse impassível. – eles não apresentaram nenhum problema, a pancada não causou nenhum dano grave, quanto a sua perna, ela ficará engessada por aproximadamente dois meses, depois de duas semanas aqui você poderá ir para casa. – informou. – Isso é tudo! – disse e se virou em direção a porta.
- Sesshoumaru! – o chamei sem pensar, ele se virou de volta, e me olhou com uma sobrancelha erguida, ele parecia mais intimidador do que nunca. – Gostaria de falar com você por um momento. – disse nervosa.
- Do que se trata? – perguntou indiferente.
- É sobre...
Droga! O que eu poderia dizer a ele, que era sobre nós dois, ou sobre o que ele viu entre eu e Kouga, não tinha como eu dizer isso, ainda mais com Kouga vendo tudo, por que tudo tinha quer ser tão difícil.
- Tudo o que eu tinha para dizer, foi dito, portanto não existe mais nada sobre o que conversarmos. – disse ele, sério. – Se me dão licença tenho outros pacientes para atender. – então saiu do quarto.
- O que há de errado com ele? – perguntou Kouga, estreitando os olhos, confuso.
- Nada, ele é assim por natureza. – respondi e olhei seriamente pra ele. – Temos que conversar.
Ele me olhou de modo estranho, e se sentou novamente na cadeira onde estava antes de Sesshoumaru chegar, provavelmente ele já sabia o que eu estava prestes a fazer, e me escutou pacientemente, tentei explicar do melhor jeito possível porque eu estava terminando com ele, e meus motivos pra fazê-lo.
Tínhamos tudo para terminar bem, porém Kouga me fez a maldita pergunta:
- É por causa dele? – perguntou sério.
- Não só por ele, - respondi. - é por mim e você, para que não nos machuquemos mais tarde.
- Ahm han! – disse sarcástico, e saiu do quarto a passos largos.
Ótimo! Agora não é somente uma pessoa me odiando.
Passei as mãos pelo rosto, e suspirei frustrada, por que tudo na minha vida tinha que se tornar tão complicado, joguei o corpo para trás e fechei os olhos, seria tão bom se eu conseguisse esquecer os últimos acontecimentos, esquecer completamente da grande idiotice que fiz ao corresponder o beijo de Kouga, por que fui mesmo fazer isso se eu iria terminar com ele de qualquer jeito, fazendo isso apenas consegui magoá-lo mais ainda.
Talvez Sesshoumaru ter aparecido nessa hora tenha sido uma punição, por eu estar brincando com os sentimentos de Kouga, tipo, eu nunca deveria ter começado algo com ele, principalmente na intenção de esquecer Sesshoumaru, foi um erro desde começo.
Abri os olhos e fitei o teto.
Estúpida! Idiota! Burra! Imbecil! Otária!
- Você merece morrer de forma lenta e dolorosa Kagome Higurashi. – murmurei.
Oh, meu deus! Acho que Sesshoumaru se enganou quanto a pancada não ter afetado meu cérebro, estou falando comigo mesma em voz alta, isso não é normal.
Suspiro pesadamente. E agora o que vou fazer para consertar a burrada que fiz?
Sesshoumaru já deixou mais do que evidente que não quer escutar minhas explicações, o que só me deixa mais frustrada, não é como se nós tivemos alguma coisa para darmos explicações sobre o que fazemos ou não, bom, talvez eu tenha estragado a chance de isso chegar a acontecer, ainda que seja assim, sinto que preciso dar-lhe explicações, mesmo que tenha certeza que ele não acreditará em mim. Chamo uma enfermeira apertando aquele botãozinho que todos os pacientes amam, e minutos depois uma enfermeira jovem e bonita adentra no cômodo.
- Do que precisa senhorita? – perguntou ela, gentilmente.
- Poderia me ajudar com as muletas? – pedi ficando sentada na cama.
- Indo a algum lugar? – perguntou sorridente.
- Sair um pouco desse quarto. – respondi sorrindo, ela sorriu de volta, e caminhou até um canto do quarto onde estavam às muletas, trazendo-as até onde eu estava, ela me ajudou a colocar o pé quebrado pra fora da cama, e a ficar de pé.
- Obrigado! – agradeci. – Ah, mais uma coisa, você saberia me dizer se o doutor Sesshoumaru ainda está no hospital? – perguntei.
- Desculpe, eu não sei, acabei de trocar de turno.
- De qualquer forma obrigado. – disse e comecei a andar pra fora do quarto, tinha que encontrá-lo de qualquer jeito.
Depois de uma caminhada lenta e cansativa, - andar com muletas era mais difícil do que eu imaginava – consegui chegar finalmente a recepção do hospital, respirei fundo, tentando me recuperar do esforço.
- Olá, o doutor Sesshoumaru, ainda está no hospital? – perguntei a uma mulher de meia idade, ela me olhou por um segundo, e baixou o olhar pra um livro o abrindo.
- Não, ele saiu já faz uma hora. – informou ela, a notícia me deixou decepcionada.
- Sabe me informar se amanhã ele estará de plantão? – ela voltou a olhar pra o livro, e depois ergueu a cabeça para me encarar.
- Ele estará de folga por dois dias. – informou.
- Ah, obrigado! – agradeci, e me virei, tomando o caminho de volta para meu quarto.
Droga! Se eu tivesse agido ao invés de ficar pensando, teria conseguido falar com ele.
Sentei-me na cama e fitei um ponto qualquer no chão, como eu iria esperar dois dias para poder falar com ele, eu não suportaria esperar por tanto tempo, mas o que eu poderia fazer a respeito, sair daqui a procura dele está fora de cogitação.
- Inuyasha! - procurei pelo meu celular com os olhos, o encontrando na mesinha ao lado da cama, o peguei e disquei o número de Inuyasha rapidamente.
- Alô! – disse Inuyasha atendendo o celular, depois do quarto toque.
- Inuyasha! – falei sorrindo. – Preciso de algo.
- Kagome! – disse surpreso. - Do que está precisando? – perguntou.
- Antes de lhe dizer do que se trata, quero que me prometa que não dirá a ninguém o que estou te pedindo.
- Okay, o que é? – posso até imaginá-lo girando os olhos, enquanto dizia isso.
- A ninguém Inuyasha, nem a Kikyou.
- Certo, nem a Kikyou. – concordou ele, rindo.
- Eu quero o número do celular do Sesshoumaru. – disse rapidamente.
- O que você disse, eu não entendi nada. – suspirei irritada.
- Me dê a droga do número do Sesshoumaru. – disse entre dentes.
- Pra q-
- E sem perguntas! – o cortei.
- Tudo bem! - disse ele.
Olhei nervosamente para o número que aparecia na tela do celular. Vamos Kagome, não seja covarde, você só precisa apertar em ligar e pronto, mas o que vou dizer a ele, direi: Oi Sesshoumaru, aqui é a Kagome, só queria te dizer que o que você viu não é o que parece ser, e que eu terminei com o Kouga.
Céus! O que estou pensando? Provavelmente assim que eu disser meu nome, ele desligará na minha cara. Não importa, de qualquer forma vamos tentar, pensarei em algo para dizer quando ele atender. Apertei em ligar rapidamente, temendo que minha coragem fosse embora, e encostei o celular no ouvido, já o escutando chamar.
E finalmente no ultimo toque, a ligação foi atendida.
- Sesshoumaru! – falei insegura.
- Oh, você me acordou... – disse uma voz feminina, sonolenta.
Ao escutar a voz de uma mulher eu quis desligar imediatamente, porém ela continuou a falar e eu continuei na linha, em silêncio.
– Sesshoumaru está no banheiro. - disse ela.
- Rin! – a voz de Sesshoumaru soou distante. – Quem é? – perguntou ele.
Então eu desliguei, sentindo um nó se formar em minha garganta, tristeza e desilusão de mãos dadas.
No final ele estava apenas brincando comigo, aquele beijo não significara nada pra ele, só estava mais uma vez me fazendo de idiota. Agora entendo porque não quis escutar minhas explicações, para ele não importava se eu beijava o Kouga, ou qualquer outro, eu era só mais uma pra ele, que cederia aos encantos dele de qualquer forma, e como uma tola eu cai.
E ele já estava com outra.
O celular caiu das minhas mãos, e junto com o celular as primeiras lágrimas começaram a descer por meu rosto, caindo incessantemente.
O sol ainda não havia nascido, e meus olhos já estavam abertos, acho que dormi apenas três ou duas horas, depois de conseguir conter as lágrimas, comecei a pensar em várias coisas, e agora já tinha tudo em mente sobre o que eu iria fazer.
- Mãe, eu quero sair desse hospital. – disse a encarando, seriamente.
- Você sairá daqui a duas semanas querida. – disse ela, tranquilamente.
- Não mãe, eu quero sair hoje, agora! – e ela sabia que eu não estava pedindo permissão.
Ela suspirou cansada. – Irá passar os dois meses descansando? – questionou, erguendo uma sobrancelha.
- Sim! – concordei.
E nesse mesmo dia deixei o hospital, sem me importar com a recomendação do meu médico, ou de qualquer outro.
Dois meses se passaram após isso, dois meses que passei confinada em meu apartamento, onde minha mãe passou um mês comigo, - segundo ela para ter certeza que eu me cuidaria direito – porém mesmo depois de ir embora pra Tókio ela continuou a me fiscalizar, só que por telefone, nesse meio tempo Sango e Kikyou me fizeram algumas visitas, na verdade eu não queria ver ninguém, mas não podia me isolar de tudo e de todos.
O gesso da minha perna foi retirado, e hoje depois de dois meses, eu me aprontava para um baile de gala, festa essa promovida pela família de Miroku, não sei exatamente por que ou para que, - acho que é apenas uma festa extravagante para mostrar a sociedade o quão ricos eles são – não é diferente do que os meus pais fazem, sendo donos de uma grande e importante empresa, eles costumam promover tais festas, que eu raramente compareço, já que a maioria é em Tókio, e não gosto muito delas pra enfrentar a viagem de Kyoto a Tókio.
O real motivo de eu estar indo para essa festa, é porque eu fui obrigada, pelos meus amigos, e até por meus pais, tanto que Souta, meu irmão mais velho, veio de Tókio para me acompanhar, - eles deviam estar querendo ter certeza que eu iria mesmo para essa tal festa – o que não consigo entender por que tanta insistência para que eu vá para ela, pelo que eu saiba é uma festa qualquer, bom, talvez seja porque não saio há muito tempo, minha vida é casa faculdade, faculdade casa.
Não importa por que querem que eu vá, estou mesmo a fim de sair, já está mais do que na hora de voltar a me divertir, - é, mas talvez essa não seja uma festa que consiga tal proeza – de qualquer modo, Sango e Kikyou estarão lá, então alguma diversão poderá ser conseguida.
Analiso meu reflexo diante o espelho, meus cabelos estavam presos num coque lateral, com alguns fios soltos, a maquiagem estava simples, os olhos estavam esfumaçados levemente com preto, deixando meus olhos azuis destacados, e na minha boca um batom nude, um par de brincos, escolhi um vestido longo de cetim na cor vermelha, estilo frente única, ele era justo até abaixo do busto, e se soltava a partir daí, o sapato preto de salto estava completamente escondido pelo vestido, e por fim uma bolsa preta.
- Kagome, já está pronta? – perguntou Souta, batendo na porta do quarto.
- Sim, - respondi. – estou saindo. – anunciei, e lançando um último olhar na direção do espelho, saí do quarto.
Souta era muito parecido comigo, olhos azuis e cabelos negros, era um homem muito atraente devo dizer, e consequentemente fazia muito sucesso entre as mulheres.
Logo chegamos ao local do evento, que estava arrumado de forma muito organizada e elegante, não prestei muita atenção nos detalhes, entrei de braços dados com Souta, qualquer um que não nos conhecesse pensaria que somos um casal, e bem, pouquíssimas pessoas nos conheciam, e algumas que nos conheciam não sabiam que éramos irmãos. Fomos recebidos pelos pais de Miroku na entrada, e depois de cumprimentá-los adequadamente, nos misturamos as demais pessoas.
Circulando entre as pessoas, cumprimentamos alguns conhecidos nossos, a maioria de Souta, - homens de negócios – e finalmente encontramos Kikyou e Sango, com seus respectivos namorados.
- Boa noite, pessoal. – saudei sorrindo.
- Kagome, você veio. – disse Miroku, contente.
- Não perderia essa festa por nada, - disse debochada. – até trouxe o Souta comigo.
- Há quanto tempo não os vejo. – disse Souta, ao meu lado, sorrindo.
- Parece que você andou ocupado. – disse Sango, sorridente.
E me lembrei que ela teve uma paixonite por Souta, quando éramos mais novas.
- Um pouco. – concordou rindo.
- Então, o que vocês vão fazer para que eu me divirta nessa festa? – questionei, erguendo uma sobrancelha.
- Podemos pensar em alguma coisa. – disse Inuyasha, sorrindo de maneira estranha.
- Oh, é o Sesshoumaru. – disse Kikyou, olhando além de mim e Souta.
Nós dois nos viramos na direção que ela olhava, e o que meus olhos viram não foi nada agradável, Sesshoumaru vinha em nossa direção, vestido num smoking preto, que o deixava mais perfeito do que nunca, - eu não podia negar tais fatos, sendo que ele é a perfeição em forma de gente – até aí tudo bem, porém enroscada no braço dele estava uma mulher, muito atraente, - para minha infelicidade – vestida num vestido longo preto, ela sorria amplamente pra nós, e Sesshoumaru parecia muito bem à vontade ao lado dela.
Afinal, quem era essa bruaca?
- Boa noite! – saudaram os dois.
- Pensei que não viessem. – disse Inuyasha, então me olhou. – Kagome, essa é Rin...
Rin?! Ela é a garota que atendeu o celular de Sesshoumaru, a que estava dormindo no quarto dele, a amante dele.
- Ela é...
- Namorada do Sesshoumaru. – disse ela, sorrindo para mim.
Sorri para ela, e ignorei os olhares estranhos dos meus quatro amigos, Sesshoumaru olhou para ela franzindo o cenho, talvez ele não tenha gostado que ela revelasse isso, porque assim não poderia enganar outras mulheres, como por exemplo: eu.
Bastardo infeliz! Eu não ficarei por baixo.
- Muito prazer Rin, - disse a ela. – este é Souta, - olhei pra ele, sorrindo, enquanto lançava um olhar de aviso. – meu namorado.
Ok, ok, todos os presentes, exceto Sesshoumaru e Rin, sabiam que Souta era meu irmão, e eu podia ser desmascarada no mesmo instante por eles, ou pelo próprio Souta.
Eles me olharam incrédulos, e eu ergui uma sobrancelha desafiando eles a me desmentir.
Meus olhos se encontraram com os de Sesshoumaru, os olhos dele possuíam um estranho brilho, o encarei de forma superior, confrontando seu olhar sério.
- Souta, eu gostaria de dançar agora. – disse ainda olhando pra Sesshoumaru.
- Eu também. – disse Souta, ele provavelmente queria tirar a limpo essa história dele ser meu namorado.
- Até mais! – disse sorrindo para todos, e eles responderam de forma estranho um, até.
Eles deviam estar viajando com essa mentira, e se perguntando com qual propósito eu a inventei. Que até mesmo eu não saberia responder, quando percebi já estava fazendo essa besteira.
Ah, meu deus, como sou idiota, será muito vergonhoso se Sesshoumaru descobrir a verdade.
- Kagome, agora pode me explicar o que exatamente foi aquilo? – perguntou Souta, confuso.
- Ah, Souta, eu sou uma imbecil. – afundei meu rosto em seu ombro.
- Por que Kagome? – perguntou novamente, me afastei dele e o encarei.
- Acho que eu gosto dele. – eu confessei, nós começamos a nos mover conforme a música, nós não podíamos ficar parados no meio do salão sem dançar, seria estranho.
- Sesshoumaru? – perguntou ele, e eu assenti. – Então você mentiu sobre eu ser seu namorado, para atingir ele, é isso?
- Bom, eu não estava pensando direito no momento, mas acho que foi isso. – disse sem graça.
- O que há entre vocês dois?
- Não há nada, e nunca houve, foi só... – suspirei. – não importa Souta, não temos nada, e não teremos, como você viu, ele está muito bem acompanhando agora.
- Quer que eu quebre a cara dele? – perguntou sério.
- Você faria isso? – perguntei sorrindo.
- Claro! – respondeu, e eu ri.
- Melhor não, acho que quem sairia no caso com a cara quebrada seria você. – disse debochada.
- Isso é o que eu ganho por querer fazê-la sentir melhor? – perguntou indignado.
- Desculpe, estou somente brincando, você com certeza ganharia. - disse sorrindo irônica. – E eu só me sentiria melhor se fosse eu a socá-lo. – disse rindo.
- Essa é minha garota. – disse orgulhoso.
- Estava com saudades de você. – disse feliz.
- Também estava. – disse ele, beijando meu rosto.
- Olá! – olhamos para a dona da voz, que para minha imensa surpresa era a tal Rin, junto com Sesshoumaru, sorrimos para eles, desconfortavelmente. – O que acham de trocarmos de parceiros? – perguntou ela, animada.
O que diabos ela pensava que estava fazendo, como assim ela queria que eu dançasse com Sesshoumaru, ou talvez, ela quisesse dançar com Souta, o alerta de ciúme fraternal disparou na minha cabeça.
- Claro! – concordou Souta.
Olhei pra ele incrédula, ele por acaso queria morrer?
Ele soltou minha mão e pegou a de Rin, a conduzindo a certa distância de nós, eu e Sesshoumaru ficamos parados nos encarando, ele deu um passo à frente, e pegando minha mão me puxou pra junto dele, a contragosto comecei a acompanhar seus passos, dançamos em completo silêncio.
- Por que você saiu do hospital antes do previsto? – perguntou Sesshoumaru, repentinamente, me pegando de surpresa, o encarei.
- Não gosto de hospitais. – respondi seca.
- Que boa desculpa. – disse irônico.
- Quer melhor? – disse erguendo uma sobrancelha, com um sorriso debochado.
- Hum! – disse ele. – Vejo que esqueceu muito rápido seu ex-namorado.
- Parece que não sou a única a conseguir esquecer facilmente as coisas. – disse ironicamente.
- Eu deveria ter alguma coisa para esquecer? – perguntou indiferente, sorri pra ele.
- É claro que não, - disse sarcástica. – foi algo tão insignificante que no dia seguinte você estava com outra. – parei de dançar e me afastei dele.
- Quem estava beijando outro no dia seguinte? – questionou ele, irritado.
- Eu e Kouga estávamos saindo quando você me beijou, e eu pretendia terminar com ele quando o visse.
- Belo jeito de terminar com alguém. – disse irônico.
- Certo, eu admito que errei ao beijar ele. – admiti. – Mas pelo menos eu não terminei na cama com outro.
- Do que você está falando? – perguntou confuso.
- Não me faça rir Sesshoumaru, - pedi, rindo irônica. – quando liguei para você para explicar o que você havia visto entre mim e Kouga, sua namorada atendeu seu celular, enquanto estava no banho.
- Foi você que me ligou? – perguntou surpreso.
- Fico contente que não negue isso. – disse sorrindo, falsamente. – Espero que vocês dois sejam felizes juntos. – desejei, e me virei.
- Espera Kagome! – pediu, me segurando pelo braço.
- Eu não quero ter que te ver nunca mais Sesshoumaru. – disse ríspida, e me soltando dele, sai do salão rapidamente.
Entrei no banheiro, parando de frente ao espelho, com um nó na garganta, eu não estava pronta para reencontrá-lo, evitei pensar nele me ocupando com a faculdade, ou com qualquer outra coisa que me mantivesse ocupada, mas no final do dia eu sempre acabava pensando nele.
Abri a bolsa e tirei o celular de dentro, procurando nele o número de Souta.
- Souta! – falei assim que ele atendeu, minha voz embargada.
- Kagome, o que houve? – perguntou preocupado.
- Pode vir me pegar aqui no banheiro, eu quero ir embora. – minha voz soava mais estranha ainda, temia que Sesshoumaru estivesse do lado de fora do banheiro me esperando, e eu não suportaria falar com ele novamente.
- Estou indo. – disse suspirando, e desligou.
Permaneci imóvel de frente para o espelho, tentando me recompor, até escutar alguém bater na porta, em seguida escutei Souta chamar meu nome, suspirei aliviada, e caminhei para fora do banheiro, o encontrando encostado a parede.
- Está tudo bem? – perguntou cauteloso, apenas assenti com a cabeça, e segurei seu braço, num gesto que pedia para que me tirasse imediatamente desse lugar.
Saímos discretamente da festa sem sermos notados, o carro de Souta já estava parado na entrada a nossa espera, um dos manobristas abriu a porta pra mim, e assim que entrei no carro ele a fechou, fiquei olhando para a janela, enquanto esperava Souta entrar no carro, e não aguentei mais segurar as lágrimas, ouvi Souta entrar no carro e fechar a porta, para em seguida dar partida e colocar o carro em movimento.
- Não me faça perguntas, por favor. – pedi tentando manter minha voz o mais normal possível.
- Acredite, eu tenho muitas perguntas para te fazer. – olhei de lado assustada.
- Sesshoumaru! – disse surpresa, e enxuguei rapidamente as lágrimas. – O que você fez com o Souta? – questionei estreitando os olhos.
- Nada, mas deveria ter feito. – disse sério, sem deixar de prestar atenção no trânsito.
- O que pensa que está fazendo? – perguntei irritada. - Pare logo esse carro e me deixe sair. – mandei.
- Se não quiser sofrer outro acidente de carro fique quieta. – ordenou ele, impassível.
- Pois saiba que prefiro sofrer um acidente a permanecer nesse carro com você. – disse com desdém.
- Kagome, não me irrite mais do que já estou. – disse de forma assustadora, fazendo com que eu me encolhesse no banco.
- E posso saber por que está tão irritado? – perguntei irônica.
- Por sua causa. – acusou ele, eu ri sem humor.
- Isso só pode ser piada.
- Também acho. – concordou ele.
- Onde está me levando? – perguntei franzindo o cenho.
- Quando chegar lá, saberá.
Fiz um som de desagrado, e virei o rosto para a janela, tentando ignorar a presença dele, o que ele achava que estava fazendo, agindo desse jeito estranho, e me levando contra a minha vontade.
Reconheci o prédio que ele entrava imediatamente, era onde ficava o apartamento dele, olhei confusa pra ele, por que estava me trazendo ao apartamento dele.
Ele estacionou numa das vagas disponíveis, saiu do carro, e dando a volta ao redor do carro, abriu a minha porta, olhei para ele interrogativa, com os braços cruzados.
- Prefere ir andando, ou devo carregá-la nos meus ombros? – perguntou, erguendo uma sobrancelha.
- Você não faria isso. – disse sorrindo.
- Não? – questionou sério, e meu sorriso se desfez.
Com certeza, ele seria capaz, irritada retirei o cinto de segurança e sai do carro, o seguindo um pouco atrás.
Parei no meio da sala, colocando uma das mãos na cintura, enquanto olhava para Sesshoumaru impaciente.
- Pode me dizer agora por que me trouxe aqui? – questionei impassível.
- Porque precisamos esclarecer algumas coisas entre nós. – disse calmo.
- Então vá em frente, esclareça! – mandei indiferente.
- Sobre Rin, não é o que você pensa.
- Então o que é? – perguntei.
- Ela não é minha namorada, nem nada do tipo.
- Coitadinha dela, achando que você é dela. – disse ironicamente. – Quando na verdade só estava brincando com ela, como fez comigo.
- Kagome, ela minha irmã. – disse Sesshoumaru, aborrecido, olhei para ele incrédula.
- O quê? – perguntei confusa.
- Rin é minha irmã mais nova!
- Você está brincando, não é? – perguntei ainda sem acreditar.
- Eu pareço que estou brincando? – questionou sério, e eu simplesmente caí na risada.
Não consigo acreditar que toda essa confusão não passou de um mal entendido, é inacreditável de mais pra ser verdade.
- Por que está rindo? – perguntou estreitando os olhos. – Realmente não acredita nisso?
- Não, - disse tentando parar de rir. – eu acredito, é que é muito irônico isso. Por que ela disse que era sua namorada? – perguntei curiosa.
- Eu falei sobre você com ela. – confessou.
- Falou? – perguntei sorrindo.
- Não entenda mal, depois de ver você e Kouga... – franziu o cenho. – eu estava furioso, e foi quando Rin apareceu no meu apartamento dizendo que ia dormir aqui, e acabei falando sobre você e o que aconteceu. – ele girou os olhos. – Ela me mandou esperar que você me desse uma explicação para o que aconteceu, mas então, quando retornei ao hospital você não estava mais lá, então presumi que você e ele estavam mesmo juntos.
Suspirei. – Eu terminei com o Kouga depois que você saiu, e quando fui procurar você, você já tinha ido, então pedi seu número a Inuyasha, e bom, o resto você já sabe. – expliquei.
- Aquele imbecil não mencionou nada sobre você.
- Por que eu o ameacei. – disse rindo.
- O quanto assustadora você pode ser para fazer meu irmão ficar de boca fechada?
- Muito. – sorri presunçosa, e ele sorriu, me fazendo derreter.
- E o Souta? – questionei sério.
- Ah, eu o amo muito, - disse sorrindo, e o rosto de Sesshoumaru se tornou mais rígido. – ele é o melhor irmão que existe.
- Como? – e foi à vez de Sesshoumaru ficar incrédulo.
- Souta é meu irmão mais velho!
- Você está brincando, não é? – questionou ele, confuso.
- Agora é minha vez de dizer: eu pareço que estou brincando? – perguntei rindo.
- Por quê? – perguntou confuso.
- Ah, eu fiquei irritada quando Rin disse que era sua namorada. – disse dando de ombros.
Sesshoumaru me olhou irritado, e deu um passo à frente, ficando próximo a mim, então me puxou, colando seus lábios nos meus, e me beijando de forma possessiva, correspondi o beijo com a mesma intensidade, desde que o vi na festa desejava tanto o beijar. Ele rompeu nosso contato, me deixando insaciada e decepcionada.
- Não sabe o quanto eu desejava beijá-la novamente. – disse com os olhos brilhando, cheios de desejo.
- É mesmo? – disse presunçosa. – Porque da primeira vez que você me beijou, não passou de uma provocação sua, - ergui uma sobrancelha. - o que mudou?
- Meu jeito de vê-la. – disse ele. – Eu realmente a julguei mal quando a conheci, acreditava que você era igual às outras que costumava sair, contudo você me mostrou o contrário, e que não era fácil e ingênua.
Eu sorri. – Fico feliz em ouvir isso do homem mais presunçoso do mundo. – disse sorrindo com deboche.
- Presunçoso é? – questionou com um sorriso de canto, ri levemente, e o beijei nos lábios.
- Só um pouco. – disse sorrindo.
Então nossas bocas voltaram a se unir, minhas mãos foram para nuca dele, agarrando os cabelos negros dele, enquanto ele me segurava firmemente contra seu corpo rígido, seu peito forte e firme esmagando meus seios, o desejo cresceu por todo meu corpo, me fazendo desejar mais que isso.
Suspirei lentamente contra os lábios dele, Sesshoumaru aprofundou mais o beijo, e gemeu contra meus lábios, fazendo meu desejo aumentar ainda mais.
Quando finalmente nos separamos, ambos estávamos ofegantes, sorri sem jeito para ele, que me olhava com pura luxúria, pegando minha mão ele me conduziu até o quarto, onde tivemos uma noite bastante... agitada, acredito que não preciso entrar em detalhes, e não pretendo entrar, bom, não dessa vez.
To be continued...
N/A:
Olá, há quanto tempo!
Antes de tudo queria agradecer imensamente a Neherenia Sereniti, a leitora linda que eu amo, que revisou a fic, - me aproveitei dela, kkk – muito obrigada Neh. Posso me aproveitar futuramente?
Acredito que alguns estavam esperando que eu voltasse com os últimos capítulos de Erros imperdoáveis e Ódio x Amor, mas bem, o que eu posso dizer: não consegui evitar, só consegui descansar até terminar essa one-shot, que a propósito ficou maior do que eu esperava, por isso tive que dividir em duas partes.
Há algum tempo tinha em mente escrever uma one-shot, - minha primeira – e nossa eu consegui, mesmo que tenha ficado exageradamente grande, me diverti muito escrevendo ela, foi algo novo que tentei fazer, e espero que tenha conseguido alcançar meu objetivo, que é agradar vocês como sempre. Pretendo fazer uma continuação dessa fic, inclusive tenho várias idéias, - algumas que a Cida, conhecida também como minha cunhada, me deu – mas por hora não penso em escrevê-la, a não ser que vocês me façam querer escrever ela.
Então, espero ansiosamente que tenham gostado, e ficaria muito feliz se pudessem me dizer o que acharam dela.
Beijos!
P.S: Em breve voltarei com o capítulo final de erros imperdoáveis, já Ódio x Amor esqueçam ela por um tempo.
