Tenho umas coisas importantes a esclarecer: 1) o capítulo em que a America faz o ultrassom pela primeira vez, no qual ela descobre que tá grávida de UM bebê (vocês vão ver mais pra frente), foi publicado uma semana antes da Kiera anunciar sobre os gêmeos. Conversei com hushedhands, que me disse que até pensou em mudar isso mas não o fez porque isso daria uma certa liberdade pra escrever a fic como tinha imaginado originalmente. Então, vai ser um bebê só. Não gêmeos. 2)Tive que retirar a fic do Nyah!Fanfiction porque me lembraram que lá não é permitido postar traduções, mesmo que autorizadas.

Então é isso. E como sempre me avisem se virem algo errado. =D

America passou todo o seu dia em uma reunião séria sobre educação com Kriss Ambers, e apesar de ser um tópico pelo qual as duas eram apaixonadas, ela já estava desgastada quando a tarde chegou.

"Maxon deve estar achando que fomos engolidas pelas nossas estatísticas orçamentárias." Kriss riu para as pilhas de pasta marrom que elas vasculhavam. "Nós o abandonamos no café e no almoço."

"Sua Majestade Rei Maxon pode usar seu tempo sozinho para alguma reflexão." Seu tom era sério, mas com um tom de fofoca.

"Ah, outra vez não." Kriss revirou os olhos. " Outra discussão de casal? Vocês passam todo o seu tempo juntos em guerra um com o outro?"

"Não." Seus olhos brilharam, " Maxon é terrível em guerras. Sempre o derroto facilmente."

Quando Kriss deixou o palácio três anos atrás, estava devastada. Ela amou Maxon incondicionalmente e mesmo assim não foi o suficiente. Mas Kriss teve um tempo para se curar e permitir que os sonhos de um futuro com Maxon desaparecessem. Sonhos perdidos não machucam uma vez que já desapareceram e você dificilmente se lembra de como eles eram. E, quando se sentiu pronta, ela teve a sua própria Seleção.

Candidatos fizeram fila no quarteirão pela chance de namorar Kriss Ambers. Alguns a queriam a penas pela fama. Outros estavam em um tipo de amor platônico pela imagem que viram dela durante a Seleção. As cartas que Maxon recebeu dela durante esse tempo, e que foram todas lidas com America ao lado para evitar qualquer tipo daquele desentendimento amoroso que perseguiu Maxon e America durante a Seleção, eram incrivelmente amigáveis. Kriss queria a opinião de Maxon, como um amigo que sabia pelo que ela estava passando. America estava inacreditavelmente orgulhosa dos dois por saírem de uma paixão e entrarem em uma sólida amizade. Não era uma coisa fácil de se fazer. Ela tinha sua amizade com Aspen para lembra-la disso.

E agora, Kriss estava certa de que tinha encontrado seu final de contos de fadas, afinal. Ela estava profundamente apaixonada por um jovem professor de uma escola particular de prestígio, conhecida por educar os melhores e mais brilhantes Dois e, ocasionalmente, Três. Eles compartilhavam, entre outras coisas, a paixão pela educação, o amor pela música clássica, gosto por bolo de chocolate e afinidade por uma certa Rainha ruiva que eles passaram a admirar.

As revistas de fofoca questionavam quanto tempo Kriss esperaria até se casar com o homem. De vez em quando eles publicam alguma coisa sobre Kriss ainda estar louca e desesperadamente apaixonada pelo Rei Maxon, e que esta é a razão pela qual ela ainda não está casada. Mas America sabia a verdade. Kriss estava se divertindo sendo ela mesma. Ela estava feliz consigo mesma e com o seu relacionamento exatamente do jeito que estavam, e quando ela estiver pronta para dar o próximo passo Maxon e America estarão na primeira fileira no seu casamento, sentados ao lado dos pais da noiva, torcendo por ela.

"Então, o que Maxon fez dessa vez?" Kriss perguntou, aliviada de ter algo do que falar além de orçamentos.

"Não é exatamente o que ele fez, mas o que ele vai fazer..." America disse, vagamente.

"Pobre Rei. O que você esta fazendo ele fazer agora?"

America suspirou. "Apenas uma pequena, minúscula e radical revolução social."

"Outra vez?" Kriss riu.

"Eu sei, eu sei. Eu sei que estou abusando da sorte. Estou abusando da sorte em todos os sentidos possíveis." Ela indicou as pastas que elas vasculhavam. O projeto no qual trabalhavam agora deveria ser o suficiente para satisfazê-la, ela sabia disso.

Kriss e America conversavam sobre financiamento para escolas públicas. De novo. Maxon prometeu a ela que, se ela pudesse financiar e supervisionar a implementação das escolas, então ela poderia fazer isso. E ela queria isso. Talvez Maxon visse isso como um trabalha complicado, um sonho, mas America tinha uma tendência chocante em conseguir o que queria.

"Eu devo saber sobre isso? Ou é mais seguro se eu for surpreendida como todo mundo?" Kriss pergunto, cautelosamente.

"Eu quero mudar as leis de herança." Kriss engasgou, e America pressionou casualmente, "Vê? Nada sério."

"América, não faça isso."

"Eu sei. Acredite, eu as li. Eu li todas elas antes de sugerir isso a Maxon. Elas são uma teia de aranha pegajosa e ambígua que, se você puxar um fio, desmorona. E depois, possivelmente, não exista mais nenhuma maneira de passar o trono de monarca para monarca e então, talvez, tenha uma pequena chance de que a monarquia deixe de existir."

"Você não podia bagunçar alguma outra lei? Tráfego, talvez? Ooh, você poderia tornar legal virar o carro para a esquerda no sinal vermelho. Isso seria excitante, não seria?" Bagunçado o suficiente pra você, talvez, com os relatórios de acidentes?"

America riu. "Eu juro, eu não estou procurando por problema só por procurar. Dessa vez é importante. É sobre... bem, crianças."

As sobrancelhas de Kriss levantaram, "Crianças?... Ótimo, já é a hora disso?" houve um pequeno tremor em sua voz. Talvez uma pequena sombra de remorso. America se lembrava de Kriss dizendo uma vez, durante a seleção, que ela passava algum tempo imaginando como seus filhos com Maxon seriam. Talvez seu braços ainda doessem por eles, de tempos em tempos.

"Logo, logo." America concordou pensativa, para responde-la. "E enterrada nas leis de herança está a cláusula que me forçaria a casar minha filha com um príncipe de outro país, quando ela chegar à idade certa. E isso não vai acontecer, Kris. Isso não vai acontecer."

"Mas Maxon tem uma grande amizade com os Ingleses. E pense nos Italianos! Talvez não fosse tão ruim se você não estivesse a mandando para algum lugar hostil."

"E se ela não amar os Ingleses? Ou os Italianos? Kriss, não é justo e nem certo. Nossos homens da realeza têm uma elaborada celebração televisionada, sobre sua afloração sexual e seu poder em namorar 35 mulheres e casar com uma delas por amor. Nossas mulheres da realeza são negociadas como gado. Eu não vou permitir isso."

Kriss suspirou, pesadamente. "Não posso discutir com isso."

"Eu falei com ele sobre isso algumas noites atrás, durante um ataque rebelde."

"Oh, America! Aconteceu outro ataque?" Preocupação cobriu seu rosto e America acenou como se não fosse nada. Não foi um dos ruins. Sem fatalidades.

"Eu disse a ele que as mudanças na lei permitissem que uma herdeira mulher fosse incluída na linha de sucessão. Assim, se nós tivermos uma filha primeiro, ela poderia herdar o trono de Maxon e governar como uma monarca hereditária, mesmo que ela tenha irmãos."

"América, isso..." Kriss suspirou. "Isso não é possível."

"Oh? E derrubar o sistema de castas? Isso não é possível também?" America perguntou.

"A liderança do nosso país é passada pela linhagem masculina." Kriss lembrou.

"Oh, é mesmo? Nossa, eu não tinha a mínima ideia. Conte-me mais sobre a monarquia da qual eu sou Rainha, Kriss." America disse, em um tom sarcástico.

Kriss foi intimidada. "Eu só quis dizer que... você tem que ter um filho homem, America. E ele tem que se tornar um Rei."

"Talvez eu tenha. Mas talvez eu tenha uma filha primeiro. E ela não vai ser passada pra trás por um irmão mais novo apenas por ser uma garota."

Kriss percebeu que não estava indo muito longe em convencer America. "E como alterando a linha de sucessão vai garantir que a sua filha não seja negociada com um país estrangeiro? São duas batalhas diferentes, America."

"Eu também pensei isso. Eu estava exausta em argumentar contra essas duas injustiças. Mas depois de ler as leis de herança, eu percebi que qualquer mudança que dê o trono a minha filha, permitiria a ela escolher o próprio marido. Dar a uma princesa esse poder em uma mudança anularia essa cláusula estúpida que requer que a enviemos em um navio para a Noruécia ou para a Federação Alemã ou qualquer coisa assim. 'Dois coelhos com uma cajadada só'*."

"Então, se você tiver uma filha primeiro, ela está protegida."

"Todas as minhas filhas estariam protegidas, uma vez que princesas sejam legalmente iguais a príncipes. Seria uma grande passo para eles."

Kriss deu um sorriso torto, "Todos eles? Quantos você está planejando ter?"

America balançou os ombros, corando levemente. "Eu venho de uma família grande. Maxon sempre quis uma família grande. Ele quer encher esses salões com crianças ruivas. Nós podemos apenas rezar para que eles herdem o temperamento dele e não o meu, ou então teremos um verdadeiro apocalipse em nossas mãos."

Kriss riu. "Você poderia vender estradas para esse tipo de circo."

"Eu não acho que teríamos alguma chance. Você pode imaginar os Jornais Oficiais?"

"Ooh, pobre Gavril." Kriss lamentou.

"Ele amaria isso. Faria uma excelente transmissão, um desfile de crianças ruivas escalando as câmeras e balançando as luzes."

"Nós nunca mais teríamos que ameaçar invadir outro país." Kriss disse, brilhantemente. "Nós poderíamos apenas ameaçar mandar para eles um pacote com seus filhos selvagens para serem cuidados por uma semana."

"Nosso próprio tipo de invasão." America apontou, ainda rindo.

Kriss tomou um gole de chá, ainda rindo com a imagem, e finalmente disse, sobriamente, "Se você está falando sério sobre isso, você sabe que precisa ligar para a Princesa Nicoletta. Os Italianos têm leis as quais você pode modelar para a sua mudança de leis. As mulheres deles têm sucedido ao trono desde a inserção da monarquia por lá."

America piscou, aturdida por não ter pensado nisso antes. "Talvez eu possa colocar um pouco de pressão política na questão para Maxon. Adicionar um pouco de incentivo extra? Tenho certeza que os Italianos adorariam ver Illéa fazer progresso na igualdade de gêneros."

"Vá devagar com ele, America." Kriss alertou. "Ele ama dar o que você pede, mas essa é uma grande tarefa. Não... não o faça se sentir um fracasso, ou como se ele fosse colocar o país em perigo com os Italianos, se ele não puder fazer isso por você."

Kriss estava absolutamente certa. Esse pedido, em particular, requeria um toque gentil. "Você está certa. Essa não foi uma boa ideia. Vou ser cuidadosa com ele." America prometeu, se levantando e alongando. Suas calças pretas finas e a blusa azul estavam amarrotadas pelo dia que ela passou naquela cadeira, discutindo logística. "Vamos terminar por hoje, Kriss. Eu preciso clarear minha mente antes do jantar."

"Tudo bem, então." Kriss se levantou e balançou um pouco sobre os joelhos, fazendo o sangue circular novamente. Seu vestido cor creme também amarrotado. "Oh, antes que eu esqueça. George me pediu para perguntar se você já leu sua proposta."

"Oh, sim." America sorriu à menção dele. "Como está o George? Escrevendo alguma outra proposta?"

"Ah não, você também." Kriss revirou os olhos. "Você leu ou não?... Sua Majestade." Kriss adicionou a última parte quando sua pergunta veio um pouco mais rude do que ela queria. America percebeu a especulação sobre o relacionamento de Kriss com George a colocou pra baixo. Coitada. America com certeza sabia como era aquilo.

"Eu li. E adorei. Quero me encontrar com vocês dois para discutir isso." O rosto de Kriss se iluminou com a notícia, mas America adicionou uma estipulação que trouxe um pouco de gravidade para a expressão da morena. "Mas não existe nenhuma maneira de fazer isso até tirarmos as escolas públicas do papel. Eu não posso vender isso a Maxon, e nem para os conselheiros. Não até que tenhamos nos garantido com esse projeto. Então, veja se esse seu homem consegue colocar sua inteligência considerável para nos ajudar a financiar escolas públicas, e aí nós poderemos começar a olhar para a sua proposta de bibliotecas públicas."

A proposta era realmente excelente. Iria requerer alguma diplomacia, Illéa precisaria de acesso à máquinas de impressão de larga escala, mais encontradas na Federação Alemã, e precisariam de acesso a textos de livros encontrados, principalmente na Inglaterra. E também precisariam, é claro, de financiamento, como todo o resto.

"Sim, certo. Uma coisa de cada vez." Kriss concordou, dificilmente contendo sua alegria. "Mas ele vai vibrar quando eu contar o que você disse."

"Bom". Sorriu América. "Ah, e Kris?"

"Sim?"

"Nunca mais me venha com 'Sua Majestade', outra vez."