Inesperado: O cativeiro

_O que houve Elena?—repetiu

_Katherine...—sussurrou Elena.

Elena então tentou todas as travas, mas nada adiantava.

_Não será tão fácil fugir, Elena!

_Onde está o motorista?

_Ha-Há! Que pergunta! –Katherine lambeu os beiços dando enjôo em Elena. –Ele tinha um sangue delicioso! E o seu também cheira muito bem...

_Sua cretina! O que quer de mim!—disse Elena pousando a mão sobre o ferimento. Agora que ela percebia que ele doía e muito.

_Como o que eu quero de você? Você me roubou a vida, todos que me amavam... Não te matarei agora... Quero te ver sofrer! Pensando bem, Damon já tratou de fazer isto muito bem! –ela riu.

_Saiam já daqui antes que eu as mate uma por uma!—gritou Damon para as mulheres, que não contestaram.

Ele agarrou um copo de Whisky e deu um gole e logo depois atirou-o contra uma parede.

_Idiota!—ele gritava a si mesmo.

Ele olhou no chão e viu a tiara atirada contra ele, o sangue de Elena e o buquê. Como ele pudera ser tão idiota! Elena tinha ido para que eles entrassem na igreja juntos, eles iriam à igreja juntos... Poderia ter aproveitado este tempo a sós com ela.

Pegou o telefone e ligou para Stefan.

_Damon.

_Elena te ligou?

_Não. Porque? Ela não está com você?

_Digamos que ela fugiu de mim...

_Eu não acredito!—e desligou.

_Elena não atende! Onde ela pode estar Bonnie?—perguntou Stefan preocupado

_Calma Stefan... Elena sabe o que faz! Ela não fugiria... Além do mais, ela ama você mais do que tudo!

_É tudo culpa do Damon... Ele deve ter aprontado alguma coisa à ela! Eu vou matá-lo se algo acontecer a ela!

Katherine e Elena chegaram a um galpão abandonado. Katherine conduzia Elena segurando-lhe os pulsos muito forte.

_Anda! –dizia Katherine empurrando Elena.

O vestido de Elena já estava ensopado de sangue...

Quando entraram no galpão dois brutamontes seguraram Elena e a prenderam em correntes dentro de uma sala pequena. Ela quase não podia se mexer. Seus pensamentos voavam de Stefan esperando-a inutilmente no altar e em Damon aos beijos com aquelas garotas.

_Stefan... Me perdoe!—pensava ela quando Katherine entrou na salinha sorridente com um copo de água.

_Está com sede?

Elena nem precisou responder, pois ela atirou a água toda em seu rosto. Elena não respondia nada para que as agressões não piorassem.

Katherine se aproximou a levantou o queixo de Elena. E cravou os dentes em seu pescoço sorvendo um pouco de sangue dela.

_Posso te matar quando eu quiser. Nunca se esqueça disso.

Elena apertou o ferimento que doía. Como ela queria que Stefan fosse salvá-la. Retirá-la daquele inferno que ela estava vivendo! O que deveria ser o melhor dia de sua vida estava se tornando o pior!

Elena já estava atrasada uma hora para o casamento o que estava deixando os convidados e os irmãos Salvatore preocupados. Damon havia ido até a Igreja, mas não havia contado o porquê de Elena ter saído correndo dele.

_Damon! O que você fez à ela? –gritava Stefan na Igreja segurando-o pelos colarinhos. Damon permanecia imóvel, sem expressar nem um sentimento pelo olhar.

_Acalmem-se! Estamos em uma Igreja - sussurrou duramente Bonnie e logo depois disso parou, como se não estivesse mais ali.

Bonnie caiu ajoelhada e pousou a mão sobre o pescoço como se estivesse sentindo dor.

_Bonnie o que está acontecendo?—Stefan ajoelhou na frente dela.

Foi quando ela começou a recitar:

_Correntes. Sangue. Dor.—nos braços dela era possível ver marcas de correntes que não estavam em seu braço.

_Elena!—sussurrou Damon

Foi como se esta palavra tivesse aberto a ligação entre elas. Bonnie não conseguia respirar.

_Stefan está me esperando no altar... Eu não queria vê-lo sofrendo, mas também agradeço por não ter ido, em partes... Eu não queria que ele me visse assim! Sofrendo mais por outras coisas do que pelo ferimento que Katherine me fez...

Damon se encolheu.

_Onde ela está Bonnie? Veja se consegue...

_Galpão. É muito pequena a sala onde ela está. Seu vestido está todo sujo de sangue. Espere! Tem uma placa... Granja Felicidade?

_É a duas horas daqui! Vamos Damon!—gritou Stefan

Nem se despediram, nem explicaram nada para o público que esperava o casamento. Entraram no carro e partiram. Damon estava muito quieto, o que Stefan estranhou.

_Escute Damon! Não importa o que você fez para ela... O que importa é que temos que salvá-la de Katherine.

_Hã! Como se eu não quisesse!

_Tem que ser sempre tão intragável?

Damon se lembrava da reação de Elena ao vê-lo com outras garotas. Ela sofria. Deveria sentir algo por ele então!

_Me deixe em paz Stefan! Você vai se casar com Elena... Isso já não basta!

_Está querendo dizer que vou me casar com a mulher que você ama?

_Se não tem o que falar fique quieto, Stefan.—disse Damon se olhá-lo.

Stefan pisou no freio.

Inesperado: Verbena

Elena, da sala onde estava, ouvia a conversa dos dois ajudantes humanos de Katherine.

_Ei, a chefe saiu... Será que ela acharia ruim se... –começou um.

_Acho que não! – completou o outro com um sorriso malicioso no rosto.

Eles então se aproximaram da sala de Elena e foram abrindo a porta. Elena se encolheu num canto. Eles se aproximavam cada vez mais. Elena tremia de medo. Não podia ser o que ela estava pensando. Mas era. Os caras já chegaram rasgando partes de seu vestido e a agarrando com força. Elena gritava, mas os dois homens eram mais fortes que ela. Ela não pode impedir.

_É aqui. –anunciou Stefan

Desceram do carro.

_Malditos! Sinto o cheiro do sangue de Elena por toda a parte. –disse Damon

Chegaram à porta que estava fechada chutando-a fazendo madeira voar para tudo quanto é lado.

_Ei! Não podem entrar assim!—gritou um dos bandidos.

_Vo-Vocês são vam-Vampiros?—gaguejou o outro ao vê-los entrando com tamanha brutalidade. Foi aí que o outro se tocou.

_Vieram buscar a garota? HAHA! Vocês são espertos... Ela é muito gostosa mesmo! Ela era virgem acreditam? –e ria.

Damon voou para o pescoço dele e cravou suas garras arrancando sua cabeça para fora. Ele então se virou para o outro com um olhar de dar arrepios, mas antes que ele matasse mais aquele que implorava seu perdão, Katherine chegou.

_Vocês aqui? –disse ela sinicamente.

_Damon! Vá ver Elena, eu cuido dela!—gritou Stefan.

Damon nem contestou. Chegou na porta rapidamente e se assustou com a cena que viu. Elena envolta em uma poça de sangue, com o vestido em pedaços que Elena segurava. Ela estava irreconhecível. Seus cabelos antes tão perfeitos e arrumados agora estavam todos fora do lugar. A maquiagem borrada pelo choro constante. Aquela não parecia Elena.

O rosto da garota se virou vagarosamente para Damon e ele pode vê-la contorcer o rosto de dor. Ele se ajoelhou ao lado dela e acariciou o rosto dela. Ela fechou os olhos sentindo um sossego repentino. Ela estava segura agora.

_Damon... –sussurrou ela.

_Elena... O que aqueles imbecis fizeram com você?

Ela não respondeu com palavras, o sofrimento em seu olhar entregava.

Ele apertou as mãos uma na outra demonstrando raiva.

_Eu vou matar aquele que sobrou... Bem devagar! Mas antes... Elena, me perdoe! Eu fui um idiota... Se não fosse por mim, nada disso teria acontecido.

_Não. Se eu não fosse tão infantil e egoísta eu não estaria aqui colocando vocês dois em perigo.

Ele então quebrou as correntes, libertando-a. Ele puxou a cabeça de Elena contra seu peito. Ela retribuiu o abraço. Até que se lembrou de Stefan.

_Damon... Precisa ir ajudar Stefan!

Ele sorriu contido.

_Fique aqui, tudo bem?

Elena assentiu.

Enquanto Stefan lutava com Katherine, Damon viu o outro homem que havia abusado de Elena encolhido em um canto rezando para não ser visto. A raiva cresceu dentro dele.

Ele caminhou até o homem e o levantou pelo pescoço.

_Ei, cara! Não me mata! Eu nunca mais faço isso juro!

_Mas é claro que não vai mais fazer isto. Você vai morrer!

E cravou os dentes no pescoço dele enquanto a vítima urrava. Damon abandonou o corpo de repente e cambaleou para trás.

_Não...

Caiu no chão e começou a se contorcer.

_Verbena! Maldita!

Katherine se desvencilhou dos braços de Stefan com facilidade e começou a rir de Damon.

_E você achou que tomaria este sangue humano e me deteria? E vingasse a honra de sua amada? HAHAHA! Como você é idiota!

_Ei, Katherine! Deixe Damon quieto! O seu adversário sou eu!—gritava Stefan

Elena escorando-se pela parede foi se aproximando de Damon. O sangue pingava do meio de suas pernas. Era perigoso ir até lá, mas era preciso. Ela se ajoelhou ao lado dele e se pôs a acariciar o rosto do vampiro. Ele sofria.

Stefan não venceria Katherine sozinho... Mas como ela poderia ajudar? Foi quando uma idéia floresceu na mente dela. Era isso.

Ela se levantou usando o resto de suas forças e abriu todas as janelas, deixando o Sol entrar. Quando Katherine percebeu o que Elena fazia gritou:

_Sua idiota, pensa que é só os Salvatore que tem o anel? – Ela então estendeu a mão e arfou ao perceber que o anel não estava mais ali.

_Katherine! – chamou Stefan atrás dela mostrando-lhe o anel roubado. Ele então correu e a empurrou em direção ao Sol e em menos de dois segundos, só o que restava era pó.

Todos suspiraram de alívio. Stefan se aproximou de Elena e a abraçou fortemente.

_Ah, Elena! Fiquei tão preocupado...

_Senti tanto a sua falta Stefan!

Eles então se afastaram e Stefan olhou para Damon sofrendo.

_Consegue andar Elena?

Ela assentiu.

Ele então levantou o corpo de Damon e o carregou até o carro. Elena foi caminhando devagar, mas foi. Ela sentia muita dor, mas não era hora para chorar pelo leite derramado. Stefan estava com um ferimento na barriga e Damon estava semimorto, eles eram mais importantes que ela.

_Elena, tem alguns sacos de sangue. Vá atrás com Damon e dê à ele por favor.

Elena entrou e acolheu Damon em seu colo. Ia despejando aos poucos sangue em sua boca. Stefan parecia incomodado. Damon continuava desmaiado e Elena também estava com uma cara horrorosa. O que era bem explicável.

_Elena, o que houve em casa para você sair correndo de lá?

Elena pigarreou.

_Não aconteceu nada.

Stefan suspirou. Ela não falaria.

_Tudo bem... Acredito em você.

Menos de meia hora depois, Elena havia adormecido e Damon continuava com a cabeça apoiada em suas pernas. Ela parecia bem. Não estava incomodada nem um pouco com Damon ali, o que deixava Stefan preocupado. Era difícil acreditar que quase se casara com Elena naquele dia.

Quando Elena acordou estava subindo as escadas, carregada por Stefan. Ela estava segura novamente.

_Vamos, tome um banho e depois descanse. Você precisa.

_Não quero ficar sozinha... Stefan, por favor!

_Elena, Damon ainda não se recuperou totalmente. Não posso deixá-lo. Bonnie não pode ficar com você?

_Vou ligar para ela - disse Elena com pesar.

_Me desculpe, meu amor!

_Eu entendo, Stefan... Entendo mesmo.

Eles então se beijaram e assim que ele saiu, Tia Judith entrou no quarto e correu para abraçá-la.

_Oh Elena! Que bom que está bem! Ficamos tão preocupados...

_Eu sei tia... Me desculpe! A culpa foi toda minha... Eu fui uma idiota!

_Não é hora de culpar ninguém! Mas o que aconteceu?

_É complicado... Outra hora eu te conto melhor...

_Vou cobrar, hein?

_Será que Bonnie se importaria em vir dormir aqui?

_Penso que não. Devia ligar para ela. Ela estava muito preocupada...

_Vou ligar.

_Quer saber? Toma um banho enquanto eu ligo para ela. Aí assim que você sair ela já estará aqui.

_Obrigada tia... Eu te amo muito!

Tia Judith então saiu do quarto e Elena ficou sozinha. Ela não sabia mais ficar sozinha sem confrontar a si mesma. Muitas coisas aconteciam sem que ela entendesse ou quisesse entender. Que obsessão era essa por Damon? Por que ela sentia um vazio imenso ao se lembrar dele com aquelas mulheres? Porque só de lembrar-se daquela cena sentia vontade de chorar? Foi por causa disto que ela foi seqüestrada, mas não foi culpa de Damon, a culpa era dela. Ela que agira com egoísmo. Damon não era seu e nunca poderia ser.

O vestido foi para o lixo e o sangue de seu corpo, lavado pela água. Ela desejou que a água também levasse todos os momentos ruins que havia passado naquele cativeiro. Ela sentia ainda a dor de ter sua honra depravada. Não só dor física, mas espiritual. Ela não queria que aqueles fossem os primeiros homens de sua vida.

Sentimentos incompreensíveis

Saindo do banheiro se deparou com Bonnie que estava muito feliz por saber que a amiga estava bem.

_Que bom que veio...

_E você acha que eu deixaria minha melhor amiga desamparada?

Elena riu.

_Mas você precisa me contar o que houve... Senão vou embora! – ameaçou Bonnie com um sorriso nos lábios.

Elena suspirou

_Quer que eu comece da onde?

_Porque você não foi com Damon para a Igreja, o que ele te fez?

_Bonnie...

_Confie em mim.

_Quando eu cheguei lá Damon estava rodeado de garotas seminuas.

Bonnie abriu a boca de surpresa.

_Você ficou com... Ciúmes?

_Eu não sei explicar... Foi terrível! Era como se me faltasse o ar, me faltasse motivos, como se me faltasse vida! Nunca senti isso... Bonnie, estou com muito medo!—Elena chorava – Eu não sei o que está acontecendo comigo!

_Deixe de ser boba Elena... Você está gostando de Damon!

Elena não respondeu nada. Ficou imersa em pensamentos. Mas se ela realmente gostava dele, o que adiantaria? Ela não podia abandonar Stefan. Ela também o amava. Se mais ou menos, ela ainda não sabia. Elena não queria confrontar seu coração já muito fragilizado. Não contaria a mais ninguém que tipo de violência ela havia sofrido. Seria um segredo. Antes que Bonnie fizesse mais perguntas ela se deitou na cama e disse:

_Ah, Bonnie! Deixa de besteira! Vamos dormir, estou muito cansada!

Bonnie revirou os olhos, mas Elena nem ligou. A luz do quarto foi apagada, e as garotas adormeceram rapidamente. Só que muitos pesadelos assolavam Elena durante esta noite e ela não conseguia acordar deles.

"Elena corria sobre uma mata densa e escura. Era noite. O vestido de noiva branco dificultava sua corrida. Mas ela corria de que exatamente? Não sabia dizer. Seus instintos falavam: Corra!, e ela corria. Viu uma luz entre as árvores e a seguiu. Chegou na frente da casa dos Salvatore. Ali? Porque ali? Como? Ouviu passos atrás dela e foi até a porta e bateu rapidamente.

Damon a atendeu.

_Damon me deixe entrar, tem alguém atrás de mim, por favor!—suplicava ela.

Ele olhou com desprezo para a garota ali prostrada na sua frente pedindo para entrar.

_Desculpe Elena! Você não pode entrar...

_Co-Como assim?

Ela olhava para trás e viu um vulto se mexer. Ela temia.

_Minhas namoradas estão aqui. Como posso deixar uma garota, ainda por cima, vestida de noiva e sangrando entrar aqui?

"Sangrado?" pensou ela. Foi quando olhou para baixo e viu o sangue pingando no chão. Uma dor a atingiu e ela caiu de joelhos na frente dele.

_Suas namoradas?

_Esperava que eu ficasse esperando por você até quando, Elena?

E fechou a porta na cara dela. Ela olhou para trás e reconheceu o vulto. Era um dos caras que haviam abusado dela. Ele veio se aproximando para perto dela com um sorriso malicioso. Elena não tinha para onde correr. Lá de dentro ouvia as risadas de Damon e de várias garotas, contrastando com seus gritos lá fora."

Acordou aos berros. Bonnie a socorreu e a acolheu em seus braços.

Um mês se passou, mas nenhum dia ela acordou sem ser aos berros. A cada noite os pesadelos pioravam, e nem sempre tinha alguém para ajudá-la. Ia muito mal na escola e continuava na mesma. Estava com Stefan, mas sentia seu coração acelerando quando via ou pensava em Damon. Ela suspeitava que Stefan soubesse de sua louca obsessão por seu irmão porque desde o dia do seqüestro, ele não era o mesmo. Ele estava um pouco mais distante e evitava encontros entre Elena e Damon. Só que naquele dia, Stefan tinha saído da cidade para buscar mais verbena para Elena.

Era aula de teatro. Elena foi chamada a frente da sala. Ela suava frio. Fazia tempo que não se expunha desta maneira. Quando se viu na frente de todos da sua sala... Sentiu uma tontura repentina e quase caiu. Só não o fez porque o professor a segurou. Ela foi retirada da sala e foi recomendado que ela fosse para casa descansar.

_Elena, sua Tia não está em casa... -informou o diretor

A tontura ainda não passara. Ela pegou o celular do bolso e entregou ao diretor.

_Na minha agenda... Procure por Damon. Talvez ele possa vir me buscar.

Ele ligou.

_Elena?

_Não. Sou o diretor da escola dela, ela está passando mal e não tem ninguém para vir buscá-la. Ela pediu para ligar para você.

_Estou a caminho.

A ligação foi finalizada e a secretária chegou para ela e perguntou baixinho:

_Faz tempo que está com isso?

_Duas semanas... Mas está cada vez pior!

_Sua menstruação? Está em ordem?

Elena ia responder quando o diretor chamou a secretária para resolver alguns problemas. Elena ficou pensando no que a moça havia perguntado à ela e ficou com muito, mas muito medo mesmo.

Damon chegou, desceu do carro e foi até a recepção onde Elena o aguardava. Sua sobrancelha curvada em tom de preocupação.

_Como está se sentindo Elena?

_Eu estou bem... –respondeu ela, mas aí, tentou se levantar e teve que se segurar em Damon para não cair. Tudo rodava. Ela fechou os olhos e tentou conter a ânsia de vômito.

_Banheiro.—informou ela e Damon foi correndo levá-la até lá.

Ela mal chegou e já se debruçou sobre o vaso botando tudo para fora. Tudo seria exagero, o pouco que ela havia conseguido comer.

Damon segurava o cabelo dela para que não sujasse.

_Não precisa ficar aqui...

_Não diga bobagens Elena! – e ele continuou ali, firme.

Ela então se levantou e deu descarga. Lavou a boca e foi saindo escorada em Damon quando ele a levantou e a carregou no colo. O braço dela estava em volta do pescoço dela e seus olhos olhavam os dele.

Ele arqueou as sobrancelhas.

_Porque está me olhando?

_Não é nada.

Ele a colocou no carro e entrou também. Ligou o carro e partiram.

Elena então tomou uma súbita decisão.

_Damon pare em alguma farmácia, por favor.

_Farmácia?

_Sim. Eu preciso comprar umas coisas.

Damon estranhou, mas obedeceu. Ele desceu com ela e virando-se para o farmacêutico ela pediu:

_Um teste de gravidez, por favor.

O máximo que Damon pode fazer foi olhar para ela. Sua boca aberta demonstrava surpresa.

Elena não conseguiu olhá-lo.

O farmacêutico com uma caixinha cor de rosa e entregou a ela. Quando ela estava saindo, ele gritou:

_Boa sorte para vocês!

A garota teve que engolir os nós que se formavam em sua garganta. O farmacêutico pensava que eles eram um casal.

_Vamos para minha casa. –informou Damon – Não quero que você fique sozinha.

Elena não falou nada durante o caminho. E se desse positivo? O que ela faria? Ela não sofreria com antecedência.

Chegaram e ela correu para o banheiro. Fez o teste e esperou o tempo necessário. Damon esperava do lado de fora do quarto. Quando Elena abriu a porta, ela correu e mergulhou em seus braços derrubando torrentes de lágrimas. Ela não podia acreditar! Ela soluçava de tanto chorar e ensopou a camisa do vampiro.

_Elena... Este filho... É de quem?

_Não é do Stefan! É de um daqueles caras...

Ela nem ao menos sabia quem era o pai. Antes fosse de Stefan. Ele a abraçou muito forte, consolando-a.

_Ei, vai dar tudo certo... Eu não vou te abandonar entendeu?