Aviso: Harry Potter não me pertence e sim a J.K. Rowling. Esse capitulo a menções de violência, abuso infantil, estrupo. Não leia se não gosta. Foi avisado.

Capítulo 2: O que é a dor?

Era duas semanas faltando para as férias quando Umbrigte resolveu a agir em direção a Dumbredore atacando seu peão.

Potter era forte e teimoso, com um senso de justiça irritante e faria tudo por seus amiguinhos irritantes. Era a personalidade descrita de Lily Evans. Ela sempre odiou a menina irritante, estava em seu terceiro ano ano quando a ruiva entrou em Hogwarts e roubou tudo o prestigio que ela tinha com seus professores e agora seu filho tentava destruir todo o trabalho duro que ela teve de colocar o Ministro em suas mãos.

Sim, o garoto pagaria e ela se divertiria, afinal ele era a cara de James Potter e o sangue puro em vida não fora outra coisa do que sua paixão.

Harry chegou na hora certa para sua detenção, já havia preparado a essencia de murtisco para depois dessa seção de tortura, e se sentia mais leve por ter recebido uma nota de sua tia hoje, lhe solicitando em casa, inclusive mandou uma carta ao diretor dizendo que queria a presença do sobrinho nesse feriado em casa.

A profª Umbrigte estava sentada por tras de sua mesa e a pena de sangue já estava pronta ao lado de uma folha de pergaminho. Sem palavras se sentou e começou a trabalhar, em meia hora sua mão já sangrava livremente e a mulher olhava com brilho seu sangue escorrendo.

Sentia-se meio sonolento depois de duas horas, talvez pela hora tardia e perda de sangue. Eram quase quatro horas depois quando sentiu que mal podia se mover sem sentir-se pesado e teve certeza que havia sido dopado de alguma maneira, a ultima coisa que viu antes de ser levado a inconciencia foi o rosto perverso de Dolores Umbrigte.

Harry se sentia estanho quando acordou, seu corpo formigava e algo pesado estava sobre si. Tentou mover os braços mas percebeu que estava amarradas juntas. Abrindo os olhos viu tudo borrado, mas pode determinar que tudo era rosa, olhando para baixo divisou o corpo de sua professora e seus corpo, ambus nus.

Imediato soube o que aconteceu e lutou para se libertar, a mulher acordada pelo movimento bruco viu o aluno em plena tentativa de fuga e deu um sorriso predatório.

Sem intervir o viu achar seu uniforme e vesti-lo, quando ele finalmente parou e se pôs a encara-la seu rosto tinha uma raiva e ódio tão profundo que ela sentiu um arrepio de medo, alguns de seus perfumes explodiram.

" Nunca encoste em mim de novo."- disse o adolescente em tom ameaçador.

" Potter, isso fazia parte de sua disciplina, as penas estão perdendo o efeito."- disse docemente ao garoto.

" Eu vou denuncia-la ao diretor, estrupa um aluno menor de idade vai envia-la direto a Askaban."- já esperava algo como isso e contornou.

" Conheço muitas pessoas no Ministério querido, com uma prova bem colocada terei quem eu quiser em Askaban comigo. Artur Weasley seria perfeito para uma cela de frente a minha, não acha?"- disse com um sorriso enviesado.

Para sua surpresa o garoto não recuou, o espelho no quarto rachou e um caco particularmente pontudo, chegou a ela e perfurou seu braço, fazendo-a guinchar de dor, o menino se aproximou com um olhar frio e disse numa voz mortal.

" Essa vez ficará aqui, mas encoste em mim de novo em sua vida e eu mesmo a matarei, afinal mortos não mandam pessoas para Askaban. Sugiro que vá para a enfermaria, em treze minutos todo seu sangue terá saído de seu corpo e você estará morta."- virando as cortas o adolescente saiu do quarto, entrou no escritório pessoal da mulher e depois espiou o relógio.

Eram cinco da manha, teria uma hora para chegar em seu quarto antes de seus companheiros acordarem, decidiu que era melhor se lavar e curar qualquer ferimento que a mulher o fizera antes de ir para a cama.

Entrou no seu dormitório o mais quieto que conseguiu e pegou em seu malão um uniforme, devagar foi para o banheiro perdendo o olhar curioso de Neville, da cama de frente a sua.

Harry colocou uma ala em seu box no chuveiro e um feitiço de privacidade, ele tinha uma série de chupões por todo seu tórax, havia escoriações em seus braços e cortes dizendo sangue ruim ligando seus mamilos, a sangue seco escorria por toda a sua barriga. A camisinha ainda estava em seu pênis.

Finalmente sentiu as lagrimas escorrendo por seu rosto e começou a esfregar febrilmente seu corpo até que a pele estivesse avermelhada e sensível, se lembrou a primeira vez que havia sido violentado por seu tio, era o motivo poque ele odiava o homem tanto, foi quem o fizera ter essa reação de atacar quando atacado.

Tudo havia começado quando voltara de seu primeiro ano, o homem mais velho estivera tão bêbado e fora muito violento, tudo seguiu progressivo até as ferias desse ano, quando ele reagiu e o homem gordo não tentou procura-lo de novo.

Olhou para seus pés e viu a água ensanguentada, pegou sua varinha e começou a curar todos os hematomas, depois as escoriações, depois se concentrou na ferida no peito, era um processo mais lento e demorado, que o deixou cansado e estressado, queria muito fumar um maço inteiro de seus cigarros, mas se impediu de faze-lo. Não iria acontecer de novo, aquela velha sapa encontraria sua morte se tentasse encostar nele de novo.

Ouviu os meninos entrarem no banheiro e esperou ouvir os outros chuveiros para desligar o seu e então saiu e se vestiu rapido, olhando no espelho viu que estava com os olhos vermelhos e abaixo deles tinham bolsas pela noite não dormida. Saindo encontrou Rony e Neville no quarto.

" Harry, onde você dormiu? Esperei você até tarde, mas acabei dormindo."- disse seu amigo ruivo com seu entusiasmo de sempre.

" Tive que ficar até tarde para detenção, limpando uma sala abandonada e só voltei a pouco."- respondeu fazendo o amigo lhe lançar um olhar mais preocupado.

Harry começou a se sentir doente dez dias antes das férias, começou com uma febre baixa que passava por algumas horas então retornava pouco depois um pouco mais forte. As dores de cabeça começaram a se tornar mais constantes depois de aparecer um dia apos a febre começar. Manchas pequenas vermelhas surgiram em seu braços a quatro dias das férias e o garoto soube que algo devia estar errado, havia poucas coisas que poderiam ficar resistindo a constante linha de magia correndo, e todas eram doenças graves tanto magicas ou trouxas.

A três dias antes das férias houve o inicio das orientações vocacionais e a do moreno aconteceria no ultimo dia, de modo que ele tentou não se preocupar com toda a expectativa e a pressão que estava sendo colocado sobre seus ombros.

Rony achava que ele tentaria ser auror como todo o resto da escola, a unica que sabia a verdade era Hermione que aguardava pela reação das pessoas com um sorriso permanente de canto de boca.

Na noite anterior a orientação Harry teve um sonho, nele havia um rosto de uma mulher de cabelos loiros que parecia de Veela, em uma casa amarela e a sala tinha uma lareira de mármore caro e era atacada por três comensais. Cansado desses sonhos, ao acordar Harry pegou um caderno grosso e de pesadas folhas de pergaminho. Indo a ultima começou a desenhar o que vira, sem realmente notar seus movimentos.

Tivera o primeiro sonho em agosto, a morte de dois trouxas, mas acontecera exatamente como desenhou em setembro. Não conseguira contar a Dumbredore, o velho diretor não falava com ele e sempre o ignorava quando estavam perto.

Arrancando algumas paginas do caderno, escreveu vários descrições em cada pagina e depois fez uma carta explicando o que estivera acontecendo.

Desceu para o corujal, sua orientação seria de manhã, os alunos estariam partindo as onze horas, chegando as oito na estação de Londres, era a essa hora que pediria para Edwirgens entregar seu pacote de pergaminhos, estaria longe do alcance do diretor e poderia ficar e descansar nas ferias, bem nem tanto, iria fazer uma bateria de exames no hospital para descobrir o que tinha, depois teria que fazer um exame mágico.

Sua coruja ficou entusiasmada para fazer uma entrega e foi se esconder em uma das torres, o moreno então foi tomar café da manhã, os professores pareciam estar mais ausentes que o normal, mas Harry supos que era devido as férias.

As oito horas estava na sala da professora Mcgonagall, a mulher de jeito severo lhe pediu para entrar e se sentar, ela arrumou uma pilha de livros antes de começar a falar.

" Então, senhor Potter, já pensou no que gostaria de fazer depois de Hogwarts?"

" Sim, professora, quero seu Haler."- respondeu e observou as sombracelhas da mulher mais velha quase sumirem em seus cabelos.

" Entendo, para isso é necessario que você tenha os exames de Defesa, Poções, Herbologia, Feitiços, Transfiguração e Aritimancia. Você tem conhecimento disso?"

" Sim, já tenho a autorização do Ministério para realizar os exames de Aritimancia, Hermione vem me ajudando, e acho que devo me concentrar em Poções e Transfiguração, já tenho revisto as matérias mais antigas e acho que posso me sair bem, e para a especifica area que quero trabalhar é exigido Runas tambem."- disse o moreno.

" Tudo bem sr. Potter, se está serio quanto a isso, sugiro que se concentre em Poções, em minha matéria acho que se sairá muito bem, pedirei a profª Vector para estar formulando um teste a você, para saber onde está em sua matéria e o quanto precisa aprender ainda. Voltaremos a nos ver em duas semanas. Bom Natal, sr. Potter."

" Obrigado, professora, tenha um bom Natal tambem."- disse o adolescente saindo da sala da professora se sentindo enjoado.

Dali foi direto para o banheiro, por sorte era o banheiro da Murta, ninguem entrava nele por não querer ouvir a fantasma temperamental. Sentando-se em cima da tampa do sanitário, viu sua visão turvar por um momento e se firmou na parede ao lado do seu cubiculo. Ouviu a porta ser aberta ao mesmo tempo que tinha outro enjoo, decidindo que esvaziar o estomago era mais importante do que descobrir quem iria pega-lo vomitou novamente.

Logo sentiu uma mão fria contra sua testa e então ouviu a voz preocupada de Hermione:

" Está febril Harry, talvez devemos ir para a enfermaria."- sugeriu, sua voz parecia alta a seus ouvidos fazendo-o estremecer enquanto negava.

" Herms, acho que estou doente."- disse com a voz fraca, praticamente sentindo a menina revirar os olhos a suas costas.

" É claro que você está, Harry você não vem dormindo direito e..."

" Não."- interrompeu.- " Eu acho que estou realmente doente, Mione."- disse voltando a vomitar. A menina o olhou sem entender por um segundo antes de seus olhos se arregalar de surpresa e ficaram marejados.

" Como você tem essa impressão, vem sentindo alguns sintomas?"- disse rapida.

O moreno levantou as mangas de suas camisas revelando as marcas vermelhas, a castanha começou a passar todas as doenças que conhecia mentalmente que causava esquimoses, todas as suas respostas foram doenças trouxas graves, em sua maioria um tipo especifico.

" Você vai a hospital trouxa nesse feriado não vai. Se o que penso só há tramento no mundo trouxa e ainda são tão incertos."- disse a garota num sussurro vendo o garoto dar um assentir.

O problema era que a maioria das curas criadas no mundo mágico foram encontradas por puros-sangues, sem chance de pegar qualquer doença dos muggle nunca houve uma cura nessas areas, apesar de haver doenças parecidas não funcionam da mesma maneira, e as doenças só atingem os nascidos-trouxas e mais raramente os meio-sangue, como Harry.

Muito preocupada a menina ficou com o moreno no banheiro até que ele se sentiu melhor, em seguida arrumou sua roupa desalinhada para que ninguem soubesse que havia algo de errado, ambus perdendo um olhar preocupado de olhos fantasmas de Murta no ultimo cubiculo do banheiro, que havia se impedido de gritar com o garoto quando ele entrara no banheiro ao ver sua expressão doente.

Minerva Mcgonagall tinha poucas coisas na vida que iria surpreende-la, ela deveria saber que o filho de Lily Evans seriam uma dessas coisas. A ruiva a havia surpreendido quando lhe disse que queria ser quebra-maldições, assim como Bill Weasley era agora. Nunca havia reparado que Harry poderia não queria seguir a profissão de seu pai e sabia que teria um grande agito com a população mágica.

Já falara com a professora Vector que concordou em dar o teste ao menino, seria na primeira semana depois do recesso. Queria que fosse rápido, para que ele tivesse tempo de recorrer no que estivesse em atraso.

Nesse momento os alunos deveria estar entrando nos arredores de Londres, eram sete e meia, hora do jantar. Nenhum aluno havia ficado esse ano para trás, era a primeira vez que Harry não estaria com eles nessa data e a mulher se perguntou se havia um motivo para seus parentes querer o menino com tanta urgencia.

Indo a seu quarto privado, se vestiu com um vestido marrom de tecido mais grosso, e um casaco verde, sempre achou hilario dela, uma grifinolia, ter como cor favorita a cor da casa dos sonserinos. Snape sempre lhe lembrava disso quando podia.

As oito e meia foi a sua lareira para ir a sede, haveria uma reunião esta noite, provavelmente teriam uma discussão sobre a guarda de proteção que colocariam sobre o menino e relatórios das missões atuais em andamento, em algum momento ele teria o prazer de contar a sua orientação com Harry.

A maioria dos membros chamados já estavam ali quando a professora chegou, faltando somente o diretor e o professor Snape. Sirius parecia menos anomado do que estaria se seu afilhado estivesse a seu lado em vez de seu melhor amigo Remus. O lobisomem estava com uma expressão séria e pensativa e ouvia enquanto Tonks e Kingley lhe contavam alguma história. Artur e Molli estavam em uma conversa com o herdeiro Brack, Olho-Tonto e seus dois filhos mais velhos, Bill e Charlie. Mais ao canto estava Madame Pomfrey e o professor de feitiços Filius Flitwick. Cerca de dez minutos após a chegada da mulher, o diretor chegou sendo seguido por Snape.

Todos ficaram em silêncio quando viram a expressão pensativa do ancião, que trazia algumas folhas de pergaminho dobradas na mão. A expressão aborrecida do pocionista do grupo tambem não aliviou os outros.

" Algo aconteceu Alvo?"- perguntou Minerva esquecendo sua agitação anterior.

" Todos se lembram o motivo que pedi para que ficassem mais atento a Harry esse verão? Sem ser a existencia de uma profecia?"- disse o mais velho com um brilho nos olhos.

" Sim, você disse que sr. Potter poderia ter herdado o dom da premonição de sua mãe. Me lembro Lily, ela tinha uma manifestação fraca, vendo alguns minutos a frente e muito raramente, geralmente de pessoas que conhecia."- disse Moody com um resmungo.

" Sim, mas parece que não prestamos atenção o suficiente."- disse Snape.

" O que quer dizer Severus?"- perguntou Pomfrey.

" Harry me entregou isso hoje."- disse o diretor colocando os pergaminhos abertos sobre a mesa. Imagens de varias pessoas desenhadas muito realistas em diferentes locais, alguns rostos conhecidos a eles, por ultimo havia a bela mulher loira que Bill pegou e analizou.- " Todas foram feitas cerca de dois a três meses antes da morte de cada um, essa é Apolline Delacuor, foi a que Harry desenhou na noite de ontem."

" Essa casa é da Serafina Corn, onde Fler esteve hospedada desde que veio para Londres, seus pais estaram em Londres a pedido do Ministro em Fevereiro, eles a avisaram a três dias.."- disse Bill colocando a imagem de volta a mesa.

Logo estavam fazendo planejamentos para a proteção da mulher e discutindo o que fariam para ajudar o adolescente a controlar seu dom, tambem discutiram sobre a vigia sobre a profecia, mas logo voltaram para a guarda sobre o menino e descidiram que colocariam dois de cada vez a vigiar e nenhum deles seria mundungo, essa noite já estava Dedalo e Emeline, amanha de manha seria Tonks e Kingsley, que estariam de folga do Ministério.

Decidiram que o deixariam o Natal com sua familia, mas o levariam para a sede dois ultimos dias antes das aulas, na virada de ano, o que deixou Sirius mais animado.

" Minerva, você teve a orientação com meu afilhado, como foi?"- disse o homem se virando para a mulher mais velha.

" Sim, foi muito bem, me surpreendeu que ele quer ser haler em vez de auror, mas acho que se ele tentar pode conseguir, já conversei com a professora de aritimancia e ele concordou em ver onde ele está em sua matéria..."- foi tagarelando fingindo estar alheia ao ar surprezo- até mesmo do diretor- com sua revelação.

" Ele quer ser médico? Bom teremos um bom haler no hospital, eu acho, imagino que ele deve querer ficar longe de tanto conflito em sua carreira, depois de tudo que passou fico feliz que decisdiu o que queria ser por conta própria, em vez de seguir o que a midia e seus colegas esperam dele."- disse Kingsley pensativo.

" Lily teria ficado satisfeita com isso. Sempre dizia que seu filho teria juizo e não se meteria em um escritório auror."- falou Sirius pensativo e depois olhou para seu amigo lobisomem que parecia alheio a conversa que acontecia.- " O que aconteceu, Moony?''

" Quando Hermione chegou ela tinha um forte cheiro de Harry, isso é comum já que devem passar muito tempo junto, mas o problema é que tem algo fora com o cheiro, como se estivesse doente."- disse o homem franzindo ainda mais o cenho.

" Ele me parecia bem de manha, um pouco cansado, mas saudável. Talvez tenha se sentindo bem antes e Hermione estava perto e melhorou depois, de qualquer forma, a garota está aqui, é só lhe perguntar depois ou os vigias ve-lo melhor amanha."- disse Minerva se levantando para sair.