Declaração: Tudo é da JKR. A única coisa do HP que me pertence são os 7 livros na minha prateleira.

N.A. : Se gostar da história e estiver disposto a ser um beta por favor entre em contato!

N.A.2: Desculpem a demora. Ainda estou tentando estabelecer uma rotina para escrever e achar o meu estilo. Espero conseguir atualizar os capítulos com mais freqüência. (não é como se eu tivesse uma turba de fãs esperando assiduamente por novos capítulos também hehehe)

ATRAVÉS DO TEMPO

Por Britael

Capítulo 2

Não era Dumbledore. O velho professor permanecia caído e imóvel no meio dos escombros. A luz fraca da varinha não era capaz de penetrar muito através do pó que permanecia suspenso no ar. Aparentemente o som tinha vindo da entrada do ministério e tudo que o garoto podia ver era uma nuvem de pó dando lugar a escuridão.

Reunindo sua coragem, Harry caminhou para frente, pisando com cuidado para não tropeçar nos inúmeros destroços que estavam espalhados. Muito antes dele chegar na entrada ele deparou-se com uma barreira quase intransponível. Empilhados de forma aleatória estavam mobília, restos de lareiras, a guarita onde o guarda da entrada ficava e quase todo o material que usualmente ficava, ou deveria fica, entre o meio do saguão e o local de entrada.

Papel de parede, argamassa, restos de colunas, madeira e pinturas jaziam inertes em uma pilha de entulhos. De alguma forma o tamanho do saguão havia diminuído pela metade, empurrando tudo que estava na parte desaparecida para o meio do salão. No lugar da parede bem acabada e forrada com papel de parede de boa qualidade, agora o jovem via a rocha nua e irregular de uma caverna.

Sem saber o que fazer o rapaz acompanhou enquanto um pedaço do teto se desprendeu e caiu ruidosamente no chão. O mesmo ruído que ele havia escutado antes. Ficando simultaneamente mais calmo por não ser um novo inimigo, porém mais preocupado com a possibilidade de um deslizamento, Harry virou-se retornando para junto do professor.

Ao chegar ao lado do velho feiticeiro, e após uma detalhada inspeção, o garoto concluiu que o mesmo estava vivo, porém sua respiração estava muito fraca. Sem saber o que fazer, e sentindo-se fraco demais para tentar sequer um feitiço revigorante no diretor, Harry decidiu que precisava procurar ajuda.

Com a entrada completamente arruinada e lembrando-se que seus amigos provavelmente continuavam nas profundezas do ministério o garoto resolver procurá-los, provavelmente um dos membros da ordem poderia ajudar o velho professor.

Tropeçando em algum pedaço de estátua, ou talvez tenha sido uma coluna, Harry foi até o elevador. Como em todo o restante do saguão, a região estava escura e a porta aberta do elevador levava a um novo abismo de escuridão. Aparentemente o elevador havia descido, porém a porta continuava aberta. Por mais que forçasse os olhos, o garoto não conseguia ver além do alcance da iluminação de sua varinha, que para sua satisfação estava visivelmente mais firme e um pouco mais forte, e por mais que ele pressionasse o botão, não havia resposta alguma do elevador. Sem nenhuma outra opção, o garoto de olhos verdes coberto de pó começou a procurar por escadas.

A medida que ele se afastava do centro do saguão o chão ficava mais limpo de escombros. O ar continuava repleto de pó, mas o mesmo parecia estar baixando e acumulando-se numa camada sobre o chão. O silêncio era absoluto e os seus passos pareciam ecoar, provocando um som obscenamente alto. Por fim ele atingiu uma fileira de lareiras apagadas. Dando a volta no salão ele não encontrou nenhuma escada e silenciosamente amaldiçoou os bruxos pela falta de praticidade e por não pensarem em uma simples contingência para o caso do elevador falhar.

Sem alternativa o garoto deu meia volta e retornou até a entrada escura do elevador.

O problema agora era simples, mas a solução nem tanto. O adolescente passou longos minutos olhandos para a escuridão do poço do elevador tentando achar uma maneira de descer pelo mesmo, mas as idéias simplesmente não vinham. Harry permanecia esgotado magicamente, apesar da luz emitida pela varinha estar mais firme, o garoto estava longe de conseguir fazer um feitiço mais complexo como, por exemplo, transfigurar uma escada, ou mesmo uma corda.

Exausto, o garoto sentou-se na borda e ficou olhando pela poço negro, acompanhando o lento deslocamento da poeira para baixo. Conforme o tempo passava e a poeira assentava o garoto conseguia enxergar melhor e o negrume deu lugar a algumas formas. Dentro do longo poço do elevador ele distinguiu uma escada escavada na parede. Animando-se, o jovem feiticeiro debruçou-se através da entrada e foi descendo pela precária escada vertical.


As paredes do fosso e as escadas estavam incrívelmente sujas, os degraus eram próximos demais e as bordas eram irregulares e cortantes. Com muita dificuldade, e quase caindo por duas vezes, Harry desceu na escuridão completa até por fim atingir o teto do elevador. Este estava torto e quebrado, óbviamente tendo despencado do andar superior quando sua magia interna falhou.

Sujo ao ponto de poder ser considerado encardido, suado e exausto, física e magicamente, o adolescente parou para recuperar o fôlego. Após reacender a varinha, ele espremeu-se pelos escombros e forçou a abertura da porta até a entrada do departamento dos mistérios.

Não andou nem dez metros quando encontrou o primeiro corpo caído.


- Harry?

O garoto acordou assustado e num sobressalto já estava sentado com a varinha na mão.

- Calma, calma! Sou eu Hestia. Vim falar com você, conforme havia pedido, mas se preferir continuar descansando eu poderia...

Não percebendo nenhuma emergência o garoto sentou-se na cama transfigurada de uma escrivaninha e pegou os óculos que repousava em um criado-mudo, que antigamente era uma cadeira de escritório.

- Não, não se preocupe. Eu estou acordado agora. Como ela está? Ela vai ficar bem?

A mulher sentou-se em uma cadeira de escritório e deu um longo e desejoso olhar para a cama improvisada e em seguida para o terceiro ocupante do recinto, que roncava baixo enrolado em cobertores em uma cama estreita, tudo transfigurado de mobília de escritório.

- Bom Harry, tem notícias boas e notícias ruins. O que quer que explodiu no departamento dos mistérios sugou toda a magia do prédio todo. Feitiços de expansão, feitiços de animação, encantamentos, inclusive as poções que estavam armazenadas na enfermaria. Por causa disso não temos poções para tratar o ferimento da sua amiga.

O olhar esbugalhado e a expressão de choque do garoto cortaram o coração da mulher.

- E isso é o fim das notícias ruins do caso dela. O lado bom é que o mesmo efeito que drenou a magia do prédio também atuou no efeito da maldição sobre a garota. Ela tem uma queimadura profunda no abdomem, está provavelmente sentindo muita dor e vai ficar com uma cicatriz grande, porém toda influência das chamas malditas foi removida. Apesar de a explosão ter arruinado as poções prontas, os ingredientes continuam íntegros. Tonks e Lupin estão trabalhando neste momento para fazer poções para combater a dor e ajudar no tratamento de Hermione. Ela vai ficar bem.

O garoto deu um longo suspiro de alívio. Uma cicatriz era com certeza muito preferível a alternativa.

- E Ron? Ele já acordou?

Dessa vez quem suspirou foi Hestia, mas não foi um suspiro de alívio.

- Bem... O problema com Ron é muito mais complicado do que pensávamos. O que quer que aquelas criaturas fizeram com ele, está além da nossa capacidade de entender ou consertar. Nenhum de nós está capacitado para tratar lesões na mente. Nenhum de nós tem treinamento como curandeiro ou qualquer habilidade médica além de primeiro socorros. Lupin leu algo a respeito a muito tempo atrás e assim que ele terminar as poções de Hermione ele vai tentar achar algum livo a respeito na biblioteca do ministério. Ele sugeriu que era melhor deixar Ronald inconsciente até sabermos com mais segurança qual é o melhor tratamento.

- E o professor Dumbledore? Ele não pode ajudar?

- Harry, o professor Dumbledore é um homem velho. Muito, muito velho. Os bruxos só vivem por tanto tempo devido à magia que acumulamos no corpo ao longo dos anos. A explosão roubou toda a magia que tínhamos. Sem as poções adequadas tudo que podemos fazer é deixar o professor descansar e rezar para que ele se recupere. Você tem que ser forte e se preparar para a possibilidade dele não acordar.

O garoto baixou a cabeça. Seus pensamentos estavam cheios de autopiedade e culpa. De alguma forma aquilo tudo acontecera porque ele não ouvira ninguém e fora direto para a armadilha de Voldemort.

- Tem algo que eu possa fazer para ajudar?

A mulher olhou longamente para o rapaz a sua frente e suspirou.

- Não acho que você possa dormir agora, não é? Bom... O que você pode fazer é tentar achar livros de poções. Você vai precisar subir até o topo. Moody conseguiu colocar o elevador para funcionar. O lugar está uma bagunça no entanto, boa parte do ministério estava sob efeito de um feitiço de expansão, ou seja, quando todos os encantamentos foram desfeitos ficamos com um monte de mesas, cadeiras, quadros, tapetes, etc. sendo espremidos num espaço muito menor que o esperado. Em nenhum lugar isso foi tão sentido quanto no primeiro andar. Lá fica a biblioteca do ministério. Ela é, ou era, a maior da Grã-Bretanha. Agora os papeis preenchem três andares. Quase um bloco massisso de livros, pergaminhos e capas. Se quiser ajudar pode começar por lá. Tirando os livros um a um e consertando-os com um feitiço reparo.

Harry acenou com a cabeça. Não era um trabalho que ele gostaria de fazer, mas como ele não iria conseguir dormir, melhor ser útil.

- Descobriram por que não conseguimos contatar ninguém lá fora?

- William e Shacklebolt estão investigando isso. A queda do sistema de floo era esperado. O que eles não sabem é por que não conseguem aparatar para lugares que conhecem. É muito estranho... De qualquer forma Olho tonto sugeriu que usassem a saída de emergência. Eles devem estar no complexo de cavernas neste exato momento...

- Cavernas?

Com um suspiro cansado a mulher respondeu.

- Escute, estou cansada demais para ensinar história. O ministério foi originalmente construído num complexo de cavernas sob Londres. Era uma antiga mina de carvão. No século XVII ou XVIII o governo mágico se tornou mais organizado e precisava de uma sede. Eles apagaram a existência das cavernas dos arquivos dos trouxas e construíram o prédio sob o solo. Porém, ao redor do prédio ainda existem vários túneis e espaços não construídos. É um caminho mais longo, mas nossa única opção.

Levantando-se ela olha para o garoto com um olhar sonolento, após um bocejo ela continua.

-Se quiser ajudar vá até o terceiro andar e tente encontrar os livros. Emmeline encantou uma sala para ter mais espaço. É logo do lado da saída do elevador. Remova-os, conserte-os e guarde-os na sala preparada para isso. Se eu não for agora vou acabar dormindo aqui.

Com isso ela deixou o adolescente sozinho. Após alguns momentos em silêncio o rapaz dá uma última olhadela para a figura adormecida e dirige-se ao elevador.


A porta do elevador se abriu para a escuridão. Lá de dentro saiu um par de adolescentes que, momentaneamente surpresos, olharam para frente sem fazer nada. A menor das figuras levantou a varinha e numa voz feminina proferiu:

- Lumos.

A cena a frente era um cenário de guerra. Papéis e livros tomavam quase todo o corredor, espalhados quase como se tivessem parado ali pelo resultado de uma explosão. Mais adiante a passagem terminava numa barreira de papel que bloqueava completamente a passagem adiante. Um verdadeiro caos.

Ao lado, sentado contra a parede um garoto de cabelos negros e óculos redondos parece bastante deprimido em meio a cinco pilhas altas de livros.

- Harry! Estávamos procurando você por toda parte! Faz horas que ninguém o vê! Como diabos você veio parar aqui?

A garota de cabelos vermelhos avançou rapidamene para o lado do outro e pareceu oscilar entre irritação e alívio por ter encontrado o amigo perdido.

- Neville, Ginny. Eu estava aqui o tempo todo. Estava tentando encontrar livros de poções... Mas até agora eu não encontrei nenhum... São tantos e tantos! Parece que eles estão entupindo cada espaço dos três andares superiores...

Neville caminhou até o lado da garota e fica olhando o amigo com um olhar duvidoso. As cinco pilhas representavam um número significativo de livros, mas nem de longe poderiam ser o resultado de horas de trabalho. O fato do mesmo estar sentado sozinho no escuro não ajudava muito a defesa do colega. Aparentemente Ginny também tinha percebido o mesmo.

- Harry... eu... nós, estamos aqui. Pode falar com a gente. Somos seus amigos.

Empurrando uma pilha de livros a garota se sentou-se ao lado do amigo e começou a tentar a olhar nos olhos do mesmo. Os dois ficam ficaram neste joguinho por vários momentos até que por fim os olhares se encontram e a garota percebe os olhos vermelhos e inchados do colega, denunciando as horas de choro que haviam se antecedido. Sem pensar a garota o envolveu num abraço bem firme enquanto o mesmo pareceu congelar com o gesto de afeto.

Sem jeito, o terceiro ocupante do corredor virou-se desconfortável e caminhou em direção do elevador.

- Vou avisar os outros que encontramos você. Assim eles podem parar de procurar...

Sem mais, ele entrou no elevador e deixou os outros dois jovens sozinhos.

Sem nem notar a saída do colega, Ginny continuou a abraçar o garoto. Ela puxa-o para junto de si e aproxima a cabeça do mesmo até o seu ombro. No começo ele resistiu, desacostumado com o contato físico, mas aos poucos ele cedeu e por fim retorna o abraço com igual intensidade.

Sussurrando palavras de conforto e acariciando as costas do mesmo com movimentos suaves a garota permaneceu nessa posição por um longo tempo. O garoto tentou bravamente, mas não resistiu, em pouco tempo ele chorava copiosamente no ombro da amiga, ela, em resposta, simplesmente o abraçava.

Continuaram assim por bastante tempo. O suficiente até o choro ceder e o garoto se acalmar. Quando isso aconteceu ele começou a desabafar. Falou sobre a morte do padrinho, sobre os ferimentos de Hermione, a situação de Ronald e como Professor Dumbledore podia morrer a qualquer momento. Quase chorou novamente, mas resistiu o bastante para desabafar ainda como a própria Ginny e Neville haviam se machucado. Tudo por culpa sua, obviamente.

A garota escutou tudo em silêncio, olhando-o em meio a semi-escuridão. Mantendo-o num abraço frouxo, apenas apertando-o quando ele fazia qualquer movimento de sair de onde estava. Quando por fim o rapaz se calou e olhou-a miserávelmente foi que ela falou.

- Não foi culpa sua. Você não pediu para ninguém vir lhe ajudar. Você insistiu conosco para não virmos. Não tinha como você saber o que ia acontecer...

O garoto chacoalhou a cabeça de forma negativa e estava pronto para argumentar quando Ginny o beijou. Surpreso, Harry ficou paralisado enquanto a garota continuava a beijá-lo. Após uma pequena pausa ele entreabriu os lábios para falar e ela aproveitou o momento para aprofundar o beijo. A insistência da garota acabou com quaquer resistência do rapaz, a surpresa desvaneceu, dando lugar à libido que é comum nos adolescentes. Drama foi substituído por hormônios e mãos, não tão bobas, passeavam livremente por corpos às quais não pertenciam.

Desnecessário dizer que Harry parou de culpar-se por todos os problemas do mundo. Pelo menos durante aqueles momentos...


A porta do elevador abriu e passos leves conduziram seu único ocupante até o corredor escuro. Os mesmos pés pequenos deram passos cuidadosos por cima de livros espalhados até um pouco mais adiante onde duas formas jaziam desacordadas.

A nova personagem inclinou a cabeça e olhou curiosa para a cena. Ambos estavam com as gravatas desfeitas e camisas abertas. O rosto da ruiva encontrava-se apoiado na curva do pescoço do rapaz e ela parecia especialmente confortável usando-o como encosto. O garoto, em contrapartida, parecia não se importar com o peso da garota sobre si e repousava a mão sobre a barriga nua da mesma, bem próximo a curva do seio coberto pelo sutiã. O estado dos cabelos e roupas não deixava dúvidas de quão intensa foi a sessão de carícias.

A luz aproximou-se mais quando a recém chegada abaixou-se para olhar mais de perto. Ela olhou o peito descoberto do garoto marcado por arranhões provavelmente produzidos pela garota que agora deitava sobre ele. Em seguida o olhar subiu até o pescoço do mesmo e parou por um tempo sobre a marca de uma mordida, muito provavelmente também advinda do excesso de afeto. Os olhos por fim vão até o rosto dele, os óculos desalinhados e os cabelos completamente revoltos. Por fim o olhar fixou-se sobre os lábios entreabertos, demorando-se no contorno e nos detalhes.

De súbito Harry abriu os olhos e se deparou com um rosto muito próximo ao seu. Os olhos azul pálido que o encaravam estavam inseridos em uma face de pele muito branca que, por sua vez, estava emoldurada em cabelos de um louro claro. Assustado o garoto estremeceu no lugar, acordando a jovem ruiva que estava deitada sobre seu peito.

- Lu... Luna?

A loura não se moveu e continuou, de forma bastante intensa, observando o rosto do garoto.

- Os outros estão chamando. William Weasley retornou e tem notícias do que está acontecendo.

Acordando completamente, a garota ruiva fechou a a camisa desajeitadamente.

- Bill voltou?

Por fim o casal levantou e Luna os acompanhou-os até o elevador, aguardando alguns momentos para que eles arrumassem os efeitos óbvios do contato íntimo. Durante todo o processo, ela continuou fitando o rosto de Harry fixamente, deixando-o embaraçado. Ignorante as ações dos outros dois, Ginny apressou-se em se arrumar e entrou no elevador. Enquanto pressionava o botão do elevador ela perguntou:

- E então, o que eles contam? Por que não conseguimos contato com ninguém de fora do prédio? Por que não conseguimos aparatar para casa?

Finalmente parando de encarar o garoto Luna virou-se para a colega antes de responder.

- Ainda não disseram nada. Bill pediu para reunir todos para não precisar repetir a história diversas vezes.

A porta se abriu e os três jovens mal desembarcaram do elevador quando encontraram os demais. Os escombros do hall de entrada haviam sido removidos e uma grande mesa de reuniões havia sido trazida de algum lugar, ou transfigurada, para a ocasião. Cadeiras foram colocadas ao redor da mesa e os demais pareciam aguardar a chegada dos jovens. Dos membros da ordem que tinham vindo socorrer os jovens aquela noite faltavam apenas Shacklebolt e Professor Dumbledore. Do grupo de adolescentes que supostamente deveria ser resgatadoo, Hermione e Ronald também não compareceram.

Apontando algumas cadeiras com a mão Bill Weasley respirou fundo antes de começar.

- Bom, eu e Shacklebolt conseguimos chegar lá fora. Vocês não vão acreditar no que encontramos...