Origens

Daniel Sage – 2ª. Parte

Já era de noite, ela estava cansada e queria ir pra casa. Ela ficou meio desanimada quando pensou em voltar pra casa, já que ia ter que ir de metrô e ela não estava nem um pouco animada de encarar os velhos tarados que provavelmente estavam lá. Ela saiu da escola e deu de cara com uma Mercedes azul. O motorista era um cara sem rosto que usava um terno azul. Ela sorriu e entrou no carro.

-Oi Vic. – ela disse antes de lhe dar um beijo na bochecha. Ela queria beijá-lo nos lábios, mas aquela maldita máscara não deixava.

-Oi Helen, tudo pronto?

-Sim, você se lembrou de comprar o-

-Já comprei, tá no banco de trás.

Helena olhou no banco de trás e lá estava uma mala prateada muito bem trancada. Ela sorriu e, mesmo não podendo ver, soube que Vic sorria também.

A Mercedes foi correndo pelas ruas até Vic ficar tenso. Helena já ia perguntar o que tinha acontecido quando ela os viu no retrovisor. Era uma gangue de motoqueiros nada amigáveis. Ela fez uma careta e colocou a máscara.

-Amigos seus? – ela perguntou.

-Mais ou menos.

Ele acelerou e ela não reclamou. Em um dia normal ela teria exigido que ele parasse o carro para ela quebrar todos os dentes deles, mas aquele dia era um dia especial. Os dois não podiam se atrasar, nem podiam pensar em se atrasar.

Eram cinco motos incrivelmente rápidas, mas o carro também era bem rápido e logo no início Vic conseguir se livrar de duas. Ele deu várias voltas e acelerou pra carambam, assim se livrou de mais uma. Só faltavam duas.

Em uma das curvas o carro bateu numa placa de metal e esta caiu fazendo uma rampa perfeita. O casal trocou um olhar e Vic virou o carro a toda velocidade para a rampa. O carro voou e pousou nos trilhos. As duas motos voaram atrás dele e os três correram para dentro de um túnel.

Estava tudo bem até eles verem uma luz cegante, era um trem. Vindo direto pra eles.

-Trem. – Helena disse.

-Eu já vi. – Vic respondeu com toda a calma do mundo.

-Trem!

-Eu já vi!

Ele virou para um outro túnel bem a tempo de evitar bater de frente com o trem. Uma das duas motos conseguiu passar também. A outra tinha dado meia volta e estava fugindo do trem.

-Querido?

-Que é?

-Estamos atrasados.

Vic olhou o relógio sem acreditar. Helena segurou o volante já que seu querido maridinho o tinha soltado para olhar as horas.

-Isso é um absurdo. – ele disse sem olhar para o volante.

-Nem me fale.

Vic pegou o volante de volta e Helena agarrou sua bolsa, tinha uma mini besta lá especialmente para casos de emergência. E aquilo era uma emergência.

-Você se importa...? – Helena perguntou armando a besta.

-Claro que não, vá em frente.

Ela pulou para o banco de trás, mirou e atirou. A flecha foi em cheio no pneu da frente e o motoqueiro voou pra frente quando a moto parou de correr.

-Toma essa seu imbecil! – Helena gritou feliz da vida.

Vic riu e ofereceu a mão para ajudá-la a voltar para o banco da frente. A Mercedes correu muito, mais do que seus pneus permitiam, mas eles conseguiram chegar com menos de dez minutos de atraso. Vic pegou a maleta e abriu a porta para Helena, os dois voaram pelas escadas e abriram a porta do apartamento.

Dinah (a Canário Negro), Oliver e os outros já estavam lá arrumando a decoração. As crianças estavam bagunçado mais do que ajudando, mas era só um detalhe.

-Por que vocês demoraram tanto? – Ollie perguntou.

-Longa história. – Vic respondeu tirando a máscara.

Helena ajudou a terminar a decoração e Vic destrancou a maleta, tirando de lá um embrulho azul com laço laranja. Depois de tudo pronto todos se arrumaram e esperaram. Dentro de dois minutos alguém destrancou a porta, todo mundo correu para se esconder e uma mulher e um menino entraram.

A mulher era loira e meio baixinha. O menino era alto para a idade e tinha cabelos ruivos. Assim que eles pisaram dentro do apartamento todo mundo pulou para fora do esconderijo e gritou:

-Feliz Aniversário Dan!

Daniel sorriu e se afastou da babá para abraçar os pais. Helena apertou tanto o filho que ele ficou sem ar.

-Mamãe! Não respiro!

-Me desculpe meu amor, mas não é todo dia que você completa seis anos.

-Feliz aniversário filho. – Vic disse lhe dando o presente.

O menino pulou de excitação e rasgou o embrulho, era uma coleira vermelha com o nome "Spok" cravado. Qualquer criança pararia um segundo para pensar e descobrir o que aquilo significava, mas Dan era filho do Questão. Assim que ele viu a coleira ele pulou no pescoço do pai sem acreditar.

-De verdade? – ele perguntou todo animado.

-Claro que é verdade! – Vic respondeu sorrindo. – você vai escolher ele amanhã.

Daniel pulou no pescoço do pai mais uma vez e abraçou a mãe de novo sem acreditar que depois de dois anos pedindo finalmente ia ter um cachorro.

-Esse é o melhor aniversário de todos! – ele disse sorrindo.

Vic e Helena se abraçaram vendo Dan brincar com as outras crianças. Vic estava particularmente se sentindo muito bem consigo mesmo. Não era o melhor pai do mundo, mas às vezes conseguia dar uma dentro. Helena também estava super feliz, seu menino estava crescendo e antes que ela notasse estaria correndo por aí resolvendo crimes e quebrando a cara dos outros. O futuro parecia bem promissor pra ela.

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