Gianini atualizou a bazuca decenal. Pra falar a verdade, ele não atualizou a bazuca em si, mas sua tecnologia. Agora eles tinham uma pistola especial para viagens no tempo. Eles poderiam programar quantos anos no futuro eles queriam e fazer ajustes de quanto tempo ficaria por lá.
As novidades eram basicamente que agora poderiam escolher entre um ano, cinco anos ou dez anos no futuro e a duração poderia ser ajustada para cinco minutos, uma hora ou um dia. Simples, mas útil. Ninguém via utilidade em passar mais de um dia no futuro e ver as consequências de suas ações antes de dez anos seria uma boa, por isso poderiam escolher entre um ano – ver as consequências em curto prazo –, cinco anos – ver as consequências em médio prazo- ou dez anos – consequências em longo prazo. Definitivamente, a melhor contribuição de Gianini até agora, na opinião de Reborn, que mesmo assim, não vai admitir isso em voz alta.
Apesar de ser o melhor hitman do mundo, Reborn era muito curioso. Ele já tinha visto o Lambo de dez anos no futuro e ele sempre parecia mostrar nostalgia e melancolia quando ele aparecia no passado. Olhava para Giotto algumas vezes com um ar melancólico, nostálgico e um pouco irritado. Reborn chegou a questiona-lo uma vez, quando teve a chance, e se surpreendeu ao saber que o seu aluno fez uma decisão errada em um determinado momento entre o presente e daqui a dez anos. Isso foi há alguns meses atrás e, desde então, Giotto parece ter ficado com medo de tomar decisões sem ajuda, ele hesita, ele questiona e algumas vezes não age. Isso havia se tornado um problema grande. Então Reborn pediu/ameaçou Gianini para atualizar a bazuca decenal, assim ele poderia saber exatamente no que o seu aluno errou e ajudaria a evitar esse erro já que Lambo, apesar de ser uma criança, era razoavelmente bem inteligente e de bom coração, tinha se transformado em um adolescente rude e frio. Nas, agora, poucas vezes que o Lambo de seis anos usou a bazuca decenal, ele trocava de lugar com um Lambo com feridas profundas que jorravam sangue ou o Lambo que aparecia estava encharcado de sangue, e não o seu próprio. O que levava Reborn a acreditar, que a criança vaca, futuramente, se tornaria um assassino. E assim que o Lambo deles voltasse, ele estaria se debulhando em lágrimas, mais assustado do que quando ele estava antes de sua viagem para o futuro. Isso foi até o mês passado, na ultima visita de Lambo ao futuro o deixou assustado de tal modo que ele literalmente jogou a bazuca decenal na lixeira mais próxima. Esse foi o gatilho para que Reborn solicitasse uma atualização da tecnologia, ele tinha que saber o que estava errado com o futuro. Nono havia escolhido Giotto como sucessor porque não queria outra geração de derramamento de sangue, e agora, parecia que essa não foi a sua melhor escolha.
Ok, tecnologia de viagem no tempo atualizada, Reborn decidiu testar por si mesmo sem que ninguém soubesse. Se algo de errado acontecesse, ele relataria ao Nono. Hora de testar.
Reborn decidiu-se por ficar apenas cinco minutos do próximo ano. Simples, era uma ótima maneira de começar. Ele até que gostou do que viu. Ele estava em um quarto padrão japonês, sentado em uma cadeira giratória branca virada de frente para a cama, lhe dando a vista de um garoto incrivelmente parecido com Giotto, à diferença sendo apenas a cor dos olhos e cabelo. O menino tinha cabelos castanhos claros, como trigo e olhos castanho mel enquanto Giotto era loiro de olhos azuis escuros. Aquele devia ser Sawada Tsunayoshi, o irmão mais novo de Giotto. Ele estava deitado na cama de solteiro, dormindo junto com Lambo e uma criança chinesa com cabelo trançado. Reborn colocaria suas apostas de que era a aluna que Fon tanto se gabava. Todos eles pareciam tranquilos ali, naquela madrugada, afinal, na Itália era apenas por volta das oito da noite então no Japão era por volta das quatro da madrugada. Então em um ano, as coisas ainda estavam tranquilas e essa constatação deixou Reborn aliviado.
Logo os cinco minutos tinham se passado e o grande hitman sentiu a fumaça rosa o rodear e leva-lo de volta para o seu tempo. Reborn não devia se surpreender com o fato de encontrar os pirralhos ao qual estava cuidando rodeando-o com um olhar cheio de expectativa. Em algum momento eles tinham aparecido naquela sala e encontraram o futuro Reborn. Eles deveriam estar se divertindo muito com ele enquanto Reborn estava aproveitando um momento mais pacifico. Tudo bem foi bom para ambos os lados então.
Reborn teve de esperar mais três minutos para que pudesse usar a pistola novamente. Apesar de a tecnologia ter sido atualizada, agora precisava de pelo menos oito minutos para se pudesse atirar outra vez, ou poderia sobrecarregar as propriedades da pistola.
Na segunda vez, Reborn foi para cinco anos à frente, por cinco minutos, novamente.
Ele estava na Itália, mais especificadamente, em um cemitério. Giotto e os outros estavam a sua frente. G e seu meio-irmão estavam lançando maldições para o 'Maníaco viciado em marshmallows', quem quer que fosse essa pessoa. Lambo que, neste período de tempo tinha apenas onze anos, era o mais próximo da lápide, ele estava literalmente deitado sobre ela, chorando e gritando "Tsuna-nii! Volte, por favor...". O clima estava completamente triste e o céu ameaçava chover. Um relâmpago reverberou pelo lugar e Lambo levantou a cabeça. A aura do Lambo de seis anos era sempre infantil e alegre, quando Lambo tinha um ano, eles haviam testado a bazuca decenal, então Reborn sabia que o Lambo de onze anos era educado e amoroso, e o Lambo com dezesseis anos era melancólico e frio, principalmente com Giotto.
E naquele instante, Reborn percebeu que nesse dia especifico foi, provavelmente, o que transformou a personalidade de Lambo. 'Tsuna-nii' era, sem sombra de duvidas, Sawada Tsunayoshi, o garoto que vai cuidar de Lambo quando ele estiver em Namimori. Ao menos, foi o que deu a entender quando Reborn usou a pistola pela primeira vez, parecia que Tsunayoshi e Lambo formariam um laço forte entre eles, e se é Tsunayoshi morto em cinco anos...
"A culpa é toda sua!" Lambo gritou, sua aura similar a sua versão de dezesseis anos, Giotto deu um passo para trás enquanto abaixava a cabeça "Você não devia ter mantido Tsuna-nii no escuro! Ele deveria saber sobre a máfia, sobre a Vongola, TUDO! Ele estava preocupado com você e por isso estava te procurando! SE VOCÊ TIVESSE CONTADO A ELE, ELE SABERIA SE DEFENDER!". Com isso, Lambo se levantou e começou a correr, indo embora daquele lugar.
A fumaça rosa começou a envolver Reborn, que fechou os olhos, se deixando ser levado de volta para o seu tempo, enquanto pensava nas palavras de Lambo.
Assim que abriu os olhos novamente, todos estavam ao redor dele, pareciam preocupados. Provavelmente sentindo o luto do futuro Reborn e o atual.
"Reborn..." Giotto hesitou em continuar falando, talvez isso tivesse haver com o Reborn de cinco anos no futuro "Ele disse... Ele disse que alguém importante morreu" e Reborn podia sentir a preocupação transbordando em cada letra.
"Eu não posso dizer nada, Baka-Gio" e era a verdade, qualquer coisa dita poderia até mesmo piorar a situação que ele viu do futuro. Poderia, até, matar Tsunayoshi mais cedo ou mesmo mudar a forma como ele foi morto, talvez fosse mais brutal. Então ele olhou para Gianini, os oito minutos já haviam passado, agora, ele iria ver o que acontece em dez anos.
[Tsukeru]
Giotto estava uma pilha de nervos. Ele, Reborn, seus guardiões e alguns dos irmãos de seus guardiões estavam indo para Namimori por ordens do Nono Don Vongola. Para ele, ir para a sua cidade natal era algo bom, ele sentia falta de sua mãe e de seu irmãozinho, apesar de não se lembrar deles muito bem, afinal, ele não os via há anos, apenas em fotos, que já estavam muito antigas e nada atualizadas dos dois. Giotto se entristeceu um pouco ao pensar que seu irmãozinho, talvez, nem sequer lembrasse que ele existia. Mas Giotto o protegeria, ficaria ao lado dele o máximo que pudesse, afinal, uma famíglia mafiosa se instalou em Namimori e ele tinha que investigar. Era bem capaz de que, enquanto estivesse investigando, a famíglia tentasse usar sua família contra si como ponto fraco, como acontecia nos filmes que os irmãos Bovino gostavam de assistir, então ele iria cuidar deles com todas as suas forças.
Giotto também estava pensando em uma forma de evitar falar da máfia para seus familiares, afinal, isso poderia prejudica-los e Giotto não queria isso. Mas mesmo assim, ele queria passar um tempo com o seu irmãozinho, saber o que ele gostava agora, ver o quanto tinha crescido e ser próximo dele da mesma forma que eram antes de ter sido forçado a partir com o pai para a Itália, mas sabia que esse ultima era impossível por um único motivo: naquela época não havia segredos entre eles, mas agora ele queria esconder seu envolvimento com a máfia.
Giotto olhou para seus guardiões e os irmãos deles interagindo. G e Hayato estavam discutindo outra vez. Demon estava com Chrome e Mukuro, que apesar deles três não serem irmãos, era muito semelhante. Durante a conversa, Mukuro e Demon soltavam aquela risada excêntrica que só os dois tinham. Enquanto isso, Lampo e Lambo estavam dormindo como se fossem contorcionistas. Suspirando, Giotto viu Alaude e Knuckle estavam conversando, ou melhor, tendo uma conversa quase unilateral, já que Alaude respondia com grunhidos ou monossílabas ocasionalmente. Asari estava tocando sua flauta de maneira tranquila. Pelo que Giotto sabia sobre eles, os irmãos deles viviam em Namimori. Knuckle tinha dois irmãos mais novos, Asari tinha um irmão caçula, mas ele não sabia sobre Alaude, lembrava-se de tê-lo conhecido em Namimori, mas não sabia absolutamente nada sobre sua família.
Reborn olhou para ele naquele instante, desviando o seu olhar do Leon celular, que estava usando para trocar mensagem com alguém. Como Bianchi estava em Veneza ele estava respirando tranquilamente sem todo o grude de sua "amante". Ela não parecia ter entendido muito bem o fato de Reborn ter pedido "um tempo" no relacionamento que tinham, então só conseguiram deixa-la em Veneza, por tempo indeterminado, enquanto Giotto e seu grupinho mafioso iam para Namimori. Na verdade, amantes ficaram na Itália, ou seja, Bianchi e Elena. Eles quase deixaram Chrome por lá, também, mas eles sabiam que, com a ligação que ela possui com Mukuro, ela iria aparecer no Japão de qualquer jeito.
"Baka-Gio, sua mãe vai estar te esperando no aeroporto para leva-lo para casa" disse Reborn com um sorriso sádico. Giotto estranhou o fato do irmão dele não o esperar no aeroporto por alguns instantes, até pensar em uma solução obvia, seu irmão achava que tinha sido abandonado e por isso o estava evitando. "Mas é um baka mesmo... Parece que o seu irmão está na escola há essa hora".
Giotto soltou um suspiro aliviado. Ele não queria que seu irmãozinho pensasse coisas ruins sobre ele. Ele se perguntou o que seu irmãozinho fazia na escola naquela hora, afinal, ainda devia ser cedo demais para um estudante estar na escola naquele horário, mesmo que ele fizesse parte de algum clube escolar.
[Tsukeru]
Nana estava feliz por seu filho mais velho estar voltando para casa. Ela estava trocando mensagens com o professor particular de seu filho, que parece ter sido contratado por seu marido. Nana tinha combinado com Reborn o melhor horário para chegar ao Japão, chegando à conclusão que se eles conseguissem dormir no avião, estariam quase que completamente descansados para chegar a tempo de irem para a escola. Nana decidiu-se por fazer um obento para seu filho e os amigos dele, para que eles não passassem mal de fome. Queria se mostrar mais prestativa. Enquanto isso, ao longe, dava para se notar um grupo de adolescentes andando em sua direção, enquanto um deles corria até ela com os braços abertos prontos para um abraço, seus cabelos loiros e indomáveis balançando com o movimento da corrida. Giotto... Seu filho tinha crescido tanto. Quando ele finalmente a alcançou, eles se abraçaram fortemente. Aliviando seus corações da saudade que sentiam um do outro.
"Mama, eu senti a sua falta" disse Giotto olhando no fundo dos olhos de sua mãe assim que eles se separaram um pouco do abraço sem se afastarem do corpo um do outro.
"Gio-kun, mama sentiu saudades" ela respondeu com lágrimas nos olhos "Okaeri, meu filho".
"Tadaima, mama" os olhos de Giotto marejaram, ele se sentia tão feliz.
Aquele era um momento lindo e sentimental. Era possível ver o amor fraternal entre eles. Naquele momento, só existia Nana e seu filho, como se o Juudaime Vongola não existisse. Eles tinham tanto para falar, tanto tempo para passar juntos agora, iriam repor o tempo que ficou fora, fazer coisas em família... Tantas coisas em mente que nenhum dos dois sabia como começar. Nana abraçava seu filho, que cresceu tanto que a passava em altura, e acariciava suavemente os cabelos loiros e arrepiados de seu filho mais velho.
O momento mãe e filho chegam ao seu fim quando Reborn acertou a cabeça de Giotto com o Leon martelo. Os guardiões estavam ao redor deles e logo as apresentações começaram. O momento agradável voltou e como todos os que iriam para a escola já tinham se trocado quando estavam no voo, eles decidiram por um café da manhã rápido em uma cafeteria perto do aeroporto para depois irem para a escola.
Naquele dia Nana sentia que nada faria com que seu sorriso sumisse de seu rosto e, ela esperava que estivesse certa quanto a isso.
[Tsukeru]
Tsuna estava na sala do comitê disciplinar de sua escola. Hibari Kyoya estava sentado em sua mesa olhando irritado para a papelada a sua frente e depois olhou para Tsuna suplicante. Hibari queria fazer a patrulha antes que os membros dos clubes chegassem à escola, e ele queria inspecionar os herbívoros do colégio, para garantir que as regras estavam sendo cumpridas e punir os transgressores os mordendo até a morte, que, ele tinha que admitir era a parte que ele mais gostava. Mas para poder fazer isso ele precisava de alguém para cuidar da papelada, então nada melhor do que chamar o segundo em comando do comitê disciplinar para fazer isso por ele, ou seja, fazer Tsunayoshi cuidar da sua papelada enquanto ele cuidava dos idiotas que ficavam cercando seu Tsunayoshi, o chamando de Senhor Anjo, com as garotas do fã clube dele agindo como tietes, gritando a cada momento e tratando o que lhe pertencia como se fosse delas! Kyoya não gostava delas, então sempre que podia mantinha Tsuna na sua sala. Ele não gostava de admitir isso, mas ele fazia parte desse fã clube com um nome falso, mesmo assim, dizia para si mesmo que aquilo era apenas parte de uma missão infiltrada para proteger seu amigo daquelas loucas.
"Sabe que algum dia eu não vou estar aqui para cuidar da sua papelada, não?" Tsuna falou suspirando e foi assim que Kyoya soube que seu parceiro ira fazer a sua papelada, ele quase sorriu, Tsunayoshi odiava a papelada tanto quanto ele. "A propósito, Kyoya, nossos irmãos estão voltando para a cidade hoje".
Kyoya soltou um resmungo irritado enquanto ficava com a cara amarrada, sua vontade de rir tinha se esvaído completamente. Tsuna soltou uma leve risadinha enquanto via o seu melhor amigo saindo da sala, visivelmente irritado, aquela era a sua maneira de se vingar dele por estar sendo encarregado de cuidar da papelada da comissão disciplinar. Provavelmente, Kyoya iria escolher outra vítima aleatória para bater e descontar suas frustrações. Mas Tsuna continuaria ali. Até que as aulas tivessem início, ele ficaria ali, afinal, seu irmão teria que pegar o seu horário escolar ali e ele sentia falta de Giotto, afinal, sempre recebia fotos dele em cartões postais e cartas, apesar de nunca ter tido tempo de respondê-las.
Depois do momento de diversão à custa da cotovia, Tsuna suspirou e se dirigiu a mesa com a papelada para começar a trabalhar. Ele não gostava de fazer isso, mas fazia um esforço por Kyoya. Queria saber por que Kyoya não o deixava fazer a patrulha com a mesma frequência que fazia antigamente. Isso o deixava um pouco triste, afinal, eles eram uma dupla, deviam trabalhar juntos.
Não era hora de pensar sobre isso, então se dedicou exclusivamente a papelada. Acabou não sentindo as horas passarem e por isso se surpreendeu um pouco quando ouviu a porta sendo aberta. Kyoya tinha voltado, e sua cara mostrava uma irritação tremenda, fazendo Tsuna se perguntar mentalmente o que tinha deixado Kyoya daquele jeito. Até que uma coisa passou pela cabeça dele. Hibari Alaude... Será que Kyoya tinha encontrado o irmão mais velho? Tsuna ergueu uma sobrancelha na direção do amigo, querendo que sua resposta para o seu questionamento interno.
"Alaude" foi tudo que disse e Tsuna soltou um "ah!" em forma de murmúrio. Kyoya sabia que seu melhor amigo não conhecia Alaude pessoalmente, só por uma foto que viu em sua casa e pelo que ouvia de Kyoya que cruzou os braços e bufando. Aquilo o tinha deixado irritado, mais do que seu autocontrole conseguia segurar.
Tsuna apenas sorriu e começou a se aproximar do seu melhor amigo. Ele tinha chegado bem perto e começou a arrumar a gravata de Kyoya, que tinha ficado desleixada. As bochechas de Tsuna estavam coradas, um pouco mais do que o normal, ele era tímido, mas aquela proximidade o deixava um pouco mais inibido, mas mesmo assim, continuaria em seu intento: tentar fazer o seu melhor amigo sorrir. Afinal, se importava com Kyoya e daria o seu melhor para que ele ficasse bem. Sua cintura foi enlaçada por um dos braços de Kyoya, enquanto ele o puxava para mais perto. Os lábios de Kyoya se curvaram suavemente em um sorriso e ele sussurrou em um dos ouvidos de seu amigo um "obrigado". Depois disso, as bochechas de Tsuna coraram mais e ele abriu um sorriso enorme, cuja felicidade alcançava os olhos, para logo depois abraçar Kyoya com força. Era a melhor maneira de mostrar o quanto se importava com ele.
Eles ficaram assim por algum tempo, até o prefeito dizer que as aulas começariam em alguns minutos e que deviam ir para as suas respectivas turmas.
[Tsukeru]
Reborn estava na casa dos Sawada's agora. Seu aluno e os outros já tinham ido para a escola. Ele explorava a casa enquanto Nana ia ao mercado comprar mais suprimentos para o jantar e tinha deixado Reborn em casa para que ele pudesse descansar da viajem que fez. Apesar disso, assim que a mulher saiu à primeira coisa que ele fez foi encher uma xicara com café e começou a explorar a casa, parando de andar ao ver uma foto pendurada na parede do corredor que levava aos quartos. Lá estava Nana e, provavelmente, seu filho caçula, Tsunayoshi. A ficha de informações que conseguiu sobre ele não possuía muitas informações, então ele não sabia muito sobre o garoto. A foto era de Nana segurando um bebe nos braços. Era provável que quem tinha batido a foto fosse Iemitsu. Olhou uma ultima vez para a foto antes de tomar um gole do café e se assustar com o sabor. Era maravilhoso, nem nas cafeterias mais caras que houvesse ido, tinha um café tão bom. Reborn deixou aparecer um sorriso em seu rosto, não era igual a aqueles sorrisos sádicos que dava, mas um sorriso sincero. Parece que Nana sabia fazer um café maravilhoso. Assim ele poderia aproveitar a sua estadia em Namimori. Aquilo era quase que perfeito. A única coisa que tirava essa perfeição era o fato de ele não estar de férias, e sim em uma missão para encontrar uma famíglia que esta "tomando conta" da cidade. Bem, Reborn não era considerado o melhor hitman do mundo por nada. Ele tinha dado a sim mesmo um mês para completar sua missão, embora o Kuudaime Vongola tenha lhe dado mais tempo, Reborn gostava de desafiar a si mesmo sempre que possível, fazendo apostas consigo mesmo, afinal, era uma maneira saudável de estar sempre superando limites. E ele era bem extremo com os seus desafias às vezes.
