Escrita por: Crazyfantasia
Nome Original: Reencuentro
Traduzida por: Alexa Black
Betada por: Ivi
Reencontro (2/4)
Pares: Harry/Draco
Disclaimer: Os personagens dessa história são propriedade de J.K. Rowling e Warner Bros. Feita simplesmente para diversão, sem qualquer finalidade econômica.
Capítulo 2 – Weasley
Draco recobrou a consciência pouco a pouco e escutou dois homens conversando. Provavelmente, eram os búlgaros que atacaram Blaise e ele. Então, ficou quieto, esperando que não notassem que despertara. Quis entender o que falavam, mas seus sentidos ainda estavam muito confusos e não compreendeu nada. Era estranho se sentir tão bem depois de todos os golpes daquele homem barbudo. Escutou uma porta se fechar, mas tinha certeza que alguém ficara com ele. Podia sentir o olhar sobre ele.
Quase pulou ao sentir uma mão passar por sua bochecha e surpreendeu-se ao notar o toque suave e delicado. Um dedo deslizou até seu lábio inferior, acelerando seu coração durante o percurso. Notou o roçar das roupas e soube que o homem inclinava-se sobre ele, provavelmente para beijá-lo. Quando já esperava o beijo, o sujeito parou, indeciso, e pôde aspirar o perfume dele. Havia um cheiro de sabonete e um outro familiar, mas que não conseguia recordar nesse momento.
O beijo finalmente aconteceu e Draco voltou a se surpreender. Os lábios eram os mais suaves e doces que já o beijaram. A boca do desconhecido moveu-se contra a sua, como se desejasse despertar uma resposta nele e, por todos os diabos, estava conseguindo. Sentiu uma onda de calor percorrê-lo e concentrar-se em seu baixo ventre quando o beijo tornou-se mais profundo e exigente. Não queria gemer nem ofegar, mas estava sendo muito difícil não corresponder a essa deliciosa tortura.
Não resistiu e entreabriu os lábios, permitindo a imediata invasão daquela língua maravilhosa. Sentiu-a percorrer, buscar, explorando sua boca e tirando sua respiração. Não soube como conseguiu permanecer quieto enquanto o desconhecido beijava-o como nunca ninguém havia feito antes, com verdadeiro desespero e desejo. Fazendo-o se derreter, excitando-o, seduzindo-o, tomando-o.
Quando o beijo terminou e o homem se afastou, sentiu-se estranhamente vazio, como se tivessem lhe roubado algo importante, querendo chorar pelo abandono dos lábios deliciosos. Como se adivinhasse o que ele precisava, o homem voltou a beijá-lo com paixão. Para abandoná-lo de novo logo em seguida. Draco permanecia imóvel e decidiu que, se voltasse a beijá-lo, corresponderia. No entanto, apenas escutou a porta abrindo e fechando e soube que estava sozinho novamente.
Lentamente, abriu os olhos, soltando um profundo suspiro cheio de anseio e desejo. Não era dos que se enganavam e sabia que esse homem havia despertado nele um desejo selvagem e primitivo. Reparou ao redor e piscou várias vezes para ter certeza que não estava alucinando.
"Esse não era meu quarto!", pensou
Parecia o quarto de hospital. Conseguira sentar-se na cama quando a porta se abriu e um homem mais velho entrou no quarto.
– Ah! Já despertou, Sr. Malfoy – Aproximou-se, bastante satisfeito, da cama. – Sou o Dr. Brendan.
– Onde estou? – perguntou, desorientado.
– No hospital St. Mungus. – Aproximou-se mais para examiná-lo –. Chegou aqui muito machucado, mas sua força e juventude o ajudaram a se recuperar.
– O que... que aconteceu?
– Não sei com certeza. – Encolheu os ombros. – O Ministério não quis dar detalhes, mas parece que alguém invadiu sua casa e o atacou.– Encarou-o, seriamente. – Tinha um aspecto horrível. Felizmente, apenas parecia pior do que realmente estava.
– O Ministério? – Sentiu uma leve dor se aproximando e massageou a têmpora. – Sabe quem me trouxe?
– Claro! – Voltou a sorrir – Foi Harry Potter. Todo mundo o conhece.
– Potter? – disse, atônito, um intenso rubor cobrindo seu rosto.
Primeiro, por vergonha. Se Harry o levara ao hospital, vira-o naquele estado lastimável, e Draco era suficientemente vaidoso para desejar estar maravilhoso no reencontro com o "Menino-Que-Sobreviveu". E, segundo, porque havia uma remota possibilidade de que fosse Harry quem o beijara daquele modo.
– Ele...ele...ainda está aqui? – Draco conseguiu perguntar, o coração na garganta.
– Não, acabou de ir embora – Obrigou-o a se recostar. – Deixou instruções precisas de que ninguém, além dele, podia vê-lo.
– Por quê? – perguntou, surpreendido.
– Lamento dizer que você está aqui na qualidade de suspeito.
– Oh!
Um sorriso triste surgiu nos lábios de Draco, ainda ligeiramente inchados pelos beijos. Agora, tinha certeza que fora Harry quem o beijara, realizando assim o desejo mais forte de Draco. Um desejo que se tornara uma obsessão com o passar dos anos. Todas as noites adormecia pensando e desejando o ex-grifinório e acordava com o nome dele nos lábios.
Fechou os olhos, ignorando o medibruxo, desejando sentir novamente o contato dos lábios de Harry contra os seus. Nesse momento, recordou do cheiro. Era tão característico do outro que Draco se perguntou por que não o identificara antes. Cheiro de fruta fresca. Não sabia se era natural ou não, mas, na escola, sabia se Harry estava em uma sala ou se caminhara por determinado corredor, porque ele deixava aquele aroma por onde fosse. Passou a língua pelos lábios e saboreou, uma vez mais, o delicado sabor que o moreno deixara neles.
"Ele me beijou! Me beijou!", pensou emocionado.
O medibruxo pareceu perceber que Draco não voltaria a dar-lhe atenção e calou-se. Retirou um frasco das vestes levou aos lábios do rapaz.
– Beba, isso o ajudara a descansar.
Draco não respondeu e bebeu a poção, mergulhando, em seguida, em um sono reparador.
Somente na metade da manhã, Harry conseguiu retornar ao St. Mungus. Ele e os outros aurores tiveram que fazer um extenso relatório sobre a missão. O chefe era uma boa pessoa, mas fanático por detalhes. Assim, sempre levavam uma eternidade para terminar. A única coisa boa foi Jimmy e ele conseguirem programar o depoimento de Draco para a semana seguinte, e que ele pudesse recuperar-se na casa de Harry, e não no hospital.
– Como está? – Harry perguntou a uma enfermeira que saía do quarto.
– Melhor. Passou uma noite tranqüila.
– Está acordado?
– Sim, acaba de despertar.
– Vou entrar para vê-lo.
Harry segurou a maçaneta e percebeu como a mão estava úmida. Estava muito nervoso.
– Acalme-se, Harry. Acalme-se. – disse, respirando fundo. – Ele não deve perceber que estou tremendo.
Contou até três e abriu a porta rapidamente.
O coração de Draco disparou ao ouvir vozes do lado de fora do quarto.
"Talvez seja Harry", pensou esperançoso, passando a mão pelo cabelo loiro para arrumá-lo.
Quase pedira um espelho à enfermeira antes que ela saísse, mas como a mulher não parecia muito acessível, acabou não pedindo. Agora, arrependia-se de não tê-lo feito, pois não tinha nem idéia se estava bem ou não.
Quando a porta se abriu e Harry entrou, Draco conteve um assovio ante essa visão. Ele estava muito mais alto que Draco lembrava e muito mais atraente que poderia suportar. O cabelo negro, um pouco mais longo, continuava indomável como sempre. Os eternos óculos redondos não ocultavam o brilho dos olhos verdes, e, por um momento, Draco perdeu-se neles. Ao descer o olhar para os lábios carnudos, Draco enrubesceu ligeiramente ao lembrar da excitação da noite anterior causadas por eles, e não conseguiu continuar encarando o outro. Recostou-se aos travesseiros, observando as próprias mãos, e aguardando que Harry disse algo.
Harry entrou no quarto e conteve a respiração.
"É um anjo!" – pensou fascinado ao olhar o loiro.
O olhar passeou pelo rosto tão amado, e Harry sentiu uma alegria imensa ao ver que já não estava tão maltratado e que as feridas não deixariam marca na pele perfeita. Os olhos deles se encontraram, e Harry conteve-se para não se jogar sobre o outro e voltar a devorar os lábios vermelhos e carnudos, ligeiramente entreabertos. Viu como um rubor encantador cobria o rosto de Draco e maravilhou-se ainda mais pela beleza dele.
– Fico feliz que esteja melhor –Harry conseguiu dizer depois de um momento.
Draco estremeceu ao escutar a voz dele. Não a ouvia há tanto tempo que tinha se esquecido o quanto era melodiosa e viril. Tinha um sotaque charmoso e sabia que poderia passar horas e horas só escutando-o falar.
– Como você se sente? – continuou Harry, aproximando-se da cama.
– Melhor, obrigado –Draco respondeu e voltou a passar a mão pelo cabelo –. Imagino que devo agradecê-lo por me trazer até aqui.
Ergueu os olhos, encontrando os de Harry novamente. Dessa vez, nenhum deles fez questão de desviá-los.
– De nada – respondeu, exibindo um sorriso devastador.
"Não volte a sorrir assim, Potter" –Draco pensou, sentindo-se derreter por dentro.
Harry sentou em uma cadeira e cruzou as pernas.
– Diz logo. –Draco falou com um meio sorriso ao perceber que o silêncio se prolongava demais – Imagino que me levará ao Ministério assim que eu tiver altar.
– Deveria. – Harry disse – Mas sua audiência foi adiada para a próxima semana.
– Por quê? – perguntou assombrado.
– Pedi ao meu chefe que te desse um tempo para recuperar-se totalmente – Harry piscou para Draco – e ele aceitou.
– Por que fez isso?
– Você não viu como estava. – Harry disse em tom preocupado – Tinha um aspecto terrível.
Draco ficou ainda mais vermelho.
"Oh, Deus!" – pensou envergonhado – "Deve ter ficado enojado pela minha aparência!"
– Quer me contar o que aconteceu? – Harry perguntou, suavemente.
– É mesmo necessário? – Não tinha a menor vontade de contar a humilhação e vergonha que Blaise e ele passaram nas mãos daqueles homens.
– Não, não é. – disse compreensivo – Somente se quiser desabafar.
– Não quero falar disso com você, Potter – respondeu com a voz desnecessariamente dura.
– Como queira. – Harry sentiu-se ofendido pelo tom usado pelo outro. – Assim que estiver vestido, saímos.
– Não disse que não me ia levar ao Ministério? – Draco perguntou, assustado.
– Não vou levá-lo ao Ministério, Malfoy. Mas é um suspeito e tenho que mantê-lo sob vigilância. Há muitas coisas a esclarecer antes de ser liberado.
– Aonde me levará? – Draco sentia um nó na garganta. Estremecia ao simples pensamento de Harry levando-o para uma cela ou algo parecido. Não queria voltar a estar preso nunca mais.
– Não se assuste – Harry disse em tom tranqüilizador –. Não é nenhum lugar terrível.
Harry não gostou da angústia evidentes nos belos olhos cinza e quis abraçá-lo para apagar com beijos esse olhar. Ao invés disso, levantou-se da cadeira e foi até a porta.
– Chamarei a enfermeira para que o ajude a se vestir.
– Espera! – Deteve-o antes que saísse –. Como Blaise está?
Harry apertou os lábios, enciumado.
– Seu... amigo está bem – disse em tom duro – Ele já prestou depoimento e está livre.
– Que bom! – suspirou profundamente.
– Mas não poderá vê-lo até que deponha – completou, exibindo um sorriso vitorioso.
– Por que não? – Ergueu uma sobrancelha, incrédulo.
– Porque podem combinar o você que deve dizer – Harry fez menção de sair, mas Draco o deteve novamente.
– Espera, Potter! Me explica uma coisa. Como foi que de vítimas passamos a suspeitos? Esses homens chegaram na nossa casa, entraram a força e...
– Não fale mais nada, Malfoy – Cortou-o bruscamente. – Poderá limpar seu nome na audiência.
– Não queria saber o que aconteceu? – perguntou, zombeteiro.
– Mas já não quero! – quase gritou –. Não me interessa saber o que estava fazendo com Zabini no maldito fim de mundo nem porque, sendo tão bons bruxos, conseguiram machucá-los como fizeram! – Parou, tomando ar. – Só posso dizer que o Ministério suspeita que vocês tinham um acordo com esses homens para traficar e... - Parou de falar ao ver como Draco abria a boca para protestar. – E... é tudo que posso dizer. – concluiu.
– Você acredita em todo esse lixo? –Draco explodiu.
– No que eu acredito, não importa – respondeu de mau humor –. Eu não sou nem juiz nem carrasco.
– Só o maldito carcereiro! – Cruzou os braços, furioso.
– Exato – Harry abriu mais a porta. – Sua varinha foi confiscada e está proibido de fazer magia até a audiência.
– Como queira, Potter – respondeu, sarcástico.
Assim que Harry saiu do quarto, Draco sentiu-se muito fraco. Era doloroso ver que Harry não acreditava nele, mas por lado sentia-se feliz. O moreno parecia encantadoramente enciumado quando se referia a Blaise. Decidiu, naquele momento que Harry Potter seria seu e não apenas por um tempo, mas para sempre.
A enfermeira ajudou Draco a se vestir, e ele surpreendeu-se ao perceber as pernas tremendo. Ouviu um zumbido e sentiu-se enjoado.
– Não acredito que esteja em condições de deixar o hospital – a enfermeira falou com o cenho franzido.
– Estou bem – Draco garantiu depressa. Não queria permanecer mais tempo ali.
A enfermeira encolheu os ombros, deixando-o sentado na cama para ir buscar Harry. O moreno entrou quase imediatamente.
– Está pronto? – perguntou, sobressaltando-se ao ver a palidez de Draco – Você está bem?
– Perfeitamente – respondeu com voz grave.
A vontade de vomitar estava mais forte.
– Vamos logo. – disse Draco e tentou levantar, mas não conseguiu.
– Deixe eu te ajudar.
Harry passou um braço pela cintura do outro e o levantou, aproximando-o do seu corpo.
Draco apoiou-se em Harry, satisfeito ao sentir o corpo forte e firme do outro. A diferença de estaturas era evidente: Draco apenas alcançava o ombro do outro. A altura era perfeita para acomodar a cabeça no peito do moreno.
Harry acariciou as costas de Draco, apertando-o um pouco mais e pensou que era maravilhoso tê-lo tão perto. Só precisava abaixar um pouco a cabeça para poder cheirar e beijar o sedoso cabelo loiro.
– Espero que não viajemos com pó de flu. – Draco falou. Não agüentaria a náusea se fossem através da lareira.
– Vamos aparatar. –Harry respondeu enquanto saiam do quarto.
– Ora, mas eu posso fazer magia? – perguntou, gozador. Passou os braços pela cintura de Harry, pois as pernas negavam-se a obedecê-lo totalmente.
– Eu aparato, e você vem comigo – respondeu como quem fala com um garoto pequeno e teimoso.
Draco quis dar uma resposta agressiva, mas sabia que, se voltasse a abrir a boca, vomitaria em Harry. Chegaram ao hall e Harry o encarou.
– Pronto?
Draco assentiu. Harry disse umas palavras e desaparataram.
Ron andava pela sala do apartamento de Harry, pensando onde poderia encontrar o amigo. Sabia que ele já voltara da última missão, mas não apareceu no treinamento desse dia e Ron precisava pedir-lhe um favor.
Foi até a cozinha para assaltar a geladeira e pegou um refrigerante. Então, ficou com água na boca quando viu a enorme melancia. Adorava essa fruta. Pegou uma faca e, quando estava cortando um pedaço, escutou um "puff" na sala e soube que Harry havia chegado. Pegou o refrigerante e foi para a sala. Quase caiu pra trás ao ver Draco nos braços do amigo e ficou encarando-os, completamente mudo de assombro.
– Olá, Ron –Harry o cumprimentou alegremente, fazendo Draco abrir os olhos.
Se Ron surpreendeu-se ao vê-lo, Draco surpreendeu-se ainda mais. O ruivo tinha mudado tanto que não o teria reconhecido se tivesse encontrado-o em outro lugar. O cabelo parecia mais vermelho que nunca e o rosto estava livre das sardas que foram motivo de muitas gozações. Dizer que ele estava atraente era pouco. Gostoso era um adjetivo mais apropriado. Estava muito mais alto que Harry e com um corpo que poderia muito bem ganhar um concurso de fisiculturismo. Sobrepôs o assombro e conseguiu falar:
– Mas vejam só quem temos aqui. – disse no costumeiro tom depreciativo – O pobretão continua sendo o fiel cão de guarda do Potter.
Ron recuperou-se da surpresa de ver Draco ali e enrubesceu de fúria.
– E você continua sendo a mesma serpente venenosa de sempre, Malfoy – respondeu com os olhos brilhantes –. Mas tenho uma notícia para você – Deu um sorriso maldoso. – Aqui, não estão nem Crabble nem Goyle para defendê-lo.
Ron colocou o refrigerante de lado e caminhou até o loiro, encarando-o com firmeza.
Draco havia se separado de Harry, mas ao ver Ron caminhando até ele, apoiou as costas no peito do moreno, buscando proteção.
– E vou te dar uma lição que nunca esquecerá – disse, o sorriso aumentando.
– H...Harry? – Draco chamou, hesitante, mas não obteve resposta.
Harry estava indeciso sobre o que fazer. Não permitiria, de nenhuma maneira, que Ron machucasse Draco, mas também queria dar uma oportunidade ao amigo de desabafar todo o rancor que sentia pelo loiro.
– Você não percebeu? –Ron perguntou sem deixar de sorriso e aproximou-se ainda mais de Draco –. Harry te trouxe aqui para pagar tudo que me fez.
– Não... não é verdade. – respondeu, incrédulo, e virou-se para Harry, mas ele evitou seu olhar –. Está mentindo!
– Então, por que acha que Harry não desmentiu? – Ergueu a mão e segurou o cabelo loiro –. Não tem escapatória, Malfoy.
Ron aproximou-se tanto que os corpos se tocavam. Deu um passo mais e Draco ficou preso entre os dois rapazes.
Ainda que estivesse assustado, o loiro não pôde deixar de excitar-se. Sempre tivera a fantasia de fazer amor com outros dois homens. Mas nunca, nem nos mais loucos sonhos, Weasley havia formado parte deles. Sentiu o membro de Ron em seu ventre e o de Harry, em seu traseiro e gemeu baixinho. Mesmo querendo fechar os olhos não o fez e viu-se refletido nos olhos azuis de Ron.
Quando o ruivo emaranhou os dedos em seu cabelo, fechou os olhos esperando sentir um doloroso puxão, mas esse não chegou a acontecer.
Ron aproveitou que Draco fechou os olhos e encarou Harry, suplicante.
-Por favor. - disse movendo somente os lábios.
Harry moveu a cabeça, negando, a testa franzida.
- Por favor, voltou a dizer Ron -,só um pouquinho.
Harry revirou os olhos e assentiu debilmente. Não parecia gostar do que Ron faria, mas não podia negar: devia muitos favores ao amigo. Ron sorriu e voltou a atenção a Draco.
Ron moveu a mão até a nuca do loiro e o obrigou gentilmente a erguer o rosto. Draco abriu os olhos, surpreendido, e viu como Ron inclinava-se até seus lábios.
– Não! – tentou dizer debilmente.Mas os protestos foram calados pela boca do ruivo.
Ron aproveitou que a boca de Draco estava entreaberta e a invadiu com a língua, fazendo-o gemer.
Harry sentiu como se o golpeassem no estômago ao ouvir o gemido do loiro. Sabia que Ron era um expert em beijos e bastava de alguns para conseguir o que quisesse.
Draco estava mais que surpreendido. Ron estava deixando-o sem fôlego rapidamente. O beijo de Harry fora diferente. O de Ron causava desejo, só isso, mas intenso e selvagem. Com outro gemido, desta vez de rendição, Draco começou a corresponder aos beijos com desespero, passando os braços pelo pescoço de Ron, aproximando-se ainda mais do outro.
Ron sorriu contra os lábios de Draco e continuou beijando-o ferozmente.
Harry virou o rosto de lado para deixar de escutá-los. Sentiu quando Draco se afastou e tentou impedi-lo, mas Ron se desfez de suas mãos. Segurando o loiro pela bunda, unindo seus quadris, friccionando o membro contra o de Draco que continuava gemendo sem parar.
– Você gostou de verdade, Malfoy? – Ron perguntou, afastando os lábios.
– Sim – Draco respondeu roucamente.
– O que vem em seguida é ainda melhor – prometeu.
Draco jogou a cabeça para trás e Ron imediatamente atacou o pescoço sem piedade. Mordeu, lambeu, beijou, chupou por todas as partes. Os gemidos do loiro já eram bastante indiscretos assim como os movimentos dos quadris de Ron.
Harry moveu-se para separá-los.
– Chega, Ron! – disse com os ciúmes a flor da pele. Mais um gemido de Draco, e o amigo seria um homem morto.
Draco foi separado com brusquidão, ficando desorientado e muito excitado. Seu membro estava dolorido, exigindo alívio. Ron afastou-se, exibindo um sorriso zombeteiro.
– DA próxima vez, Harry não estará aqui para te salvar, Malfoy –Ron falou, sensualmente. – E, então, você vai implorar para eu ficar com você.
Draco o encarou com os olhos entreabertos, ainda cheio de desejo. Quando finalmente percebeu o que teria acontecido se Harry não os tivesse interrompido, perdeu a cor.
"Agora, Harry vai pensar que transo com qualquer um" – Draco pensou angustiado e sentiu muita raiva de Ron.
– Tenho nojo de você! – gritou ao ruivo.
Ron apenas riu com gosto.
– Sim, claro. Por isso, teria deixado eu fazer o que quisesse, não é? – Continuou rindo – Aceita, homem, você bem que gostaria que eu transasse com você.
Draco deu meia volta e caminhou para onde esperava fosse o quarto. Não podia mais com a vergonha e a excitação. Necessitava de um banho frio urgentemente.
Harry seguiu Draco com os olhos e não disse nada para Ron até a porta se fechar atrás do loiro.
– Não terá próxima vez, Ron – falou com voz sibilante e os olhos brilhando de ciúme.
– É claro que não, Harry! – Deu um tapinha nas costas de Harry. – De agora em diante, Malfoy é todo seu. Mas deixa eu te dizer uma coisa... Hmmm... Ele beija muito bem!
– Não me interessa! – respondeu, furioso, e foi para a cozinha sendo seguido por Ron – Por que veio?
– Nossa. Não pensei que não gostava de me ver aqui – Riu. – Queria te pedir um favor.
Ron continuou cortando a melancia e ofereceu um pedaço a Harry que o pegou sem vontade.
– Outro? – zombou.
– Isto foi um bônus, uma vingança caída do céu – disse, erguendo as mãos para o teto – Muito obrigado, foi estupendo ver Malfoy disposto a deixar-se agarrar por mim.
– Às vezes, você é tão vulgar – Harry falou, desgostoso.
– Mas não demais – respondeu com a boca cheia. – Mas pensando bem, creio que o favor não vai dar, já que Malfoy está aqui. Queria convidar Jack para passar o fim de semana no seu apartamento... Ei, o que Malfoy faz aqui afinal?
– Faz horas que chegamos e só agora te ocorreu perguntar o que é que ele está fazendo aqui? – riu com gosto.
– Bom, acho que não seria muito cortês conversar com você enquanto eu estava agarrando a bunda de Malfoy, não é?
– Você é incorrigível – Harry continuou, rindo – Vou te explicar.
Draco retirou a roupa rapidamente ao comprovar que estava realmente no quarto e entrou no banheiro para tomar uma ducha fria. A tontura desaparecera como por encanto assim como o cansaço. Tocou brevemente o pênis para acomodá-lo, mas ele continuava ereto e sem sinal de querer descansar.
"Maldito Weasley!" – pensou, furioso – "Beija como poucos, o desgraçado! E para piorar, consegue o que quer!"
Procurou relaxar um pouco no chuveiro para ver se a excitação diminuía, mas essa não cedia. Com um suspiro de frustração, fechou torneira e secou-se sem pressa. Encontrou um roupão de Harry e envolveu-se nele.
No quarto, aproximou-se do espelho da cômoda e examinou o rosto. Sentiu-se feliz ao notar poucas marcas dos golpes. Encontrou um pente e o passou algumas vezes pelo cabelo. O cansaço retornou e decidiu dormir. Tirou o roupão e deitou nu na cama. Depois de um tempo, o murmúrio de vozes o acalentou e adormeceu.
Nota do Grupo:
Olá,
para os que ainda persistem conosco, mais um capítulo. Essa fica será postada rapidamente pois apenas o ultimo cap dela precisar ser arrumado.
Queremos agradecer a:
Condessa Oluha, Alexa Black, HannaSnape, Karla Malfoy, mare, Lis martin, gaa-chan, LuHH, Mel Arwen, Srta. Depp, Ny Potter e Kiara Uchiha Hiwatari XP.
Os Tradutores
