Titulo: Por Toda Eternidade

Autora: Angiolleto

Fandom: Supernatural

Gênero: Lemon, Slash, Universo Alternativo

Rating:M

Disclaimer: Nada de SPN me pertence, infelizmente.

Beta: Minha maravilhosa amiga – irmã Ana Ackles!

Estava indo ao encontro de seu amado Dean.

Logo se encontraram, mas não podiam correr o risco de serem pegos. Entraram no carro e Chase, o motorista era da confiança de Dean, lhes sorriu; sempre havia torcido para que o pai de Sam mudasse de ideia e os deixasse ficar juntos.

Chase os levou até a fronteira da cidade, para uma casa de posse dos Winchesters, onde teriam toda paz e tranquilidade daquela tarde. Assim que desceram, o motorista avisou que viria pega-los em algumas horas.

- Sr. Winchester, Sra... – O loiro ficou desconfortável com o olhar de Dean, mas terminou a frase. – Campbell – Dean sorriu ao vê-lo usar o nome de solteira de Sam. Assim como Marcos era um grande amigo de Sam, Chase sempre cuidou de Dean.

Desde que o loiro era pequeno haviam brincado juntos e feito laços de amizade. Dean podia lembrar perfeitamente que se não fosse o loiro, teria feito uma besteira no dia do casamento de Sam.

Flash Back

Dean viu Sam passar a sua frente ao lado de George e seus lábios formarem três palavras que havia dito a Sam há muito tempo. "Eu te amo."

Se segurou nos bancos da igreja e enquanto todos se retiravam, para ir até a recepção do casamento, Dean se sentara, com os cotovelos apoiados nos joelho e a cabeça abaixada.

Sua futura esposa já tinha saído com seus pais e a mãe de Dean, ansiosos para cumprimentar os amigos de longa data. Não faziam questão do casamento de Sam e Dean, pois o casamento com Danielle seria muito mais proveitoso financeiramente.

Quando as lágrimas já caiam por seu rosto, sentiu uma mão em seu ombro e ao olhar viu o sorriso triste de seu amigo Chase.

- Dean... Não há o que eu diga que te fará sorrir, mas quem sabe eu possa te mostrar algo. – Chase retirou do bolso um bilhete, e Dean logo reconheceu como sendo de Sam. Somente sua amada se preocupava em dobrá-lo na forma de um coração de origami. Dean se perguntava sempre como ela tinha aprendido aquilo.

Não quero que chore.

Seus olhos são lindos demais para isso.

Te amo e te amarei para sempre, não se esqueça disso.

Sua sempre. Sem dúvidas, sem conserto.

Sam

Quando acabou de ler o bilhete, Dean enxugou as lágrimas. Olhou para Chase que sorria.

- Como conseguiu isso?

- Marcos me entregou no começo da cerimônia. Ele me disse que ela escreveu antes de sair de casa, e pediu que lhe entregasse discretamente. Por isso ele me deu e pediu que eu o fizesse. – Chase sorriu de canto, como se estivesse fazendo uma estripulia. – Eu sinto muito Dean. Mas tenho boas notícias. Marcos me avisou que Sam já está planejando aquele passeio.

Dean lhe abraçou e logo foram para a festa. Chase sabia que o amigo não estava bem, mas pelo menos tinha conseguido tira-lo do banco da igreja.

Flash Back

- Dean, você contou a ele o que nós viemos fazer aqui? – Sam perguntou assustada. Confiava em Chase, mas qualquer pessoa que soubesse daquela tarde seria uma ameaça.

- Claro que sim. – Os olhos quase verdes de Sam se arregalaram, quando ele concluiu a frase. – Que viemos aqui pegar algumas fotografias velhas, que minha vó me pediu. E trouxe você junto, pois há algumas em que você está e gostaria de te mostrar, mas não vou retira-las da casa. – Essa era a desculpa que Chase deveria dar a qualquer um que perguntasse sobre seu paradeiro com Sam.

-Dean! – Sam sorriu e se atirou nos braços amados. – Não sabia que era tão bom mentiroso assim.

- E não sou. Mas o que você me pede que eu não faço Sam? – Dean respondeu, com seu sorriso galanteador, que fazia as pernas de Sam tremer.

Naquela tarde os dois se amaram de muitas formas. Sam conheceu o prazer nos braços do ser amado e sabia que jamais sentiria algo igual vindo de seu marido. Mas não importava. Sabia que assim que ela engravidasse e fosse mãe ele jamais voltaria a toca-la.

Passaram a tarde toda no quarto, trocando carícias e juras de amor. Nunca um dia havia sido tão perfeito. Dean era um amante maravilhoso, como nenhum outro jamais seria. Samantha sentia-se completa com ele. Não era só um encontro físico, mas também espiritual.

Ao se prepararem para ir embora, Dean pegou uma pasta velha da casa e encheu com algumas fotos. Escolheu uma em especial, onde estavam apenas ele e Sam, no aniversario de quinze anos da garota. Naquele dia havia dado o primeiro beijo em Sam.

Entregou a Sam e viu os olhos dela ficarem rasos de água.

- Sam, não chore. Sabe que serei seu para o resto da minha vida. Até o fim dos tempos.

- Dean... Te amo mais do que a mim mesma. O que me impede de ficar com você? Eu odeio minha vida, meu marido não me faz, nem por um único momento, feliz. O que será de mim sem você?

- Terá as lembranças de hoje para te fortificarem Sam. Sempre me terá com você. – Ao dizer isso, Dean retirou um embrulho do bolso e entregou a Sam. – Para você meu amor. Para que se lembre de mim todos os dias.

Sam abriu e retirou o pequeno camafeu com uma corrente de dentro do pacote. As lágrimas caíram em abundância quando olhou o presente. Levantou seus cachos um pouco desformados, e ofereceu para que Dean colocasse-o.

- Sam, seu marido não pode ver isso. Vai perguntar...

- Não me importo. Invento alguma coisa na hora. Vou usa-lo todos os dias, para me lembrar de você. De seus toques, seus beijos, seu cheiro, sua pele. – Dean colocou o colar e Sam se virou para olhar em seus olhos. – Para me lembrar do homem a quem pertenço. Para me lembrar de que minha vida só teve sentido dentro daquele quarto, sobre aquela cama. Nunca, Dean Winchester, nunca vou me esquecer do que fez comigo. Você é e sempre será o meu amor. Sempre serei sua. E meu marido saberá disso.

Dean evitou ao máximo que suas lágrimas caíssem, mas em certo momento durante o discurso de Sam isso foi inevitável. Ele a beijou novamente antes de se dirigirem para o carro que já os esperava.

Pouco tempo depois Sam engravidou. Sentia medo em pensar que o filho seria de Dean, mas ao mesmo tempo seria sua alegria ser mãe de um Winchester. Mesmo que não um Winchester oficial.

Sam's POV

Mais uma vez estou de volta ao Royal Opera House. O que tive que fazer para tirar George de casa e traze-lo aqui foi totalmente desgastante.

Eu sempre imaginei um homem diferente do que me casei. Antes ele era cordial, até simpático. Mas depois que nos casamos, George se mostrou frio, calculista, desligado, despreocupado.

Tudo para ele gira em torno do dinheiro que pode ganhar naquela fábrica, onde maltrata pessoas que não tem quase nada. Não suporto vê-lo falando daquele negócio maldito.

Pedi a Dean que viesse novamente, mas não o vejo. O espetáculo começa e escuto mais um dos muitos suspiros de George. Quase, por muito pouco não lhe disse para ficar em casa. Viria sozinha se pudesse. Mas não seria bom, mulheres casadas não devem andar sozinhas, e nem serem grosseiras a esse ponto com seus maridos.

Odeio ser uma mulher casada.

No intervalo do espetáculo belíssimo que assistimos, vejo Dean se levantar e aviso George que preciso ir ao banheiro. Ele nem liga, já que avista um de seus sócios e já começa a falar de negócios. Vejo Danielle ao longe, mostrando sua mais nova joia a uma amiga. Fútil. Com Dean ao seu lado, ela se preocupava com joias?

Vejo meu amado me esperando e logo vamos para um canto do prédio, onde não podem nos ver.

- Sam, é arriscado. O que há de tão importante que precisa me dizer?

Mas eu não quero falar ainda. O beijo antes de qualquer coisa. Um beijo longo, como os que trocamos naquele dia.

- Sam! – Ele me reprova, olhando para todos os lados. – Não seja louca.

- Mas eu já sou. Por você. – Meu riso o deixa bravo, mas logo que pego em suas mãos ele alivia a expressão. – Preciso te perguntar uma coisa.

- O que foi meu amor? – Ele me abraça de encontro ao peito e posso ouvir seu coração acelerado pelo medo. O meu está igual.

- Qual o nome que quer dar ao seu filho? – Dean quase pula de susto. Ele me olha com os olhos arregalados e suas mãos começam a tremer sem qualquer controle.

- Como assim Samantha? Meu filho?

- Tenho quase certeza que é seu Dean. Quase. Mas mesmo que não for, quero que seja você a escolher o nome dele.

Dean acaricia minha barriga, que ainda não começou a crescer. Ele me olha com a expressão triste e os olhos vermelhos.

- Vou perder todo o crescimento do meu filho. Terei que vê-lo levar outro nome que não o meu. Terei que me contentar em observá-lo de longe. Não poderia ensiná-lo a andar, falar, nem mesmo a amar. Sam...

Mais uma vez ele me abraça. Compartilho sua tristeza. Sei que este filho é dele. Sei disso. Mas nada pode ser feito.

- Se chamará John. Se fosse meu seria John Winchester, mas como não é, será John Campbell.

- E se for uma menina meu amor? – Sorri ao perguntar. Todo homem acha que terá primeiro o filho homem?

- Mary. Sempre gostei do nome de sua mãe. Mary Campbell. Combina não acha?

- Então está escolhido. John e Mary. E você será o padrinho. É tudo que posso fazer.

Recebo mais um beijo de meu amado e logo estamos de volta aos nossos lugares.

De fato, em oito meses eu estava tendo meu filho. Ou melhor. Meus filhos. Gêmeos, um lindo casal de gêmeos. Um lindo casal que representava minha esperança de uma vida feliz, tendo mais tempo com Dean ao meu lado, já que ele será o padrinho dos meus lindos filhos.

Minha filha, a mais velha para desespero de Dean, é loira com olhos verdes. E John um lindo menino de cabelos castanhos e olhos castanho-esverdeados. Para minha sorte, minha mãe é loira, então todos acreditarão que Mary é loira por sua causa.

E John era minha cópia masculina. Nada no mundo me faria pensar diferente. Até seus cabelos eram encaracolados como os meus. E ele tem covinhas. Como as minhas. Mas Mary tem os lábios do pai. Desde pequena será assediada pelos meninos.

Um lindo casal de filhos. Meu lindo casal de filhos.

Pena que talvez eu não os veja crescer.

Sinto minha visão turva e estou fraca. Talvez seja normal a fraqueza após o parto. Mas não me sinto bem. Não tenho mais controle dos meus braços, e minha voz não quer sair. Vejo pessoas correndo de um lado para o outro.

Ouço o choro de alguns, e ao canto do quarto Marcos está parado com seus olhos azuis tão profundos arregalados me olhando. Alguma coisa está errada, mas não há como perguntar.

Espero poder acordar amanhã. E saber o que estava acontecendo.

Queria poder beijar Dean mais uma vez.

Apenas mais uma vez.

Sam's POV

Ao dar a luz ao casal de gêmeos, Sam teve uma grave crise de hemorragia. Nenhum médico ou parteira poderia garantir-lhe a vida. Ela á havia sido arrancada de seus braços no dia de seu casamento.

Sua morte estava sendo consumada.

Marcos estava entrando no quarto para trazer água quente para ajudar e viu Sam com a mão sobre o camafeu que lhe fora dado por Dean, algum tempo antes. Então ele realmente teve certeza de que Sam estava se entregando para a morte.

Mary Campbell, avó das crianças, já havia sido avisada por Sam. E respeitando a vontade da filha, fez de Dean o padrinho das crianças. Seria a única pessoa que eles teriam para lhes dar amor.

George nunca conseguiu gostar dos filhos. Dean era como um pai para eles. Mas nem mesmo assim Winchester conseguiu passar aos afilhados tudo que desejou. Não podia interferir na educação dada por George.

Sua vida acabara no dia em que Sam havia lhe deixado definitivamente.


Oi amoreees!

E então o que acharam?

Por toda Eternidade é uma história já antiga, que eu queria muito escrever.

Vai ser o mais romântica possível, do jeito que eu gosto!

Espero os comentários!

Mil bjoos!

Angiolleto