Capítulo I:
Passado...que ainda é presente.
Cheguei em minha casa sentindo a exaustão se apossar de meu corpo de maneira rápida.
Joguei a chave e a bolsa tiracolo sobre a mesa de centro na sala, passando minhas mãos pelos cabelos enquanto suspirava pesadamente.
Minha cabeça trabalhava em várias idéias para a fiction que teria que estar pronta no mês seguinte. Enquanto meu estômago revirava-se com a idéia de relembrar todo meu sofrimento.
Direcionei-me à cozinha, encontrando com o bilhete de meu pai.
Bella.
Desculpe-me por não esperá-la para almoçar, pois tive complicações na delegacia. Seu almoço está no micro-ondas. É só esquentar.
Seu pai, Charlie.
Com as voltas que meu estômago dava deduzi que seria impossível ingerir algo.
E fome era algo que não estava sentindo, não haveria necessidade de alimento.
Amassei o papel e o deixei sobre a mesa. Subindo lentamente para meu quarto, onde a cada degrau alcançado o nervosismo parecia crescer, minhas mãos suavam e tremiam, meu estômago parecia dançar, meus olhos piscavam diversas vezes...
Parei de supetão, me perguntando o motivo de tal sensação. Era completamente idiota estar agindo assim.
Deixe de idiotice, Isabella.
Pensei com raiva e subi os restantes dos degraus.
Ainda com o papel que o professor entregara mais cedo em minhas mãos sentei, sem receio, de frente para o computador escasso a minha frente.
O objeto que na maior parte do tempo só servia para ocupar meu quarto, com certeza, valeria uma nota em qualquer museu. Ele reproduzia um barulho estridente e irritante quando era ligado, demorava cansáveis horas para iniciar ou buscar algo, reiniciava sem ao menos algo tocar nele. Inútil, na maioria das vezes.
Realmente não entendia o motivo da esta antiguidade ainda estar aqui.
Pouco importa, será essa relíquia que me ajudará até o próximo mês...
Procurei em sites de busca sobre a famosa histórias criadas por fãs, encontrando diversas informações sobre o tema. Anotei em meu caderno as censuras, as classificações, gêneros e melhores explicações.
Tudo o que eu precisava para começar a escrever a história de minha vida estava anotado, agora bastava saber se minha mente e meu corpo estariam prontos para relembrar meu passado recente.
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Ela andava encarando o piso liso da escola enquanto à dois metros estava o garoto de cabelo cor de bronze admirando-a. Notou sua presença, mas preferiu encarar o chão abaixo dos seus pés ao em vez dos olhos topázios.
A garota se conhecia ao ponto de saber que ao cruzar seu olhar suas bochechas assumiriam um tom vermelho, entregando-a, assumindo que as imagens da noite anterior ainda estava vívida em sua mente.
Há mais de três meses os dois se encontravam às escondidas para desfrutarem um do outro, dividindo acontecimentos, conhecimentos, carinhos e saliva. Mas nada igual à noite passada, onde, pela primeira vez, desfrutaram não somente dos lábios e da pele, mas sim do corpo, da intimidade.
A primeira vez da garota, e do garoto? Bem, isso era desconhecido por ela.
Passou por ele a passos largos, indo em direção a sala que teria a próxima aula. Teria cumprido o percurso de não fosse os braços do rapaz abraçando-a pela cintura e guiando-a para o último corredor do local.
Corredor vazio, sem funcionários para mandá-los de volta a sala, última porta à direita. Uma sala lotada de livros, carteiras e coisas antigas. O cheiro que era capaz de irritar os narizes era presente ali.
- Você é louco, temos aula. - ela comentou rindo tentando ignorar a queimação em seu rosto.
Apesar do alto nível de intimidade que tiveram, era algo impossível não se sentir envergonhada em frente ao único homem que a viu inteiramente nua.
- Esqueça a aula. Eu quero você. - ele disse curvando os lábios no sorriso torto que causava o aceleramento do coração da garota enquanto a virava de frente pra si.
- Mas...
- Esquece, B., fuga da regra pelo menos uma vez. - disse olhando-a profundamente nos olhos. A menina não ofereceu resistência e o rapaz selou seus lábios quentes nos delicados da mesma.
O ritmo do beijo era calmo, as linguas exploravam com lentidão algum canto desconhecido por eles, se ainda era possível.
As mãos fortes do rapaz foi para a cintura de sua, não se sabe, namorada e trouxe o corpo delicado para mais perto de si, eliminado qualquer distância entre eles.
Como toda a vez que os lábios dos dois estavam conectados, as mãos pequenas agarram os fios de cabelo perfeito cor bronze, puxando-os delicadamente.
O movimento pareceu incentivá-lo, já que as carícias depositadas no corpo colado ao seu começaram a ser intensas, desesperadas e calorosas.
A menina gemeu baixo ao sentir suas nádegas serem apertadas com força.
- Estava com saudades de seu corpo. - ele sussurrou ao encostá-la na parede ao seu lado.
Ela não respondeu, somente intensificou o puxão em seus cabelos quando seu pescoço foi alvo de sua boca. Depositou vários beijos e lambidas por toda a extensão antes de suas mãos se livravam da camisa que vestia. Repetiu o ato com a parceira, admirando-a.
Ele sorriu e voltou a beijá-la, retirando a peça que cobria os seios ideais, segundo ele.
Desceu os lábios para a mandíbula da garota, o pescoço, o colo, até chegar no local que a pouco estava coberto.
Depositou beijos antes de sugá-los com vontade, arrancando gemidos da estudante. Continuou com o jogo torturante até descer uma das mãos até o botão do jeans da companheira, abrindo o zíper e tirando-a rápido.
Voltou seus lábios para o dela, beijando-a com intensidade, roçando-se nela.
Desceu a mão para a coxa da namorada, apertando a pele delicada e coloca-a em torno de sua cintura de modo que ela se sustentasse apenas com a outra perna.
Segurou-a firme, lhe passando confiança enquanto sua mão agora deslizava para o ventre da mesma, invadindo sua calcinha e tocando seu clitóris.
- Hm... - ela gemeu enquanto mordia o lábio inferior de modo doloroso para evitar o barulho os denunciasse.
O dedo experiente que estimulava seu clitóris não conseguia atingir o prazer sentido por ela na noite anterior. Com isso, direcionou suas mãos com dificuldade para a calça do rapaz, tentando tirá-la. Ele, vendo o movimento, sorriu satisfeito e cooperou.
Logo as últimas peças foram jogadas em um canto qualquer do local.
- Oh, Deus... - abafou o grito quando sentiu o membro do namorado invadi-lhe de uma forma diferente do dia anterior, uma forma bruta.
Olhou-o nos olhos, notando que neles havia luxúria...e talvez, amor. Passou os dedos pequenos pelo rosto perfeito a sua frente enquanto seu corpo movia-se de acordo com o do outro, agradecendo interiormente por estar vivendo aquele momento. Ele beijou sua mão, sorrindo em seguida.
B. jogou a cabeça para atrás, encostando-a na parede enquanto pensava na loucura que estavam cometendo.
Por Deus, em sua escola.
Mas não negou que a adrenalina , o medo de ser vista e o tesão quando se misturava era algo indescritível. Principalmente por estar ao lado dele.
O garoto observou-a gemendo baixo, sorrindo ao vê-la deste modo, antes de beijá-la apaixonadamente.
Não soube como. Nem o motivo. Talvez fosse bobeira, mas o aperto que sentiu no peito no momento que os lábios do rapaz tocaram os seus fizeram com que uma lágrima rapidamente rolasse por seu olho esquerdo.
Sentimento estranho, um sentimento ruim.
O garoto perfeito rompeu o beijo, acariciando o rosto da namorada de forma amorosa enquanto aumentava as estocadas, fazendo com que o ápice chegasse para um, e depois, para o outro.
Talvez o sentimento ruim não passassem mesmo de uma bobeira, talvez.
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