Disclaimer, capa, e etc: Tudo no profile.

N/A: Oioi!

Primeiramente, eu quero agradecer à todo mundo que comentou: Tati Black, Clara Casali, N . Skellington (seu nome ficava sumindo, então eu pus os espaços, lol.) e Lady Anna Black; muito obrigada.

Depois à todo mundo que leu, favoritou e pôs a fic no alerta. Vocês são demais.

Bem, essa fanfic também faz parte do Projeto Mural de fotos lá do fórum 6V.

Gente, eu respondo comentário por comentário de quem tem conta no site. Se você não tem conta e quer receber uma resposta, é só deixar o e-mail, ok? Na review. Porque se não, eu não tenho como responder.

Agora, a fic. O capítulo de hoje vai para quem gosta de fluffy!

Boa leitura e review!

Ice


Capítulo dois: De Falhas e Obras Primas.


Lily sorriu consigo mesma, assistindo James revirar outras caixas de cabeça para baixo. Se na adolescência os dois eram feito cão e gato, desde os dezessete anos se entendiam tão bem que as vezes achavam que liam os pensamentos um do outro.

Não que as brigas tivessem parado, muito pelo contrário: se antes eles suspeitavam que uma coisa irritava o outro, agora eles tinham certeza. E, muitas vezes, esse conhecimento era utilizado nas piores horas possíveis.

-Lily! Lily! Olha o que eu encontrei! – James sacudia uma foto na frente da esposa entusiasmadamente. A ruiva riu, entrelaçando os dedos do moreno com os seus na tentativa de fazê-lo parar de se mover.

-Fica quieto, James, - pediu – deixa eu ver.

Era a Floresta Proibida.

Mas não a Floresta Proibida que ela conhecia, não. Aquela era a Floresta Proibida quando os primeiros raios de sol da manhã estavam começando a penetrar pelas árvores. As plantas ainda estavam úmidas da noite, algumas gotas de orvalho pingando no chão. As flores estavam viçosas e belas, as árvores pareciam fortes e lindas naquela iluminação.

Lily quase podia sentir o aroma fresco de flores e folhas úmidas de chuva, do frescor da grama molhada; o calor dos raios de sol em seu rosto, e podia ouvir os sons da floresta. Ela podia sentir uma paz incrível encher seu coração.

Pela primeira vez em sua vida, Lily Potter olhou para a Floresta Proibida com admiração, ao invés de medo.

-É... – a ruiva murmurou, sem conseguir encontrar as palavras - lindo James. Foi você que tirou?

-Hm? O quê? – James parecia confuso. –Não, foi o Padfoot! Ele não consegue fazer nada direito né?

Lily pisca por algumas vezes, se sentindo perdida. Para ela, aquela foto era a coisa mais linda do mundo – se realmente fora Sirius que a tirara, ele devia considerar trabalhar com fotografia. Ele tinha capturado o cenário de tal forma que você quase conseguia sentir o vento gentilmente soprando pelas árvores; como assim ele não conseguia fazer nada direito?

-Mas James, essa foto é... linda.

-Hm? – James olhou a foto novamente, como se procurando o que Lily tinha achado tão bonito. – Mas Lils, só tem plantas aqui.

Lily respirou fundo e lutou contra a vontade de bater na testa.

Ah, a sensibilidade masculina a todas as coisas artísticas! Ou será que o correto é a falta de?

-James, não tem só plantas aqui. Tenta ver o cenário como um todo... – Lily tentou explicar, apontando para a foto – olha as cores das flores, a forma como a luz reflete na água e parece explodir em cores e...

-Lils, - ele interrompeu a esposa carinhosamente, tocando o rosto dela com a ponta dos dedos. – se eu fosse você, eu parava de discorrer tanto sobre a genialidade escondida do Padfoot, se não eu vou ficar com ciúmes...

A ruiva riu abertamente do bico que James estava fazendo, se erguendo na ponta dos pés para dar um beijo na testa do moreno.

-As vezes você é tão bobo James.

-Eu posso ser bobo, mas eu amo você. – Ele sorriu, se aproximando para dar um selinho na esposa. – Além do mais, Padfoot não estava sendo genial quando tirou essa foto. – Lily abriu a boca para discutir, mas James aproveitou a distração da ruiva para roubar mais um beijo. – Essa foto aqui foi tirana na nossa primeira transformação em animagos. A ideia foi comemorar e então tirar uma foto da nossa forma animaga... – ele explicou, apontando para uma sombra no canto esquerdo da foto. – Eu imagino que essa daqui seja a sombra do pé do Wormtail, mas eu não tenho cem por cento de certeza.

-Mas James... Por que raios vocês não pediram para o Remus tirar as fotos? – Lily perguntou entre risos.

-Bem, - o moreno coçou a cabeça – primeiro, porque Remus não estava se sentindo muito bem. Isso foi logo depois de uma lua cheia, sabe? – a ruiva fez um sinal afirmativo com a cabeça, um sorriso triste no rosto. – e depois, Padfoot tinha essa fixação na cabeça sobre nos fotografar enquanto ele estava transformado. Deu nisso, - ele apontou para a foto novamente, meneando a cabeça negativamente. – momento falha nossa. Ou melhor dizendo, falha do Padfoot.

Lily riu da expressão frustrada no rosto de James, mas de súbito uma pontada de dor a fez parar e se sentar.

James, percebendo que a esposa não estava mais de pé ao seu lado correu na direção dela e se ajoelhou na frente dela.

-Tá tudo bem, Lily? Você precisa de alguma coisa? Quer que eu pegue água para você? Alguma poção? Quer que eu te traga algo para comer? Quer que eu chame o médico? Vai nascer? Ah meu Deus, vai nascer! – Lily começou a rir da expressão de pânico do marido, que corria de um lado para o outro do porão.

-Calma, amor. Foi só um chute. Só isso. – A ruiva ergueu a mão para fazer James parar de andar quando ele a ignorou, murmurando repetidamente todas as coisas que tinha de fazer antes de levar a esposa ao hospital. Lily fez uma nota mental de que ela tinha urgentemente que organizar as coisas para o James, já que se ela estivesse em trabalho de parto ele provavelmente estaria ainda mais apavorado. –James, querido, O HARRY NÃO VAI NASCER HOJE, ouviu agora?

-Não... vai?

-Não. Ele só está agitado, só isso. – Lily sorriu, puxando o marido para mais perto. – Está tudo bem com ele.

-E você, Lily? Você está bem?

Ampliando ainda mais o sorriso, a ruivinha fez que sim.

- Que bom. Lils... Você sabe, eu sempre fui covarde.

-James! – Lily parecia surpresa. – Você é uma das pessoas mais corajosas que eu conheço!

-Não... Eu nunca fui corajoso. Por isso, estava morrendo de medo de não cair na Gryffindor quando eu entrei em Hogwarts.

-Mas você entrou. O que prova que você é corajoso.

-Nem de longe. – James riu. – Sabe. Tinha esse ruivinha muito linda e intrometida que tinha entrado na Gryffindor... e o fato de eu pedir ao chapéu seletor para me por lá não tinha nada a ver com ela.

Lily sorriu se lembrando daquele momento no trem. Severus estava contando para ela mais uma vez sobre as casas de Hogwarts; e quando ele tinha feito uma remarca da sua predileção à Slytherin, James tinha tido muito a dizer.

E ela o odiara por isso.

Hoje, porém, ela entendia que esse tinha sido apenas uma forma de chamar sua atenção.

James sempre fora tão carente...

-James... – Lily suspirou, afagando o cabelo do marido com as mãos. Todo o sentimento que ela tinha por ele estava contido naquela palavra.

-Você é a minha coragem, Lils. – James sorriu, afastando mechas de cabelo vermelho do rosto dela. – E eu não sei o que eu faria sem você.

-E ai de você se tentar descobrir! – a ruiva disse, puxando o marido para baixo para um beijo longo e demorado; até que um gemido de dor sobressaltou o moreno.

-Lily, você...

-Não, James. Eu estou bem.

-Mas Lily...

-De verdade, James. Eu estou ótima.

-Você tem certeza? Por que, Lily, eu acho que a gente devia...

-Estou bem, James. Não se preocupe comigo, estou...

-Mas não custa conferir, né, Lils? Vamos lá...

-James Potter. Você está prestando atenção em mim? – Quando o moreno fez que sim com a cabeça, Lily sorriu. – Ótimo. Agora leia meus lábios. O-HARRY-NÃO-VAI-NASCER-HOJE. – Ela gritou, formando as palavras de forma exagerada. – Entendeu?

-Hm, sim. Eu acho.

-Bom mesmo.

-E o nome dele não era Elvendork?

-JAMES POTTER!