Segundo capítulo, aqui. Boa leitura.
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Toda aula de Inglês era maçante para os alunos, especialmente se fosse no primeiro tempo. Não pela matéria em si, mas ninguém mais suportava aquele professor com métodos ultrapassados de ensino e que não se preocupava com o aprendizado dos estudantes. Era o típico velho cansado que vivia os dias somente aguardando por sua aposentadoria e descontava todo o estresse que viveu nos pobres e inocentes adolescentes.
Ok, alguns não eram tão inocentes assim. Kiku tinha noção disso, pois muitos de seus colegas viviam aprontando com professores e com alunos. Já tinha sido um dos alvos, não era legal, por isso preferia ficar em seu canto.
Sem pensar muito, quando ouviu o sinal tocando, acomodou-se no seu lugar junto às janelas, já apoiando o queixo na mão, com um ar entediado. Àquela altura, todos ali sabiam a língua estrangeira. Tinham alunos de intercâmbio e recebiam muitos que se mudavam para o Japão. Era básico ter o idioma no currículo, embora Honda admitisse para si mesmo que os jogos o ajudaram a ter o interesse. E, por sinal, só isso salvava seu gosto por aquelas aulas.
Nem se dignou a olhar para a porta se abrindo, só sendo desperto do seu mundinho de reflexões quando um burburinho começou. Ao cair em si, deu de cara com o coordenador do seu ano, sendo assim, resolveu prestar atenção no que ele falava.
-... Devido a tais acontecimentos, Shinoda-sensei teve que se afastar e hoje irão conhecer um novo professor – voltou-se para a porta. – Entre, por favor.
Com essas palavras, através da porta surgiu Arthur Kirkland, como todos poderiam saber com o coordenador escrevendo o nome no quadro.
- Agora deixarei vocês com ele. Comportem-se!
O aviso de sempre. Mas assim que o responsável saiu, todos começaram a conversar entre si. Menos Kiku, mas só porque este não tinha bem com quem falar, por isso, se limitou a observar o novo instrutor. Não era tão ruim, julgaria-o bonito se fosse uma garota e... retirasse um pouco daquelas sobrancelhas. "Deve ser estrangeiro", foi a conclusão a qual chegou após reparar no tipo físico e cabelos e olhos claros. Talvez descendente... Chutaria ou britânicos ou estadunidenses, mas só pelo simples fato dele ter tomado o posto de professor de Inglês.
- Quietos! – Chamou a atenção. Não parecia ter sotaque. O loiro limpou a garganta, tomando a palavra. – A partir de hoje serei o professor de Inglês de vocês. Espero fazer um bom trabalho! Vou me esforçar para cuidar de vocês.
Não sabia se era impressão, mas Kiku pensou que ele o fitava ao falar aquela última frase. Sentiu as bochechas esquentarem de leve e logo abaixou a cabeça, afastando aquele pensamento. Era ridículo, em uma sala com tantas pessoas, não seria logo ele que chamaria a atenção do professor novato. Não tinha uma aparência incomum e, mesmo que tivesse notas boas, ele ainda não teria conhecimento disso.
Decidindo passar um ano sem problemas, somente ignorou, prestando atenção no conteúdo que seria revisado.
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Adorava quando chegava o intervalo, apesar destes passarem rápido demais em comparação ao período de aulas. Kiku planejava seguir sua rotina e subir ao telhado para lanchar, carregando em suas mãos o obentou, foi pego de surpreso por alguém pulando em seus ombros.
- Kiiiiiiiiiiiiiiiiiiiku! – Gritou Alfred, puxando-lhe. – Vamos lanchar juntos, my friend!
O nipônico franziu levemente o cenho. Era normal alguém grudar em uma pessoa que tinha conhecido no dia anterior? Tudo bem, conversaram bastante enquanto caminharam – e o americano o acompanhara não só à sala dos professores, mas também até metade do caminho para casa – e descobriram que ambos gostavam de jogos e coisas bem nerds. Talvez realmente pudessem ser amigos. Assim, não teria problema levá-lo ao seu cantinho.
- Kiku? Heey, você está ouvindo? - Reclamou o maior, fazendo bico e cruzando os braços.
- Ah... Desculpe-me – sorriu sem graça para o outro. – O que vai lanchar?
O americano suspirou, dando tapinhas no topo da cabeça do moreno. Tinha acabado de falar sobre isso! Mas tudo bem. Era bondoso e poderia repetir.
- Eu costumo comprar na cantina! Vem comigo?
- Eu trago lanche de casa... – Refletiu, mas apressou-se para completar. - Mas ainda podemos comer juntos, se não se importar.
- Ok! Vamos comprar, então!
Fechando os olhos e sorrindo largamente, Alfred agarrou o menor por um dos pulsos, puxando-o até a área da cantina. Quando chegaram, largou-o um pouco afastado, pois era hora de enfrentar as pessoas que se amontoavam para comprar comida. Para sorte do estadunidense e azar de todos os outros, ele possuía uma força gigantesca – da qual não se dava conta, logo bastando afastar as pessoas com os braços que logo chegava às tias que vendiam o lanche. Pediu o de sempre: pão com recheios variados (também comia muito) e uma lata de refrigerante. Melhor que isso só hambúrguer!
Após conseguir o que queria, foi fácil sair da multidão, indo com suas compras nos braços – e um dos pães já na boca – em direção ao japonês. Até tentou falar algo, porém soou desconexo.
- Pode engolir primeiro, Alfred-san...?
Com a fala, quis rir, mas se controlou para não deixar nada cair. Inclinou a boca na direção do nipônico, esperando que ele entendesse que era para retirar o pedaço pendente de seus lábios. A mensagem foi passada, pois o menor segurou a ponta do lanche e retirou-o da boca do estadunidense, esperando que ele mastigasse o que ficara e engolisse.
- Aonde costuma comer? Eu sempre lancho andando por aí, é divertido ver pessoas!
- Ah... Costumo ir para o telhado. Lá é bem calmo.
- Certo! Vamos!
Sem esperar uma resposta, Alfred saiu caminhando na frente, fazendo com que o mais baixo precisasse apressar o passo para acompanhá-lo. Não se importou muito com isso, só achou um pouco incômodo os olhares. O americano poderia até não ter amigos de verdade, mas era do tipo que falava com todos, enquanto Kiku... Bem, este não se destacava e realmente preferia passar despercebido. Ao menos chegaram às escadas para o telhado sem que alguém mexesse com eles, fazendo com que suspirasse aliviado enquanto as subia. Tomou a frente, abrindo a porta para o loiro, esperando que ele passasse para fazer o mesmo e fechá-la.
- Aqui estamos – disse mais para si mesmo, seguindo o outro até a sombra, sentando-se ao lado dele. Abrindo o próprio lanche, deixou o pano estendido no chão para colocar sobre o mesmo o pão que segurava e que o outro pudesse deixar livre suas mãos. – Pode colocar aqui em cima suas coisas, Alfred-san.
- Oooh! Você realmente pensa em tudo, Kiku! Heheh – largou tudo sobre o pano, só ficando com a lata de Coca-Cola para abri-la. – Não quer um pouco?
- Anh... Não, obrigado.
Nem gostava daquelas comidas, para falar a verdade. Por isso preferia sua marmita caseira com um lanche típico japonês, sem se esquecer da garrafa térmica com chá. Após despejar um pouco no copo, juntou as mãos, murmurando um itadakimasu para pegar os hashis e começar a comer. Alfred nem tinha esperado, já tinha começado a devorar a própria comida, embora olhasse com interesse o menor. Sabendo que ele não o entenderia caso falasse antes de engolir, o fez.
- Hey, Kiku.
- Hm?
- Isso é bom? Nunca comi comida japonesa caseira! – Sorriu. Não que pretendesse que ele lhe desse um pouco... Ok, pretendia sim. - É você quem prepara?
- Ahh... Sim. Sempre preparo na noite anterior para trazer – voltou-se ao outro, inclinando a face levemente para o lado, fitando-o com alguma gentileza. – Quer experimentar?
- Ohh! Eu quero!
E abriu a boca, esperando receber a comida, já que não sabia segurar naqueles palitinhos. Um pouco sem graça – aquilo seria um beijo indireto! – cortou um pedaço da omelete doce, estendendo para o outro que logo pegou.
- Isso se chama tamago. É um omelete...
- Que estranho! É doce! – Interrompeu após engolir.
-... É.
- Mas não é ruim! Você cozinha bem, hahaha! Eu acho, né? Afinal nunca comi isso para saber se o que você fez está ruim.
Franziu o cenho, levantando o olhar – realmente pensativo. Mas Kiku parecia do tipo que realizava bem as tarefas de casa, seria uma doméstica perfeita se fosse mulher. Acabou por rir do pensamento, bagunçando os cabelos escuros do outro, deixando-o confuso. Por que Alfred estava rindo?
Todavia, agora que parava para realmente observar seu amigo, caiu em si de que ele não tinha nenhum traço oriental. Claro, tinha reparado nos olhos azuis e cabelos loiros, mas tinha ficado tão surpreso naquele primeiro encontro que só agora lhe passou pela cabeça perguntar:
- Alfred-san...
- Hmmm? – Tinha voltado a comer, por isso, apenas fez um som para mostrar que ouvira.
- Você nasceu aonde? Seus traços não são de um oriental...
O americano engoliu, sorvendo um longe gole da bebida gaseificada para responder ao menor.
- Estados Unidos da América! Vim pra cá com meus pais; meu pai foi transferido para a sede japonesa da companhia deles, aí vim junto.
O maior sorriu cativante e Kiku ficou assustado. Agora Alfred parecia reluzir com uma placa de neon escrito: "importante", "filhinho de papai", "rico".
- Hm... Você fala bem o japonês.
- Eu sei! Mas também, moro aqui desde os dez anos, HAHAH! Um herói incrível como eu tinha de aprender logo para se comunicar com seus habitantes!
Uma coisa ficou clara: o estadunidense tinha a péssima mania de se engrandecer e se achar o máximo. Talvez, por isso, não tivesse muitos amigos, apesar do japonês já ter reparado que ele falava com todos... Sem perceber, sorriu. Não eram tão diferentes assim, tentaria não colocar empecilhos naquela amizade.
- Entendi. Fez bem... E, sabe, você se parece um pouco com o novo professor de Inglês – observou, fitando bem os outros, se concentrando no fio rebelde que ficava de pé.
- WHAT? Você precisa de óculos, Kiku? Aonde eu sou parecido com o sr. Taturana? – Fez beicinho, tal como uma criança.
-... No cabelo. É o mesmo tom...
- Hnf – virou o rosto para o lado, como se estivesse emburrado. – Não diga besteiras! Meu cabelo é bonito e liso, o dele não sai do lugar!
Kiku não queria, mas... Precisou levar as pontas dos dedos aos lábios, abafando um riso.
Arthur franziu o cenho. Não tinha um cabelo ruim! Poderia arrumá-lo, se quisesse... Pegou uma das madeixas, encarando-a.
Droga! Não era hora de ficar preocupado com isso ou com o apelido que recebera. Concentrando-se, ficou pensativo enquanto voltava a observar aquela cena. Eles pareciam se dar bem, seria bom caso não precisasse de sua interferência. Por enquanto, se limitaria a não deixar ninguém atrapalhá-los! E, se possível, aproximá-los.
O resto do dia se passou normalmente, sem grandes acontecimentos. Arthur só se amaldiçoava por ter escolhido uma matéria que não tinha tantas aulas. Todavia, daria um jeito de se aproximar do moreno, esperando calmamente seu último horário terminar.
Por sorte, quando saía da sala de aula, no corredor perpendicular passava seu alvo. Ou melhor, protegido. Com a bolsa contendo os materiais presa devidamente ao ombro, elevou com discrição uma das mãos.
- Ei, Ki–
Interrompeu a própria fala. O nipônico estranharia tal intimidade, então recomeçou:
- Ei, Honda! Espere um pouco – pediu.
De início, teve a impressão de ser chamado, então, não se dignou a olhar. Somente quando ouviu a voz novamente que virou o corpo. Ao ver o mais velho, inclinou o tronco em uma mensura respeitosa.
- Boa tarde, sensei.
Arthur sorriu ao ouvir o cumprimento, parando perto do menor. Definitivamente, não podia reclamar: ele era muito bem educado.
- Boa tarde, Honda. Desculpe por incomodá-lo em seu período livre, mas pode me mostrar onde fica a biblioteca? Queria procurar alguns livros.
- Claro. É por aqui.
Sorriu com boa vontade, sem pensar muito. Alfred já tinha fugido em uma das trocas de horários para avisá-lo de que hoje não poderia acompanhá-lo na volta, pois tinha treino no clube de baseball. Sem a preocupação de encontrar o estadunidense, tomou a frente, sendo seguido pelo maior, sem estranhar seu pedido. E com razão! O loiro chegara há pouco tempo na escola, não faria mal ajudá-lo um pouco. Além disso, já fazia certo período que não visitava a biblioteca – e gostava muito de lá – então aproveitaria a oportunidade.
Arthur ficou um pouco nervoso. Tinha arrumado uma desculpa para conversar com o rapaz, mas agora não sabia o que falar. Quando abriu a boca para perguntar qualquer trivialidade, Kiku parou repentinamente, fazendo com que se assustasse.
- É aqui – anunciou.
- Obrigado – balbuciou, vendo o outro abrir a porta para si, apressando-se para prosseguir: - Não precisa vir comi–
E deu-se conta de que o moreno abrira a porta para ele mesmo. Bom, teria mais uma tentativa, ao menos. Deu de ombros, seguindo-o e imitando-o quando ele cumprimentou a balconista com um aceno de cabeça antes de se enfiar por entre os livros.
Reparando que era seguido, o oriental parou, esperando que o outro ficasse ao seu lado. Recebendo um olhar inquisidor, era perceptível o quanto o professor estava perdido. Na hora pensou que se ele tivesse pedido a outro aluno, só seria sacaneado. Não faria mal ajudá-lo mais um pouco e mostrar simpatia antes que ele fosse atacado pelos "monstros".
- Anno... Que tipo de livro procura, sensei? Posso tentar te ajudar.
O mais velho pensou por alguns segundos, agradecendo por sua mente trabalhar rápido, caso contrário pareceria suspeito – porque não tinha pensado nisso.
- Relacionamentos...
Os olhos castanhos fitaram-no longamente. Pensou em avisar que não ajudaria muito caso ele estivesse com problemas com alguma mulher... Será que ele tinha problemas desse tipo? Só não disse porque pensava bem antes de usar as palavras e não fazia exatamente o tipo atrevido. Ainda sim, Arthur parecia ler sua mente, pois este franziu o cenho e, coçando uma das bochechas agora avermelhadas, continuou em um tom quase emburrado:
- Não pense besteira! É para ver como me relacionar melhor com meus alunos!
- Ah...
Fazia algum sentido. Ele parecia novo, não devia ter experiência de carreira. Todavia, não era da sua conta, logo afastando esses pensamentos para um recanto obscuro de sua mente, mas entrando em seu lugar o que Alfred falara. Não julgava o de olhos verdes feio, mas... Realmente, não se pareciam. Balançou a cabeça negativamente, voltando-se para Arthur antes que acabasse rindo.
- Creio que já vi livros do tipo. Podemos dar uma olhada.
- Certo. Obrigado.
Por um momento, o pensamento de que estava fazendo errado cruzou a cabeça do japonês. Devia manter uma relação distante e comedida com seus professores, mas não podia negar que simpatizara com Arthur, como se de algum modo já o conhecesse. Tsc. Estava pensando besteira. Porém, mesmo sabendo disso, quis tentar falar algo.
- Sensei... Sei que não é da minha conta, nem precisa responder, na verdade. Mas você é de onde?
- Não pareço japonês, né? – Riu, divertido e um pouco feliz do outro ter puxado um assunto. – Na verdade, sou inglês! Da maravilhosa terra da rainha.
Sim, já tinha pensado nos detalhes na sua história de vida. Só esperava não estar agindo de modo suspeito.
- Interessante.
O menor comentou para não se passar por mal educado, até por ter sido ele a fazer a pergunta. Entretanto, no momento se concentrava em olhar uma estante, enquanto Arthur se esforçava para continuar falando:
- É bem diferente daqui, mas aqui ainda é bonito! E tem sol. Lá não faz muito sol – esperava não estar falando besteiras. Mas já estava falando! Que tipo de jovem conversaria sobre o clima? Apesar de em seu íntimo pensar que seu protegido agia como um velho em muitas situações. – O que você acha da escola? Muito difícil?
- Aaah... Um pouco. E penso que cada estação tem sua beleza. Aqui é bom porque, por ser um país temperado, elas são bem definidas.
Arthur ficou a fitá-lo, incrédulo. Ele realmente preferiu falar sobre o clima! Era a esse tipo de situação que estava se referindo quando pensou que ele parecia um idoso.
Segurou um suspiro. Era seu trabalho fazê-lo aproveitar a juventude.
- Sim. Espero poder ver as cerejeiras desabrochando ano que vem...
A frase atraiu o olhar do estudante. Ah, é... Ele era estrangeiro, ainda não devia ter visto aquele espetáculo. Mas sentiu que ele falava como se aquele desejo estivesse muito distante ou fosse muito difícil de realizar. Como se ele não tivesse muito tempo...
Foi a impressão que teve. O pior era que, mesmo sem saber, estava certo. Mas Arthur sabia: ele não teria tanto tempo.
- Acontece todo ano. É lindo. Tenho certeza de que conseguirá ver ano que vem.
De algum jeito, o sorriso que o menor lhe mostrara o tranquilizou. Podia ser só um curvar de lábios educado, porém queria fazer com que Kiku sorrisse natural e sinceramente mais vezes. Era seu dever fazê-lo feliz. Literalmente.
- Sim – acabou sorrindo igual. – Vou esperar com paciência.
Mesmo sem demonstrar, o mais baixo ficou surpreso. O inglês parecia o tipo que estava sempre de mau humor. Ficou feliz (e aliviado!) por estar enganado, voltando a procurar por entre os livros algo parecido com o que o mais velho queria. O próprio não procurava, mas o nipônico ou não percebeu ou fingia não perceber, soltando uma exclamação natural quando encontrou.
- Aqui! "Relacionamento entre mestre e aprendiz – como melhorar". Acha que serve?
- Sim! Vai ser ótimo. Obrigado, Honda. – Pegou o livro que lhe era estendido. –Parece conhecer bem as prateleiras. Costuma vir muito aqui?
E no segundo seguinte se deu conta da péssima escolha de palavras, o que fez com que parecesse uma daquelas cantadas horríveis, enrubescendo. Sorte dele ser responsável por alguém tão discreto, que levou relevou aquele "deslize" muito bem.
- Sim... Gosto muito de pegar livros. Acho até que vou procurar algum para mim – disse mais para si mesmo, logo volvendo a face ao outro. – Ainda precisa de ajuda?
Mediante o olhar preocupado, Arthur balançou a mão com elegância.
- Acho que não. Vou dar mais uma olhada por aí, apenas.
- Hm... Certo. Vou fazer o mesmo, se precisar de ajuda...
Deixou subentendido que o auxiliaria, caso necessário, fazendo mais uma breve reverência antes de se aventurar sozinho por entre as estantes, sob o olhar atento e discreto do suposto britânico.
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