N/A: Oi, pessoal! Então, primeiro capitulo, finalmente. Eu meio que estava super ansiosa com isso tudo e achava que não ia ter nenhum review, mas acabou que já até temos uns ai e isso me deixou bastante animada (: Mas eu, antes de tudo, queria agradecer muito à caah-s, umas das betas da fic (hahahaha) e a que me ajudou em montes nesse capitulo. E também agradecer muito à Katryna Greenleaf, que ta me ajudando e me dando uma super força também, e a Xaropeeh que é uma fofa que também ta ajudando mil nessa fic e por ultimo, mas não menos importante, a CassGirl 4Ever que também ta dando uma super força. Ah, e como eu recebi reviews de gente que nem fala português lendo a fic, decidi fazer uma versão dela em inglês também, então não se preocupe Jisbon-Fan, eu vou traduzir a fic pra ficar mais fiel possível, já que os tradutores são horríveis. Então, sem mais, curtam a leitura (:

Ah, hoje o nome do capítulo é a música que toca nele. Enjoy.


Capítulo 1

A luz vermelha no fundo do palco trepidou o coração de Shelby, sempre que ela presenciava a arte em sua mais pura essência – cantar – ficava com os dedos gélidos, mesmo que não fosse ela cantando. Apertava as mãos, esperando que o espetáculo começasse. E mesmo que a sensação de conforto, que os corais lhe traziam, não fosse mais a mesma há um tempo, ela decidira que seria importante insistir na criatividade que aquilo lhe trazia.

No ultimo verão ela deixara o Vocal Adrenaline para trás com a promessa de que viveria para cuidar de sua pequena Beth, a criança que adotara depois das Regionais. E ela estava indo muito bem empenhando seu trabalho como mãe durante todo verão. Até que recebeu a ligação de Will, o diretor do New Directions – o clube Glee que sua filha biológica, Rachel, cantava. Ele estava mais do que desesperado com a nova possibilidade de fecharem o clube Glee.

Shelby devia um favor à Will, já que ele lhe dera conselhos tão importantes no semestre anterior. E devia muito aos integrantes do clube Glee, principalmente à Rachel e Quinn, que a fizeram-na colocar os pés no chão e depois lhe deram um de seus maiores presentes, respectivamente. Por isso, e apenas por isso, ela voltou para o ramo de diretora de corais escolares.

E lá estava ela, sentada diante de um palco imenso e iluminado, com pequenas batidas de Beatles introduzindo uma melodia conhecida e famosa. Sentado relaxadamente em uma cadeira ao seu lado, Will sorria como nunca, conforme os integrantes apresentavam-se cantando. No entanto, por mais que aquilo a fizesse ficar com calafrios, ela era perfeccionista demais para simplesmente sorrir e achar bonito. Ela sempre os analisava crítica e minuciosamente, como se toda apresentação pudesse ser a final.

Mas sempre haviam aqueles momentos que cedia, como quando via Rachel cantar. Era absurdamente cativante, como ela um dia fora quando jovem. Rachel tinha a dor nos olhos quando precisava e a alegria no sorriso quando era mandada, era flexível às críticas de Shelby e sempre disposta a trazer ideias e dar sugestões. Shelby gostava disso nela, não era uma que simplesmente aceitava – na verdade todos no clube Glee gostavam muito de opinar, o que Shelby descobriu não ser algo ruim. Rachel Berry era tão parecida consigo que às vezes a assustava, mas de uma maneira feliz. Ela ficava contente que a filha era tão cheia de vontade de viver e encarar as coisas quanto ela mesma. O único problema era que Rachel era fraca, facilmente machucável. E, às vezes, isso trazia um leve desespero em Shelby – quase que um instinto maternal.

─ Eles estão bem. – Quando Shelby ouviu a voz de Will, despertou do leve transe que teve ouvindo Rachel cantar e voltou a prestar atenção na apresentação, mas não teve certeza se Will estava afirmando ou perguntando aquilo. Então se permitiu encará-lo por segundos, afim de analisar a expressão em seu rosto. Os lábios estavam tortos, transparecendo uma das covinhas que Shelby achava absurdamente sexy e a sobrancelha estava levemente levantada, então ela concluiu que era uma pergunta, e que Will ficava extremamente fofo quando queria saber sua opinião.

─ Estão errando em pontos básicos. – Ela inclinou-se sobre a mesa, estreitando os olhos para poder olhar de perto. Will franziu mais o cenho, limpando a garganta e se inclinando também, a fim de acompanhar o ritmo dela. – Olhe a Mercedes, está segundos avançada. E por mais que não lhe parece perceptível, para os juízes é fácil de notar. – Will teve que estreitar muito os olhos para enxergar isso e mesmo ele tendo murmurado um "Ah" aparentemente de entendimento, ela sentia que ele não tinha notado nada. – Eles estão bem, Will. Não estão ótimos.

─ Bem não é algo bom? – Ele se arrependeu de perguntar isso quando Shelby o olhou feio.

─ Sue acha "bem" maravilhoso para ela. – Ela fez as aspas no ar, para enfatizar além de sua voz o que queria dizer. Will captou a mensagem e suspirou. Sue parecia ter ficado ainda mais competitiva quando Shelby foi contratada, como se soubesse que ficaria mais difícil. E a verdade era que Sue estava se divertindo absurdamente com todo esforço sobre-humano dos dois para manter o clube Glee.

─ O que é que está errado? – Will perguntou, cruzando as mãos na altura do queixo. E numa expressão de derrota, apoiou o mesmo sobre os dedos entrelaçados. Seus olhos não estavam mais em Mercedes e sim em Shelby. Era curioso como ela ficava fria quando trabalhava. Tinha uma ligeira impressão que não era uma das melhores coisas, ele era um cara muito intenso, principalmente quando se falava dos seus meninos.

─ Olhe a Rachel, ela está ótima cantando, não desafina, no entanto parece que lhe enfiaram uma faca no estômago. Ela precisa sorrir, não é uma canção de sofrimento. E olhe o Finn, ele parece meio... Perdido. – Ela mesma franziu o cenho, estranhando a expressão abestalhada do rapaz. Seguindo seus olhos, viu que eles estavam em sua filha. – Por que ele a está olhando assim? – Desviando a atenção de Shelby, Will encarou Finn.

─ Ah... – Então Shelby não sabe, ele pensou com um suspiro, torcendo os lábios. Seria ele então que teria de dar as boas notícias? – Hm, bom, é que eles estão namorando. E agora que Rachel não esta tão... Intensa. Finn parece estar ficando meio abobalhado com ela. Já que fica mais fácil ver quem ela realmente é sem os surtos por ele...

─ Ela surtava por ele? – Shelby ergueu a sobrancelha, olhando Will de maneira pavorosa.

─ Quase. – Na verdade muito, Will concluiu mentalmente, mas preferiu não se pronunciar, principalmente depois que Shelby rolou os olhos de maneira vagarosa, voltando-se para o palco a mil por hora em luzes e música.

─ Sabia que ela precisaria de uma mãe, certas horas. – murmurou. O leve suspiro fez seu coração apertar. Ela poderia ter estado sempre presente, se não tivesse feito a escolha errada, pensou. Mas não era hora de relembrar o passado. E agora as coisas estavam mudadas, Shelby estava lá. Por Rachel e por Beth, inteira e igualmente. – Mas olhe, Puck também está distraído, parece distante... É nessas horas que eles falham. Acho que Kurt é o mais compenetrado, o que me surpreende.

─ Ele é bastante dedicado. – Will observou.

─ E tem muito talento. – Por um segundo, Shelby permitiu se reclinar na cadeira, apoiando o rosto na mão cujo cotovelo estava no braço da cadeira. De novo seus olhos se perdiam na filha, mas desta vez era por mera curiosidade. Queria simplesmente saber se ela retribuía tudo que Finn parecia lhe oferecer com olhares. E em parte ela retribuía, mas metade dela estava concentrada demais para isso. Esse era o problema então.

Shelby finalmente começava a entender, Rachel estava totalmente dividida. Entre sua carreira e seu amor. Quantas vezes Shelby se vira daquela maneira... Em especial duas. A primeira no colegial, quase que da mesma forma de Rachel, apaixonada. E a segunda quando Rachel nasceu. Em ambos os casos Shelby escolheu a carreira e, no entanto, lá estava ela, sentada num coral de escola. Não havia se tornado a atriz que tanto desejou ser, não havia acumulado uma legião de fãs que a fariam não pensar nas escolhas erradas que fizera. No fim, não valera a pena abrir mão de tanto.

─ ... O que acha? – Ouviu a palavra jogada no ar e despertou, olhando Will de repente. Ele sorria quase que embaraçado e ela começou a se perguntar o porque tanta vergonha.

─ Desculpe, eu não estava prestando atenção. – Ela detestava dizer aquela frase, porque, geralmente, sentia-se na obrigação de explicar o porquê. – O que foi que disse?

─ Ér, deixa pra lá. – Seu olhar foi um tanto desconsolado e ela de repente estava se martirizando por não ter escutado o que Will dissera. Ela até poderia lhe obrigar a dizer, mas, ao que tudo indicava, nada tinha haver com trabalho. Então ela decidiu que podia força-lo a dizê-lo depois, num local mais apropriado.

Houve um silêncio até o fim da música. Shelby ficou compenetrada e Will pensativo, dessa vez era ele que se martirizava. Não por ter chamado Shelby para tomar um café depois de tudo aquilo, nem por ela não ter lhe dado atenção, mas por ter tentado desconcentrá-la do trabalho.

Era a primeira vez que ela via os meninos num ensaio. Ela já havia estado em outros encontros do clube Glee, mas os meninos só haviam feito pequenos medleys em capela. Eles não estavam usando figurinos, estavam ali apenas explodindo em emoção ao cantar Beatles, mas era uma coisa importante. Ele mesmo que escolhera a música, porque havia descoberto ser uma das preferidas de Shelby, que, aparentemente, não pareceu dar muita atenção à escolha. Ele não compreendia bem a própria necessidade de impressioná-la. Talvez quisesse provar que já tinha feito um trabalho bom até o presente momento. Will sentia-se absurdamente incomodado com a pressão quanto ao clube Glee ser fechado. Mas até que não estava indo tão mal no novo ano, conseguira convencer o diretor a contratar Shelby...

Quando a música acabou, Will notou que Shelby já estava de pé, caminhando em direção ao palco, então fez o mesmo, logo atrás dela. Ele não viu, mas Shelby ficou observando o que meninos faziam quando o espetáculo havia terminado. Ficaram alguns segundos em pose e quando a viram se mover, relaxaram. Mercedes murmurou algo para Kurt e Puck, que estavam pertos, e Quinn, que também estava por ali, riu antes mesmo dos meninos. Finn tentou alcançar Rachel, mas ela se meteu entre o pequeno aglomerado dos alunos para chegar mais perto de onde Shelby se direcionava. Os olhinhos de Rachel brilhavam, o que fez o coração de Shelby ficar mole. Ela sorriu para os alunos.

─ Bom... – quando ela começou, Will já estava atrás dela, no palco junto aos alunos. – Vocês foram bons. – Todos se perguntavam então se era algo para se ficar feliz. – Mercedes tem uma presença de palco espetacular e Kurt tem tanto talento que até eu fiquei impressionada, mas ambos estavam um tanto adiantados dos outros. – o modo como falou soou como se ela fosse extremamente exigente, e era. Mas ambos gostaram dos elogios. – A voz de Rachel deixou meus joelhos bambos e não só por orgulho de mãe. – Will e Rachel riram juntos, abafadamente, e os outros em seguida. – Mas me pareceu que tinham enfiado uma faca no seu estômago, e é uma música tão alegre... Puck, você tem a voz muito forte, é bom isso, mas o senti perdido no palco, como se não soubesse o que fazia ali. Finn também. Eu tive a impressão que estava tentando ler a música nos lábios de Rachel. – então ambos coraram, especialmente pelo olhar que ela lhes deu. – Quinn e Artie, apesar de terem desafinado exatamente no refrão, foram os únicos que vi realmente capturar a essência da música, porque eles estavam sorrindo. Sorrindo de uma maneira tão absurda e tola que poderia curar um câncer. É disso que se trata, pessoal. Passar toda energia que a música lhes oferece.

Ela fez uma pequena pausa para respirar e aproveitou para analisar suas expressões. Um a um. Podia ter a certeza, assim, se eles entendiam pelo menos metade do que ela estava ali tentando explicar. E podia dizer que a maioria deles estava.

─ Não se trata simplesmente de fingir, vocês tem que sentir tudo isso. E vocês podem pegar suas experiências para expressar isso. Como quando está chateado com alguém, ou absurdamente alegre com algo que aconteceu. Tina me diga uma coisa que a deixa feliz?

─ É... Dançar. – ela respondeu aleatoriamente, porque muitas coisas lhe vieram à mente.

─ Vocês tem que pegar momentos que os deixem felizes ou tristes e aplicar isto na música. – Shelby gesticulava muito ao falar e seus olhos eram sempre muito intensos, como se cada vez que ela movesse um músculo qualquer, estivesse ali fazendo o que mandava eles fazerem. – A hora que cantam, é o melhor momento para desabafarem sem precisar realmente contar nada. A música pode ser seu melhor amigo ou pior inimigo. Isso vocês que tem que decidir.

Shelby ficou satisfeita em deixa-los sem palavras, mas não esperava que Will chegasse a ficar boquiaberto. Ela pigarreou então, enquanto o olhava, para que ele falasse algo, mesmo que fosse para liberar os meninos.

─ Hm, bom... Vocês ouviram a Shelby. E aproveitando o que ela disse, temos o nosso tema da semana. – Ele pensou por alguns segundos, tentando explicar mentalmente o que tinha em mente para seus alunos. – Tragam lembranças, memórias. Qualquer uma que tenham e que os faça sorrir. Mas tragam algo que represente ou os remeta a essa lembrança boa.

─ Mas e as músicas, Sr. Shue? – Rachel perguntou, confusa.

─ É ai que entra a tarefa. Quero músicas que acham que seria a perfeita trilha sonora para esses momentos. Muito difícil? – Ele perguntou, notando a confusão em alguns rostos.

─ Está fácil, Sr. Shue. – Quinn disse, sorrindo. Ela teria uma mala de memórias para levar. A questão era que músicas escolher.

─ Mas só uma lembrança. – Shelby interveio, como se tivesse lido a empolgação nos olhos de Quinn. Então ela olhou um por um e infelizmente seus olhos pousaram em Rachel quando ela falou de novo. – A melhor lembrança. – Shelby sentiu inveja dos pais de Rachel naquele momento, sem dúvida Rachel traria uma lembrança familiar que ela não estaria envolvida. Era nessas horas que os olhos de Shelby ficavam meio perdidos e seu maxilar tenso. Quando se arrependia.

Will sentiu o ar ficar mais denso e no fundo ele sabia que era a coisa da lembrança. Por sorte o sinal tocou ao longe e despertou todos ali, que pareciam procurar na memória seus momentos mais felizes. Ele bateu uma mão na outra e sorriu para os alunos.

─ Vamos trazer memórias também, eu e Shelby. – era estranho falar daquele jeito, ele pensou. Eu e Shelby, ele repetiu na mente. Soava estranho saber que tinha alguém para dividir o clube Glee, e mais estranho ainda que aquilo lhe trouxesse outro sentido na mente. Mas ele parou de pensar naquilo quando Shelby o olhou com cenho franzido. – É, vamos todos aderir ao projeto dessa semana. E é só isso, vocês podem ir. – E ficou sorrindo enquanto os observava saindo pensativos do teatro, pela primeira vez ninguém saiu falando suas ideias, nem Rachel.

Shelby esperou que todos saíssem para olhar Will com uma expressão alarmada. Ele forçou um leve sorriso de lado, com a aquela covinha se salientando em sua bochecha.

─ Nós também? – Ela também achou esquisito falar nós. Não estava acostumada com nós. Não tinha nenhum tipo de nós com ninguém em nenhuma situação. Nem dividindo um apartamento, ou bens, ou amor, e muito menos o trabalho. Mas na questão do trabalho, ela teria que aceitar aquilo. Até porque não estava achando que seria uma experiência ruim.

─ É importante que eles saibam que está tão envolvida no novo projeto quanto eles, foi um baque para todos quando você entrou. E digamos que não poupou palavras hoje... – Ele gesticulou de forma estranha, que a fez pensar que talvez fora muito dura.

─ Eles precisam saber o que estão errando, Will. – Os olhos dela se arregalaram de leve, levantando suas sobrancelhas num gesto de confusão que ela estava acostumada a fazer.

─ Não, eu sei. Não foi ruim, Shelby. Eles só não estão acostumados. – ele olhou para cima, tentando ver como explicaria aquilo. – Acima de professor, sou amigo dos meus alunos. O que mais faço é tentar deixa-los à vontade. Porque da porta para fora ninguém tenta os deixar bem, é isso que eles têm em comum. A selvageria do mundo. E o clube Glee é onde eles podem se sentir bem e fazer o que gostam.

─ Fui muito dura então? – Shelby decidiu dar o braço a torcer, mordendo o lábio por fazê-lo. Não era uma coisa que estava acostumada. Mas ela entendia o lado de Will, ele só estava sendo um cara legal, um amigo para aqueles meninos.

─ Um pouco. – Ele torceu os lábios. – Mas você é uma boa pessoa, Shelby, eu sei que não fez por mal. Mas por isso nos coloquei no tema da semana. Eles precisam conhecê-la. Não só eles, afinal. Eu mesmo sei pouco sobre você.

─ Sabe um pouco mais que todos eles. – Ela deu de ombros. E por alguma razão, os amassos no sofá de Will vieram na mente dos dois, simultaneamente. Mas nenhum deles comentou disso, obrigaram-se a pensar que era sobre as conversas que tinham tido depois que os levava a saber mais um do outro.

─ Vai ser uma boa oportunidade, mas se não se sentir à vontade, vou entender. – ele tentou ser compreensível. Mas coçou a nuca desejando que ela não o fizesse.

─ Não, não tem problema. Eu... Vou pensar em algo. – ela também torceu os lábios desta vez. Haviam tantas memórias, no entanto as felizes eram tão poucas. – Eu tenho Beth em minhas melhores lembranças, da mesma forma que tenho Rachel. Mas eu não posso simplesmente escolher entre as duas. – confessou derrotada. Will entendia agora o pavor dela.

─ Tente escolher uma que não envolva nenhuma das duas. Assim não vai ter que escolher entre ninguém. – Ele sugeriu com um sorriso. Ainda nem tinha pensando em que lembrança escolher.

─ Isso complica um pouco. – ela se permitiu rir de verdade. Não tinha muitas boas lembranças. Havia até algumas, mas nenhuma que a fizesse sorrir tanto como as poucas que tinha das duas filhas. – Ganhar campeonatos de corais serve? – Will soltou uma gargalhada. Ali os dois descobriram que era possível se divertir com colegas de trabalho.

─ Se isso te faz tão feliz. – Will ainda ria quando falou e balançou a cabeça negativamente para Shelby, ela também estava sorrindo, extensamente.

─ Eu vou pensar em algo. – Ela olhou no relógio rapidamente. Não podia se demorar muito, teria que buscar Beth na creche em uma hora, mas era tempo suficiente pra um café. – Então, só vou buscar Beth às quatro... Posso te pagar um café? – Will sorriu.

─ Eu pago. – ela sorriu de volta, fazendo uma careta. Mas confirmou em seguida com um sorriso, conforme os dois caminhavam lado a lado para o estacionamento.